Parreira, Teixeira e Copa 2014 no Dia Nacional do Futebol
Neste 19 de julho, data do Dia Nacional do Futebol, retomo minhas colunas sobre a Copa 2014. Claro, que com o habitual retorno dos podcasts com meus parceiros e os plantões especiais da seleção brasileira de futebol no seu caminho para a Copa de 2014, dentro e fora de campo.
Para ativar nossa memória, neste dia, há 44 anos, o Brasil era eliminado, em Liverpool, Inglaterra, por Portugal de Eusébio, da Copa de 1966; a Copa do mau planejamento.
Placar de 3 x 1 para os portugueses, com dois gols de Eusébio e pancadas no já machucado Pelé.
Abri com este texto, para refletirmos um pouco sobre a convocação do novo técnico da seleção brasileira de futebol que, segundo o mandatário da CBF, o Sr. Ricardo Teixeira, em entrevista “chapa-branca” ao SporTV após a derrota do Brasil na Copa 2010, deverá ser anunciado até dia 25/07/2010, ou ainda no final do mesmo mês.
Ricardo Teixeira, na ocasião, disse que precisaria ser feita uma renovação em toda a seleção brasileira, visando 2014 e, disse também, que buscaria um treinador que aceitasse, de imediato, este projeto.
O desejo da CBF, diferente que foi do início tumultuado de 2001 até a conquista do penta de 2002, é o do treinador Luis Felipe Scolari.
Felipão parece que pretende continuar no Palmeiras até 2012 e não descarta, num eventual reconvite, assumir a seleção nos 2 anos que antecederão a Copa.
Como a renovação precisa ser imediata, a CBF já convidou Carlos Alberto Parreira para a função de Coordenador Técnico da Seleção e, por conta da espera por Scolari, gostaria que Parreira assumisse também a função de treinador até a contratação do treinador pentacampeão.
Parreira, ao que parece, não deseja isso. O que, se for verdade, considero compreensível.
Parreira possui ótimos atributos para a função de coordenador, além de ser um estudioso do futebol e com muita experiência. Comportamento considerado ideal pela CBF.
O problema é que o termo renovação está sendo deixado de lado. Parreira fracassou com a seleção brasileira em 2006, quando não tinha mais a parceria com Zagallo (doente na ocasião). Por que continuar repetindo, em várias funções, a turma de 1994, mesmo que o treinador seja outro?
Ricardo Teixeira, além de intervir mal na seleção de 2006 e dar “carta branca” a Dunga em 2010, disse que pretende contratar um nome de peso para coordenador (Parreira, como citado) para poder dedicar-se à Copa de 2014. Acaba de transferir a responsabilidade pela seleção para alguém que entende realmente de futebol. Demorou?!
Leonardo e Silas são nomes muito jovens para o peso que é ser técnico da seleção brasileira, com sede em nosso país, depois de dois fracassos, e com uma midiática pressão pela conquista do hexacampeonato.
Nesta linha de raciocínio, também descarto os nomes de Abel Braga, Carpeggiani, Paulo Autuori, Dorival Junior, entre outros. Luxemburgo e Leão fazem parte dos erros do passado.
Se não conseguir Felipão para o comando, restam, no meu entendimento, Mano Menezes (meu preferido!) e Muricy Ramalho. Este último tem o estilo de jogo de Parreira, que gostaria que não voltasse.
Vamos acompanhar a escolha e também o desenrolar do trabalho do novo técnico.
Espero que esta data que escrevo esta coluna não seja usada como exemplo para novos métodos de trabalho da CBF!
Acompanharemos também, de forma crítica, tudo que acontecer extracampo. Cheiro de dinheiro público sendo vergonhosamente usado, no ar.
O novo técnico terá que reformular.
Para começarmos um pequeno debate, segue uma sugestão (pitacos) para os primeiros convocados para o projeto-2014:
Victor; Maicon (capitão), Luisão, Thiago Silva e Marcelo; Ramires, Elano, Bruno Cesar e P. H. Ganso; Fred e Nilmar; como titulares.
Fábio; Rafinha, Alex Silva, Miranda e André Santos; Hernanes, Anderson, Cleiton Xavier e Giuliano; Pato e Keirrison, como reservas.
Até!

Minha seleção: Julio Cesar, Maicon, Alex Silva, Thiago Silva e Marcelo; Arouca, Elias, Hernanes e PH Ganso; Robinho e Pato.
Reservas: Victor e Felipe; Rafinha; Miranda e Rever; André Santos: Lucas Leiva, Elano, Giuliano e Bruno Cesar; Neymar e André.
Como treinador, sou favorável a fazer uma proposta concreta ao Scolari. É simples, se ele quiser, assina e assume o trabalho. Senão, Mano Menezes é o nome.