Como jogam as seleções da Copa: Grupo B
Caros ouvintes e leitores, apresento hoje uma breve análise do Grupo B da Copa do Mundo de 2010. O grupo que tem a Argentina, a Nigéria, a Coreia do Sul e a Grécia.
Argentina
Nossos vizinhos já tiveram uma safra melhor de jogadores que compunham elencos mais qualificados, além de treinadores um pouco mais gabaritados.
O manda-chuva Julio Grondona (da AFA), alçou à condição de treinador seu grande craque e vencedor histórico Diego Armando Maradona, que assumiu a seleção de seu país na reta final das Eliminatórias em lugar de Álfio “Coco” Basile.
Maradona, então, formou sua comissão técnica com Alejandro Mancuso (aquele que passou pelo Palmeiras) e Carlos Bilardo (seu técnico em 1986).
Esta comissão técnica escolhida me fez lembrar da turma do showbol (futebol de quadra de veteranos). Não acredito ser apenas uma coincidência…
Nos últimos três anos e meio de preparação e competições, as 2 comissões técnicas, juntas, chegaram a testar e convocar quase 80 jogadores!
Num esquema tático baseado no 4-4-2, Maradona abandonou os tradicionais 4-3-3 e 4-2-4 habituais de seleções argentinas anteriores que chegavam encantando e terminavam desclassificadas ou, como no favoritismo de 2002, sucumbindo antes da hora.
Num exercício de hipóteses, a equipe base de Maradona, deduzo, deverá ser:
- Romero (goleiro apenas razoável);
- Coloccini, Demichelis, Heinze e Ansaldi formam uma defesa experiente, porém, um pouco lenta;
- Mascherano, Maxi Rodriguez (ou Cambiasso), Gago (ou Verón) e Di Maria (ótimo meia do Benfica) num bom meio de campo que precisa de padrão de jogo;
- Messi (o melhor do mundo que ainda precisa despontar na seleção) e Aguero (ou Tevez) num ataque que precisa ser melhor municiado.
O banco de reservas deverá se completar com o goleiro Pozo, os razoáveis laterais Otamendi e Papa, o zagueiro veterano Schiavi, os volantes limitados Bolatti e Lavezzi, o meia razoável Gutiérrez e o bom atacante Higuaín.
Uma boa equipe que, se bem organizada e treinada, poderá fazer Messi, Verón, Di Maria e Aguero brilharem.
Como Riquelme está brigado com Maradona, Conca do Fluminense é um desconhecido para eles e Zanetti, Milito e Boselli andam sendo esquecidos; mesmo assim a Argentina têm uma equipe para passar para a segunda fase, disputando o primeiro lugar com a Grécia. Não creio que possam ir muito longe no Mundial.
Nigéria
As famosas “Super Águias” do atual técnico Shaibu Amodu já não voam mais com a mesma precisão de tempos passados. Da equipe antiga e famosa, apenas o experiente atacante Kanu que os brasileiros lembram muito bem.
Num esquema tático 4-3-3, eles privilegiam o ataque por herança histórica, porém, seu sistema defensivo deixa muito a desejar.
Seu time-base:
- Enyeama (goleiro razoável);
- Apam, Yobo, Nwaneri e Taye Taiwo numa defesa irregular;
- Olofinjana, Ajilore e o craque Obi Mikel (Chelsea – ING) num meio de campo rápido mas pouco combativo;
- Obinna, Martins (grande jogador do Wolfsburg – ALE) e Kanu (veterano) formam um ataque que promete incomodar os adversários.
Seu elenco ainda conta com os zagueiros Chidi Odeah e Echiejile, os meias Yussuf e Yakubu Aiyegbeni e o interessante atacante Odem Wingie que poderá ser o titular no lugar do experiente Kanu.
Acredito que não deva passar de fase porque Argentina tem mais elenco e o Messi e, a Grécia, é mais consistente e experiente.
Coreia do Sul
O discípulo dos holandeses Guus Hiddink (treinador de 2002) e Dick Advocaat (treinador de 2006), o atual treinador Hu Jung-moo tem por filosofia privilegiar o ataque, como na escola holandesa, e explorar a velocidade no melhor estilo asiático.
A Coreia do Sul é o melhor dos asiáticos e pode até complicar para as demais equipes do grupo, porém, carece da mesma deficência essencial da Nigéria: elenco.
