Espanha nas semifinais 1 x 0 Paraguai: que sufoco!
A Espanha conseguiu passar para as semifinais. Venceu o Paraguai por 1 (David Villa artilheiro com 5 gols) x 0 , no sufoco.
Nos quinze minutos finais do jogo, com direito a pênaltis perdidos de ambos e após um sonolento jogo de toque de bola de sem objetividade ofensiva espanhola e eficiente sistema de marcação paraguaio.
A Espanha carecia de um definidor que ajudasse David Villa. Fernando Torres está sendo uma decepção, mesmo considerando sua contusão pré-Copa.
O Paraguai fazia o de sempre durante a peleja: se defendia como nunca, diante de uma nervosa e preocupada Espanha.
E a emoção ficou por conta da colaboração do árbitro (como apitaram mal nestas quartas de final!), nos pênaltis marcados para ambas as seleções, sequencialmente, nos minutos finais de jogo.
O primeiro pênalti, marcado para o Paraguai, foi mal batido por Cardozo (que chorou e se culpou ao final da partida). Este teve invasão espanhola da área que o juiz ignorou, não mandando voltar a cobrança.
No pênalti duvidoso em Villa, que Xabi Alonso cobrou bem e fez o gol, o juiz indicou invasão da área paraguaia. Não precisava mandar voltar o pênalti porque, em tese, os espanhóis invadiram junto com os paraguaios, mas…
Nova cobrança de Xabi Alonso que foi defendida por Villar, que cresceu no jogo (apesar de baixinho) e evitou outro lance de gol espanhol depois de Iniesta.
A Espanha, com a entrada do atacante Pedro, conseguiu, no sufoco vencer a defesa paraguaia, apesar do Paraguai ter se lançado ao ataque na esperança da vitória que Casillas dificultou em uma boa defesa depois de um erro na Jabulani.
David Villa aproveitou o rebote da trave e, também, com o toque nas duas traves, concluiu em gol a classificação espanhola às semifinais.
Uma classificação esperada porque a Espanha era tida como favoritíssima nesta Copa, ao lado dos já desclassificados Brasil e Inglaterra.
A Espanha ainda não apresentou o futebol de favorita destes 4 anos, sendo os 2 primeiros anos com o competente Luis Aragonés, que montou esta base (Marcos Senna faz falta!), e que Vicente del Bosque mantém hoje sob seu comando.
A Alemanha será sua adversária nas semifinais, numa reedição da final da Eurocopa de 2008, conquistada pela primeira vez na história pela Espanha, que sempre recebia a fama de “amarelar” nas decisões, provando o contrário.
Porém, o momento é outro e a Alemanha é favorita neste jogo e também à conquista da Copa.
Resta saber se a Fúria conseguirá mostrar, na hora do próximo jogo, o que a credenciou como potência para esta Copa.
É esperar para ver mais esta história a ser contada nos gramados deste singelo país africano.
