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Monthly Archives: julho 2010

No início da renovação: Evolução sim, revolução, não!

O educado, firme, estudioso e bem preparado novo treinador da Seleção Brasileira de Futebol, Mano Menezes, fez ontem sua primeira convocação para o primeiro amistoso pós-Copa diante dos Estados Unidos, no dia 10/08/2010, em New Jersey.

Num prazo recorde de 48 horas, considerando um telefonema de convite na sexta-feira, um aceite no sábado, um treino e um jogo com seu antigo clube no final de semana, o Corinthians e sua apresentação na CBF; considero que foi acima das expectativas. Talvez não para um profissional gabaritado como Mano.

Claro que Jucilei, Jefferson, Renan e alguns jogadores em uma fase não tão boa, podem não ter agradado, mas teve coerência por simplesmente ser início de trabalho. A evolução tanto na convocação quanto no estilo de jogo a ser proposto foram, de cara, apresentados.

Sabemos que alguns jogadores, pelo mencionado critério de competência de Mano Menezes, sairão desta lista e outros virão (independente do resultado da Copa de 2006).  Como disse Mano, a fila anda!

E acrescento: andam para a frente aqueles que têm competência e trabalham, o tal do mérito!

Julio Cesar, Nilmar, Kaká e Maicon têm chances de estarem na seleção futuramente (vão precisar provar isto!). Gostaria de saber quem foi o atleta que pediu dispensa apenas momentânea e de forma respeitosa. Anderson ou Maicon?

Juan e Lúcio, infelizmente, pela idade, dificilmente conseguirão ir à 2014, sobretudo o primeiro pelo histórico de contusões.

Fred, machucado, tem chances, assim como outros destaques em ascensão como Elias, Bruno Cesar, Taison, entre outros. Talvez alguns tenham sido poupados da data ter sido imediatamente pós-Copa.

O tempo que dirá e se encarregará de provar, ou não, a aposta em Mano Menezes e seus métodos.

Repito: a primeira convocação e primeira coletiva me agradaram bastante. Espero não estar enganado. Mano sempre foi minha aposta, logo no começo conturbado de Dunga, em 2007.

Mano deu uma entrevista coletiva serena, informativa e exemplar no campo da conduta, sem auxiliar. Direto, firme, conciso e com objetivos.

Além disso, escolherá, além de seu auxiliar Sidnei Elias, toda equipe que dará suporte ao seu trabalho.

Finalmente, o retorno de um profissional da área de psicologia (que vai ajudar a definir o capitão, inclusive!), e, uma surpresa: um analista de desempenho.

O cargo de Coordenador Técnico, diferente da prática da CBF de condução da comissão técnica, segundo Mano Menezes, estará abaixo do treinador da seleção brasileira, num conceito de staff organizacional. Será que Mano Menezes está “mexendo no queijo” do Ricardo Teixeira?

Mano mostrou seu projeto tanto para seleção brasileira adulta quanto para as categorias de base, além de pessoalmente ter telefonado para os jogadores no exterior. Ele quis mostrar, com este exemplo (entre outros) que vai mostrar como se deve fazer e, diante da comissão técnica a ser escolhida por ele, cobrar os resultados de seus comandados.

Acredito que os sons do eneacampeonato brilhantemente conquistado pela Seleção Brasileira de Vôlei neste último fim de semana, estejam soprando ao ouvido de Mano Menezes. Espero que a CBF não atrapalhe. Bernardinho faz escola!

Se Mano conseguir, pela prática de seu trabalho e suporte da pressão com inteligência e experiência, além de muito estudo e trabalho; a imprensa terá a chance de mudar a apelidada “seleção da CBF ” pelo carinhoso apelido perdido no tempo (por incompetência e arrogância da CBF que persistem), de Seleção Canarinho. Mano disse que vai se esforçar para isso. É o que esperamos, torcemos e acompanharemos.

Para início foi muito bom em vários aspectos citados. Vamos acompanhar e desejar boa sorte e paciência ao novo treinador. Humildade também para que a seleção cresça da teoria e da vontade para o ponto mais alto da qualidade, da eficência e, se possível, da beleza.

Já imaginaram iniciarmos nossa trajetória (mudanças ocorrerão, com certeza!) com este time-titular: Victor; Daniel Alves, Henrique, Thiago Silva e André Santos; Lucas e Ramires; Carlos Eduardo, Ganso e Robinho; Pato.