Dentro de seu sistema de jogo tradicional no 4-4-2, sua equipe base deverá ser:
- Lee Won (bom goleiro);
- Oh Beom, Cho Young, Kim Dong e Lee Jung numa razoável defesa;
- Kim Jung, Ki Sung, Lee Chung (bom meia) e a estrela Ji Sung Park (Manchester United – ING) num meio de campo habilidoso mas um pouco disperso;
- Lee Keun (muito veloz) e a revelação Park Chu-Young (Monaco – FRA) forma uma dupla de ataque bem animada.
Um banco de reservas muito fraco será uma grande dificuldade quando das necessidades de reposições durante o Mundial, diminuindo as chances de classificação desta seleção para as oitavas.
Grécia
O experiente e competente treinador Otto Rehhagel (o mesmo do surpreendente título da Euro de 2004 contra Portugal em pleno Estádio da Luz) contará também com a experiência, a tradicional força e compactação defensiva de sua seleção e, desta vez, com uma boa melhoria na criação e nas opções de atacantes que se apresentam.
A Grécia pode até tornar-se a primeira do grupo diante da desorganizada seleção argentina.
Num ousado 3-4-3, sua equipe-base deverá ser:
- Tsorvas (ótimo goleiro);
- Vyntra, Kyrgiakos e Moras numa defesa inteligente;
- Papastathopoulos, o bom Karagounis (Panathinaikos – GRE) e os bons Katsouranis e Spiropoulos formam um meio de campo combativo, preciso e com boas jogadas municiadas aos atacantes;
- Charisteas, Samaras (ou Gekas do Bayer Leverkusen – ALE) e Salpigidis (revelação do Panathinaikos – GRE) foram um trio de ataque objetivo e que marca muito bem a saída de bola adversária.
Possui um banco de reservas apenas razoável, o que minimiza suas opções, mas tem uma equipe competitiva e que vai dar trabalho. Um preparo físico como um diferencial.
A próxima coluna, desta série de dos 8 grupos da Copa do Mundo, volta em 04/01/2010 e, por ser no início do ano que vem, gostaria de agradecer, neste ano que se encerra, e na promessa de grandes programas, entrevistas e coberturas ainda melhores no próximo ano, a:
Nossos ouvintes que debateram conosco em suas mensagens como Ivan Pagliarani (ele tem um blogspot em seu nome bem legal), José Osvaldo, Rodrigo Cardoso, Tuco, Fábio Camarneiro (além de ter sido o primeiro “cururu”), Estevan Xavier e Daniel Barembein.
Aos que deixaram mensagens de carinho e apoio: Renata de Albuquerque do Dárcio e Renata de Albuquerque do Senise, Néia, Luis Mauro, Celso Ricardo, Vanessa Guizi, o quarteto Nivanda, Totô, Julia e Gabi, Gabriella de Albuquerque, Tio Felps (correspondente internacional!!!), Thaís Alckmin, Maria do Carmo Fagundes, João, Carlo Tabuchi e Thomaz Jensen.
Ao apoio e força também de Giuliana Bastos, Maurício Stycer, Cleber Machado, Rodrigo Fávero, redação do Lance, Lédio Carmona, Helder (Dida), José Damião, Nereide Santos (grande Minha Copa de 1970), Thiago Gamboa, Thiago Borges, Ivanna Ferraz, Robson Ramos, Rafael Amaral, Pâmela Félix, professores e alunos da Anhembi Morumbi, Eduardo Anastácio, Sophia Bisilliat, Janaína Ribeiro, Hilário, Teresa e pessoal da Andremari Transportes, pessoal da Torigoe, Titio Cris, Pio, Thiago Furlan, Michel Ruiz, Priscila Vieira, Ricardo Oliveira, Alberto e Fernando da Vídeo B, Fábio Simoni (FSB), Luana Kavanji e todos os demais e aproximados 70 ouvintes de nossos programas e leitores de nossas colunas.
Especial agradecimento para Félix, grande goleiro campeão e para o nosso padrinho Ademir da Guia, além da gentil jornalista Claudia Cruz.
Mais especial agradecimento aos meus parceiros, companheiros e jornalistas Anna Fagundes e Ricardo Senise!
Até 2010. Dia 04 de janeiro teremos o grupo C!
