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De mito a conivente

Mesmo sendo palmeirense, o amor pelo futebol, que me deu a profissão de administrador de empresas, está muito acima de um clube. Eu luto diariamente, mesmo não sendo minha área de trabalho, por este esporte, sobretudo o praticado em território brasileiro. Eu não desisto!

Com a devida abertura acima, queria demonstrar o profundo respeito pelo atleta Rogério Ceni como um goleiro de alto nível, ídolo de uma torcida, revolucionário na lida com os pés e como defensor de sobra (está no meu livro de táticas, com menção especial) e, além disso, como um profissional exemplar e comprometido com o bem de nosso futebol. Partícipe, inclusive, do Bom Senso FC!

E aí, a grande decepção: ele aceitou o convite desta idiota e conivente função de “assistente pontual”, na Copa América Centenária, ao lado de Dunga, Cebola e Gilmar e tudo o que representam, colocados pelos seus chefes que dispensam comentários.

Continuarei apenas respeitando o atleta por questões técnicas e táticas, mas arquivo o homem profissional na mesma gaveta de tantos outros que lá estão e de lá não sairão!

E triste porque meu sobrinho tão amado Gabriel o tem como ídolo. Espero que continue, no futuro, a apreciá-lo como grande jogador de futebol que foi…e apenas isso! Quando ele tiver consciência e idade para isso, terei imenso prazer de estar ao seu lado para, juntos, valorizarmos apenas o futebol praticado por este inovador goleiro.

Em tempo: o único dirigente que eu acreditava também cedeu, o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Melo será o chefe da delegação brasileira na Copa América Centenária.

 

 

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Por que ainda estão no comando?

Existem perguntas sem resposta.

Algumas razões, tais como: desconhecimento do assunto, desprezo ao questionamento, arrogância de idéias, presunções de métodos, interesses pessoais, falta de visão, repertório fraco, despreparo na formação erudita e incapacidade intelectual.

Estas alternativas apresentadas justificam o vazio, o vácuo do retorno a uma simples indagação que fazemos a todo o momento, estimulados por eventos como o de hoje: Por que ainda estão no comando?

Nesta convocação para a Copa América Centenária Centenária, e por assim dizer exótica nos EUA, de uma obrigatória lista de 40 nomes, os agentes do comando, do anão à cebola, alicerçados por seus chefes, apresentaram um lista de 23 nomes.

Sem Neymar, com priorização aos Jogos Olímpicos, esta lista foi escolhida, segundo os próprios em metodologia pré-estabelecida de análise de dados.

Os dados existem, mas sem metodologia de interpretação e acréscimo de subjetividade e sensibilidade, tornam-se um amontoado de papelada.

Por que ainda estão no comando?

Não importa que um outro nome desta lista entre em discordância ou mesmo que a maioria seja escolhida mesmo por mérito.

O cerne da questão é que eles não sabem o que e como fazer.

Nós não entendemos o por quê de suas continuidades no poder.

Poder é a palavra mais adequada a este momento, alimentados pelo rancor, orgulho, ignorância, patriotada e despreparo em todas as variáveis humanas.

Por que ainda estão no comando?

Não há mérito em herdar a vaga de quem trabalhou para chegar até aqui. Rogério Micale trabalha com a seleção sub-20 e Dunga, além da seleção brasileira principal, recebeu o presente de comandar a seleção olímpica nos Jogos Rio 2016, mesmo não sendo treinador, e  com currículo risível!

Por que ainda estão no comando?

A maioria dos convocados é boa, mas se não sabe o que fazer com eles, do que adianta?

O atraso continua, o esquecimento de jogadores como Victor, Cássio, Danilo, Fagner, Marcelo, Alex Sandro, Geromel, Rafael Carioca, Maicon, Ganso, Anderson Talisca e Jonas é relevante, porém, compatível com a visão fechada de futebol da bizarra (e também exótica!) comissão técnica e sua entidade-mor tão sem credibilidade.

Por que ainda estão no comando?

