Uruguai dramático 1 x 1 Gana de Gyan Baggio. Uruguai na semifinal 40 anos depois
Uma partida recheada de emoções com seqüência digna de filmes holiwoodianos sobre esportes.
Com Gana dominando as ações da partida no primeiro tempo, o Uruguai, viu a Jabulani do ganense Muntari entrar, de longe no gol de Muslera, abrindo o placar e fazendo justiça ao futebol apresentado por Gana, no início do jogo. Consideremos um lance para cada lado com reais chances de gol.
Consideremos mais ainda a perda do Uruguai, por contusão, do seu capitão e líder Diego Lugano. Isto beneficou o domínio de Gana no primeiro tempo.
No segundo tempo, o atacante uruguaio Diego Fórlan surpreendeu a todos que acreditavam que iria terminar a Copa como coadjuvante de Luis Suarez, acertando um belo chute, com efeito na Jabulani, empatando a partida. Kingson, goleiro de Gana, vinha fechando o gol.
Tanto no gol uruguaio, quanto no gol ganense, os méritos têm que ser divididos entre Jabulani (a bola sobrenatural?), a capacidade do chutador e a distração de quem marcou. Um mix que justificaram os 2 gols no tempo normal.
Apesar do empate, os uruguaios, no segundo tempo que jogaram melhor que Gana, tiveram uma bela chance de ganharem a peleja, graças ao gol, sem goleiro, perdido por Luis Suarez.
Depois, prorrogação…
Luis Suarez, que vinha sendo o grande destaque do Uruguai na Copa, evitou um gol de Gana, após bates e rebates na área, em que pareciam ataques e defesas de vôlei, sem a mão. Daí, aconteceu o inevitável: Luis Suarez teve que literalmente espalmar a bola na área uruguaia, senão, adeus Uruguai.
Após receber o cartão vermelho, este saiu abalado do jogo. Quando os uruguaios se preparavam para sair da Copa com o pênalti que o ganense Gyan (não perde nunca este lance) iria cobrar, o épico aconteceu: bola prá fora! Suarez sentiu um enorme alívio. Sua seleção respirava ainda.
Disputas de pênaltis, Gyan desperdiçou sua cobrança e Muslera, a surpresa no gol do Uruguai nesta Copa, defendeu outra. Gyan lembrou Roberto Baggio.
“Loco” Abreu, que joga no Botafogo do “pray de match” Joel Santana, foi o reserva uruguaio que definiu, em sua cobrança de categoria e leve paradinha (igual na final do campeonato carioca daqui), a classificação uruguaia para uma semifinal que não freqüentava há 40 anos.
A Celeste voltou e não sabemos até onde poderá ir, mas não duvidar dela foi o que aprendemos neste Mundial. Que o dirão os holandeses e, quem sabe, o finalista. Por que não?
Uma superação uruguaia diante de uma aplicada equipe africana. Gana repete a mesma histórica qualificação de Camarões (que encantou o mundo) em 1990 e Nigéria em 1994, indo até as quartas-de-final da Copa.
Brasil em tempo: Se Argentina perder para Alemanha amanhã, o Brasil ficará com o 6, não o desejado, mais sua posição na classificação final da Copa. Só não será pior, na história mais recente, que o nono lugar de 1990.
Brasil nos acréscimos: vergonha também de Américo Faria por não saber o que faz, por Jorginho que disse sim para tudo de Dunga e com sua lições de moral de botequim em auto-ajuda e por Rodrigo Paiva que poderia ter feito um trabalho melhor na pate da comunicação da seleção.
Brasil nos pênaltis: até Felipão concordou em levar um profissional da área de psicologia para a seleção, ideia ironizada por Dunga. Administração de Paulo Machado de Carvalho deveria fazer parte da disciplina dos novos treinadores. Com peso 2 na avaliação final.
