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O que aproveitar

Neste amistoso com menos da metade do público presente, em “copo meio cheio” por Tite na recuperação da seleção brasileira e “copo meio vazio” pela CBF; uma vitória brasileira e uma boa ajuda financeira à Chape, sobretudo por conta dos ingressos simbólicos de 50 reais adquiridos mesmo por quem não pôde ou mesmo não quis comparecer ao jogo no estádio Nilton Santos.

Alguns jogadores ainda em atividade no futebol brasileiro como Robinho, Fabio Santos, Diego e Diego Souza possuem ainda boa qualidade para serem protagonistas no futebol por aqui, que melhorou, mas carece de maior transformação. Há um caminho sendo apontado, com novas gerações de treinadores em destaque.

Alguns jogadores jovens também não podem oferecer à seleção brasileira atual opções de elenco como Gustavo Scarpa e Lucas Lima, apesar do bom jogo do santista.

Seleção aliás que não teve hoje nenhum de seus considerados titulares, principalmente pela convocação de atletas que atuam no país.

Entretanto, alguns jogadores podem figurar no plantel principal da seleção.

Começando pela defesa, com exceção da lateral-esquerda do Filipe Luis, reserva indiscutível de Marcelo, Weverton, Fagner, Geromel e Rodrigo Caio estão prontos para aproveitamento de Tite.

Digo mais: que se cuidem Marquinhos e Miranda com a dupla de zaga de hoje. E Gil e Thiago Silva, os reservas. Fagner tem ainda uma sombra de Tchê Tchê, não convocado.

Walace e William Arão são ameaças diretas a Fernandinho e Giuliano ou Paulinho. Casemiro e Renato Augusto podem contar com melhor suplência, além do não chamado Moisés, injustamente.

Há de se considerar o bom jogo dinâmico de Rodriguinho, infelizmente no lugar de Arão.

E, claro, a pré-temporada dos atletas.

No ataque, em que possuímos muitas opções, me agradou bastante Dudu. Luan ainda tem um futuro pela frente, ao lado do lateral Jorge, em outro setor de abundância na equipe.

Mas Camilo trouxe esperança para o lugar de Lucas Lima na reserva futura. Por que não?

E Diego Alves como goleiro que ainda não foi testado!

Jogo da amizade com a Colômbia, que muito fez pela Chape e por nós, o que não acredito que teria sido na mesma intensidade, no sentido oposto das iniciativas que nos emocionaram!

 

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Preferia que desse empate

Este desejo expressado pelo técnico Tite a respeito do amistoso ante a Colômbia no agora sim corrigido (finalmente!) Nilton Santos, dia 25/01/2017, carrega, em si mesmo, a razão deste confronto: ajuda financeira com a renda líquida à querida Chape.

Por se tratar de um amistoso fora das datas FIFA com jogadores estrangeiros de ambos os países estarem em plena atividade, os treinadores Tite e Jose Pékerman convocaram apenas jogadores que atuam no futebol de seus países.

Tite, por conta disso, complementou este desejo com um raciocínio bastante lógico: ele não pode impedir que os atletas brasileiros se empenhem intensamente visando possibilidades de novas convocações.

Porém, sabemos que já temos um grupo quase fechado de 18 selecionáveis que dificilmente serão modificados, caso não aconteçam fatores declinadores de rendimento e de comprometimento.

Um amistoso disputado ao lado do querido povo colombiano, povo de notável amabilidade e solidariedade.

Uma pergunta que nunca terá resposta diante da tragédia apresentada é a de que será que o povo brasileiro teria feito o mesmo numa situação contrária? Será que os gestos de grandeza humana de todos do Atlético Nacional (que cederá 7 jogadores para este amistoso!), de dirigentes a atletas, encontrariam similaridade no nosso país, hoje tão intolerantemente caótico?

Isto fora a ironia de quem dirige nossa seleção, não os que treinam, de estarem onde estão, no único país sulamericano que nada acontece em termos de punição social.

Aliás, os que treinam conseguiram reconquistar uma marca deteriorada a que vinha se submetendo nossa seleção brasileira (de jogadores a torcedores). Prejudicada por estes que, desde 1989, por lá caminham e assinam!

Nesta convocação, tenho algumas ressalvas técnicas e meritocráticas.

Na convocação de atletas do campeão brasileiro Palmeiras, apenas dois foram escolhidos, Dudu e Vitor Hugo, esquecendo-se de dois atletas que poderiam até ser chamados na lista completa e internacional de 23 atletas: os polivalentes Tchê Tchê e Moisés.

Ao passo que o terceiro colocado Flamengo tem quatro representantes: o já frequente goleiro Alex Muralha, o bom lateral Jorge, o veterano recém-patriado Diego e o ótimo William Arão, este último já merecia vaga há muito tempo.

E põe confiança em Fagner do Corinthians e na novidade do seu companheiro Rodriguinho. Moisés vai esperar muito ainda!

O isolado e mediano volante cruzeirense Henrique impede a convocação de Tchê Tchê.

Danilo Fernandes – a única opção viável do rebaixado Internacional – e o também frequente Weverton. Boas escolhas de goleiros.

Rodrigo Caio já é da seleção completa e líder do São Paulo. O gremista Geromel tem condições de brigar por vaga com o sempre chamado Gil. Rodrigo Caio, ao lado de William Arão, poderiam ser opções a Casemiro. O zagueiro vascaíno Luan Garcia é uma jovem opção mediana.

Dois laterais experientes como Fabio Santos e Marcos Rocha são também chamados no “reino dos laterais”. Por que não têm chances o santista Victor Ferraz e o também veterano Jean do Palmeiras?

