Ricardo Teixeira: as negociações de emprego mudaram, mano!
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no meu entendimento, deve acreditar que as relações de contratação para um trabalho não incluem ética e um plano de carreira (projeto para a tão aclamada renovação). A velha história do patrão dono da oportunidade que tem a certeza da aceitação do empregado porque este precisa, acima de tudo.
Muricy Ramalho, em sua recusa ao cargo de técnico da seleção brasileira, provou que, nos tempos modernos, as contratações de trabalho devem primar pela ética com seus empregadores anteriores e com compromissos assumidos.
Provou que, ainda, deve existir, sim, um planejamento de trabalho em comum acordo entre as partes e que um comandante tem que ser um líder capaz de conduzir estratégias, planos e metas e, sobretudo, que o homem está inserido na alma do profissional pelo seu caráter.
Pelo momento que o nosso país atravessa, a recusa de Muricy e a postura da Diretoria do Fluminense contra o espírito oportunista de “jogar para torcida” da CBF, são um exemplo de dignidade.
O ex-jogador Djalminha, no SporTV de sexta-feira, disse que Muricy, em outras palavras, deveria ser menos ético e aceitar o convite da CBF para dirigir a seleção porque o sonho está acima de tudo.
Felizmente, ele só é o Djalminha. Infelizmente, ele é a média do pensamento de um mundo sem consciência.
Apesar de Muricy, como sempre declarei em minhas colunas, não ser meu técnico preferido, ele demonstrou que podemos ter um pouco de esperança no ser humano. Golaço!
Mano Menezes, que deve aceitar hoje ser técnico exclusivo da Seleção Brasileira, sempre foi meu preferido para conduzir a seleção a uma renovação de conceitos, de elenco, de forma e de qualidade de jogo. Minha aposta desde o início.
Acredito em seu trabalho e confio que seja capaz, com sua comissão técnica e a possível vinda de Parreira como Coordenador Técnico; de liderar e conduzir um projeto que a CBF, na sua arrogância, julga ter.
A CBF se direcionou na frieza dos currículos. Se não deu o melhor, vamos chamando na seqüência. Isto não é tudo!
Suponho que Abel Braga, então, seria a terceira opção, caso Muricy e Mano não dessem certo.
Não creio que tenham feito convite à Felipão porque há indícios de que a CBF teve que engolí-lo, no melhor estilo Zagallo de filosofia; dado o apoio dos seus jogadores diante das dificuldades pré-tentativa do penta.
Espero que Mano aceite e seja o profissional que surpreenda seus contratantes com uma moderna visão de trabalho.

Ao contrário da opinião do site…o Mano nunca foi minha opção…..Mas respeito,,,,e desejo sinceramente que ele faça um bom trabalho!!!O que se leva desse episódio, é a ética do Muricy!!!Admiro cada vez mais esse rabugento!!!!rs….Ótimo texto!!!!
Prezado Darcio
Podemos ter certeza que o Grande Presidente Andres Sanches não vai vetar? Pergunto porque estou preocupado, de repente posso receber o convite e já tenho compromisso com o “time da esquina” aqui do bairro! Só poderia aceitar se tivesse você como Coordenador!
Brincadeira a parte, parabéns pelo texto, muito bom.
Prezado Sr. Domingos:
Um elogio vindo do senhor, é uma honra para mim!
Vou procurar sempre fazer o melhor, reconhecendo sempre, com humildade, que temos sempre o que aprender.
Um abraço.
Darcio Ricca
Só vamos ter jogadores do Carlos Leite na seleção agora…maravilha hein?