Espanha 1 x 0 Portugal: até onde irá a Fúria?
Com um gol de David Villa, no segundo tempo, daqueles por insistência, a Espanha conseguiu transformar em vitória e classificação para as quartas de final seu ímpeto ofensivo diante de um jogo mais defensivo dos portugueses.
Portugal jogou à sua maneira desde o início deste Mundial, uma linha de 4 e outra de 5 jogadores no meio de campo, aatrás da linha da bola e saindo para eventuais possibilidades de contra-ataques ou subidas dos laterais> Foi mal aproveitado o lateral esquerdo português Fáio Coentrão, o melhor da Copa. Destaque para Simão sabrosa e danny: incansáveis.
Com volantes de boa marcação, mas com erros de saída de bola (Pepe, Tiago e Raul Meireles), Portugal foi dominado pela Espanha neste setor, o que proporcionou aos espanhóis seu tradicional e refinado toque de bola que busca, com eficiência, as melhores oportunidades com as bolas nos pés que são criadas por seus condutores: Xavi e Iniesta. Fábregas foi pouco utilizado nesta Copa. Del Bosque prefere Busquests com Xabi Alonso.
Com uma boa defesa, apesar do fraco Capdevilla, a Espanha consegue ter suporte para suas ações ofensivas. Estranho hoje foi o nervosismo do ótimo e experiente goleiro Casillas. Numa falha de Casillas, quase que os portugueses, sem merecer, conseguiram abrir o placar, ainda no primeiro tempo.
Apesar de esforçado e mostrando um pouco do seu repertório, o atacante espanhol Fernando Torres ficou devendo. Llorente entrou em seu lugar, possibilitando à seleção espanhola um definidor, uma vez que a Espanha cria muito, e com qualidade, mas define pouco. Apesar de que nesta partida, os chutes em gol foram mais realizados.
O goleiro português Eduardo evitou um placar espanhol mais dilatado em pelos menos mais 2 gols.
Às vezes, a defesa espanhola tem algumas distrações, sobretudo com o meia Xabi Alonso. Se Portugal tivesse mais qualidade, os espanhóis poderiam ter se complicado no início do jogo.
Se por um lado o spanhol David Villa, além de artilheiro com 4 gols ao lado do eslovaco Vittek (já eliminado) e do argentino Higuaín; joga uma excelente Copa e está sendo decisivo no ataque. Não se pode dizer o mesmo do badalado ex-melhor do mundo, o português Cristiano Ronaldo.
Muito abaixo das expectativas do mais otimista dos torcedores, Cristiano Ronaldo jogou quase nada neste Mundial. É justo se fazer o registro quanto a pouca produtividade e pouco auxílio ofensivo de Portugal. Mas, não se justifica uma apresentação de nível tão mediano.
Sinto um pouco que o mundo das celebridades encantou por demais o gajo. Como pode ser tão bom e se apresentar tão mal?
A Espanha é sim uma das favoritas ao título. Era a superfavorita antes de iniciar o Mundial, mas tem chances de voltar a sê-lo. O problema que Brasil, Alemanha e, correndo por fora a Argentina dem Messi e de Maradona, também incomoda. A Holanda poderá ser uma surpresa, assim como o Uruguai.
É certo que o apelido “fúria” que carrega a seleção espanhola poderá levá-la, no mínimo, a um resultado melhor que seu quarto lugar na Copa de 1950 (sua melhor colocação), pois terá os paraguaios que fizeram um fraco jogo contra o Japão.
A Espanha já provou que pode ser uma seleção de decisão, sobretudo quando chegar às semifinais. É aguardar o tamanho da Fúria!
Paraguai 0 x 0 Japão. Nos pênaltis, classificaram-se os guaranis. O pior jogo das oitavas
Devidamente distribuídos nos 4 jogos das quartas, os sul-americanos Brasil, Uruguai, Argentina e, agora, o Paraguai; representam 50 % dos classificados para as quartas de final.
Pode acontecer até uma inédita semifinal entre 4 sul-americanos. Menos para o Paraguai que, ao julgar pela péssima partida partida contra o Japão, as chances guaranis são quase nulas. Portugal ou Espanha, que finalizam as oitavas hoje, devem desbancar nosso colega de continente.