Os reservas: Renan (Jefferson); Rafael, David Luiz (joga muito!), Réver e Marcelo; Jucilei (preferia Elias) e Hernanes ou Sandro (por conta da semifinal entre Inter-RS e São Paulo, um vai sair) e Éderson (estou curioso!); Neymar (precisa virar homem), André e Tardelli.

Renovação com Evolução esperada está ocorrendo. Revolução, nos tempos de hoje, acredito que não veremos tão cedo!

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É Nóis, Mano!!!!!

O 3 na Copa concede seu espaço de coluna ao jornalista, amigo e megacorintiano Daniel Benjamin Barenbein que desejou mandar sua opinião a respeito da convocação de Mano Menezes para a Seleção Brasileira de Futebol, no projeto Copa 2014.

Daniel Benjamin Barenbein é editor chefe do site “De Olho Na Midia”, já trabalhou com esportes na Gazeta Esportiva em áureos tempos e recentemente atuou cobrindo a Copa em parceria com Ricardo Setyon para o Terra, Jovem Pan, BBC e etc… nas horas vagas é corintiano fanático e frequentador do Pacaembu, onde pode ver inúmeras demonstrações de audácia e competência de Mano Menezes ao vivo. 
 

POR DANIEL BENJAMIN BARENBEIN

Quando foi anunciado o nome de Muricy Ramalho para técnico da Seleção Brasileira, se tornando assim este o responsável pela renovação da canarinho que em 2014 pretende se sagrar campeã em solo tupiniquim, minha sensação foi de decepção.

Como assim? O técnico que não consegue reciclar a si próprio, vivendo ainda do chuveiro “a la Washington” na área e 750 na retranca atrás, seria o responsável por limpar a sujeira da fase pós-dunga? Inacreditável.

Senti que teríamos quatro anos de tempo perdido e mais uma decepção em solo nacional. Muricy, jogo manjado, decorado pelos adversários, que fez o Palmeiras desabar e perder o título nacional e até a vaga da Libertadores ano passado, que foi facilmente lido taticamente no paulista e derrotado pelo Corinthians quando ainda no SPFC e que só ganhou o título brasileiro do ano anterior por pura incompetência gremista que chegou perto de fazer o que faria depois o Palmeiras. 

Admito, não gosto do Muricy e acho que ele parou no tempo.
Então veio o anúncio de Mano Menezes, com a recusa do Flu em liberar seu treinador. Já o Corinthians não teve frescura e deixou Mano perseguir sonhos mais altos. Novamente outra decepção. Desta vez como corintiano.

Mano Menezes é um dos 3 melhores técnicos do mundo (Tem o José Mourinho e deve ter mais algum por aí para rivalizar com ele…). Sem exagero algum. Representa serenidade e capacidade de se reinventar. Mano foi o homem que trouxe o combalido Grêmio do fundo do poço da segunda divisão até a final da Libertadores, passando por ser bicampeão gaúcho. Enfrentou na final da série B, a famosa batalha dos Aflitos. Apaixonado por futebol internacional, não perde nenhum detalhe e é um estudioso e um fanático pelo esporte. Durante a Copa deu palpites precisos e analises preciosas no portal Terra. 

Mano assumia o Corinthians em 17 de janeiro de 2008, no campeonato paulista, contra o Guarani e venceria a partida por 3 a 0. Pouco mais de três anos depois, se despediria com volta Olímpica e sendo carregado pelo seu time em campo, diante da Fiel, novamente enfrentando o Guarani, novamente vitorioso , novamente por três, só que desta vez a 1. Neste meio período o técnico teve 103 vitórias em 185 jogos e 49 empates. Um impressionante aproveitamento de 64,5% e foi o técnico que nas últimas dezenas de anos, mais tempo se manteve de forma contínua no comando do Sport Clube Corinthians Paulista. 

Por mim, Mano ficaria anos a fio no comando corintiano. Mas Andrez Sanchez é um homem magnânimo. Na despedida do comandante, chorou o tempo todo e deixou claro que não barraria os sonhos daquele que foi responsável pela renovação e o ressurgimento do Timão. 