Como jogam as seleções da Copa: Grupo A
O intuito desta série de colunas, num total de 8, é o de apresentar um pouco de informações iniciais a respeito das seleções que participarão da Copa do Mundo de 2010, no que aprofundarei antes do Mundial e diante das convocações finais do mês de maio.
Apresentaremos, nesta primeira coluna, pela lógica sequencial alfabética, as equipes do grupo A que são África do Sul, México, Uruguai e França.
África do Sul
O país-sede do Mundial, atualmente dirigido pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que iniciou o trabalho, mas que esteve ausente, por problemas particulares (em que seu substituto e indicado Joel Santana não obteve apoio suficiente para continuar no comando por seus resultados muito oscilantes); chega ao Mundial com a possibilidade real de entrar para história como o primeiro anfitrião de Copa a não se classificar ao menos para a segunda fase.
Num esquema tático baseado no 4-2-3-1, um sistema comumente utilizado por algumas seleções hoje em dia, inclusive a seleção brasileira de Dunga, Parreira tem por time-base:
- Fernandez (bom goleiro);
- Gaxa, Mokoena, Booth (único jogador branco e ídolo) e Masilela (compõem uma defesa relativamente organizada);
- Mhlongo e Dikgacoi (dois volantes razoáveis);
- Modise, Piennar (o craque do Everton – ING) e Tshabalala (boa habilidade e velocidade);
- McCarthy (homem de área e ídolo que está acima do peso e que Parreira está tentando recuperar).
No banco de reservas, o lateral Davids, o zagueiro Gould, o meia Parker e o atacante Mphela são opções de destaque.
As chances da África do Sul estão depositadas no pragmatismo de Parreira e no apoio apaixonado da torcida. Esta equipe tem chances de ao menos vencer o México ou o Uruguai e tentar um empate que a possa clasificar na última rodada com a bagunçada França.
México
Dirigida por Javier Aguirre (que assumiu a recuperação mexicana em 2009 no lugar do fraco e caro técnico Sven-Göran Eriksson), a seleção mexicana tem no 4-3-3 seu esquema tático-base.
Uma seleção que oscilou bons e maus momentos nas Eliminatórias da Concacaf aposta em seu bom ataque, mas precisa melhorar sua defesa e a marcação no meio de campo.
- Ochoa (goleiro razoável);
- Osório, Rafa Marquez (ídolo e experiente do Barcelona), Magallón e Salcido;
- Torrado, Israel Castro e Guardado (destaque do La Coruña);
- Blanco, Sabah e Giovanni dos Santos.
No banco, o zagueiro José Antonio Castro, o volante Efrain Juarez, o meia experiente e pouco utilizado Pavel Pardo e os atacantes Carlos Vera e Nery Castillo são as opções mais interessantes.
Uma equipe de altos e baixos e com ataque insinuante, porém, com um sistema defensivo que ainda não atende as necessidades desta equipe. Deverá disputar com o país-sede e o Uruguai a segunda vaga para as oitavas.
Uruguai
O experiente técnico Oscar Tabares tem uma equipe apenas muito disciplinada em suas mãos, bem ao seu estilo. O sistema de jogo adotado é o defensivo 3-4-1-2 e seu time-base é:
- Muslera (goleiro apenas razoável);
- Lugano, Scott e Godin (boa defesa);
- Maxi Pereira, Egurén, Diego Pérez e Álvaro Pereira (esforçados e duros);
- Nicolás Lodeiro (meia de ligação com o ataque);
- Diego Forlán (o craque) e Luis Suaréz (veloz).
No banco, opções como os defensores Victorino e Cáceres, o meia Álvaro Fernandez e o polêmico atacante “El Loco” Abreu são os mais utilizados.
Pela disciplina tática e o futebol pragmático, poderá até se classificar, mas acredito que deverá sucumbir aos africanos e/ou mexicanos.
França
Uma seleção de tradição com bons jogadores, principalmente do meio de campo para frente, tem em seu fraco e presunçoso técnico Raymond Domenech, uma equipe ainda considerada uma incógnita para este Mundial.
Num sistema tático da moda, o 4-2-3-1 (lembrando que o sistema 4-4-2 será o mais utilizado pela maioria das seleções), a França, tem por time-base (ainda em processo de definição de ocupantes), a seguinte equipe:
- Lloris (ótimo goleiro, podendo ser a revelação da Copa);
- Sagna, Escude, Gallas e Evra (estranho este lateral ter sido escolhido o melhor da Fifa em 2009);
- Alou Diarra e Lassaru Diarra (volantes esforçados);
- Gignac, Gourcuff e Henry (o da mão que eliminou a Irlanda e no site da Fifa nem se menciona isto);
- Anelka.