Paraguai ganhou nos pênaltis do Japão depois de 0 x 0 tanto no tempo normal quanto na prorrogação.
Nos pênaltis, Paraguai 5 x 3.
Japão mostrou sua forte defesa e o Paraguai foi pouco criativo no ataque, quando não esbarrava na fraca pontaria com nossa querida amiga Jabulani.
O Japão quase não atacou durante o tempo normal. Partida sonífera.
Na prorrogação, pelo menos teve correria, talvez em função da queda do preparo físico e em função do medo dos pênaltis, algumas chances de gol surgiram para ambos os lados. Poderiam ter jogado apenas 30 minutos.
Mas, mesmo na prorrogação um pouco mais animada, dá-lhe Jabulani!
Talvez o 1 x 1 na prorrogação pudesse ter acontecido.
Infelizmente, para esta partida é só!
Espanha contra Portugal, no que aposto nos espanhóis, farão uma partida mais emocionante e o vencedor deverá ficar, diante do Paraguai feliz com sua primeira ida às quartas de finais da sua história, a um passo das semifinais.
Brasil 3 x 0 Chile: vamos repetir mais um jogo contra a Holanda que nos aguarda
Numa partida em que o Brasil taticamente fez sua melhor participação no Mundial, vencemos por 3 x 0 com gols de Juan, Luis Fabiano e Robinho e poderíamos, com mais vontade e sem perder o foco, ter feito mais uns 2 gols.
Pela internet (site da FIFA), elegeram Robinho como o melhor da partida. O gol foi bonito (seu primeiro em Copa), mas acredito ter sido seu pior jogo sob o comando de Dunga.
Kaká foi esforçado e deu um belo passe para o gol bonito de Luis Fabiano. Ambos jogaram abaixo das expectativas, mas, como sempre, possuem muita qualidade e poder de decisão.
Michel Bastos melhorou sua marcação (terá prova de fogo contra Robben) e contou com a ajuda de Ramires pelo setor esquerdo de marcação. Ramires foi, ao lado de Lúcio e Juan, um maestro na saída de bola e no apoio ao ataque, sem deixar de ocupar, de forma inteligente, os espaços defensivos.
Só não leva uma nota 9 porque, infantilmente, tomou seu segundo cartão amarelo. Felipe Melo, poupado, voltará á sua posição. Felipe Melo é bom jogador e tem ótimos passes e roubadas de bola, porém, é despreparado emocionalmente, o que preocupa.
Gilberto Silva fez sua melhor partida pela seleção brasileira com Dunga e me fez lembrar o bom jogador de 2002. Bons passes e bons desarmes. Quase fez 1 gol!
Daniel Alves teve altos e baixos e segue como opção à Elano, que deverá voltar contra a Holanda. Com ele, o Brasil terá mais qualidade nos passes rápidos e no ritmo de jogo que ele consegue cadenciar quando preciso e acelerar quando necessário.
Maicon foi bem e terá também uma grande missão contra a Holanda. Terá que trabalhar bastante.
Juan, além do gol, com a categoria de sempre. Julio Cesar é confiável e seguro.
Robinho e Luis Fabiano precisam se movimentar mais e melhorarem seu futebol, conceito que foi aceito e reforçado pelo próprio Robinho e isto é bom.
Lúcio é o capitão, zagueiro e condutor de uma equipe em ascensão. As outras seleções devem estar com inveja do capitão que temos.
Dunga foi bem nas mudanças e o fruto de seu trabalho está rendendo. Nilmar entrou, mas não conseguiu produzir diante das mudanças estruturais que Dunga fez, no final, com Kleberson e Gilberto Melo (eles entraram!).
Dunga também concedeu uma entrevista coletiva mais serena, compatível com a evolução de sua equipe. Espero que ele e a seleção consigam manter este caminho e passar este equilíbrio a Felipe Melo.
No placar de Copas, está 2 x 1 para o Brasil contra a Holanda. O baile de 1974 de 2 x 0 contra Cruijff e a laranja mecânica que levamos, a vitória de 3 x 2 que abriu as portas para o tetra em 1994 e a dramática semifinal de 1998 que vencemos nos 2 pênaltis que Taffarel pegou na ocasião.