Mano Menezes foi impecável. Pegou o Corinthians em sua pior fase na história. Derrotado, nos campos e moralmente. Rebaixado para a segunda divisão, com um time de dar risada, sem elenco, ele reestruturou a equipe, e com a ajuda indispensável do Marketing do clube e do setor administrativo que também sofreram “uma limpa” e a colocação de novos nomes, transformou o time de Pq. S. Jorge em um sucesso de bola, comercial e publicitário. 

Com algumas trocas de peças aqui e ali, a base que Mano montou em 2008, ainda é a que se sustenta até hoje. Neste meio tempo foi campeão da série B, e logo no primeiro ano chegou a final da Copa do Brasil, ficando com o vice, depois campeão invicto paulista de 2009 (coisa que não acontecia há quase 30 anos) e da Copa do Brasil, foi o melhor colocado da primeira fase da Libertadores 2010, sendo desclassificado graças a uma série de fatalidades diante do Flamengo e em sua despedida, entrega o Corinthians como líder do Brasileiro 2010, com uma campanha invejável e a largos passos de estar na Libertadores 2011.

É importante ressaltar a coerência também da diretoria corintiana. Estive uma vez em uma palestra com o diretor de Marketing, Luis Paulo Rosemberg, criador da campanha, “Sou Mano do Mano”, entre outras, onde o próprio afirmou, “o Mano é um excelente técnico e esta tendo resultados invejáveis. Temos que mantê-lo no comando, aconteça o que acontecer.

Temos que parar com esta cultura de culpar o técnico sempre. Se algo der errado, troquem os jogadores. Me mandem embora. Mandem o presidente Sanchez embora, mas não o Mano. Deixem ele em paz”. O evento aconteceu pouco depois da conquista do paulista e antes da disputa da final da Copa do Brasil 2009. Rosemberg e Sanchez mantiveram a palavra.

Usaram todo o segundo semestre para a preparação do time para a Libertadores 2010, renovaram o elenco, fizeram pré-Temporada. Em nada erraram diretoria e Mano Menezes. Aconteceu o que acontece as vezes dentro de campo: em um clássico, de vez em quando o mais fraco vence. Uma fatalidade. E Sanchez e Rosemberg segurando a pressão de alguns idiotas (desculpe a palavra, mas é o que cabe) retrogrados de algumas facções da torcida corintiana, que na falta de outro bode expiatório, correram pedir a cabeça de Mano, seguraram firme o comandante no Parque. E deu resultado, como já dito acima.

Mano não chega por acaso no topo de sua carreira e no cargo mais importante do Brasil. Não é um Dunga caído de para-quedas. É competente e merece sua indicação, um técnico que fez do silêncio e humildade seus aliados e do planejamento a longuissimo prazo uma tática. Tristeza para nós torcedores corintianos, mas ele merece. Finalmente em muito tempo, uma bola  dentro da CBF. Agora enfim podemos acreditar em título na Copa 2014 no Brasil. Se tem alguém capaz de carregar o peso desta responsabilidade é ele. Felipão seria outro nome, mas são outros 500 e o texto já está longo.

Parabéns Mano Menezes, o clone mais velho de Thiago Leifert. O homem que revolucionou usando o Twitter no Brasil para dar satisfações a torcida, até mesmo de dentro do campo  troca o fundo de tela de alvinegro para Verde. A gente até perdoa, desde que venha acompanhado do azul e amarelo e da estrelinha do Hexa. Esta é a manchete que queremos ver lá. Boa sorte chefe. Porque capacidade e habilidade você já provou que têm.

É nóis, Mano!!!!

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Ricardo Teixeira: as negociações de emprego mudaram, mano!

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no meu entendimento, deve acreditar que as relações de contratação para um trabalho não incluem ética e um plano de carreira (projeto para a tão aclamada renovação). A velha história do patrão dono da oportunidade que tem a certeza da aceitação do empregado porque este precisa, acima de tudo.

Muricy Ramalho, em sua recusa ao cargo de técnico da seleção brasileira, provou que, nos tempos modernos, as contratações de trabalho devem primar pela ética com seus empregadores anteriores e com compromissos assumidos.

Provou que, ainda,  deve existir, sim, um planejamento de trabalho em comum acordo entre as partes e que um comandante tem que ser um líder capaz de conduzir estratégias, planos e metas e, sobretudo, que o homem está inserido na alma do profissional pelo seu caráter.

