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Primeiros passos de Mano Menezes na seleção

O técnico da seleção brasileira de futebol, Mano Menezes, decidiu mudar-se para a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, mais perto da CBF, mas, sobretudo (e mais importante!), mais perto para acompanhar os treinamentos (na questionável Granja Comary, Teresópolis) das seleções de base (costumeiramente ignorada por seus antecessores e pela própria entidade que as gerem); buscando garimpar talentos, realizar uma saudável aproximação entre todas as seleções brasileiras, fomentar o mesmo padrão tático da seleção principal a todas as outras categorias de base e priorizar a sucessão de seleções futuras, amparadas pelos jogadores em real bom momento.

Quanto à comissão técnica, Mano escolheu, positivamente analisando:

Sidnei Lobo, seu auxiliar técnico de sempre e fiel escudeiro.

O ótimo preparador físico Carlinhos Neves que, por enquanto, dividirá suas funções entre o São Paulo e a Seleção. Inovadora escolha nesta área.

O preparador de goleiros Francisco Cersósimo, que trabalhou com Mano no Grêmio. É só observar a qualidade do goleiro Victor para entender seu trabalho.

Um analista de desempenho tático (ótima ideia!) em função a ser exercida por Rafael Vieira.

A saída de Américo Faria com função incoesa.

A manutenção do administrador da seleção Guilherme Ribeiro que está na comissão técnica desde a conquista do penta em 2002.

O aguardo da escolha do profissional de psicologia.

O aguardo do anúncio do novo Coordenador Técnico (que talvez seja Parreira) e que, positivamente também, estará, como todos da comissão técnica, subordinado ao treinador Mano Menezes.

Os experientes e mantidos Odir de Souza (fisioterapeuta que trabalhou com Rosan e está na seleção desde Parreira em 2006) e Denir (massagista desde 1994 com Parreira no tetra).

Não tão positivos assim, teremos:

Ricardo Teixeira – presidente desde 1989 (21 anos no poder). A sorte é que estará mais voltado para a chefia do COL (Comitê Organizador Local) da Copa 2014 aqui no Brasil.

Rodrigo Paiva (Diretor da Assessoria de Imprensa e Comunicação). Poderiam inovar nesta área, não é?

A volta (pedida por Mano em seu grande erro de início) do médico José Luis Runco.

No plano operacional, finalmente o treinador de seleção brasileira vai a jogos de estádio (Mano foi a Flamengo x Vasco e São Paulo x Inter-RS) e irá em todos os possíveis.

Dunga, certa vez, depois do último amistoso do Brasil contra a Irlanda em Londres (no Emirates Stadium do Arsenal) em que vencemos por 2 x 0 (jogo que convocou Grafite e tirou Victor da lista sem explicações), ficou para um amistoso do dia seguinte entre Costa do Marfim e Coréia do Sul.

Resultado: mesmo de forma mediana, jogamos contra os marfinenses sabendo de suas qualidades e defeitos. Eles perderam aquele amistoso de 2 x 0 e também perderam por 3 x 1, para nós, na última Copa.

No plano tático, Mano Menezes deverá optar pelo 4-2-3-1, sem engessar a equipe ou mesmo inibir a criatividade. Uma linha de quatro defensores em que os laterais serão mais participativos na marcação e atacarem na medida certa. Volantes com ótimo passe e boa marcação, mas com características de meias-criadores. Homens de frente com ajuda na marcação, preenchimento de espaços, velocidade, jogadas pelas pontas e marcação sob pressão, com alternância de cadenciamento de jogo, quando necessário. A opção de dinâmica de jogo será sempre ofensiva.

Mano Menezes deseja resgatar a criação de jogadas típicas do futebol brasileiro, aliada à habilidade, ao preparo físico e à consciência de equipe que saiba também jogar “sem a bola”.

Em 2011, exatamente na mesma data do primeiro amistoso de 10/08 contra os EUA em New Jersey; está agendado o amistoso contra a ótima Alemanha, em Stuttgart. Que realmente marquem amistosos de qualidade e com freqüência, pois não disputaremos Eliminatórias. Que usem bem as chamadas Datas-Fifa.

Teremos reedição, só que com outro nome, da Copa Roca, com jogos (lá e cá) entre Brasil e Argentina. Esta última que demitiu Maradona e está pensando ou em Sabella do Estudiantes ou em Claudio Borghi do Boca Juniors. Prefiro a primeira opção porque esse treinador poder dar um padrão de jogo mais interessante ao selecionado albiceleste, como o fez com o time do Estudiantes.

Para reflexão: Considerei, no campo comportamental, a participação da seleção brasileira na Copa de 2010 como a da Copa de 1954 e, no campo de jogo, nosso futebol lembrou-me o praticado na Copa de 1978.

Curtinha: Roberto Baggio de Coordenador Técnico da Itália (que loucura!).

Vamos acompanhar o amistoso do Brasil e as novidades das seleções, nas retomadas rumo a 2014, pelos amistosos da semana que vem!

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