Destes 2 pontos, que nos mantém à frente dos holandeses, Dunga esteve nos dois, como capitão. Agora, este será Lúcio.
Holanda 2 x 1 Eslováquia: os laranjas classificados
Numa partida que teve a estréia do melhor jogador holandês, Arjen Robben, desde o inicio do jogo, saindo apenas no final do segundo tempo para entrada do bom ponta Elia, a Holanda venceu a Eslováquia por 2 x 1, gols de Robben (no seu estilo e armadilha que os eslovacos caíram) e Sneijder (após contra-ataque) com Vittek descontando para a Eslováquia e se despedindo da Copa, ao menos como artilheiro provisório, ao lado argentino Higuaín com 4 gols cada.
A Holanda tem um bom futebol que é jogado sempre de forma disciplinar e fiel ao seu esquema tático 4-2-3-1 onde o atacante Van Persie (que está devendo bola), apesar de ser o homem de referência, costuma armar jogadas de ataque para os pontas Robben e Kuyt (jogando um pouco abaixo do que se espera dele) e para os chutes de Sneijder e Van Bommel. Este último fica mais atrás como segundo-volante e ajuda nos passes ao ataque, tendo De Jong mais atrás. É um time perigoso e que merece respeito.
A Eslováquia, dentro de seu jogo mais de marcação, num 4-4-2, procurou criar algumas jogadas, sobretudo por Weiss (filho do técnico e ótimo jogador habilidoso). Hamsik, o craque do time (ídolo do Nápoli), sai da Copa com apenas um jogo regular contra a Itália na primeira fase. Os eslovacos esperavam muito dele, que decepcionou. Hamsik demorou em ser substituído pelo bom Sapara quando o jogo estava 2 x 0 para os holandeses.
A Holanda às vezes, por ser realmente uma ótima e bem montada equipe de bons jogadores do meio para frente (sua defesa, em linha, não inspira confiança), parece meio preguiçosa ou está se poupando ou talvez até seja o máximo que pode conseguir com seu futebol muito correto e de poucos erros. Seus laterais não apóiam bem e, exceção ao experiente Van Bronckhorst, todos marcam mal.
Por conta do merecido 1 x 0 no primeiro tempo de domínio tático e técnico holandês (cadenciaram a partida a seu favor), a Eslováquia teve bons momentos à frente para empatar, mas o goleiro, que gerava insegurança por sua inexperiência, Stekelenburg fez 2 ótimas intervenções.
Nos contra-ataques, os holandeses, por conta das aventuras ofensivas da certinha Eslováquia, levavam perigo e o jogo ficou um pouco melhor.
Exatamente num lance de contra-ataque, o goleiro eslovaco Mucha, que vinha se destacando, saiu mal contra Kuyt pela esquerda, que, com categoria o deslocou do lance e sua defesa, para Sneijder garantir a vitória.
No final, um pênalti demonstrou a fragilidade da defesa holandesa, permitindo que Vittek descontasse e juiz imediatamente apitasse o final da partida.
Caso o Brasil vença o Chile hoje, enfrentaremos a Holanda nas quartas-de-final, como em 1994, na sexta-feira que vem. É só aguardar e torcer.
Plantão: Oitavas de Final 2
Anna Fagundes, Dárcio Ricca e Ricardo Senise juntos novamente comentando o segundo dia das Oitavas de Final.
A Inglaterra voltou para Londres após a derrota por 3 x 1 para a Alemanha, numa possível vingança de 1966 (o texto do Flavio Gomes está aqui).
À tarde a Argentina mandou o México de volta para a América Central, 3 x 1 com direito a gol irregular do Tevez e uma bagunça no time por parte do técnico Maradona.
Dárcio acha que a Argentina será despachada pela Alemanha, Senise acha que os hermanos vão à final.
Bolão 3 na Copa
Na volta do Bolão, as apostas são:
Anna
Holanda 2 x 2 Eslováquia (Holanda na prorrogação)
Brasil 2 x 1 Chile
Dárcio
Holanda 2 x 0 Eslováquia
Brasil 4 x 1 Chile
Senise
Holanda 2 x 1 Eslováquia
Brasil 3 x 1 Chile
Argentina 3 x 1 México: argentinos passam paras quartas contra a Alemanha
Que a Argentina possui hoje excelente ataque e bons jogadores de meio de campo, todos sabemos, mas que a sua defesa é uma das piores dos times das oitavas e talvez seja a mais fraca e vulnerável entre os classificados para as quartas-de-final, isto não há dúvida.