No banco, ótimas opções como o lateral Abidal, o ótimo meia Ribery, o bom atacante Benzema e os bons jogadores de meio de campo Toulalan, Govou e Malouda são opções que poderiam ser melhor estudadas por um técnico completamente perdido e cheio de si. Um verdadeiro “professor Pardal”, no que peço licença ao Tostão que é o autor deste apelido carinhoso que se utiliza para explicar técnicos desta natureza.
Suponho que nem treino e diálogo com sua equipe sejam habilidades que devam fazer parte do currículo deste treinador.
Mesmo diante disso tudo, a França deverá passar em primeiro por conta do material humano que possui.
Semana que vem farei a análise do Grupo B. Até lá!
Sorteio dos Grupos
Os grupos da Copa 2010 foram sorteados na última sexta-feira. Nesta edição do 3 na Copa Dárcio Ricca analisa cada grupo enquanto Anna Fagundes e Ricardo Senise dão palpites sobre quem deverá se classificar para a segunda fase e quem deve voltar mais cedo pra casa.
Confira os grupos e as apostas de Anna, Dárcio e Senise, em ordem de classificação.
Grupo A: África do Sul, México, Uruguai, França
Dárcio: França e África do Sul
Anna: preferia a Irlanda no lugar da França
Senise: África do Sul e Uruguai
Grupo B: Argentina, Nigéria, Coreia do Sul, Grécia
Dárcio: Argentina e Grécia
Anna: a Argentina deve passar…
Senise: Nigéria e Grécia
Grupo C: Inglaterra, Estados Unidos, Argélia, Eslovênia
Dárcio: Inglaterra e Estados Unidos
Anna: Inglaterra e mais alguém
Senise: Inglaterra e Estados Unidos
Grupo D: Alemanha, Austrália, Sérvia, Gana
Dárcio: Alemanha e Gana
Anna: Alemanha e Gana
Senise: Alemanha e Austrália
Grupo E: Holanda, Dinamarca, Japão, Camarões
Dárcio: Holanda e Dinamarca
Anna: Holanda e Japão
Senise: Holanda e Dinamarca
Grupo F: Itália, Paraguai, Nova Zelândia, Eslováquia
Dárcio: Paraguai e Itália
Anna: Itália e Paraguai ou Eslováquia
Senise: Paraguai e Nova Zelândia
Grupo G: Brasil, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Portugal
Dárcio: Brasil e Costa do Marfim
Anna: Brasil e Portugal
Senise: Brasil e Portugal
Grupo H: Espanha, Suíça, Honduras, Chile
Dárcio: Espanha e Chile
Anna: Espanha e Chile
Senise: Chile e Espanha
Vai ser engraçado ver estes palpites depois da Copa!
Além disso, também temos o quadro Minha Copa, com a jornalista Claudia Cruz e a cobertura de Copa de 1998, na França. Ouça agora!
Grupos da Morte, de Morten, de morte “morrida” e de morte “matada”
Caríssimos simpatizantes ouvintes-leitores do 3 na Copa: foram abertas ontem as apostas no cassino étnico e multicultural da Fifa, no chamado sorteio para a Copa do Mundo de 2010 – que terá nesta edição uma premiação recorde em dinheiro.
Analiso abaixo as chaves sorteadas e as chances das seleções participantes deste próximo Mundial, desde as postulantes a título até as que farão simplesmente turismo.
Antes, uma explicação. “Grupo da morte”, por definição conceitual da prática e previsão futebolística, significa as quatro seleções que o compõem poderiam se classificar se estivessem em um grupo melhor distribuído, dentro do currículo que essas seleções trazem quando se classificam, descontando, é claro, as imprevisibilidades (zebras). A Copa não é um mata-mata como estamos acostumados com campeonatos tradicionais, com os os jogos de volta em uma segunda chance. É, de forma jocosa, um campeonato de morte “morrida” e de morte “matada”.
“Morrida” porque equipes favoritas, num dia digamos meio “nublado” e infeliz, trazem a graça das chamadas zebras – e “matada” quando a obviedade fala mais alto e seleções mais fortes vencem outras mais fracas, mesmo sobre a pressão daquele momento.