Como tirar melhor proveito, técnica, tática e psicologicamente de jogadores como Alisson, Diego Alves, o jovem Ederson, Marquinhos, Rodrigo Caio, Gil, Douglas Santos, Elias, Renato Augusto, Willian, Lucas Lima, Philippe Coutinho, Casemiro, Rafinha Alcântara, Douglas Costa e Gabigol, se não sabem o que estão fazendo?

Por que ainda estão no comando?

Por que a manutenção de atletas como Daniel Alves, Fabinho, Filipe Luis, Miranda, Luiz Gustavo, Hulk e Ricardo Oliveira? Se não sabem o que fazem, pode haver lógica nesta questão!

Por que ainda estão nos cargos, se o maior astro da equipe, Neymar, quer decidir tudo sozinho diante do previsível jogo praticado e sem coletividade?

Tempos de Fernando Diniz, Tite, Cuca, Roger Machado e Dorival Junior por estes lados e de estrangeiros de ponta bem atualizados e reciclados, com alguns até se oferecendo (Sampaoli) e se colocando à disposição (Guardiola) ou mesmo preparados para função de liderança (Leonardo, Raí, Alex, Paulo André).

Porque não temos comando!

E não aprendemos as lições de presente que caem sobre nossa história!

 

Silêncio: homens trabalhando

Como é bom perceber que o trabalho e a dedicação podem superar expectativas.

No futebol brasileiro pós 7 a 1, nestes últimos dias, alguns momentos de esperança surgiram!

Esperança quando se vê a ousadia de Fernando Diniz no seu Audax, em Dorival Junior não abrindo mão da ofensividade sem volantes marcadores, de Roger Machado privilegiando a troca de passes, de Tite remontando e remontando equipes, de Cuca experimentando algo diferente e de Diego Aguirre mostrando no Galo a besteira que o Inter fez em colocar um genérico de Dunga em seu lugar, o Argel.

E, na noite de ontem, na melhor exibição de uma equipe/seleção deste país pós 7 a 1, teve o silêncio e o trabalho do argentino Edgardo Bauza.

Mesmo diante de uma equipe com 5 reservas, era sabido que esta iria ter o mesmo comportamento: não deixar o São Paulo jogar, se fechando e lutando por uma bola, um gol, que a ajudasse na sua altitude, torcida e clima.

Mesmo com a cabeça em seu torneio continental, o Toluca foi surpreendido pelo trabalho e pelo despertar de alma de uma equipe brasileira, comandada por um argentino estratégico e um jogador muito acima da média, recuperado por Osório e confirmado por Bauza: Paulo Henrique Ganso!

Com variações táticas (4-1-4-1, 4-3-3 e 4-2-3-1) de alta movimentação e coletividade, a técnica sentiu-se à vontade como instrumento de uma grande exibição, com refinamento humilde, objetivo e com muita marcação por pressão!

Num ritmo consciente e aguerrido, depois de tantas tentativas e erros, um ótimo desempenho, além do resultado.

Trabalho com competência, não apenas suor! Inspiração e transpiração. Um ajudando o outro, aos pares de marcação e de triangulações!

Nada de excepcional e revolucionário. Apenas o aproveitamento das melhores características dos jogadores, a confiança no trabalho do cotidiano e a compreensão da alma humana.

Tudo de um jeito simples, porém frenético.

Um contraponto ao que ainda se vê de medíocre e cheio desculpas, de técnicos a torcedores, de cartolas a boa parte da mídia esportiva.

A ansiedade e o imediatismo corporativista deu lugar, na noite de ontem, ao respeito ao futebol brasileiro.

Por mais que as entrevistas do Dunga irritem a inteligência, com suas palavras e frases que dizem muito, mas não acrescentam nada, por mais que queiram nos fazer crer que estamos na “lona” do esporte e por mais que desejem que abandonemos nossa paixão, uma coisa é certa: o campo ainda é soberano e a bola ainda segue seu curso para além do oportunismo e da pobreza esportiva.

O campo ainda dita as regras quando a bola rola e esta, por sua vez, sabe exigir que a tratem bem!

Nós nunca vamos ceder e nosso futebol não vai morrer!

Mesmo que esta cambada tenha se aproveitado do nosso patrimônio!

Silêncio! Homens trabalhando…e lutando!

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