Depois de um bom começo do México, com algumas boas chutadas em gol, que mostravam a deficiência da defesa argentina e seu meio de campo que realizava uma saída de bola ruim, em impedimento e graças, Tevez abriu o placar da partida, envolto por grande confusão entre juiz e bandeirinha. Uma cena horrorosa de discussão entre os membros da arbitragem.
Este gol argentino desestabilizou o time mexicano, de tal forma, que o experiente time argentino soube se aproveitar disso e contar com o privilégio dos mexicanos terem, apesar de experiente também, zagueiro Osório que entregou um gol para Higuaín fazer 2 x 0, ainda no primeiro tempo, e assumir a liderança da artilharia com 4 gols. Se já difícil vencer segurar o ótimo ataque argentino, imagine dando presente. Um presente que nem Papai Noel daria de tão caro.
Messi, que ainda não conseguiu fazer seu gol, teve uma jogada linda no final do jogo, mas ficou devendo um desempenho melhor. Acredito ter sido sua partida mais fraca desde o início do torneio. Pareceu-me esgotado fisicamente no final.
Para o segundo tempo, o México ainda tentou, mas de forma desequilibrada, chegar ao gol argentino. Tevez, para compensar o impedimento, fez o gol mais bonito da Copa até aqui. Isto não tira o demérito do goleiro baixinho Perez (poderia jogar o Ochoa) em outros lances que deixavam os esforçados mexicanos desconfiados, como os argentinos com sua defesa.
Num golaço de Hernandez, o México descontou e buscou, com ímpeto e afobação, tentar diminuir para chegar às chances de um empate. Não deu.
O péssimo trio de arbitragem, sobretudo após o gol impedido de Tevez, deixou que o jogo violento corresse com muita violência, principalmente por parte dos irritados mexicanos, o que não se justifica, em hipótese alguma. Torrado, Rafa Marquez e Guardado terminaram a partida por conivência do juiz. Parecia querer se redimir do erro. Também não se justifica.
Maradona continua com estrela. Estrela não vence a competência, que o México não teve, mas que a Alemanha tem de sobra. Alemanha e Argentina se enfrentarão, numa reedição das quartas de 2006 (na época deu Alemanha nos pênaltis) que acredito deverão tirar o sono da comissão técnica e jogadores argentinos pelo que vimos na preliminar deste jogo da noite. Parabéns a Tevez, o melhor da partida, de forma justa.
Maradona terá muito que fazer. Resta saber se saberá como. Resta saber se as grandes qualidades da Argentina serão suficientes para se sobreporem aos seus defeitos e puder almejar uma final na Copa.
Alemanha 4 x 1 Inglaterra: no perfeito futebol coletivo, há espaço para a técnica
A aula de esquema tático, de coletividade, de passes curtos e corretos por conta da aproximação dos jogadores e ótimos posicionamentos, a frieza na decisão das jogadas, o bom nível técnico dos jogadores responsáveis por decidir, o trabalho bem executado e o peso da autoridade da segunda melhor seleção da história das Copas (só perde para o Brasil); fez da Alemanha, neste domingo, uma respeitada candidata ao título.
É correto afirmar que a Inglaterra (do treinador e do elenco de jogadores mais caros do mundo), em vários momentos, mostrou porque se classificou em segundo lugar num grupo, em tese, mais fraco.
É também correto afirmar que o gol de Lampard, quando estava 2 x 1 para a Alemanha (com merecimento, é claro!), foi um erro grave do bandeirinha.
Mas, sem querer a história resolveu mandar uma conta para a Inglaterra, mesmo num domingo, sem expediente bancário: o gol que abriu o único título (em casa) dos ingleses, em 1966, na prorrogação da final contra os alemães, de Geoff Hurst foi validado injustamente.
Com isso, na ocasião, os ingleses ainda marcariam o quarto gol (terminou 4 x 2), com uma Alemanha abalada também na época (tal qual os ingleses 44 anos depois nestas oitavas), com o inglês Peters fechando a conta em Wembley, 1966.
