Espanha pela primeira vez numa final de Copa 1 x 0 Alemanha que se reinventou
Bom para o futebol foi esta semifinal!
Bom porque a Alemanha resgatou o jogo bonito, veloz e ofensivo. Provou que se pode jogar bem, dentro do preparo físico e planejamentos táticos mais modernos. Fez partidas memoráveis e tem uma ótima equipe para brigar por título na Copa 2014. Deverá fazer uma linda disputa de terceiro e quarto lugar com o Uruguai (com as voltas de Luiz Suarez e Diego Lugano pelo Uruguai e Thomas Muller pela Alemanha.
Bom porque a Espanha cresceu ao longo da competição, expurgou de vez a fama de “amarelar” em jogos decisivos, chegou à sua primeira final com chances reais de título. Consolidou um pouco de seu excelente trabalho nestes últimos 4 anos entre uma Copa e outra. Justiça também se fez porque os espanhóis foram muito prejudicados em 2002 contra a Coréia do Sul e em 1962 contra o Brasil. Em parâmetros menores contra Brasil em 1986 e contra Itália em 1994.
E pensar que o Brasil conseguiu perder para a Holanda e que algumas mudanças poderiam levar-nos ao hexa. Lamentável!
A Espanha, com maior posse de bola, que é sua característica de trabalhar bem a bola até encontrar espaços na defesa adversária para atacar, soube impedir, na maior parte do jogo, a rapidez do jogo alemão, principalmente pelas laterais do campo, além de dificultar os passes alemães.
Claro que isto não impediu totalmente a Alemanha de levar perigo a Casillas em duas oportunidades. Thomas Muller (suspenso) fez muita falta à dinâmica de jogo alemão, apesar da boa participação de Trochowski.
A Espanha conseguiu dominar o meio de campo e seu sistema defensivo esteve bem montado, apesar deste ser inferior ao da Alemanha. Que partida fez o zagueiro alemão Mertesacker. Acho que Lahm fala mais que joga, enfim…
O jovem time alemão teve um pênalti em Ozil que, poderia, num jogo tático entre as duas forças, talvez mudar a história da partida.
Por incrível que possa parecer, a sempre enaltecida eficiência alemã foi a arma da Espanha nesta semifinal, enquanto que os alemães tentavam impor seu ritmo ofensivo e rápido e de ótimos passes. Um fato a lamentar: Schweisteiger errou muitos passes e as jogadas sempre passavam por ele e Thomas Muller (que não pôde jogar).
Em compensação, Xavi não erra passes e Iniesta, Xabi Alonso e Busquests o auxiliam muito neste fantástico meio de campo espanhol.
Foi bonito de ver o esforço de Klose (eu queria que empatasse em gols com Ronaldo com 15 marcados em Copas). Falta 1 gol apenas. Conseguirá no sábado?
A Espanha conseguiu ir mais ao ataque no segundo tempo, tornando a partida, que era mais tática, para mais técnica e ágil. Pedro poderia ter passado a bola para Torres, livre, aumentar o placar para a Espanha quando já estava 1 x 0 para os espanhóis, num belo cabeceio do zagueiro Puyol.
Quanto à Alemanha, esta poderia ter marcado mais a saída de bola espanhola para jogar nos erros espanhóis e tentar vencer o jogo, mas não conseguiu. E foi bem estudada pelos espanhóis também.
De que me recordo, Espanha e Holanda nunca se enfrentaram em Copas do Mundo. Corrijam-me se estiver errada minha memória enquanto estou escrevendo.
Será uma final entre a calculista Holanda dos eficientes Van Bommel, Sneijder, Robben e Kuyt contra a refinada Espanha de Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Villa.
Acredito num pequeno favoritismo dos espanhóis pelo seu retrospecto e melhor conjunto, mas não descartemos a Holanda que soube jogar nos erros de Brasil e Uruguai para chegar à final e, claro, não deseja ser “tri-vice” depois de 1974 e 1978.
Uma delas se juntará aos 7 campeões mundiais, formando uma espécie de G8 da bola. Brasil (5), Itália (4), Alemanha (3), Argentina (2), Uruguai (2), França (1) e Inglaterra (1).
Espero uma boa final de Copa do Mundo!
