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Como jogam as seleções da Copa: Grupo G

Como jogam as seleções da Copa: Grupo G

O Grupo G, que tem a seleção brasileira como cabeça-de-chave, é considerado um dos mais difíceis do Mundial. Seja pela presença da seleção brasileira, sempre favorita, seja pelo equilíbrio entre outras duas seleções que o compõem, como Costa do Marfim e Portugal. Claro que, como em todo grupo difícil que se preze, sempre tem uma seleção misteriosa e considerada incógnita, como é o caso da Coreia do Norte.

Brasil

Um baixo rendimento em 2006 (5º lugar), em que pesou o clima de já ganhou, do grupo de jogadores que foram alçados à qualidade de titulares inquestionáveis, de falta de comando, de desorganização, de mau planejamento, de falta de comprometimento e de sucessivos erros de direção (todos no ano do Mundial); apesar dos ótimos resultados e títulos pré-Copa até 2005, fizeram com que a seleção brasileira caísse no descrédito da torcida e de grande parte da imprensa.

Tentou-se, então, convocar uma comissão técnica, para um trabalho de 4 anos, com as qualidades de comprometimento e seriedade notórias, porém, sem nenhuma experiência em treinar, como foi o caso, sobretudo, do ex-capitão do tetra Dunga.

Dunga sofreu todos os tipos de questionamentos, sempre ao lado do seu auxiliar, o ex-jogador Jorginho (que ao menos já havia treinado e levado o América-RJ a um vice-campeonato).

Numa mistura de críticas fundamentadas com algumas excessivamente passionais, Dunga, com o tempo, conseguiu uma melhoria significativa de resultados e conquistas de títulos importantes, além de derrotar adversários de renome.

Dunga conquistou uma popularidade das mais altas como técnico de seleção brasileira, mesmo com seu jeito arrogante. Os jogadores e boa parte da torcida confiam muito nele.

Dunga e sua competente comissão técnica têm a seriedade e o envolvimento necessários para ter o grupo em suas mãos, além de ter reconquistado, nos jogadores, à vontade e a disposição em servir à seleção.

O material humano é dos melhores que vão disputar o Mundial. A diferença para se chegar ao título passa pela melhoria de algumas peças, aprimoramento, muito treinamento e sorte.

A seleção brasileira é uma das sérias candidatas ao título. Tecnicamente, a coloco em segundo lugar, atrás da Espanha, mas nossa camisa…

Num sistema baseado no 4-2-3-1, Dunga, que precisa melhorar a capacidade ofensiva da seleção diante de adversários considerados mais frágeis e com retrancas bem armadas (nosso ponto a melhorar) e diante do peso em se manter o foco no planejamento, deverá escalar sua equipe da seguinte maneira:

  • Júlio Cesar (um dos melhores do mundo);
  • Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (a melhor defesa do Mundial);
  • Gilberto Silva (ótimo senso de colocação, experiência e fraco no passe) e Felipe Melo (ótima colocação, ótimo passe e cabeça quente, com futebol em queda momentânea);
  • Elano (ou Daniel Alves improvisado, nesta função-curinga), Kaká (candidato a melhor do mundo, por ser muito bom em quase todos os fundamentos) Robinho (ou Nilmar, este em melhores condições, porém Robinho pode voltar a ser um ótimo jogador);
  • Luis Fabiano (um dos melhores centroavantes do mundo).

No provável banco de reservas,

  • Doni (não é de seleção, mas é da confiança de Dunga) e Victor (ótimo 3º goleiro para ganhar confiança);
  • Daniel Alves (curinga), os bons Luisão e Miranda (ou Thiago Silva) e a incógnita reserva na lateral esquerda (Fábio Aurélio, André Santos ou Kleber);
  • Josué e Lucas (preferia Renato e Anderson);
  • Ramires, Ronaldinho Gaúcho (se recuperando, disputa com Julio Baptista) e Nilmar (ou Robinho);
  • Adriano (preferia Fred, pelo grupo).

O hexacampenato é possível, mas num torneio curto como este que não admite erros e pouca sorte, é difícil qualquer certeza! Porém, a parte da seleção está sendo feita, num trabalho que vem sendo conduzido a contento, talvez pelo sentimento de culpa da direção em relação a 2006.

Coreia do Norte

Juntei informações de pesquisas que fiz e percebi que esta seleção é bem defensiva, tem um jogador bem habilidoso no ataque e pode ser a equipe que dê trabalho pelas retrancas que irá armar. Que se cuide o Brasil na estreia!

