É Nóis, Mano!!!!!
O 3 na Copa concede seu espaço de coluna ao jornalista, amigo e megacorintiano Daniel Benjamin Barenbein que desejou mandar sua opinião a respeito da convocação de Mano Menezes para a Seleção Brasileira de Futebol, no projeto Copa 2014.
Daniel Benjamin Barenbein é editor chefe do site “De Olho Na Midia”, já trabalhou com esportes na Gazeta Esportiva em áureos tempos e recentemente atuou cobrindo a Copa em parceria com Ricardo Setyon para o Terra, Jovem Pan, BBC e etc… nas horas vagas é corintiano fanático e frequentador do Pacaembu, onde pode ver inúmeras demonstrações de audácia e competência de Mano Menezes ao vivo.
POR DANIEL BENJAMIN BARENBEIN
Quando foi anunciado o nome de Muricy Ramalho para técnico da Seleção Brasileira, se tornando assim este o responsável pela renovação da canarinho que em 2014 pretende se sagrar campeã em solo tupiniquim, minha sensação foi de decepção.
Como assim? O técnico que não consegue reciclar a si próprio, vivendo ainda do chuveiro “a la Washington” na área e 750 na retranca atrás, seria o responsável por limpar a sujeira da fase pós-dunga? Inacreditável.
Senti que teríamos quatro anos de tempo perdido e mais uma decepção em solo nacional. Muricy, jogo manjado, decorado pelos adversários, que fez o Palmeiras desabar e perder o título nacional e até a vaga da Libertadores ano passado, que foi facilmente lido taticamente no paulista e derrotado pelo Corinthians quando ainda no SPFC e que só ganhou o título brasileiro do ano anterior por pura incompetência gremista que chegou perto de fazer o que faria depois o Palmeiras.
Admito, não gosto do Muricy e acho que ele parou no tempo.
Então veio o anúncio de Mano Menezes, com a recusa do Flu em liberar seu treinador. Já o Corinthians não teve frescura e deixou Mano perseguir sonhos mais altos. Novamente outra decepção. Desta vez como corintiano.
Mano Menezes é um dos 3 melhores técnicos do mundo (Tem o José Mourinho e deve ter mais algum por aí para rivalizar com ele…). Sem exagero algum. Representa serenidade e capacidade de se reinventar. Mano foi o homem que trouxe o combalido Grêmio do fundo do poço da segunda divisão até a final da Libertadores, passando por ser bicampeão gaúcho. Enfrentou na final da série B, a famosa batalha dos Aflitos. Apaixonado por futebol internacional, não perde nenhum detalhe e é um estudioso e um fanático pelo esporte. Durante a Copa deu palpites precisos e analises preciosas no portal Terra.
Mano assumia o Corinthians em 17 de janeiro de 2008, no campeonato paulista, contra o Guarani e venceria a partida por 3 a 0. Pouco mais de três anos depois, se despediria com volta Olímpica e sendo carregado pelo seu time em campo, diante da Fiel, novamente enfrentando o Guarani, novamente vitorioso , novamente por três, só que desta vez a 1. Neste meio período o técnico teve 103 vitórias em 185 jogos e 49 empates. Um impressionante aproveitamento de 64,5% e foi o técnico que nas últimas dezenas de anos, mais tempo se manteve de forma contínua no comando do Sport Clube Corinthians Paulista.
Por mim, Mano ficaria anos a fio no comando corintiano. Mas Andrez Sanchez é um homem magnânimo. Na despedida do comandante, chorou o tempo todo e deixou claro que não barraria os sonhos daquele que foi responsável pela renovação e o ressurgimento do Timão.
Mano Menezes foi impecável. Pegou o Corinthians em sua pior fase na história. Derrotado, nos campos e moralmente. Rebaixado para a segunda divisão, com um time de dar risada, sem elenco, ele reestruturou a equipe, e com a ajuda indispensável do Marketing do clube e do setor administrativo que também sofreram “uma limpa” e a colocação de novos nomes, transformou o time de Pq. S. Jorge em um sucesso de bola, comercial e publicitário.