Pelo momento que o nosso país atravessa, a recusa de Muricy e a postura da Diretoria do Fluminense contra o espírito oportunista de “jogar para torcida” da CBF, são um exemplo de dignidade.

O ex-jogador Djalminha, no SporTV de sexta-feira, disse que Muricy, em outras palavras,  deveria ser menos ético e aceitar o convite da CBF para dirigir a seleção porque o sonho está acima de tudo.

Felizmente, ele só é o Djalminha. Infelizmente, ele é a média do pensamento de um mundo sem consciência.

Apesar de Muricy, como sempre declarei em minhas colunas, não ser meu técnico preferido, ele demonstrou que podemos ter um pouco de esperança no ser humano. Golaço!

Mano Menezes, que deve aceitar hoje ser técnico exclusivo da Seleção Brasileira, sempre foi meu preferido para conduzir a seleção a uma renovação de conceitos, de elenco, de forma e de qualidade de jogo. Minha aposta desde o início.

Acredito em seu trabalho e confio que seja capaz, com sua comissão técnica e a possível vinda de Parreira como Coordenador Técnico; de liderar e conduzir um projeto que a CBF, na sua arrogância, julga ter.

A CBF se direcionou na frieza dos currículos. Se não deu o melhor, vamos chamando na seqüência. Isto não é tudo!

Suponho que Abel Braga, então, seria a terceira opção, caso Muricy e Mano não dessem certo.

Não creio que tenham feito convite à Felipão porque há indícios de que a CBF teve que engolí-lo, no melhor estilo Zagallo de filosofia;  dado o apoio dos seus jogadores diante das dificuldades pré-tentativa do penta.

Espero que Mano aceite e seja o profissional que surpreenda seus contratantes com uma moderna visão de trabalho.

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Aqui é trabalho: novo lema da seleção brasileira de futebol

O 3 na Copa errou seu palpite!

Muricy Ramalho é o treinador da seleção brasileira, visando o projeto de renovação da seleção para a Copa 2014.

Não é o meu preferido, como sempre dito, mas é mérito do trabalho num país que privilegia o oportunismo e a troca de favores. Ponto para a CBF que escolheu um treinador diferente de sua conduta.

Parreira deverá ser  o Coordenador Técnico, no anúncio oficial. Acredito que Parreira influenciou a CBF na escolha de Muricy, pois são muito amigos. Meu medo é o estilo de jogo de Muricy (que é ótimo em pontos corridos em detrimento ao desempenho regular em mata-mata) ser parecido com o do Parreira.

Seu mérito como vencedor é inegável. Sua conduta e seu desempenho como treinador de campo e de treinamentos aplicados é de alto nível, além de sincero (rabugento também!) e muito compromentido com seus comandados e o melhor: sabe cobrar e sabe liderar!

Resta saber se o Fluminense vai liberá-lo com exclusividade à Seleção Brasileira, pois, além de líder do Campeonato Brasileiro, ele tem compromisso firmado até o final de 2010 com o clube. A questão da cláusula contratual que o libera em caso de convite à seleção existe, mas Muricy vai conversar hoje e definir tudo da melhor maneira possível.

Vamos acompanhar seu trabalho e torcer para que ele faça uma revolução na seleção brasileira, o que não é exatamente o seu perfil, mas, com certeza, é muito preparado para o cargo e a pressão que virá.

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Antes do anúncio do novo treinador do Brasil, o 3 na Copa arrisca um palpite

Hoje, sexta-feira, dia 23/07/2010, deverá ser anunciado o novo treinador da seleção brasileira de futebol, visando a renovação para a Copa de 2014.

Antes do anúncio desta tarde, pela CBF, e com base no que procurei analisar das notícias, desejo arriscar um palpite.

Pela recusa de Felipão com contrato assumido com o Palmeiras (e que ficará de sobreaviso a partir de 2012 se o novo treinador não realizar um bom trabalho), manifesto minha torcida por Mano Menezes e minha não-torcida por Muricy Ramalho, por análise junto aos respectivos modos de trabalhar de ambos, em adequação ao que a Seleção Brasileira, ao meu ver, necessita.

Meu palpite, e que seria minha terceira opção, é Abel Braga, que recebeu convite de Ricardo Teixeira, inclusive.

