Holanda na final pela terceira vez 3 x 2 raça uruguaia
A Holanda chega à sua terceira final de Copa do Mundo para tentar seu primeiro e inédito título mundial.
Longe de ser uma equipe que encanta, é uma seleção que pratica um eficiente e competente, tanto emocional quanto taticamente, futebol que busca seus objetivos do início ao fim do jogo, apesar de sempre não iniciar tão bem e crescer ao longo das partidas.
Seu crescimento ao longo do jogo se deve ao fato de estudar em campo seu adversário, além de fazer uma leitura da dinâmica da disputa como poucas.
Acrescentando, a Holanda tem várias formas e alternativas de jogar para cada tipo de situação estudada e percebida em campo. E coloca em prática com rapidez. Vide o jogo contra o Brasil em que ela sabia que era inferior tecnicamente, mas não taticamente e muito menos emocionalmente.
A Holanda de Sneijder e Robben, que sempre têm poucas oportunidades, mas quando são presenteados, correspondem de forma certeira e imperdoável é uma boa seleção e conta também com uma boa equipe de suporte, um ótimo coadjuvante (Kuyt) e uma comissão técnica que sabe decidir o que fazer a cada dificuldade apresentada.
A Holanda era minha quarta favorita atrás de Espanha, Brasil e Inglaterra, antes de iniciar o Mundial.
Ressalto aqui a velha raça uruguaia, que, saindo de uma repescagem sofrida contra a Costa Rica, foi buscar, em suas origens, seu crescimento e evolução, além de Lugano, Muslera, Godin, Galgano, os Pereiras, Nicolas Lodeiro, Forlán (o melhor) e a grande revelação (não para o Ajax da Holanda), Luis Suarez.
Esta busca das origens tem que estar presente no futuro da seleção brasileira de futebol que se iniciará após a Copa.
Fica o registro da ausência sentida de Lugano, Suarez e Lodeiro que poderiam ter dificultado mais o jogo para os holandeses nesta semifinal.
Num primeiro tempo bom, tivemos, ao menos, dois belos gols de Bronckhorst (o mais bonito na Jabulani de fora da área) e um de Diego Forlán, também de fora da área, no meio do gol com efeito de Jabulani e falha do grandalhão Stekelenburg.
O segundo tempo, então…
Com o empate, os uruguaios cresceram no começo do segundo tempo e quase viraram o jogo no início.
Entretanto, numa desatenção defensiva uruguaia, esta permitiu que Sneijder fizesse 2 x 1 para Holanda. Van Persie (que não vem jogando quase nada nesta Copa e ainda é titular) estava impedindo e participou da jogada, atrapalhando Muslera.
Numa falha defensiva de deixar Lugano nervoso no banco e Muslera idem, Robben fez de cabeça (no melhor estilo de jogo contra o Brasil) o terceiro gol holandês.
O Uruguai, que não se entrega, porém, não como os exagerados guerreiros de Dunga, por conta de sua raça habitual, descontou, nos acréscimos, com um gol de Pereira, de fora da área. Caíram de pé!
Boa sorte aos holandeses que vão precisar. Seja contra a badalada Alemanha que é a seleção do momento ou a Espanha, que jogou o futebol mais bonito entre todas as seleções, nestes 4 anos entre uma Copa e outra.
O Brasil tinha a equipe mais eficiente e sucumbiu diante de uma maior eficiência, naquela tarde de 02/07/2010, dos holandeses.
