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Brasil num bom caminho

Os 3 x 0 do Brasil – que eliminaram os veteranos chilenos da Copa de 2018 – foi construído no segundo tempo pela paciência do jogo coletivo e objetivo, de mínimos erros e alinhamento, da equipe brasileira.

E decidindo nos erros do adversário, do goleiro Bravo por duas vezes, sobretudo na abertura de placar em soltar a bola de Daniel Alves em gol de Paulinho.

Um belo lançamento de Coutinho a Neymar, que serviu Jesus no segundo tento e Bravo indo para o escanteio desesperador que deu o contragolpe para Jesus – na sua casa – fazer o terceiro, com humildade e respeito!

Chile não foi bem dentro de casa e os argentinos – com show de Messi em hat trick – foram beneficiados com esta derrota chilena com a vaga direta.

Messi decidiu e muito para os hermanos, sozinho, com falhas equatorianas na altitude de Quito!

Em tempo: CR7 – com ajuda dos patrícios – também vai jogar o Mundial na Rússia, menos Robben, numa Holanda desmantelada!

Numa rodada repleta de surpresas sulamericanas e muita emoção na vitória e carimbo do Uruguai num jogo maluco de gols-contras; Guerrero de falta (problemas na arbitragem) empata com a Colômbia e coloca o Peru na repescagem moleza contra a Nova Zelândia e James Rodriguez coloca um pé salvador para colombianos comprarem passaporte para Rússia!

Voltando ao Brasil, hoje encerramos as Eliminatórias, em sua última rodada sulamericana, com notas:

Ederson: 7 – nada exigido, mas muito seguro. Bem posicionado, ótima saída de gol e preciso com os pés.

Daniel Alves: 7 – uma de suas melhores partidas, defensiva e ofensivamente.

Marquinhos: 7 – seguro e de ótima saída de bola.

Miranda: 8 – atento e líder do sistema defensivo.

Alex Sandro: 6 – bom jogo, sobretudo na defesa. Prefiro ele a Filipe Luis.

Casemiro: 8,5 – desarmes, cobertura e passes diretos impecáveis.

Renato Augusto: 7 – distribui o jogo consciente e ocupa muito bem os espaços.

(Fernandinho): 6 – jogou pouco, mas deu consistência na marcação, trazendo o time para 4-4-2.

Paulinho: 8,5 – que disposição em fazer tudo em campo!

Philippe Coutinho: 8 – qualidade ofensiva letal.

(William): 8 – mesmo em pouco tempo, traz mais força ofensiva ao Brasil, atuando com muita flutuação.

Gabriel Jesus: 8 – dois gols, muita movimentação, habilidade e força.

Neymar: 8 – partida madura e uso de sua habilidade a serviço do jogo coletivo.

(Firmino): sem nota – perdeu gol pela ansiedade de conquistar seu lugar, ao invés de devolver a William ampliar o placar.

Tite: 8 – poderia ter tirado Neymar e Coutinho bem antes, pelos cartões amarelos recebidos e o nervosismo do Chile pela desclassificação e gangorra de emoções!

Bom caminho e bons amistosos a vista (Japão, Rússia, Inglaterra e Alemanha), antes da convocação final de maio.

Continuar a evolução, manter a atenção e o desejo de jogar na seleção brasileira, planejamento e mais variações táticas e de execução para fazer uma ótima campanha – como um dos principais favoritos – no Mundial do ano que vem!

 

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Lampe e o desnecessário

O goleiro boliviano Lampe garantiu o 0 x 0 do placar num jogo em La Paz, totalmente desnecessário.

Não há futebol diante de 3.660 metros de altitude!

Futebol, claro, como se joga hoje em dia: velocidade, compactação, marcação forte, triangulações ofensivas e defensivas, atacar os espaços, ampliação do campo pelas extremas, alternância de posicionamentos, linhas adiantadas e marcação por pressão, entre outras coisas.

Como a seleção brasileira conseguiria executar isso quando nem a bola segue uma trajetória minimamente normal, além da falta de um elemento essencial que é o oxigênio?

Ficamos nas individualidades em 12 grandes defesas do goleiro boliviano Lampe: vai para seu DVD pessoal.

E a Bolívia optou por mudanças no time que beneficiassem jogadores que atuam neste ambiente de altitude.

Tite sim poderia ter feito alterações melhores que as óbvias para este jogo-oficial-teste (leia-se as entradas de William e Fernandinho). Momento pelo menos adequado para se testar Arthur e até Tardelli, mas principalmente o jovem e polivalente talento gremista!

W.O. teria sido mais digno de nota. Por que se expor a esta “prova” que não é “prova” em termos de futebol moderno a ser praticado. As questões físicas? Thiago Silva sentiu em sua contusão, substituído por Marquinhos. Tite faz bem em dar chance a ele, mas não neste jogo surreal!

