Não pode, mas pôde!
Pode um clube de futebol influenciar, por meio de seu dirigente, a escolha de uma sede de Copa do Mundo de Futebol, junto à sua Confederação, com base numa relação de amizade e interesse e, pior, com o apoio de um torcedor-mandatário de uma nação? Não pode, mas pôde!
Pode um dirigente de uma Confederação aprovar um estádio de Copa do Mundo, ainda mais com promessas deste ainda ser nomeado sede de abertura de um Mundial de Futebol, beneficiando interesses particulares ou políticos e favorecendo laços de amizade e favorecimento sem ter consultado o projeto? Não pode, mas pôde!
Pode uma Confederação de Futebol de um país se apropriar de um produto cultural nacional de sua nação, que é uma sua seleção de futebol, para fazer negócios de interesse particular ou de um grupo de privilegiados? Não pode, mas pôde!
Pode um chefe de um a nação usar de seu carisma e figura de torcedor para facilitar e intermediar negócios de interesse de um grupo específico de pessoas, apenas para satisfazer sua paixão, em detrimento aos procedimentos de livre concorrência que regem as leis de mercado? Não pode, mas pôde!
Um chefe de uma nação e torcedor, que não devem ser uma única pessoa, pode facilitar os caminhos de um clube e de uma Confederação em seus acordos acima dos demais que possuem os mesmos direitos de disputa? Não pode, mas pôde!
Pode um dirigente de uma Confederação de Futebol se auto-nomear presidente de um Comitê de Organização de uma Copa do Mundo em seu próprio país, além de se perpetuar no poder, baseado em mecanismos de acordos de poder e trocas de favores? Não pode, mas pôde!
A falta de planejamento, de calendário, de cronograma de trabalho e de escolhas de prestadores de serviços de um evento do porte de uma Copa do Mundo, podem ser aprovados apenas por meio de apresentações em powerpoint, imagens editadas de obras e discursos conectados com momentos eletivos políticos que estejam em vigor em um país? Não pode, mas pôde!
Uma maquete de estádio em detrimento a projetos em andamento, uma empreiteira contratada que se pronuncia como beneficiária apenas futuramente e com aval do mandatário de uma nação, podem ser beneficiadas sobre outras, ferindo os princípios básicos comerciais? Não pode, mas pôde!
Um estádio de Copa pode ser implodido sem planejamento de danos, no momento desta explosão e, às famílias que o circundam? Não pode, mas pôde!
Um ministro de Estado pode tomar partido de uma causa particular de um clube ou Confederação, em nome da nação?
Os juízes podem ser permissivos e permitirem que jogadores de futebol de um país paguem caro, com contusões de longa recuperação, que os impossibilitem da prática do futebol e de suas possibilidades de retorno a quem apostou neles? Não pode, mas pôde!
Uma seleção de futebol pode ficar sem fazer amistosos oficiais, em datas permitidas pela entidade máxima mundial que a rege, por conta de interesses comerciais acima do futebol? Não pode, mas pôde!
O torcedor de futebol também deveria ser um cidadão comprometido com a informação, a fiscalização e a cobrança sobre aqueles que ferem a ética e a moral e que ocupam cargos eletivos ou ditatoriais em seu município, estado e país e até do clube que torcem? Deveria, mas não faz!
Chefes de estado, chefes de confederações e de clubes de futebol devem dar o exemplo de conduta. Deveriam, mas o fazem!
Fico aliviado que, no país que vivo, não tenhamos estas precocupações!

qq eu falei sobre o Sanchez, as roubalheiras, Mano na seleção e tudo mais? Taí!
Caro Furlan:
De tudo que vi na vida sobre futebol, devemos separar as coisas.
Mano Menezes é o melhor técnico do Brasil, para mim, melhor que Muricy e Felipão. Ponto.
A forma desleal de disputa, como disse na minha coluna, vem do presidente do Corinthians (que não é a história do clube!), do presidente da CBF (que não é a seleção brasileira!) e o presidente da República (que não é a minha voz e acredito também não ser a sua!) terem um conchavo. Isto sim está errado.
Se eu, ou qualquer outro que tenha competência, trabalhar para uma empresa em que seu mandatário não tem princípios, devo eu ser colocado no mesmo saco da farinha?
Se um clube de tradição (aqui não cabe as preferências futebolísticas pessoais) tem um dirigente de ética duvidosa, devemos colocar o clube no mesmo saco também?
Muita gente trabalha para pessoas que não valem nada, mas bons profissionais gostam de desafios e almejam fazer algo por um bem maior, além do emprego.
Eu não consigo entender sua implicância com o Mano. Por que ele não seria um bom técnico para a seleção, no campo técnico, tático e até moral e ético?
Um abraço!
Darcio
Ipod ???