A história deste jogo, que superou as memórias daquele 1966 e de outras memoráveis partidas, como a das quartas de 1970 (neste a Alemanha eliminou os ingleses das semifinais); relatará como umas das belas partidas de Copa do Mundo.
A eficiência alemã, num futebol quase científico, se aliou á técnica apurada de jogadores como Ozil (candidato a incomodar Messi no posto deste Mundial), Schweisteiger (jogando como volante, viu Dunga?), Podolski, Muller e Lahm.
O apoio de Khedira, Klose (matador), a defesa com Friendich e Mertesacker bem posicionada, Neuer justificando os treinamentos aplicados por Kopke e bons reservas que possibilitam cadenciar o jogo.
O lateral esquerdo Boateng que foi improvisado foi médio em comparação com o fraco titular Badstuber. Pensei que Joachim Low (que aula nos deu hoje!) fosse improvisar Jansen.
Pela Inglaterra, quem, não tirando o mérito e a autoridade alemã, se salvou foi Lampard (única boa partida na Copa), Joe Cole (que entrou tarde). Rooney e Gerrard tiveram tentativas mais no desespero. Que capricho, a bola de Gerrard defendida por Neuer!
A má atuação inglesa somou-se ao ótimo futebol apresentando pelos alemães que tornaram o jogo fácil.
A defesa da Inglaterra foi um show de horror e o meio de campo errava passes, possibilitando os desarmes alemães e seus insinuantes contra-ataques.
Argentina, se conseguir se classificar diante do México, terá enormes dificuldades de vencer a Alemanha.
O curioso é que, do meio para frente e a defesa do Brasil têm o mesmo nível que o futebol alemão. Luis Fabiano e Klose, Elano e Muller, Kaká e Ozil, Lahm e Maicon.
Lucio e Juan são superiores a Freidich e Mertesacker e Julio Cesar a Neuer, porém, o segredo do sucesso alemão está nos volantes.
Schweisteiger e Khedira, além de melhores tecnicamente que Gilberto Silva e Felipe Melo, eles sabem atacar. Os passes e os deslocamentos, então…
E pensar que Dunga poderia ter levado Hernanes para jogar com Ramires. Ganso, nem se fala…
Se Dunga corrigir a saída de bola, fizer mudanças significativas nos nossos volantes e nada acontecer ao nosso quarteto Robinho, Kaká, Elano e Luis Fabiano e defensores; poderemos jogar como a Alemanha.
Ramires e Felipe Melo poderiam ser estes volantes. O segundo, se tiver cabeça fria, o que duvido. Poucas opções de banco do Brasil, também por culpa de Dunga, como dito anteriormente.
Em tempo: Eles têm Boateng e nós Michel Bastos. Já disse que Gilberto, pelo menos, marcaria melhor e evitaria sufoco pela lateral esquerda do campo.
Plantão: Oitavas de Final 1
Uruguai se classificou na repescagem mas vem fazendo uma boa Copa, joga de maneira defensiva mas quando precisa vai ao ataque. A vitória contra a Coreia do Sul veio com um belo gol a dois minutos do final.
EUA e Gana foi um jogo com muito preparo físico e muitas opções táticas. A primeira prorrogação da Copa foi divertida, com os dois times no ataque e o goleiro norte-americano tentando fazer gol de mão no final.
Uruguai e Gana se enfrentam dia 2 de julho, com favoritismo dos uruguaios.
Confira os comentários de Dárcio Ricca e Ricardo Senise!
Gana, em sua segunda Copa, passa para as quartas-de-finais contra o Uruguai
A seleção de Gana, único representante africano entre os 6 (número recorde em Copa por conta do país-sede), venceu os Estados Unidos por 2 x 1 (1 x 1 no tempo normal), na primeira prorrogação da Copa de 2010.
Os ganenses disputarão uma vaga para semifinal pela primeira vez e contra os uruguaios, que não figuram nesta etapa da tabela, apesar de serem bi-campeões mundiais, desde a Copa de 1970, conforme coluna anterior.
Gana, em sua primeira Copa em 2006, havia passado para as oitavas-de-final, despachando a República Tcheca e ficando somente atrás da Itália.
