Como jogam as seleções da Copa: Grupo A

Publicado por Darcio Ricca no dia 23 de dezembro de 2009

O intuito desta série de colunas, num total de 8, é o de apresentar um pouco de informações iniciais a respeito das seleções que participarão da Copa do Mundo de 2010, no que aprofundarei antes do Mundial e diante das convocações finais do mês de maio.

Apresentaremos, nesta primeira coluna, pela lógica sequencial alfabética, as equipes do grupo A que são África do Sul, México, Uruguai e França.

África do Sul

O país-sede do Mundial, atualmente dirigido pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que iniciou o trabalho, mas que esteve ausente, por problemas particulares (em que seu substituto e indicado Joel Santana não obteve apoio suficiente para continuar no comando por seus resultados muito oscilantes); chega ao Mundial com a possibilidade real de entrar para história como o primeiro anfitrião de Copa a não se classificar ao menos para a segunda fase.

Num esquema tático baseado no 4-2-3-1, um sistema comumente utilizado por algumas seleções hoje em dia, inclusive a seleção brasileira de Dunga, Parreira tem por time-base:

  • Fernandez (bom goleiro);
  • Gaxa, Mokoena, Booth (único jogador branco e ídolo) e Masilela (compõem uma defesa relativamente organizada);
  • Mhlongo e Dikgacoi (dois volantes razoáveis);
  • Modise, Piennar (o craque do Everton – ING) e Tshabalala (boa habilidade e velocidade);
  • McCarthy (homem de área e ídolo que está acima do peso e que Parreira está tentando recuperar).

No banco de reservas, o lateral Davids, o zagueiro Gould, o meia Parker e o atacante Mphela são opções de destaque.

As chances da África do Sul estão depositadas no pragmatismo de Parreira e no apoio apaixonado da torcida. Esta equipe tem chances de ao menos vencer o México ou o Uruguai e tentar um empate que a possa clasificar na última rodada com a bagunçada França.

México

Dirigida por Javier Aguirre (que assumiu a recuperação mexicana em 2009 no lugar do fraco e caro técnico Sven-Göran Eriksson), a seleção mexicana tem no 4-3-3 seu esquema tático-base.

Uma seleção que oscilou bons e maus momentos nas Eliminatórias da Concacaf aposta em seu bom ataque, mas precisa melhorar sua defesa e a marcação no meio de campo.

  • Ochoa (goleiro razoável);
  • Osório, Rafa Marquez (ídolo e experiente do Barcelona), Magallón e Salcido;
  • Torrado, Israel Castro e Guardado (destaque do La Coruña);
  • Blanco, Sabah e Giovanni dos Santos.

No banco, o zagueiro José Antonio Castro, o volante Efrain Juarez, o meia experiente e pouco utilizado Pavel Pardo e os atacantes Carlos Vera e Nery Castillo são as opções mais interessantes.

Uma equipe de altos e baixos e com ataque insinuante, porém, com um sistema defensivo que ainda não atende as necessidades desta equipe. Deverá disputar com o país-sede e o Uruguai a segunda vaga para as oitavas.

Uruguai

O experiente técnico Oscar Tabares tem uma equipe apenas muito disciplinada em suas mãos, bem ao seu estilo. O sistema de jogo adotado é o defensivo 3-4-1-2 e seu time-base é:

  • Muslera (goleiro apenas razoável);
  • Lugano, Scott e Godin (boa defesa);
  • Maxi Pereira, Egurén, Diego Pérez e Álvaro Pereira (esforçados e duros);
  • Nicolás Lodeiro (meia de ligação com o ataque);
  • Diego Forlán (o craque) e Luis Suaréz (veloz).

No banco, opções como os defensores Victorino e Cáceres, o meia Álvaro Fernandez e o polêmico atacante “El Loco” Abreu são os mais utilizados.

Pela disciplina tática e o futebol pragmático, poderá até se classificar, mas acredito que deverá sucumbir aos africanos e/ou mexicanos.

França

Uma seleção de tradição com bons jogadores, principalmente do meio de campo para frente, tem em seu fraco e presunçoso técnico Raymond Domenech, uma equipe ainda considerada uma incógnita para este Mundial.

Num sistema tático da moda, o 4-2-3-1 (lembrando que o sistema 4-4-2 será o mais utilizado pela maioria das seleções), a França, tem por time-base (ainda em processo de definição de ocupantes), a seguinte equipe:

  • Lloris (ótimo goleiro, podendo ser a revelação da Copa);
  • Sagna, Escude, Gallas e Evra (estranho este lateral ter sido escolhido o melhor da Fifa em 2009);
  • Alou Diarra e Lassaru Diarra (volantes esforçados);
  • Gignac, Gourcuff e Henry (o da mão que eliminou a Irlanda e no site da Fifa nem se menciona isto);
  • Anelka.

No banco, ótimas opções como o lateral Abidal, o ótimo meia Ribery, o bom atacante Benzema e os bons jogadores de meio de campo Toulalan, Govou e Malouda são opções que poderiam ser melhor estudadas por um técnico completamente perdido e cheio de si. Um verdadeiro “professor Pardal”, no que peço licença ao Tostão que é o autor deste apelido carinhoso que se utiliza para explicar técnicos desta natureza.

Suponho que nem treino e diálogo com sua equipe sejam habilidades que devam fazer parte do currículo deste treinador.

Mesmo diante disso tudo, a França deverá passar em primeiro por conta do material humano que possui.

Semana que vem farei a análise do Grupo B. Até lá!

2 Comentários

Darcio! quanto conhecimento futebolistico… parabens! cuidado pra não falar mal dos meus queridos leos africanos. alias, cameroon se classifiicou. ahahaha

Dárcio, excelente análise.

Vou torcer para a França cair fora, pois eles sempre crescem no final e complicam para gente pelo ótimo ataque.

Meu palpite e Uruguai e Africa do Sul.

Grande abraço e bom ano.

Estevan

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