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Como jogam as seleções da Copa: Grupo F

Após alguns dias de ausência, felizmente voltamos ao ar para darmos continuidade às breves e resumidas análises das seleções da Copa, por seus grupos, durante este período de férias do 3 Na Copa.

Hoje, nesta coluna, antes dos comentários sobre o Grupo F, gostaria de ressaltar alguma zebras na Copa Africana das Nações.

A eliminação de Costa do Marfim diante do pior dos africanos classificados para a Copa do Mundo, a Argélia (o gol de empate dos costa-marfinenses, na prorrogação, foi mal anulado). Costa do Marfim, adversária do Brasil na 1a. fase e melhor africano que pode chegar até entre os  quatro primeiro na África; mostrou deficiências na defesa e desatenção, permitindo um empate no tempo normal, num jogo não tão difícil.

Que o Egito é o rei da Copa Africana (leva mais a sério que as eliminatórias para a Copa), todos sabemos, porém, Camarões, apesar de alguns desfalques é mais time, mas sucumbiu à disposição e disciplina tática dos egípcios, que não irão ao Mundial.

Nigéria, aos trancos e barrancos, se classificou, nos pênaltis, contra Zâmbia (depois de um 0 x 0 sofrível) e Gana (também desfalcada, principalmente sem Essien) ganhou de Angola (dona da casa), por um magro e sonolento 1 x 0. As seleções africanas ficaram devendo melhor futebol, mesmo diante da violência e da guerra civil em Angola.

O Grupo F tem a tradicional Itália, o perigoso Paraguai, a fraquíssima Nova Zelândia e os burocráticos da Eslováquia.

Itália

A atual campeã Mundial de 2006 tentará se igualar ao Brasil em número de conquistas, usando de sua forte defesa e tradição em mundiais para alcançar este êxito.

Sob o comando de Roberto Donadoni (ex-jogador que assumiu a Azzurra depois da saída de Marcelo Lippi, campeão em 2006), a Itália busca retomar sua força com o retorno recente do próprio Marcelo Lippi, dentro de seu sistema histórico, o 4-4-2, com a seguinte fomação-base:

  • Gianluigi  Buffon (ao lado de Júlio Cesar e Iker Casillas, entre os 3 melhores goleiros do mundo, se não for o melhor) ;
  • A forte defesa (para mim, perde apenas para o Brasil) com Zambrotta (o menos regular e único que não é da Juventus e, sim, da Roma), Chiellini, Cannavaro (capitão e grande zagueiro) e Fábio Grosso, numa defesa testada e aprovada, porém, como é a base da Juventus de Turim, não anda atravessando um bom momento;
  • Marchisio e Camoranesi na ótima marcação (ambos também da Juventus), o maestro Pirlo (melhor ponta de lança do mundo) e o relativamente habilidoso De Rossi, compõem um meio de campo de muita marcação e posse de bola, sobrecarregando Pirlo no quesito criatividade;
  • Gilardino (veloz e habilidoso) e o oportunista Ianquita no ataque.

No banco de reservas, Marcelo Lippi ainda está escolhendo suas opções, em que se destacam: o experiente volante Gattuso, os irregulares defensores Legrottaglie, Dossena e Perrota, o bom volante Montolivo, os meias Ambrosini (voluntarioso) e Pepe, os atacantes Inzaghi, Luca Toni, Pazzini (revelação da Sampdoria-ITA), Rossi e a possível volta de Totti.

A Itália sempre é favorita, mas com um equipe muito “velha”, porém experiente e com um jogo defensivo que Marcelo Lippi tenta melhorar, além da criação e das conclusões ofensivas, no caso de pretensões de título.

Paraguai

Em primeiro lugar, lamento profundamente o virtual corte de Salvador Cabañas (América-MEX), devido a um tiro no banheiro que sofreu em um bar no México.

Apesar do milagre de ter escapado com vida, sua situação, neste dia 26/01/2010, ainda é muito grave (risco de seqüelas e até de morte), levando a um comunicado sobre seu virtual corte.

Qualquer recuperação levaria de 5 a 6 meses para que ele pudesse poder voltar a treinar, no mínimo, dentro do campo ainda das hipóteses.

Gerardo Martino, técnico da seleção paraguaia, monta e treina sua equipe no tradicional 4-4-2. Com Cabañas, a seleção paraguaia chegava a atuar no 4-3-3. Seu time-base agora é:

  • Villar (bom goleiro com ótima saída de bola);
  • Dario Véron, Paulo da Silva, Julio Cesar Cáceres e Caniza, numa defesa muito experiente;
  • Bonet, Osvaldo Martinez, Victor Cáceres (ou Ledesma) e Santana, num meio de campo muito disciplinado que sabe atacar e defender com muita inteligência e em ritmo cadenciado;
  • O habilidoso Roque Santa Cuz  e o grande Haedo Valdez (Borussia Dortmund-ALE), num ataque que vai dar trabalho.

Como suplentes, Martino tem à disposição boas opções como o defensor Aureliano Torres, os laterais Rodriguez e Morel, o volante Vera, o meia Riveros e o atacante Oscar Cardozo.

Aposto, mesmo sem o ótimo Cabañas, que o Paraguai vence a Itália (polêmico, não!), ficando com o primeiro lugar no Grupo, deixando a Itália em segundo.

Itália e Paraguai deverão ser os classificados, porém, conta à ordem…

Nova Zelândia

Nesta sua segunda Copa (a primeira foi em 1982, enfrentando inclusive o Brasil), a seleção teoricamente mais fraca do Mundial participará do Mundial para ganhar experiência, uma vez que apenas 3 de seus titulares jogam na Europa. Os demais jogam em equipes nacionais.

O técnico Ricky Herbert, no 4-4-2 clássico, monta sua equipe da seguinte maneira:

  • Paton (goleiro razoável);
  • Sigmund, Vicelich, Nilsen (Blackburn-ING) e Lockhead, numa defesa irregular, mas com muita disposição;
  • McGlinchey, Ttim Brown, Smeltz (o melhor) e Leo Bertos, num meio de campo bem defensivo, liberando apenas o Smeltz;
  • Killen e Fallon, dois atacantes rápidos, mas com pouca técnica.

De destaque, o lateral Scott, o volante Eliott e o atacante Chris Wood.

Não deve passar para as oitavas. Será uma coadjuvante plena.

Eslováquia

O ex-jogador da antiga e boa seleção da Tchecoslováquia dos anos 90, Wladimir Weiss conseguir classificar, pela primeira vez como país independente, a Eslováquia para uma Copa do Mundo.

Num defensivo sistema tático 4-1-3-2, os eslovacos tentarão brigar pela segunda vaga, porém, “correm por fora” contra Itália e Paraguai. Sua equipe-base é:

  • O ótimo goleiro Mucha;
  • Salata, Zabavnik, Skrtel (ótimo zagueiro do Liverpool-ING) e Pekaric, numa defesa bem sólida;
  • O bom líbero Kozak;
  • O regular Weiss, o bom armador e criativo meia Hamsik (estrela do Nápoli-ITA) e Stoch, num meio de campo que procura jogar apenas nos contra-ataques;
  • Os regulares atacantes Vittek e Sestak.

O lateral Durica, os meias Sapara e Stuva e o volante Karhan merecem algum destaque nesta equipe muito defensiva e bem compactada aos outros setores do campo. O importante, para os eslovacos da seleção, é não tomar gols para poder vencer a partida num momento de desatenção adversária.

Não acredito em sua ida às oitavas de final.

Até a próxima coluna com o Grupo G, o do Brasil!

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