Num jogo mais tático e privilegiando a marcação pelas qualidades físicas, Gana dominou o primeiro tempo e, num erro de passes de meio de campo dos norte-americanos, Kevin Prince (aquele Boateng irmão do alemão que quebrou o Ballack), arrancou em velocidade e chutou no canto de Howard. 1 x 0 justo no primeiro tempo.
No segundo tempo, taticamente, o técnico Bob Bradley conseguiu reverter o domínio que resultado, numa das infiltrações dos Estados Unidos, um pênalti no bom jogador Dempsey que Donovan, sempre ele, converteu, empatando a partida, de forma justa.
Numa justa prorrogação, num belo gol aproveitado pela falha de defesa dos Estados Unidos, Gana fez 2 x 1, no comecinho da prorrogação, através de Gyan (desta vez sem ser de pênalti). Gyan está no clube dos artilheiros de 3 gols.
A partir daí, apesar da força física ainda prevalecer, mesmo com queda em função do desgaste do tempo da peleja, vimos um pouco da tática ser abandonada por contra da pressão desesperada dos norte-americanos e da manutenção da posse de bola por parte de Gana. Pressão que trouxe um momento bem engraçado: o goleiro norte-americano Howard tentando, num escanteio marcar um gol de cabeça, mas quase que ele tentou colocar com a mão. Kingson (que fez ótima partida) de Gana, afastou antes. São Marcos fazendo escola!
Numa quarta-de-final inédita e histórica, Uruguai e Gana se enfrentarão dia 02/07. Se o Brasil fizer sua lição de casa em passar pelas oitavas e quartas, nosso adversário, numa semifinal, sairá deste confronto.
Uruguai é o primeiro quadrifinalista da Copa. Celeste revive após 40 anos
Os uruguaios, na primeira partida de oitavas de final da Copa, venceram, no tempo normal, os sul-coreanos por 2 x 1.
No jogo, os uruguaios fizeram um bom primeiro tempo com a abertura do placar em função de uma boa jogada de Diego Forlán, após quebra de contra-ataque de Cavani, driblando em profundidade e cruzando na área sul-coreana, que tinha 4 marcadores à frente do goleiro, marcando Cavani e Arévalo de longe.
O que não estava previsto é que, num simples cruzamento rasteiro na pequena área, a ingenuidade sul-coreana contribuísse com dois momentos: a falha do goleiro sul-coreano em não interceptar o cruzamento em sua pequena área e a defesa sul-coreana ter se esquecido de marcar o artilheiro uruguaio Luis Suarez, que entrou livre para completar para o gol.
Apesar de ter boas jogadas de ataque, os sul-coreanos mostram a fragilidade defensiva evidenciada na goleada que sofrera da Argentina e o empate dramático perante os nigerianos, ambos na primeira-fase.
O Uruguai, com isso, vale-se, como na partida contra o México, mas de maneira inferior, de seu jogo defensivo e de contragolpes, no segundo tempo.
Apesar de sua grande defesa, esta falhou em alguns lances (talvez por castigo de somente jogar atrás) e levar um gol do sul-coreano Chung-young numa falha do até então eficiente zagueiro uruguaio Diego Lugano.
Com tentativas sul-coreanas e mudanças de jogadores uruguaios, a partida se encaminha para a primeira prorrogação deste Mundial quando, novamente Luis Suarez, numa jogada pela esquerda, cortou do zagueiro e, mesmo bem marcado como seus companheiros, deu chute colocado Jabulani e colocou, com curva e categoria, no único canto possível da meta de Sung-ryong. Um golaço, faltando 2 minutos e embaixo de chuva.
Uma vitória justa, porém, num jogo abaixo de sua melhor partida contra os sul-africanos. O Uruguai passa das oitavas e vai para as quartas-de-final esperar o vencedor, de hoje à tarde entre EUA e Gana.
Aposto nos EUA e não vou reescrever esta coluna, qualquer que seja o resultado do jogo.
Uruguai, que desde 1970, somente tido chegado, em 1986, às oitavas contra a Argentina de Maradona e perdera de 1 x 0 (gol de Tapia), numa partida cheia de faltas, poderá alcançar as semifinais, mas terá que melhorar. A Celeste voltou, com sua camisa histórica.
