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Mês: dezembro, 2009

Classificação Final

Publicado por Senise no dia 19 de novembro de 2009

Confira nesta edição do 3 na Copa os comentários sobre os últimos países classificados para o Mundial de 2010 nas famosas repescagens. Tivemos de tudo um pouco: zebras como Eslovênia, Grécia e Nova Zelândia, surpresas como Argélia, Nigéria e Portugal, obviedades como Camarões e polêmicas, como as classificações de França e Uruguai.

No caso da França, Thierry Henry agiu como um verdadeiro armador de basquete, cruzando a bola com a mão na grande área para que Diarra fizesse o gol de empate na prorrogação em pleno Stade de France lotado (os juízes de fora estão lembrando os daqui). Henry admitiu sua fraude na partida e poderá ser punido por isso, mas a França acabou se classificando no sufoco, contra uma Irlanda que quase ganhou a vaga no finalzinho do segundo tempo da prorrogação.

Já o Uruguai fez um gol de oportunismo com Abreu, mas levou um gol de empate da Costa Rica, em pleno Estádio Centenário. A equipe do competente René Simões saiu de cabeça erguida, pois teve um pênalti não marcado em seu atacante no final do jogo porque o juiz, para variar, não quis se comprometer.

Resultado: todos os campeões do mundo estarão presentes na Copa e quem parecia eliminado, conseguiu a vaga. E é interessante lembrar que quando o 3 na Copa estreou Portugal e França estavam fora do mundial.

O sorteio dos grupos será no dia 4 de dezembro. Os times cabeças de chave são África do Sul, Brasil, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Itália, Argentina, França.

As demais equipes são agrupadas por continentes, para garantir que os países se misturem. Por exemplo, Brasil e Argentina não enfrentarão Chile, Paraguai e Uruguai primeira fase da competição. Dárcio Ricca explica isso detalhadamente e conta quais seriam os melhores e os piores adversários para a seleção brasileira.

Encerrando o programa, o quadro Minha Copa destaca a primeira vez que Anna Maria Gomes, mãe do Ricardo Senise, ouviu falar em Pelé, na final de 1958. Não perca!

 
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Amistoso Brasil x Escócia Galesa ou Inglaterra B

Publicado por Darcio Ricca no dia 15 de novembro de 2009

Neste sábado, véspera da proclamação da República Federativa do Brasil, nossa Seleção, com 6 desfalques no banco de reservas e 3 desfalques no time titular (apesar de Thiago Silva ter ido muito bem, podendo ser opção para uma possível não ida de Juan ao Mundial), enfretamos a Seleção “B” da Inglaterra com 8 desfalques (Foster, Rooney e quase Wright-Philips como titulares). Foi uma partida em que a seleção inglesa jogou (peleou seria melhor para ilustrar seu jogo) num estilo escocês (pela virilidade) e galês (pelo sistema de jogo) com um molho italiano de Fábio Capelo.

Vencemos por 1 x 0, gol do Nilmar e, apesar do primeiro tempo patético e do segundo tempo um pouquinho mais animado, poderíamos ter feito uns 2 gols a mais por Lúcio (emociantes suas subidas ao ataque) e por Luis Fabiano (ele bateu que pênalti?). Finalmente atacamos uma retranca no segundo tempo, mas precisamos melhorar muito nosso jogo contra equipes muito defensivas.

Este jogo só serviu para provar a titularidade de Nilmar e a queda de Robinho, que deve lutar pela condição de reserva com Tardelli, Carlos Eduardo e Alexandre Pato.

De positivo, Nilmar (um Marechal republicano), Elano, Thiago Silva, Lúcio e um pouco de Kaká. Michel Bastos é inferior a Fábio Aurélio que não foi testado por contusão. Pelas risadas, ver Hulk e a Besta (Júlio Baptista) jogarem juntos por quase 15 minutos foi sensacional! Os outros jogaram para o gasto, talvez cientes de suas futuras convocações. Melhor atenção a Carlos Eduardo, Diego, Alex, Anderson (o estranhamente esquecido), Pato e até Ronaldinho Gaúcho (reserva mais criativo para Kaká).