Abel Braga, no meu entendimento, deverá ser escolhido por ser experiente, vencedor (inclusive pela Libertadores pelo Inter em 2006 e sobre o Barcelona no Mundial de Clubes do mesmo ano) e suficientemente sério no comando, além de falar a lingüagem dos boleiros.

É um treinador com bons pré-requisitos e aposto que será hoje o escolhido.

Em tempo: Acho que ainda veremos Dunga pelos lados do Morumbi, aqui no Brasil.

Até.

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Parreira, Teixeira e Copa 2014 no Dia Nacional do Futebol

Neste 19 de julho, data do Dia Nacional do Futebol, retomo minhas colunas sobre a Copa 2014. Claro, que com o habitual retorno dos podcasts com meus parceiros e os plantões especiais da seleção brasileira de futebol no seu caminho para a Copa de 2014, dentro e fora de campo.

Para ativar nossa memória, neste dia, há 44 anos, o Brasil era eliminado, em Liverpool, Inglaterra, por Portugal de Eusébio, da Copa de 1966; a Copa do mau planejamento.

Placar de 3 x 1 para os portugueses, com dois gols de Eusébio e pancadas no já machucado Pelé.

Abri com este texto, para refletirmos um pouco sobre a convocação do novo técnico da seleção brasileira de futebol que, segundo o mandatário da CBF, o Sr. Ricardo Teixeira, em entrevista “chapa-branca” ao SporTV após a derrota do Brasil na Copa 2010, deverá ser anunciado até dia 25/07/2010, ou ainda no final do mesmo mês.

Ricardo Teixeira, na ocasião, disse que precisaria ser feita uma renovação em toda a seleção brasileira, visando 2014 e, disse também, que buscaria um treinador que aceitasse, de imediato, este projeto.

O desejo da CBF, diferente que foi do início tumultuado de 2001 até a conquista do penta de 2002, é o do treinador Luis Felipe Scolari.

Felipão parece que pretende continuar no Palmeiras até 2012 e não descarta, num eventual reconvite, assumir a seleção nos 2 anos que antecederão a Copa.

Como a renovação precisa ser imediata, a CBF já convidou Carlos Alberto Parreira para a função de Coordenador Técnico da Seleção e, por conta da espera por Scolari, gostaria que Parreira assumisse também a função de treinador até a contratação do treinador pentacampeão.

Parreira, ao que parece, não deseja isso. O que, se for verdade, considero compreensível.

Parreira possui ótimos atributos para a função de coordenador, além de ser um estudioso do futebol e com muita experiência. Comportamento considerado ideal pela CBF.

O problema é que o termo renovação está sendo deixado de lado. Parreira fracassou com a seleção brasileira em 2006, quando não tinha mais a parceria com Zagallo (doente na ocasião). Por que continuar repetindo, em várias funções, a turma de 1994, mesmo que o treinador seja outro?

Ricardo Teixeira, além de intervir mal na seleção de 2006 e dar “carta branca” a Dunga em 2010, disse que pretende contratar um nome de peso para coordenador (Parreira, como citado) para poder dedicar-se à Copa de 2014. Acaba de transferir a responsabilidade pela seleção para alguém que entende realmente de futebol. Demorou?!

Leonardo e Silas são nomes muito jovens para o peso que é ser técnico da seleção brasileira, com sede em nosso país, depois de dois fracassos, e com uma midiática pressão pela conquista do hexacampeonato.

Nesta linha de raciocínio, também descarto os nomes de Abel Braga, Carpeggiani, Paulo Autuori, Dorival Junior, entre outros. Luxemburgo e Leão fazem parte dos erros do passado.

Se não conseguir Felipão para o comando, restam, no meu entendimento, Mano Menezes (meu preferido!) e Muricy Ramalho. Este último tem o estilo de jogo de Parreira, que gostaria que não voltasse.

Vamos acompanhar a escolha e também o desenrolar do trabalho do novo técnico.

Espero que esta data que escrevo esta coluna não seja usada como exemplo para novos métodos de trabalho da CBF!

Acompanharemos também, de forma crítica, tudo que acontecer extracampo. Cheiro de dinheiro público sendo vergonhosamente usado, no ar.

O novo técnico terá que reformular.

