Não lavem las manos por los hermanos!
Tanto durante os amistosos pré-Copa das seleções classificadas quanto das análises das notícias e pesquisas do cotidiano e bastidores das equipes, algumas novidades e novas hipóteses podem surgir.
Que o leitor destas colunas bem sabe, Espanha, Brasil, Inglaterra e Holanda, além de surpresas como Sérvia, Alemanha e Costa do Marfim; nesta ordem, sempre foram meus palpites para o resultado final da Copa de 2010. O Brasil, pela tradição, chega muito perto da Espanha, pois possui um sistema defensivo superior ao dos espanhóis e promessas como Robinho, que pode ou não, brilhar no Mundial (como Rooney e principalmente Messi!).
Com relação à seleção da Argentina, assim como a da França, sempre ressaltei que estas careciam de conjunto e, sobretudo, de treinador capacitado. E continuam assim…
O que me surpreendeu, e nisto está a graça do futebol, foi o amistoso, em Munique, dia 03/03/2010, em que a Argentina venceu por 1 x 0 a Alemanha (gol de Higuaín).
O resultado em si não é de se espantar, porém, as circunstâncias deste jogo, que pude ver por meio de um videoteipe completo, é que me estimularam (eu sei que posso estar sendo precoce!), a não desconsiderar o potencial de favoritismo dos portenhos, possivelmente naquele grupo dos principais, que citei em parágrafos anteriores.
Alguns fatores explicam esta melhoria: a Argentina ter dominado a partida amistosa (levada à sério pelas duas equipes), por Maradona não parecer ter atrapalhado sua seleção com seu ego, por Carlos Bilardo ter conseguido distribuir melhor as peças em função do aproveitamento de suas qualidades, por ter as voltas de Samuel (no lugar de Ansaldi), de Verón (no lugar de Gago) e de Higuaín (no lugar de Aguero), da empolgante participação de Di Maria (grande destaque do jogo), do acerto tático de Gutierrez e de Mascherano, por terem dominado o meio de campo com a manutenção da posse de bola e compactação da equipe em passes curtos e bem executados e da melhor compreensão das funções de cada jogador nos sistema de jogo mais cadenciado; de ganharem com frieza, paciência e autoridade, mesmo com Messi não tendo sido um dos melhores em campo, ao contrário!
Se mantiverem este crescimento e as voltas dos experientes Cambiasso, Diego Milito e Zanetti, além de, sobretudo, encontrarem a forma correta para Messi conseguir jogar o seu melhor para sua seleção, poderão sim sonhar com título.
Messi, logo depois deste amistoso com a Alemanha, jogou uma seqüência de partidas pelo Barcelona (cerca de 4 jogos) de altíssimo nível técnico e tático. Chegou a empolgar até aos mais pessimistas no que diz respeito às suas pretensões para o próximo Mundial.
Rivaldo, para mim, foi o melhor jogador do Brasil em 2002 porque Felipão o colocou na posição correta como segundo atacante ao lado de Ronaldo, na ocasião. Zagallo havia errado sua posição em 1998, no que o técnico francês se aproveitou muito bem disso na final da França, entre outras situações táticas e até emocionais.
Messi carece apenas de duas coisas para brilhar em 2010 e levar seu país a um possível tricampeonato: sua melhor posição no sistema de jogo da sua seleção que deve também ser preparada para seu jogo fluir e de mais confiança mútua entre o próprio jogador, companheiros de equipe e comissão técnica.
Isto está perto de acontecer e a leitura correta com a paciência do tempo é que se encarregarão de ditar os rumos da Argentina no Mundial!
Não devemos lavar as mãos nas apostas desta seleção e em seu baixinho-gigante, o Lionel!
Até!
