Entrevista: Félix
“Não existe futebol-força, existe futebol-habilidade”
Esta edição do 3 na Copa traz um convidado bastante especial: Félix Mielli Venerando, o goleiro da seleção tricampeã em 1970.
João Saldanha, técnico do time durante as eliminatórias para a Copa, dizia que Félix era um jogador frio e calculista, que se recuperava na própria partida. “Minha reconvocação não foi uma surpresa. Surpresa foi o corte do Saldanha pela Seleção Brasileira”, afirma Félix.
Saldanha foi substituído por Mário Jorge Lobo Zagallo, e Félix continuou no gol porque Zagallo queria “uns 5 jogadores de confiança”, incluindo, sobretudo, ele. Afinal, “em qualquer posição você improvisa, na nossa [de goleiro] não tem improviso”.
Félix conta ainda que o preparo da seleção de 1970 foi inovador. Carlos Alberto Parreira, na época preparador físico do time, pode ser considerado o primeiro espião da seleção, pois ia aos jogos dos próximos adversários do Brasil e fotografava tudo. Depois, “na base dos slides e na prancheta, Zagallo colocava a maneira da gente jogar”.
Sobre a semifinal contra o Uruguai, apontada na época como vingança pela derrota de 1950, Félix diz que aquele foi um jogo como outro qualquer. “[A Copa de] 50 não existia mais! Eu já tinha jogado com o Uruguai umas seis vezes… Vamos vingar 50 em quê? Não existe!”
No final da Copa, o reconhecimento por seu trabalho: “Fomos considerados os três melhores goleiros da Copa do Mundo: eu, o Banks [da Inglaterra] e o Mazurkiewicz [do Uruguai]“.
Além da seleção, pela qual também foi campeão da Copa Roca em 1971 e bicampeão da Copa Rio Branco em 1967 e 1968, Félix também atuou na Portuguesa, no Nacional e no Fluminense, onde foi campeão carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975 e campeão da Taça de Prata em 1970.
O quadro Minha Copa desta edição, claro, é com o Félix. Adivinha qual a Copa mais especial para ele?


JUSTIÇA FELIX FOI TAMBEM UM DOS RESPONSAVEIS PELO TRI,ABS
Amigos, somente uma correção.
Vocês citaram meu comentário sobre o texto “dos bonequinhos” feito pelo Darcio e disseram que eu acho que o Elano deve ocupar a vaga de Daniel Alves, no meio.
Na verdade não foi isso o que eu disse. Eu falei que “gostaria de ver no meio campo, na vaga hoje ocupada hora por Daniel Alves, hora por Elano, um jogador que tivesse uma maior facilidade de infiltração com habilidade.”
Esse jogador poderia ser o Ronaldo Gaúcho, por exemplo.
Do mais, o programa ficou muito bom, parabéns!!!
Abraços!
Legal Darcio ! Estas entrevistas são bem bacanas. Mas o Félão é um pouco metido, não ?
Um abraço, Celso
Legal falar com “lendas vivas” do futebol… eles sempre têm histórias para contar!
Parabéns pela entrevista – e que venham muitas outras!