Minhas apostas, claro que baseadas em análises durante estes três anos e meio somadas às tradições de Copas passadas, são as seguintes:
Grupo A: França, apesar de não ter técnico, deve passar em primeiro e Parreira (leia-se África do Sul), o rei dos empates e do pragmatismo, elimina México e Uruguai porque empatará com a França, em casa.
Grupo B: A Argentina, que não tem nem comissão técnica (Maradona, Mancuso e Bilardo), mas tem elenco e tradição, passa em em primeiro e a Grécia, de base eficiente, passa em segundo. A Nigéria é coisa do passado e a Coréia do Sul é ajeitadinha.
Grupo C: Inglaterra em primeiro pela eficiência, pela filosofia “copeira” de Fábio Capello e pelo melhor elenco desde 1970. Estados Unidos, pelo estrategista e também pragmático técnico Bob Bradley, fica em segundo. Argélia é o pior dos africanos e Eslovênia está na Copa pela incompetência da Rússia.
Grupo D: Alemanha, pela base de 2006, passa em primeiro e que pode ir longe também pela tradição. Gana, que é experiente e com bons jogadores com um conjunto dos que mais jogaram juntos, fica em segundo. Sérvia pode complicar porque é mais jovem, porém, conta com bons jogadores. Austrália é força física e empenho apenas. Um dos grupos mais complicados, empatado com o do Brasil em grau de dificuldade.
Grupo E: Este é o grupo de Morten: Morten Olsen, técnico da Dinamarca, que deve ficar em segundo. A Holanda, como o segundo melhor ataque do mundo e uma defesa razoável, fica em primeiro. Camarões pode dar um pouco de emoção com a habilidade e velocidade de seu ataque. Japão teve queda em seu rendimento padrão.
Grupo F: Eu aposto que o Paraguai ganha da defensiva Itália na estreia do Mundial, permitindo-o ficar em primeiro neste grupo. Itália fica em segundo com tranquilidade porque Eslováquia é previsível e Nova Zelândia é o pior time da Copa.
Grupo H: Espanha, favorita ao título (na frente do Brasil) e dona do futebol mais bonito jogado hoje, em primeiro. Chile, que vai fazer a Espanha suar um pouco na última partida deste grupo, em segundo. Honduras não deverá ser novamente a surpresa aos espanhóis como foi em 1982 (sua única e interessante participação) e a Suíça, de uma defesa digna do ”ferrolho”, deve perder de pouquíssimo para os dois favoritos.
Grupo G: Pareceu carta marcada a ida do Brasil para o Grupo G, que terá o menor deslocamento e jogará em cidades que estavam no planejamento de nossa comissão técnica.
Brasil, que é o segundo candidato ao título (mas pode ultrapassar a Espanha pela tradição) fica em primeiro no seu grupo. Ganha apertado da Costa do Marfim, que deve ser a segunda no grupo (e dar sufoco à Espanha na primeira partida de morte ou vida das oitavas). Portugal, que virá desesperado para cima do Brasil no último jogo da chave, perde a partida nos contra-ataques e fica de fora. Coréia do Norte – cujo presidente “democrático” transmite por vídeoteipe somente as boas partidas da equipe ao “seu” povo – será coadjuvante. Ao lado dos grupos da Alemanha e da África do Sul, está entre os mais difícieis da Copa.
Para chegar ao título, além da seriedade e do comprometimento habituais, a seleção brasileira terá que focar o planejamento, como nas conquistas que confirmaram Dunga e sua ótima comissão técnica no cargo. Porém, como Copa do Mundo tem muitos cartões e contusões e é um torneio muito rápido, Dunga terá que levar opções melhores e mais criativas para o banco de reservas, como Anderson no lugar de Lucas, Ronaldinho Gaúcho no lugar de Julio Baptista (para reserva de Kaká ou até jogar ao seu lado, na armação), Fred no lugar de Adriano, e repensar Pato no de Robinho (para a reserva de Nilmar).
Sugestões, pitacos e receitas todos temos, mas Copa do Mundo sempre surpreende e encanta com suas exposições sociais e políticas que vão além do futebol. Mesmo diante de tantas “mortes” nas partidas que virão, a vida pulsa em várias cores e ritmos.