Gosto do campeão olímpico Walace do Grêmio, quero ver o santista Lucas Lima provar há que veio e não aprecio o futebol do inconstante Gustavo Scarpa do Fluminense, tão badalado ultimamente, como um dia o foi o veterano Diego Souza, que entregou menos do que prometeu.

A grata surpresa veio na convocação do bom meia Camilo do Botafogo.

O atacante gremista Luan tem muito o que melhorar, porém gosto de seu futebol solidário. Não gostei que, sob o comando do prepotente Renato Gaúcho (Portaluppi parece grife, mesmo sendo sobrenome!), o atacante e o seu colega Walace, tenham tido um comportamento ofensivo diante do adversário Internacional, quando deveriam mostrarem-se mais maduros.

E o amigo do Neymar “ousadia”, Robinho, o das “pedaladas” e de ótimos e maus momentos, que poderia ter sido um craque e vencedor em escala mundial, foi chamado para completar o ataque. Robinho reinou diante de defesas nacionais atuais, além ter sido um ex pretenso a melhor do mundo, com direito a gravação de mensagem em secretária eletrônica.

Quanto ao jogo, oportunidades para muitos mostrarem suas respectivas qualidades a Tite.

Para muitos – e deveriam ser todos na utopia da vida – apenas apoio à Chape que, infelizmente, ainda não conseguiu ressarcir as famílias das vítimas diante desta mácula na história mundial, oriunda da tragédia que todos choraram.

Os colombianos secaram nossas lágrimas com flores e homenagens infinitamente maiores que esta!

 

Enquanto isso, na de 48

Enquanto as Eliminatórias para a Copa do Mundo Rússia 2018 acontecem, a FIFA aumenta de 32 para 48 seleções para o Mundial de 2026, ou seja, aproximadamente 20 % dos países filiados.

Enquanto tivemos que esperar que os inchaços políticos de seleções desde a era Havelange – que beijava mãos de ditadores em troca de votos e fez seu sucessor por décadas e agora punido – pudessem se reorganizar mais de 20 anos depois na qualidade das disputas; na de 48 teremos um maior número de jogos no mesmo período, comprometendo a qualidade do torneio.

Enquanto estávamos esquecendo as fórmulas mágicas de segunda-fase e regulamentos surreais como os das Copa de 54 (a mais bizarra), 74, 78 e 82; na de 48 teremos um mata-mata entre os dois melhores da chave, numa nova partida para saber quem passará às oitavas.

Enquanto a distribuição geográfica por vagas ainda sofre em aprimorar a seleção das melhores, na de 48 privilegia-se a periferia, a politicagem, o dinheiro e as futuras eleições do apenas sorridente presidente como diferencial estético.

Enquanto 4 seleções jogam entre si 3 partidas cada em 8 grupos, na de 48 serão 3 seleções em 2 jogos cada em 16 grupos.

Enquanto na primeira-fase são 48 jogos em 15 dias, na de 48 serão 60 jogos, sendo 16 repetidos.

Enquanto na primeira-fase atual os empates são considerados resultados, na de 48 a primeira-fase exaustiva estuda-se a possibilidade estranha de disputas de pênaltis para as igualdades ainda na fase classificatória inicial.

Enquanto hoje a Europa tem 13 vagas mais a Rússia como país-sede (9 primeiros colocados de grupos e 8 melhores segundos-colocados em duplas de mata-mata para definirem os demais 4), na de 48 serão apenas mais 3 vagas diante de um forte continente no cenário mundial futebolístico. 16 vagas.

Apostas 2018 da Europa: França, Portugal, Alemanha, Sérvia, Polônia, Inglaterra, Espanha, Bélgica e Croácia. As 8 para sorteio de mata-matas ficam em Suécia, Hungria, País de Gales, Montenegro, Eslovênia, Itália, Bósnia e Islândia.

Enquanto na África temos 5 vagas suadas, na de 48 aumentarão para 9 vagas e uma repescagem.

Apostas 2018 para África: Tunísia, Nigéria, Gabão (desbancando Costa do Marfim e Marrocos), Burkina Faso (finalmente após 3 ciclos) e Egito.

Enquanto na Ásia são 4 vagas e meia (repescagem) em que Austrália disputa nesta fora de sua Oceania, na de 48 dobraram para 8 vagas e meia (repescagem)!

Apostas 2018 para Ásia: Irã, Coréia do Sul, Japão e Arábia Saudita. Austrália ou Uzbequistão na repescagem.

Enquanto na nossa destruída Conmebol de muitos presidentes presos (nossa exceção que escapa) são 4 vagas e meia, na de 48 mais força em 6 vagas e meia.

Apostas 2018 para América do Sul: Brasil, Uruguai, Argentina e mais uma com Chile ou Colômbia. O perdedor deste duelo de pontos, na repescagem.

Enquanto na Concacaf repleta de países são 3 vagas e meia, na de 48 o dobro em 6 vagas e meia.

Apostas 2018 para a Concacaf: Costa Rica, México e Panamá (finalmente). Honduras vai para repescagem com a asiática. Estados Unidos de fora!

Enquanto todo continente americano é dividido para as eliminatórias, na de 48 pensam em ser tornarem um único continente em longas e cansativas disputas de mais de 3 anos.

Enquanto na Oceania sem Austrália gera uma vaga de campeão de seu continente para disputar repescagem contra um sulamericano, na de 48 terá vaga direta! Austrália voltará para casa?

Aposta 2018 da Oceania: Nova Zelândia, mas que pode ter a hegemonia quebrada pelo Taití.

Enquanto convivemos com o desgaste do tempo no torneio mais importante do esporte mundial ao lado dos Jogos Olímpicos, na de 48 as invenciones dão as mãos ao improviso num esperado resultado de perda de credibilidade e competitividade. Tudo lamentável!

 

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