Para começarmos um pequeno debate, segue uma sugestão (pitacos) para os primeiros convocados para o projeto-2014:

Victor; Maicon (capitão), Luisão, Thiago Silva e Marcelo; Ramires, Elano, Bruno Cesar e P. H. Ganso; Fred e Nilmar; como titulares.

Fábio; Rafinha, Alex Silva, Miranda e André Santos; Hernanes, Anderson, Cleiton Xavier e Giuliano; Pato e Keirrison, como reservas.

Até!

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O futebol perto da gente

O Corinthians empatou com o Ceará no Castelão. O Avaí ganhou do São Paulo no Morumbi. A Portuguesa perdeu para o Duque de Caxias, no Engenhão. O Palmeiras ganhou do Santos na pré-estreia de Luiz Felipe Scolari. O futebol voltou!

Copa do Mundo é uma delícia, 32 países, um mês inteiro especulando quais times estão melhor preparados, torcendo pra Argentina ser eliminada, secando as equipes tradicionais da Europa, descobrindo a força da torcida paraguaia e do futebol uruguaio.

Mas a Copa é uma realidade distante. Mesmo após um ano e meio quase de programas e conversas com Dárcio e Anna, não consigo ter “aquela” intimidade com equipes como Costa do Marfim e Eslovênia (ou Eslováquia?). Mesmo o time do Brasil me parecia distante, nomes como Gilberto Melo, Ramires e Juan não faziam muito sentido. Quem são estes caras? Onde eles jogam?

Ontem abri o jornal e bateu uma sensação de familiaridade com o futebol que eu não sabia, mas estava sentindo falta. Atlético-MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Goiás, Internacional, Flamengo-Vasco-Fluminense-Botafogo. O Campeonato Brasileiro está de volta!

A Copa é o ápice do futebol, mas não o cotidiano. Sete jogos em 30 dias? Não, 38 rodadas em longos oito meses. O desespero da torcida rodada a rodada, a classificação para a Libertadores e a Sul-Americana, o perigo do rebaixamento.

E esse é o futebol “de verdade”.

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Plantão: Final

O Plantão 3 na Copa comenta os jogos finais da Copa de 2010 com várias participações especiais: além de Senise e Dárcio, tivemos Renata, Gabriella, Renata e Fabio Camarneiro, o “pí” (3,1416) do 3 na Copa.

A Alemanha venceu o Uruguai por 3 x 2 sábado, no que pode ser considerado o melhor jogo do mundial, e conquistou o terceiro lugar.

Holanda e Espanha foi provavelmente a final mais violenta da história, com mais de 10 cartões amarelos e mais uma péssima atuação do árbitro. Os estilos de jogo dos times são quase opostos: muitos jogadores de qualidade na Holanda sem um conjunto tão forte, e um conjunto eficiente sem talentos individuais na Espanha.

Este foi o último programa deste ciclo, e gostaríamos de agradecer a todos que nos acompanharam, comentaram, criticaram, ouviram, leram. Agora, rumo a 2014!

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Espanha do choro de Casillas (na prorrogação) campeã mundial 1 x 0 Holanda que ficou com tri-vice.

Para o bem do futebol, a Espanha, apesar de jogar bem e mesmo assim ter dificuldades em definir as jogadas, venceu a Holanda, na prorrogação, sofrido, por 1 x 0, gol de Iniesta, no segundo tempo da prorrogação.

A Espanha, campeã mundial da Copa do Mundo FIFA 2010, pela primeira vez em sua história, conquistou este título por conta do fruto de um trabalho, não só de 4 anos, mas desde as categorias de base. Seu elenco, nos 23 nomes, vem de campeonatos nas divisões etárias inferiores. Um planejamento que rendeu bons frutos.

É a campeã justa, mas poderia ser melhor finalizadora e não tentar caprichar tanto, proporcionando um drama a seus torcedores quando enfrenta equipes que jogam com mais inteligência e perspicácia, além da catimba praticada por seu adversário da final, a Holanda.

Vamos ao jogo final, que deixou a desejar e muito!

No primeiro tempo, nos seus 20 minutos iniciais, os espanhóis dominavam o meio de campo e com a sua tradicional marcação sob pressão, porém, com apenas uma perigosa cabeçada em gol de Sérgio Ramos, em bela defesa de Stekelenburg.

A Holanda, então, começa seu jogo truncado, amarrado e com faltas constantes e até mais ríspidas como de Van Bommel e De Jong (que deveriam ter sido expulsos ao invés do simples cartão amarelo).

