Geopolítica: grupos G e H
O último programa 3 na Copa sobre a geopolítica da Copa do Mundo destaca os grupos G e H. Algumas curiosidades apresentadas no programa: Costa do Marfim tem este nome por causa dos elefantes, claro, mas também é um grande produtor de chocolate. Portugal foi fundado em 1128, o rei da Espanha poderia ser um ditador, Honduras significa profundezas… as outras curiosidades, só ouvindo.
As músicas-tema dos grupos G e H são:
Grupo G
Brasil – Novos Baianos, “Brasil pandeiro”
Coreia do Norte
Costa do Marfim – Ismael Isaac, “Baramogo”
Portugal – GNR, “Choque frontal”
Grupo H
Espanha – Mala Rodriguez, Por la noche”
Suíça – Lys Assia, “Refrain”
Honduras – Banda Blanca, “Sigan bailando”
Chile – Los Amigos de Maria, “Vuelve a comenzar”
Encerrando o programa, Alexandre Possendoro é o convidado do quadro Minha Copa a conta como sua relação com o futebol mudou após 1982.
Confira!
Reflexões sobre a polêmica e saudável brincadeira do Santos em ser a Seleção Brasileira na Copa.
Desde uma parte da imprensa até os torcedores (do torcedor de Copa até o que acompanha os campeonatos) trazem à tona a possibilidade de como seria se o Santos, com todo o seu elenco, fosse no lugar da seleção brasileira de futebol na próxima Copa do Mundo.
Deixemos claro que seria uma análise do time completo, sem o sistema defensivo atual da seleção canarinho, considerado o melhor do mundo neste momento.
Dorival Jr., tomando por base a final do Paulistão e talvez pensando nas quartas de final da Copa do Brasil (torneio mais importante para o clube também neste momento) optou por uma mudança na equipe com a saída de André (do trio de atacantes) para entrada de Wesley no meio; proporcionando ao Santos, no seu modo de entender, um melhor preenchimento de espaço no meio de campo. A simples busca da competitividade.
Com base no atual time titular do Santos, cito a irregularidade do goleiro Felipe, os apenas regulares laterais Pará e Léo, os experientes e também regulares zagueiros Durval e Edu Dracena, o ótimo Arouca, o tático Marquinhos, o esforçado Wesley, o inteligente e moderno Ganso, o bem-modificado Robinho e o alardeado Neymar.
O Santos possui apenas alguns bons reservas como Madson, Zé Eduardo e André, o que é pouco para um Mundial.
Mesmo assim, friamente, é melhor que, no mínimo, metade das seleções que irão à Copa 2010, com folga.
Seria também muito competitivo, apesar da forma diferenciada de disputa de uma Copa do Mundo de futebol.
Seu meio de campo é criativo e seu ataque, então, dos melhores do planeta.
O problema está na peculiar forma de disputa de uma Copa do Mundo, o torneio mais curto, onde só existe o “mata” sem o hífen e a repetição desta palavra.
Neste torneio, não há nenhuma chance para o erro. A maioria das seleções ditas ” de chegada” (exceto a Itália que deverá fazer uma campanha ruim), sempre usam sua experiência para controlar a partida a seu favor, com intensa posse de bola e compactação de jogadores para minimizar os tais erros.
Claro que a ofensividade do Santos assustaria os grandes na Copa, mas seriam apenas lampejos do bom futebol, o que tornaria a Copa apenas mais divertida e com brilho.
O que realmente ” mata ” num torneio como este, é a capacidade competitiva na hora das grandes decisões e isto não limita-se a ” tremidas ” em hinos nacionais, por exemplo.
Dentre as características de um campeão de Copa do Mundo, citam-se: qualidade técnica, experiência, competência, tática, frieza, estudo, preparo emocional e intelectual, persistência e uma boa dose de sorte, estimulada pela tradição.
A Copa do Mundo é como a sociedade competitiva de hoje que exige tudo isto num curto espaço de tempo.
O Santos, além do curto espaço de tempo, teria um curto espaço de campo. Seu ótimo jogo seria mais difícil de ser praticado, mas poderia ser executado, complicando a vida de muita gente.
No campo da competitividade e, a partir das quartas-de-finais, o Santos (ou Selesantos como brincam) poderia até ir um pouco mais longe, mas acredito que, ao ser posto à prova diante das qualidades de uma campeão de Copa, sucumbiria pela ausência de alguns destes predicados: frieza, estudo, experiência, preparo emocional e intelectual, persistência, sorte e tradição.
A idéia é deliciosa, já a realidade…
Até.
Como um bom segundo-volante pode fazer a diferença!
Historicamente, nas últimas escalações de seleções brasileiras, desde 1974, a figura do segundo – volante esteve sempre presente no esquema tático. Não importava a forma de jogar de nosso time, os dois homens de marcação sempre estavam lá.
Desde os mais marcadores como Piazza, Carpeggiani, Chicão, Batista, Mauro Silva, Elzo, Gilberto Silva, Emerson e Dunga como primeiro-volantes; até os mais refinados no trato com a bola como Cerezo, Falcão, Alemão, Mazinho, César Sampaio, Kleberson e Zé Roberto como segundo-volantes.
