Espanha do choro de Casillas (na prorrogação) campeã mundial 1 x 0 Holanda que ficou com tri-vice.
Para o bem do futebol, a Espanha, apesar de jogar bem e mesmo assim ter dificuldades em definir as jogadas, venceu a Holanda, na prorrogação, sofrido, por 1 x 0, gol de Iniesta, no segundo tempo da prorrogação.
A Espanha, campeã mundial da Copa do Mundo FIFA 2010, pela primeira vez em sua história, conquistou este título por conta do fruto de um trabalho, não só de 4 anos, mas desde as categorias de base. Seu elenco, nos 23 nomes, vem de campeonatos nas divisões etárias inferiores. Um planejamento que rendeu bons frutos.
É a campeã justa, mas poderia ser melhor finalizadora e não tentar caprichar tanto, proporcionando um drama a seus torcedores quando enfrenta equipes que jogam com mais inteligência e perspicácia, além da catimba praticada por seu adversário da final, a Holanda.
Vamos ao jogo final, que deixou a desejar e muito!
No primeiro tempo, nos seus 20 minutos iniciais, os espanhóis dominavam o meio de campo e com a sua tradicional marcação sob pressão, porém, com apenas uma perigosa cabeçada em gol de Sérgio Ramos, em bela defesa de Stekelenburg.
A Holanda, então, começa seu jogo truncado, amarrado e com faltas constantes e até mais ríspidas como de Van Bommel e De Jong (que deveriam ter sido expulsos ao invés do simples cartão amarelo).
O juiz inglês Howard Webb distribuiu muitos cartões e levou o jogo mais na conversa. Frouxo para uma final tão dura!
Holanda, com este jogo, conseguiu dificultar a saída de bola da seleção espanhola e jogou um primeiro tempo muito parecido com o jogo contra o Brasil. Aliás, jogou como contra o Brasil a partida inteira.
A Espanha apenas não tinha o poder de definição como o Brasil, mas tinha mais preparo emocional e Casillas. O bom preparo emocional da Espanha a ajudou a não cair na armadilha holandesa.
Holanda, no seu anti-jogo praticado, começou a fazer a Espanha perder seu ritmo de jogo e apostarou nas jogadas de bola parada e contra-golpes. Final de um primeiro tempo chato, do jeito que a Holanda queria para tentar “dar seu bote” depois. Resultado: 0 x 0!
No segundo tempo, com mais paralisações de jogo holandesas, como contra o Brasil, a Espanha teve dificuldades de jogo no seu meio de campo e, por conta de seus apenas razoáveis laterais espanhóis, poucas chances de gol criadas.
Holanda fez o jogo de forçar os erros espanhóis. Erros como o de Pique que Robben desperdiçou um gol de título, com acréscimo da salvadora defesa de Casillas com o pé.
Casillas fez outra defesa salvadora, por conta da Espanha estar exposta à Holanda, por conta de suas tentativas ofensivas muito caprichadas que a fazem perder oportunidades de concluir.
Muitos cartões amarelos no jogo, sobretudo para os holandeses.
Diante de muitos cartões, o esquema de cavar faltas da Holanda para parar os espanhóis teve que ser abortado. Com isso, a Espanha cresceu nos momentos finais do segundo tempo. Levando esta tendência de jogo para a prorrogação. Resultado: 0 x 0, de novo!
Entrou Elia no lugar de Kuyt (que não foi tão bem). Sérgio Ramos esqueceu a marcação nesta hora, o que proporcionou um pouco de emoção no final.
Iniesta, que sempre quer caprichar demais na conclusão, perdeu a chance de dar o título aos espanhóis no segundo tempo, antes do apito para a prorrogação. Villa também perdeu outra chance de gol por afobação.
Fábregas entra o lugar do volante Xabi Alonso, recuando Xavi para segundo volante, como jogava a Espanha dos bons tempos de Luis Aragonês, seu treinador até o fim do Euro 2008, o melhor momento do futebol espanhol.
Nesta época, Marcos Senna era primeiro volante. Não entendi porque Vicente Del Bosque, atual treinador espanhol e campeão hoje, fez da Espanha na Copa.
Com Fábregas, a Espanha foi para a prorrogação muito melhor que a “pendurada” Holanda. Fábregas perdeu gol incrível diante de Stekelenburg. Mathijsen perdeu um gol para os holandeses diante de uma Espanha que foi a Espanha que conhecemos destes 4 anos, tanto no primeiro quanto no segundo tempo de prorrogação.
Expulsão de Heitinga ajudou a abrir mais a Holanda diante do ímpeto final espanhol.
Nesta altura, PVC disse que se a Holanda ganhasse a Copa seria a vitória do “anti-futebol total” e Tostão disse que a Espanha precisaria ganhar a Copa, mesmo com seus defeitos, para que o futebol não morresse um pouco mais e este modelo de jogo holandês não fosse mais copiado. Indigna seleção holandesa na comparação com a dos anos 70, a laranja mecânica.
Iniesta, novamente demorando demais, perde outra chance de gol.
Fernando Torres entra e sai Villa. Por que, Del Bosque? E se tivéssemos pênaltis?
Cruzamento mal feito por Torres na área holandesa, furada de Mathijsen, bola sobra para Iniesta em falha de marcação de Van der Vaart (holandeses pediram impedimento que não existiu) e Iniesta, desta vez viu que estava bem para fazer o gol, a seu gosto e 1 x 0 para a Espanha. Gol do título, no final do segundo tempo de prorrogação.
Choro do capitão Casillas, comovente, como Tostão na Copa de 1970, desde os momentos finais do jogo.
Espanha, de forma justa e sofrida, e pelo bem do futebol, Campeã Mundial de Futebol da Copa 2010.
Espanha no G8 dos campeões de Copa e com os méritos de ganhar fora de casa. O primeiro europeu a ganhar uma Copa do Mundo fora da Europa!
Parabéns, Espanha!
O 3 na Copa continua… já começamos a cobertura da Copa 2014!
Até lá e muito obrigado pelo carinho e apoio de todos nesta empreitada!
