Meu amigo-secreto (ou oculto) é…
Como as festividades de final de ano estão chegando, nada melhor que brincar de amigo-secreto, ou oculto, dependendo da região de quem lê esta coluna.
Neste processo imaginário da ficção futebolística, e com muita sorte, quem sabe meu amigo-secreto possa saber do presente, que humildemente compartilho com vocês.
Nesta brincadeira, tirei de amigo-secreto o Mano Menezes, que é o treinador da seleção brasileira sexta colocada no ranking da FIFA; país-sede da próxima Copa do Mundo (que por questões diversas não deveríamos abrigá-la!) e que tem boas idéias, fala muito bem, é um estudioso do futebol, se expressa de forma clara e lúcida, mas não está conseguindo fazer a seleção brasileira jogar bem e ser eficiente ao mesmo tempo.
Uma seleção que ainda não ganhou (e nem convenceu!) diante de seleções de seu porte histórico (grandes, diria!), além de contusões, de problemas com convocação (suas convicções, seus medos e também os alheios à sua vontade), calendário e desorganização da CBF e um declínio histórico de nosso futebol mais evidenciado após a Copa de 2006, mas que fomos perdendo nossas características desde o início dos anos 80.
Anos 80, aliás, em que mudamos nossa forma de jogar, mais eficiente, diga-se de passagem, mas que vencemos duas Copas do Mundo com o acréscimo dos foras-de-série. Não tiro os méritos (que não foram poucos!), mas que estamos “pagando uma alta conta agora”, isto estamos! Uma coisa não exclui a outra.
E, sobretudo, um declínio ocasionado pelo imediatismo e lucro fácil em que pesam: a pressão de boa parte da mídia, de boa parte dos dirigentes, de boa parte dos empresários e agentes do futebol e também dos torcedores “pachecões” e desinformados.
Enquanto isso, um certo Barcelona trabalhava quietinho, errando muito para acertar muito hoje em dia. Há 30 anos!
As seleções da Espanha, da Alemanha (essa, então!) e da Holanda, foram agregando nossa antiga forma de jogar às suas conhecidas eficiências.
Em sua última entrevista, Mano Menezes mostrou realmente que está por dentro do acontece no futebol mundial, mas percebo que ele precisa transformar suas idéias em prática.
Além disso, precisa ser auxiliado pela boa vontade de treinadores e dirigentes do futebol brasileiro em admitir e mudar a nossa forma de jogar e ver o futebol aqui no Brasil, porque os jogadores brasileiros que atuam na Europa (nos grandes clubes, é claro!), já estão assimilando o futebol moderno que, de forma adaptada às condições físicas de hoje, nada mais é que um aprimoramento, por exemplo, do que o Flamengo de 81 (com um trabalho que se iniciou em 1976), já fazia.
Para registro: Raul; Leandro, Mozer, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico, Tita, Nunes e Lico.
Este time não dava chutão para frente e não apelava para as ligações diretas e desesperadas; aproximava todos os setores do campo, tinha excelente posse de bola, quase não errava passes, tinha velocidade e cadência na medida certa, tinha variações táticas de acordo com o adversário e as modificavam ao longo do jogo, tinha jogadores que lideravam de forma positiva a equipe dentro de campo, tinha ótima saída de bola tanto pelo meio quanto pelas laterais, talentos individuais que contribuíam para decidir com consciência coletiva, jogo coletivo de ocupação de espaços tanto na parte ofensiva quanto na parte defensiva e colaboração. Um time de futebol!
É preciso entender melhor as declarações de Pep Guardiola!
Por isso, Mano Menezes, encaminho um “presentinho” que chamo de escalação para tentar melhorar a seleção brasileira! Não é pretensão, é apenas uma forma de pensar que tenho e que compartilho com todos!
Eis-la:
Julio Cesar; Danilo, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho, Kaká e Hernanes; Daniel Alves, Leandro Damião e Neymar.
Na suplência: Fernando Prass; Maicon (ou Fágner se este não se recuperar), Dedé, Luisão e Adriano; Lucas Leiva, Ganso e Ramires; Hulk, Fred e Lucas Silva.
Dá para fazer alguma coisa com bastante treinamento e dedicação, além de paciência, não é?
Um abraço e a todos e um Feliz Ano-Novo. Que o ano de 2012 seja bem melhor que este aqui, no nosso futebol, por exemplo.

Não pretendo colocar tudo “nas costas” do Mano, mas seria conveniente verficar quem são os empressários dos jogadores indicados…