Puro desperdício de tempo!

Nota: além de Alemanha (hoje classificada) e Japão (já classificado), ótima notícia de amistoso contra Inglaterra (14/11, em Wembley), também classificada com muita competência nesta tarde insossa!

 

Propostas e mudanças

A convocação de Tite para os dois últimos compromissos pelas Eliminatórias Russia 2018 ante Bolívia (5/10 na altitude de La Paz) e Chile (10/10 no estádio do Palmeiras) veio com surpresas em testes, atreladas a propostas de jogo alternativas.

Lembrando que somente neste país até o resultado – mesmo diante da classificação e campeões do grupo – suscita paixões incontroláveis em detrimento à real necessidade de novas experimentações, que são parte integrante do planejamento. Bem parecido com outras áreas tupiniquins!

Além disso, Bolívia já desclassificada, mas com a ausência de oxigênio para nossos atletas selecionados e o Chile, que virá desesperado – dependendo de seu penúltimo resultado em casa – por ao menos um empate que o leve a uma repescagem, num extremo ponto.

Tite, que convocou 24 atletas, se irritou com as perguntas sobre a não convocação do goleiro Vanderlei do Santos, que realmente faz por merecer. O problema está na confiança que Taffarel tem em Alisson, hoje titular da Roma e vindo de uma impecável partida contra o Atlético de Madrid, Ederson muito bem no City de Guardiola (meu, titular diga-se de passagem!) e Cássio, que não foi bem na última rodada e não sabe jogar com os pés, mas é um goleiraço. Pelos critérios, previa Vanderlei no lugar de Cássio.

Nas laterais, um conforto e uma dúvida: Fagner finalmente não foi chamado, porém, Danilo, hoje no City na reserva do ótimo Walker, não creio que possa ser melhor que o também reserva Rafinha do Bayern, já testado e ido bem. Ele é reserva de Kimmich. Daniel Alves e Marcelo, sem restrições. Já Filipe Luis deveria ceder lugar para Alex Sandro, em melhor fase.

Uma ótima notícia na defesa: Jemerson na vaga de Rodrigo Caio, em declínio técnico. Marquinhos e Miranda bem entrosados e Thiago Silva recuperando a confiança: ponto significativo com Tite.

Uma mudança de proposta de jogo reflete-se na possível tentativa de Casemiro e Fernandinho atuarem juntos, na marcação, no passe, na movimentação de uma intermediária a outra e na chegada em gol, uma vez que o bom e versátil Fred do Shakthar vem para incomodar positivamente Renato Augusto e sua escolha por atuar no futebol chinês, fatura que começa a pagar e a justificativa, talvez, pela escolha de 24 atletas desta vez. Fred passaria a ser ótima opção por este setor, assim como o jovem e inteligente Arthur do Grêmio. Gratas surpresas, as melhores ao lado de Jemerson vencendo a disputa com Rodrigo Caio.

Paulinho poderá ser utilizado talvez como um “falso nove” com sua versatilidade em vários setores do campo e mais: poderá formar um quadrado pelo meio – que lembra a Alemanha de 2014 – com a organização de Philippe Coutinho e revezamento pelos lados, ampliando o campo de atuação e triangulando com os laterais.

Podemos somar a isso o meia e atacante William, como um “coringa” ofensivo em apoio a Coutinho e Paulinho. Todos podem se juntar a Neymar e Gabriel Jesus no ataque. Atacar com 5 ou 6 jogadores contra retrancas, sem perder a cobertura e a compactação. Triângulos ofensivos e defensivos.

A volta do experiente meia Diego do Flamengo pode ser interessante para alternativas de jogo mais cadenciado e criativo. Ele ainda tem mais chegada na área que Arthur e bem melhor criação que Paulinho e Fred. Gostei de não ver mais o atual Giuliano sendo chamado, assim como Fagner.

Compreendo a convocação de Firmino, que vai muito bem no Liverpool, mas tem um limite para ver se dá resultado. Preferia ver Luan (por que não foi chamado de novo e testado?) como alternativa na posição, flutuando.

Já quanto a Tardelli, hoje na China, tenho tantas dúvidas quanto Paulinho na época que foi chamado pela primeira vez por Tite. Taison foi muito bem contra a Argentina e iniciou bem a Champions League. Não entendi nada a mudança por Tardelli. Surreal, uma vez que Douglas Costa não vem bem.

Apesar de Tardelli, Firmino, Cássio e Filipe Luis, a melhor convocação até o momento!

E, sobretudo, o leque maior de probabilidades e variáveis com mudança de poucas peças ao longo das partidas: 4-1-4-1, 4-2-3-1, 4-5-1, 4-2-2-2, 3-4-3, 4-2-1-3 e por aí vai, dentro do processo dinâmico, de postura e mental!

 

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