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Tite, desista, ajude a acabar com gestão nefasta

Peço licença para reproduzir a coluna de Claudio Carsughi, publicada no UOL hoje, dia 15/06/2016, a respeito de Tite: impecável:

Tite, desiste enquanto é tempo!

por Claudio Carsughi

“O afastamento do técnico Dunga foi a conclusão óbvia de quem deseja sempre descarregar em alguém os próprios problemas. Isto sem entrar numa avaliação do trabalho desenvolvido pelo técnico gaúcho em sua segunda passagem pela seleção brasileira.

O que a CBF quer é mais um anteparo, um escudo que faça o grande público deixar em segundo plano o problema real, isto é a necessidade de fazer “tabula rasa” de toda a atual organização do futebol brasileiro, desde a CBF até as federações estaduais, na maioria dos casos transformadas hoje em cabides de empregos e muitas vezes sustentadas por verbas da CBF. Que assim “compra” os votos de seus respectivos presidentes para manter o “status quo” e não ter maiores problemas na sua continuidade.

Como a absoluta maioria entende que Tite é o melhor técnico do Brasil, nada melhor que entregar-lhe o comando da seleção brasileira e ficar assim ao abrigo de qualquer outra cobrança. Pois, se Tite não der certo, a desculpa estará pronta : “não era o que vocês queriam ?”

Uma análise racional e desapaixonada do trabalho de Tite como técnico mostra que seu sucesso ocorre quando os dirigentes lhe dão tempo, e uma certa autonomia, para montar o time. Isto passa através um trabalho tanto em campo, com treinos seguidos e simulações de situações de jogo para criar jogadas ensaiadas, como num cuidadoso trabalho, que envolve até o lado psicológico dos jogadores, fora de campo. Jogadores que, em vários casos (veja Neymar, por exemplo) não passam de meninos imaturos e mimados, (embora os anos tenham passado também para eles) que se julgam acima do bem e do mal.

Na seleção, com obrigações contratuais as mais diversas (patrocínios, amistosos já contratados, etc.), e sem poder ter à disposição os jogadores o tempo necessário para poder desenvolver tranquilamente seu trabalho, Tite terá milhões de obstáculos pela frente. E a possibilidade de não dar certo estará sempre pendente como uma espada de Dámocles sobre sua cabeça.

Eu julgo Tite, além de sua qualidade de bom técnico, um HOMEM DE BEM. Uma qualidade hoje em dia não muito frequente no mundo do futebol e assim sendo não gostaria de vê-lo envolvido numa situação em que tem tudo a perder a nada a ganhar.

Por fim, conselhos, se fossem importantes, seriam vendidos e não oferecidos. Mesmo assim permito-me, pelo apreço que tenho por Tite, um modesto palpite : espere o provável fracasso da seleção na próxima Copa e aí sim, com 4 anos pela frente, aceite o lugar que os dirigentes agora lhe estão oferecendo apenas para salvar a própria pele.

De toda forma, seja qual for sua decisão, estarei torcendo ardorosamente por você !”

Obrigado, mestre!

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Mão peruana salva o Brasil

Um gol de mão irregular do Peru salvou nosso futebol, nesta noite, do fundo do poço? Espero que sim!

Como não temos comissão técnica, nem direção e nem uma imprensa que cobre a seleção e total e plena impunidade dos oportunistas e carreiristas; precisamos sempre de alguém de fora para nos ajudar.

Do FBI ao “migué” do peruano e a lambança da arbitragem.

Ou de um acaso para destruir os incompetentes, despreparados e espertos. Tanto os que viajam com a seleção como os que não viajam porque não podem.

Que comece pela comissão técnica destituída, por completo, sem choro, nem cebola!

E uma verdadeira derrocada na direção!

Já que os 7 a 1 e uma boa quantidade de jogadores para formarem uma boa seleção, não nos valeram de nada!

Ridículo, como o que se passa com nosso país e o pensamento comum de nossa sociedade.

O reflexo disso foi que, quando precisamos de treinador, ele usou apenas uma substituição bizarra: Gabigol por Hulk!!!

Não aprendemos a lição!

Que vergonha de todos vocês, desde a era Teixeira que começou em 1989, na troca de Carlos Alberto Silva por Lazaroni e da entrada da nova direção, que põe o pé por cima da caixa com a taça do tetra.

Vivemos apenas de alguns craques que mascaravam nossa decadência intelectual, corporativista, xenófoba e atrasada ao longo destes anos!

Não basta mudar a comissão técnica, tem que vir de cima. E de mentalidade!

Dizer mais o que? Rogério Ceni e Bandeira de Melo, que eu respeitava, se uniram a esta gente toda!

Sem mais…

 

Continuamos ausentes, de técnico à direção

A goleada sobre o Haiti por 7 a 1 foi apenas o cumprimento de obrigação.

Mesmo com a boa atuação de Phillipe Coutinho, pelos 3 gols e jogando com muita objetividade e percepção tática, sobretudo quando os haitianos tinham saúde para acompanhar o Brasil no primeiro tempo.

Daniel Alves no ataque é muito forte, mas na defesa é muito fraco. O gol que conseguimos levar do Haiti teve sua contribuição negativa em cobertura, em falha compartilhada com Marquinhos.

Como Casemiro, que continuo gostando muito, conseguiu tomar um cartão amarelo neste jogo, ficando de fora contra o Peru? Em ótima fase, mas com um temperamento muito irritadiço!

Como não temos técnico, era natural que demorasse em tirar, contra o Haiti, o Casemiro e testar Lucas Lima com Renato Augusto para o próximo jogo contra os peruanos.

O menino do Wallace entrou bem e é um volante que sabe jogar, como todo o time gremista de renovação do bom treinador Roger Machado.

William foi bem, mas ainda sofre de afobação. Marcelo e Ganso seriam titulares neste meio de campo ao lado de Renato Augusto e Casemiro, mas como não temos treinador, isso não vai acontecer. Nem Ganso jogará neste certame, infelizmente!

Gil e Marquinhos são bem regulares, mas não superiores a Thiago Silva e Jemerson. Não me iludo com os 200 milhões de euros que o Barça quer pagar para ter o Marquinhos. Uma boa dupla de reservas porque Miranda já está superado. Em outras épocas, não utilizado como deveria.

Jonas não foi tão bem! Gabigol, em seu lugar, foi razoável. Hoje, Gabriel Jesus do Palmeiras vive grande fase. Sem visto americano no passaporte, não vai desfalcar seu time no bom clássico de domingo que promete ser um grande jogo entre dois treinadores merecedores em comandar a seleção brasileira: Tite e Cuca.

E esta entidade e comissão técnica, quanta vergonha!

Filipe Luis é bom, mas Alex Sandro é melhor. Rafinha Alcântara, Douglas Costa e Neymar são ausências importantes por conta das contusões.

Mas Hulk, Kaká e Luiz Gustavo, estes dois últimos que quase estiveram lá, desnecessários.

Independente do resultado, conquistado por obrigação, ainda não temos comissão técnica, nem direção de seus chefes!

Continuamos na campanha para o bem do nosso futebol, nem que o preço da mudança por completo seja o de ficar fora da Copa de 2018!

 

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