Vale lembrar que Dunga foi bem como segundo-volante em 1994, deixando Mauro Silva atuar mais à frente dos zagueiros. Vide o passe de Dunga para Romário marcar contra a seleção de Camarões, na época.
Dunga poderia não usar como referência a equipe vencedora de 1994, neste quesito de volantes e marcadores e, sim, de se espelhar num exemplo melhor sucedido da seleção de 1998, num dos poucos a citar daquela seleção!
Naquela seleção, ele mesmo atuou como primeiro volante e César Sampaio como segundo volante em que este terminou o Mundial com incríveis 3 gols. Claro que devemos esquecer as falhas defensivas daquele campeonato como as de Junior Baiano, por exemplo.
Felipe Melo poderia cumprir bem esta função caso não estivesse em má fase atualmente.
Anderson, que salvou a seleção contra Portugal (uma pequena mudança faz muita diferença), não está nos planos (disciplinares) de Dunga, infelizmente.
Dunga dá sinais de convocar o bom Kleberson que também não vem atravessando uma boa fase, mas que poderia ser opção para o banco, uma vez que ele insiste em Josué para reserva imediato do primeiro-volante Gilberto Silva.
Por que não tentar, de segundo-volante, o útil e tático Elano!
Elano tem bom jogo de marcação, bom passe, ótimos lances de bola parada e consciência de jogo invejáveis.
Com isto, a seleção poderia ter mais uma opção para ajudar Kaká e Luis Fabiano no quesito criação de jogadas, pois acredito (mesmo me adiantando um pouco no assunto) em Robinho como armador pelo meio, liberando Kaká pela direita e um jogador pela esquerda que poderia ser Nilmar ou Ronaldinho Gaúcho (este precisa ir, mesmo como reserva e opção).
Elano (pela direita) e Gilberto Silva (pela esquerda) conseguiriam cobrir os avanços alternados dos laterais Maicon e Michel Bastos.
Também com Elano, Daniel Alves poderia ser uma ótima opção, como Ronaldinho Gaúcho, na variação de jogo da seleção, além de Ramires e Julio Baptista tornarem-se peças mais úteis para as pretensões táticas.
É importante reforçar a positiva idéia que Kaká e Robinho, com Dunga, estão colaborando na marcação e preenchendo espaços defensivos, o que reforça esta idéia do segundo-volante ser o Elano.
Uma pequena mudança no segundo volante (sem alterar o bom esquema de Dunga já montado) e um aproveitamento melhor das qualidades atuais de seus jogadores convocados, poderão fazer a diferença que nos distanciará, em qualidade, de Espanha (Xabi Alonso, Xavi e Iniesta), Inglaterra (Barry e Lampard), Holanda (Van Bommel e De Jong) e Argentina (Mascherano e Verón).
Até!
Entrevista: Celso Unzelte
“O comentarista nada mais é que um torcedor privilegiado!”
Esta edição do 3 na Copa traz uma entrevista bastante especial com o jornalista, editor, escritor, colunista, biógrafo e pesquisador Celso Unzelte, da ESPN Brasil. Dárcio Ricca e Ricardo Senise conversaram com ele sobre a importância, a relevância e as polêmicas de comentaristas e mesas-redondas em épocas de Copa do Mundo.
Claro que também não poderiam deixar de fora da discussão, como numa boa mesa-redonda que se preze, comentários sobre a seleção brasileira, o técnico Dunga, as Copas do passado e as perspectivas para o próximo Mundial.
Celso Unzelte fala também sobre os comentaristas, suas opiniões mutantes e como o estudo acaba diferenciando quem é do ramo e quem só está enrolando. Sobre as perspectivas para a Copa, ele diz não crer “nem em duendes e nem em africanos” e que a Argentina ainda vai dar muito trabalho…
No quadro Minha Copa, Celso lembra da Copa de 1982, “a Copa ensolarada”. Saiba o porque do nome ouvindo a entrevista na íntegra!
Geopolítica: grupos E e F
O novo programa 3 na Copa sobre a geopolítica dos países que vão à Copa 2010 destaca os grupos E e F. Descubra por que Camarões e kiwi têm esses nomes, por que a camisa da Itália é azul e a camisa da Holanda é laranja. E ouça Anna Fagundes apresentando o Japão em japonês!
As músicas-tema para os grupos E e F são essas:
Grupo E
Holanda – Zen, “Please accept my invitation”
Dinamarca – Sukkerchok, “Kæmper for Kærlighed”
Japão – Hikaru Utada, “Can you keep a secret”
Camarões – Zangalewa, “Un bebe”
Grupo F
Itália – Pepino di Capri, “Champagne”
Paraguai – Marisela, “Tu dama de hierro”
Nova Zelândia – Flight of the Conchords, “Hiphopopotamus vs. rhymenoceros”
Eslováquia – Kristina, “Horehronie”
Encerrando o programa, no quadro Minha Copa o santista Chico Bicudo lembra a seleção brilhante de 1982 e como foi fácil assistir à Copa de 2002. Não perca!
(O jogo citado no programa terminou Corinthians 4 x 3 São Paulo, mas isso não atrapalhou a gravação.)