O técnico, desta misteriosa equipe, e nação mais fechada do mundo, Kim Jog-hun, montou sua equipe num clássico 4-4-2, com a seguinte formação:

  • Myong Guk;
  • Cha Jong Hyok, Pak Nam Chol, Kwan Chon e Ri Jun-il;
  • Pak Chol, Ji Yun, Myong e In Guk Mun;
  • Hong Yong-jo (Rostov-RUS) e Jong Tae-si.

Como suplentes, o lateral Kwang Chon-Ri, os volantes Yong Hak An e Yun Nam-Ji e  o meia Tae Se Jong são os que mais entram em jogo.

Sem chances de surpreender  na sua segunda Copa. Quem não se lembra daquela de 1966 que eliminou a Itália e quase aprontou pra cima de Portugal. Os tempos são outros…

Costa do Marfim

Nesta sua segunda Copa, após ter ganhado experiência no grupo da morte em 2006 (com Argentina, Holanda e Sérvia, sobre esta última conquistou sua primeira e única vitória), vem para este Mundial em ótimas condições, com excelentes jogadores em clubes europeus de ponta, bom sistema de jogo, um treinador europeu competente (que também trouxe certo pragmatismo ao time) e muita disposição em fazer história.

Não será surpresa sua chegada a uma semifinal e complicar muito para o caminho do Brasil (seu segundo jogo) , porém, seu último resultado na Copa Africana de Nações (eliminada precocemente pela Argélia com também um pouquinho da ajuda do juiz), levantou alguns questionamentos, mas ainda é cedo para qualquer conclusão.

O técnico Vahid Halihodzic (campeão pelo francês Paris Saint-Germain em 2004), montou sua equipe num 4-3-3 bem ofensivo, com a equipe-base:

  • Zogbo (bom goleiro);
  • Eboué (Arsenal-ING), Bamba, Kolo Touré (Manchester City-ING) e Boka (ótima defesa);
  • Yaya Touré (Barcelona-ESP), Zokora e Romanic (meio de campo muito criativo e de ótimo passe);
  • Kader Keita (Barcelona-ESP), Didier Drogba (Chelsea-ING) e Salomon Kalu (Chelsea-ING) (ataque muito insinuante, mas que demora a concluir em gol).

Como reservas, o bom meia Bakari Koné, os bons zagueiros Mejle e Demel e o bom atacante Sanogo, além do veterano goleiro Boubacar; são os de maior destaque.

Por ter uma defesa mais sólida e um bom treinador, leva vantagem teórica e técnica sobre Portugal. 

É minha favorita para a segunda colocação deste grupo, em que deverá disputar com Portugal o segundo lugar.

Portugal

Num elenco que sofreu para se classificar para o Mundial, mas que mostrou sinais de significativa melhora nos últimos jogos disputados, Portugal chega ao Mundial com o peso do Brasil e a incômoda sensação Costa do Marfim (que será sua estreia decisiva no Mundial) em seu caminho rumo às oitavas.

Um bom elenco, um pouco envelhecido e experiente, com três brasileiros naturalizados (recorde com Pepe, Deco e Liedson) e um fraco treinador, Carlos Queiroz.

Portugal tem sua aposta na liderança de Cristiano Ronaldo, um craque, um dos melhores do mundo (abaixo apenas de Messi da Argentina) e que poderá fazer a diferença para poder saldar um débito com a torcida, por conta de um baixo rendimento nas Eliminatórias, quando mais os lusitanos precisaram de seu belo futebol.

Num ofensivo 4-3-3, Carlos Queiroz, que tem dificuldades de conquistar seu grupo de jogadores e de ter apoio da torcida (sombra de Felipão), escala seu selecionado da seguinte maneira:

  • O bom goleiro Eduardo;
  • Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Duda, numa defesa experiente e irregular;
  • Pepe (não alivia, muito faltoso), Raul Meireles (revelação) e Deco (ou Nani, como melhor opção);
  • Cristiano Ronaldo (o craque que está devendo), Liedson (bom atacante) e Simão Sabrosa (experiente que voltou a se apresentar bem).

No banco, opções como o lateral Bosingwa, o meia Danny, o experiente volante Maniche, o meia Cesar Peixoto e os atacantes Nuno Gomes e Hugo Almeida, são os mais utilizados pelo treinador.

Se Cristiano Ronaldo arrebentar (é bem possível) e o treinador conseguir conquistar o grupo e melhorar a organização tática, Portugal pode se classificar sim, apesar de Costa do Marfim e Brasil (seu último e talvez derradeiro jogo).

Até a próxima coluna com o Grupo H, o da poderosa Espanha!

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