O juiz inglês Howard Webb distribuiu muitos cartões e levou o jogo mais na conversa. Frouxo para uma final tão dura!

Holanda, com este jogo, conseguiu dificultar a saída de bola da seleção espanhola e jogou um primeiro tempo muito parecido com o jogo contra o Brasil. Aliás, jogou como contra o Brasil a partida inteira.

A Espanha apenas não tinha o poder de definição como o Brasil, mas tinha mais preparo emocional e Casillas. O bom preparo emocional da Espanha a ajudou a não cair na armadilha holandesa.

Holanda, no seu anti-jogo praticado, começou a fazer a Espanha perder seu ritmo de jogo e apostarou nas jogadas de bola parada e contra-golpes. Final de um primeiro tempo chato, do jeito que a Holanda queria para tentar “dar seu bote” depois. Resultado: 0 x 0!

No segundo tempo, com mais paralisações de jogo holandesas, como contra o Brasil, a Espanha teve dificuldades de jogo no seu meio de campo e, por conta de seus apenas razoáveis laterais espanhóis, poucas chances de gol criadas.

Holanda fez o jogo de forçar os erros espanhóis. Erros como o de Pique que Robben desperdiçou um gol de título, com acréscimo da salvadora defesa de Casillas com o pé.

Casillas fez outra defesa salvadora, por conta da Espanha estar exposta à Holanda, por conta de suas tentativas ofensivas muito caprichadas que a fazem perder oportunidades de concluir.

Muitos cartões amarelos no jogo, sobretudo para os holandeses.

Diante de muitos cartões, o esquema de cavar faltas da Holanda para parar os espanhóis teve que ser abortado. Com isso, a Espanha cresceu nos momentos finais do segundo tempo. Levando esta tendência de jogo para a prorrogação. Resultado: 0 x 0, de novo!

Entrou Elia no lugar de Kuyt (que não foi tão bem). Sérgio Ramos esqueceu a marcação nesta hora, o que proporcionou um pouco de emoção no final.

Iniesta, que sempre quer caprichar demais na conclusão, perdeu a chance de dar o título aos espanhóis no segundo tempo, antes do apito para a prorrogação. Villa também perdeu outra chance de gol por afobação.

Fábregas entra o lugar do volante Xabi Alonso, recuando Xavi para segundo volante, como jogava a Espanha dos bons tempos de Luis Aragonês, seu treinador até o fim do Euro 2008, o melhor momento do futebol espanhol.

Nesta época, Marcos Senna era primeiro volante. Não entendi porque Vicente Del Bosque, atual treinador espanhol e campeão hoje, fez da Espanha na Copa.

Com Fábregas, a Espanha foi para a prorrogação muito melhor que a “pendurada” Holanda. Fábregas perdeu gol incrível diante de Stekelenburg. Mathijsen perdeu um gol para os holandeses diante de uma Espanha que foi a Espanha que conhecemos destes 4 anos, tanto no primeiro quanto no segundo tempo de prorrogação.

Expulsão de Heitinga ajudou a abrir mais a Holanda diante do ímpeto final espanhol. 

Nesta altura, PVC disse que se a Holanda ganhasse a Copa seria a vitória do “anti-futebol total” e Tostão disse que a Espanha precisaria ganhar a Copa, mesmo com seus defeitos, para que o futebol não morresse um pouco mais e este modelo de jogo holandês não fosse mais copiado. Indigna seleção holandesa na comparação com a dos anos 70, a laranja mecânica.

Iniesta, novamente demorando demais, perde outra chance de gol.

Fernando Torres entra e sai Villa. Por que, Del Bosque? E se tivéssemos pênaltis?

Cruzamento mal feito por Torres na área holandesa, furada de Mathijsen, bola sobra para Iniesta em falha de marcação de Van der Vaart (holandeses pediram impedimento que não existiu) e Iniesta, desta vez viu que estava bem para fazer o gol, a seu gosto e 1 x 0 para a Espanha. Gol do título, no final do segundo tempo de prorrogação.

Choro do capitão Casillas, comovente, como Tostão na Copa de 1970, desde os momentos finais do jogo.

Espanha, de forma justa e sofrida, e pelo bem do futebol, Campeã Mundial de Futebol da Copa 2010.