Com algumas trocas de peças aqui e ali, a base que Mano montou em 2008, ainda é a que se sustenta até hoje. Neste meio tempo foi campeão da série B, e logo no primeiro ano chegou a final da Copa do Brasil, ficando com o vice, depois campeão invicto paulista de 2009 (coisa que não acontecia há quase 30 anos) e da Copa do Brasil, foi o melhor colocado da primeira fase da Libertadores 2010, sendo desclassificado graças a uma série de fatalidades diante do Flamengo e em sua despedida, entrega o Corinthians como líder do Brasileiro 2010, com uma campanha invejável e a largos passos de estar na Libertadores 2011.
É importante ressaltar a coerência também da diretoria corintiana. Estive uma vez em uma palestra com o diretor de Marketing, Luis Paulo Rosemberg, criador da campanha, “Sou Mano do Mano”, entre outras, onde o próprio afirmou, “o Mano é um excelente técnico e esta tendo resultados invejáveis. Temos que mantê-lo no comando, aconteça o que acontecer.
Temos que parar com esta cultura de culpar o técnico sempre. Se algo der errado, troquem os jogadores. Me mandem embora. Mandem o presidente Sanchez embora, mas não o Mano. Deixem ele em paz”. O evento aconteceu pouco depois da conquista do paulista e antes da disputa da final da Copa do Brasil 2009. Rosemberg e Sanchez mantiveram a palavra.
Usaram todo o segundo semestre para a preparação do time para a Libertadores 2010, renovaram o elenco, fizeram pré-Temporada. Em nada erraram diretoria e Mano Menezes. Aconteceu o que acontece as vezes dentro de campo: em um clássico, de vez em quando o mais fraco vence. Uma fatalidade. E Sanchez e Rosemberg segurando a pressão de alguns idiotas (desculpe a palavra, mas é o que cabe) retrogrados de algumas facções da torcida corintiana, que na falta de outro bode expiatório, correram pedir a cabeça de Mano, seguraram firme o comandante no Parque. E deu resultado, como já dito acima.
Mano não chega por acaso no topo de sua carreira e no cargo mais importante do Brasil. Não é um Dunga caído de para-quedas. É competente e merece sua indicação, um técnico que fez do silêncio e humildade seus aliados e do planejamento a longuissimo prazo uma tática. Tristeza para nós torcedores corintianos, mas ele merece. Finalmente em muito tempo, uma bola dentro da CBF. Agora enfim podemos acreditar em título na Copa 2014 no Brasil. Se tem alguém capaz de carregar o peso desta responsabilidade é ele. Felipão seria outro nome, mas são outros 500 e o texto já está longo.
Parabéns Mano Menezes, o clone mais velho de Thiago Leifert. O homem que revolucionou usando o Twitter no Brasil para dar satisfações a torcida, até mesmo de dentro do campo troca o fundo de tela de alvinegro para Verde. A gente até perdoa, desde que venha acompanhado do azul e amarelo e da estrelinha do Hexa. Esta é a manchete que queremos ver lá. Boa sorte chefe. Porque capacidade e habilidade você já provou que têm.
É nóis, Mano!!!!

Tirando a parte do “Andrés Sanchez é um homem magnânimo”, o texto está ótimo.
O Mano manda muito! Tenho 21 anos e, obviamente, nunca vi treinador melhor que ele à frente do Coringão.
Ivan:
Também discordo do adjetivo ao Andrés Sanchez citado pelo amigo e jornalista Daniel gentilmente convidado a publicar seu texto neste espaço do 3 na Copa, além dos exageros megacorintianos típicos de um torcedor. Fora isso, o texto, ao meu ver, reflete a significativa capacidade interpretativa e informativa que este jornalista tem.
Darcio Ricca
Apesar de não ser partidária de manos….rsrs….espero que vc esteja certo!!!!espero mesmo!!!!
Boa Bar!!!
abs
Parabens Daniel