Gerrard, Lampard (se contundiu viajando de classe econômica ao Qatar), Terry (se contundiu em treino), Ferdinand e Ashley Cole fazem falta ao time inglês, tornando-o, como neste sábado, muito comum e apenas disciplinado. Carrick e Glen Johnson não são tão bons quanto Wes Brown e Milner, seus reservas. Rooney precisa da volta de Owen porque Peter Crouch, Herskey e Bent não são cavaleiros dignos de Her Majesty. Beckham é marketing e Wright-Phillips é um pouco melhor. Goleiros ingleses de ponta não existem. São reservas de estrangeiros de times grandes ou jogam em equipes menores (como Foster e Green).

Este Brasil e Inglaterra poderia ter sido bem legal com todos os titulares presentes da Inglaterra e alguns dos nossos. Mas ficou provado que Dunga precisa de opções menos previsíveis no banco de reservas (temos que rezar para Kaká não se machucar?). O time também precisa treinar, criar e escolher melhores opções de armação de jogadas ofensivas, buscando variações táticas. Só assim poderemos vencer o próximo mundial, em 2010.

Não percam o próximo programa 3 na Copa, ainda esta semana, com os fechamentos das últimas rodadas das eliminatórias pelo mundo. Tem cada surpresa…

Entrevista: Félix

Publicado por Senise no dia 3 de novembro de 2009

Félix, goleiro de 1970. "Zagallo queria jogadores de confiança."“Não existe futebol-força, existe futebol-habilidade”

Esta edição do 3 na Copa traz um convidado bastante especial: Félix Mielli Venerando, o goleiro da seleção tricampeã em 1970.

João Saldanha, técnico do time durante as eliminatórias para a Copa, dizia que Félix era um jogador frio e calculista, que se recuperava na própria partida. “Minha reconvocação não foi uma surpresa. Surpresa foi o corte do Saldanha pela Seleção Brasileira”, afirma Félix.

Saldanha foi substituído por Mário Jorge Lobo Zagallo, e Félix continuou no gol porque Zagallo queria “uns 5 jogadores de confiança”, incluindo, sobretudo, ele. Afinal, “em qualquer posição você improvisa, na nossa [de goleiro] não tem improviso”.

Félix conta ainda que o preparo da seleção de 1970 foi inovador. Carlos Alberto Parreira, na época preparador físico do time, pode ser considerado o primeiro espião da seleção, pois ia aos jogos dos próximos adversários do Brasil e fotografava tudo. Depois, “na base dos slides e na prancheta, Zagallo colocava a maneira da gente jogar”.

Sobre a semifinal contra o Uruguai, apontada na época como vingança pela derrota de 1950, Félix diz que aquele foi um jogo como outro qualquer. “[A Copa de] 50 não existia mais! Eu já tinha jogado com o Uruguai umas seis vezes… Vamos vingar 50 em quê? Não existe!”

No final da Copa, o reconhecimento por seu trabalho: “Fomos considerados os três melhores goleiros da Copa do Mundo: eu, o Banks [da Inglaterra] e o Mazurkiewicz [do Uruguai]“.

Além da seleção, pela qual também foi campeão da Copa Roca em 1971 e bicampeão da Copa Rio Branco em 1967 e 1968, Félix também atuou na Portuguesa, no Nacional e no Fluminense, onde foi campeão carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975 e campeão da Taça de Prata em 1970.

O quadro Minha Copa desta edição, claro, é com o Félix. Adivinha qual a Copa mais especial para ele?

Dárcio Ricca se emocionou: "Conhecer o Félix foi estar diante da história viva da melhor seleção de futebol de todos os tempos!"

 
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