Espanha no G8 dos campeões de Copa e com os méritos de ganhar fora de casa. O primeiro europeu a ganhar uma Copa do Mundo fora da Europa!

Parabéns, Espanha!

O 3 na Copa continua… já começamos a cobertura da Copa 2014!

Até lá e muito obrigado pelo carinho e apoio de todos nesta empreitada!

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Alemanha em terceiro com ótimo trabalho 3 x 2 surpreendente Uruguai do melhor da Copa Diego Forlán

Neste sábado, num jogo mais solto e com extremo desejo de vitória de ambas as seleções de Alemanha e Uruguai pelo terceiro e honroso lugar que disputaram; a Alemanha conquistou esta posição diante da seleção mais surpreendente da Copa, o do Uruguai.

Pena o polonês-alemão Klose não poder ter jogado (por contusão) e ter tentando superar Ronaldo. Lamentei também a ausência de Podolski e Lahm, pelos mesmos motivos. Boateng, o ganês-alemão fez sua melhor partida, desta vez pelo lado direito da defesa alemã.

Num rebote de Muslera, o apenas razoável goleiro uruguaio, Thomas Muller (que fez falta na semifinal contra a Espanha) abriu o placar para os alemães no primeiro tempo.

O Uruguai, com isso, se lançou à frente e a Alemanha ficou na espera pelos contragolpes. Apesar da raça e do empenho dos uruguaios, os alemães têm um melhor de meio de campo no quesito criação e distribuição de jogo. Daí surgem as conhecidas jogadas pelas laterais da Alemanha.

Para compensar, e de forma inteligente, o ótimo treinador uruguaio Oscar Tabares, recuou o Diego Forlán para ajudar na armação das jogadas e municiar o ótimo Luis Suarez e o bom Cavani. Diego Forlán, com isso, no meu entendimento, foi o melhor jogador deste Mundial. A marcação Uruguai foi seu ponto forte na Copa.

Não somente pela criatividade e ofensividade, a Alemanha também teve méritos na marcação e trocas de posições de seus jogadores.

Porém, assim como na semifinal contra a Espanha, Schweisteiger, que quase não erra passes, errou um de forma letal para sua equipe, em que Forlán, encontrou Cavani para empatar a partida, quando esta já estava equilibrada, ainda no primeiro tempo.

No segundo tempo, após bela jogada de Diego Perez pela direita do ataque, Diego Forlán fez um belo gol após cruzamento recebido, pegando de primeira na Jabulani,  marcando um belo gol, de virada. 2 x 1.

A Alemanha foi para cima do Uruguai e o jogo ficou espetacular, valorizando a disputa desta partida, que, para muitos, nem precisaria existir: a disputa de terceiro e quarto lugares.

Num cruzamento da direita de Boateng, o goleiro uruguaio Muslera falhou, como o brasileiro Julio Cesar contra a Holanda, permitindo o gol do alemão Jansen, empatando a peleja. 2 x 2.

Sucessivos lances de ataque de alemães e uruguaios deram emoção à partida.

Com o goleiro Muslera e seu reserva Castilho, o Uruguai se prejudicou em detrimento ao melhor treinador da Copa (também na minha opinião), o uruguaio Oscar Tabares. Ele convocou seus melhores, mas medianos atletas em sua maioria. Porém, fez ótimo trabalho!

A Alemanha investiu em jovens talentos com o apoio dos mais experientes da base de 2006. Colheu ótimos frutos com isso e Joachim Low também será mantido na seleção alemã.

Pena que Maradona e Dunga tenham convocado mal e cometidos erros que não possibilitaram Argentina e Brasil terem ido mais à frente na Copa.

Voltando ao jogo, numa falha de bola rebatida na área pelo ótimo zagueiro uruguaio Diego Lugano, o interessante volante Khedira, fez seu gol de cabeça e virou novamente para a Alemanha. 3 x 2.

Ótimas defesas do reserva Butt da Alemanha, que utilizou quase todo seu elenco na Copa. Isto é exemplo de grupo.

Placar final de 3 x 2 para a Alemanha com direito, no último segundo, a bola na trave de falta batida por Diego Forlán, o melhor chutador da Jabulanis.

Para mim, o melhor jogo da Copa, com chuva e péssimo gramado.

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