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Uma seleção polivalente

A convocação da seleção brasileira para a Copa de 2014 foi dentro do previsto.

A “novidade” foi Henrique, que preferiram a Miranda, em melhor fase.

Alegaram que o atleta do Napoli-ITA poder ser utilizado também como volante, como foi Edmilson, com Felipão, em 2002. E foi testado contra o Chile em amistoso e Miranda, infelizmente, nunca!

Agora dizer que Miranda não foi convocado porque no Atlético de Madrid se joga diferente, foi piada!

Como seria de muito mal gosto a convocação de Robinho, Alan Kardec, entre outras bizarrices!

Foi uma convocação polivalente e com predominância ao bom conjunto da nova forma de atuar adquirida neste período da gestão Scolari-Parreira e com o bom aproveitamento da base de Mano Menezes.

É uma seleção com elenco inferior ao de 2002, porém mais comprometida e harmoniosa que a de 2006 e bem melhor que a mais recente, em 2010.

Ao contrário do PVC, coloco esta seleção brasileira, em termos de elenco convocado total de 23 jogadores, apenas um pouco inferior à Alemanha e à Espanha e com ressalvas.

PVC julga estarmos abaixo de Argentina, no que discordo.

A comissão técnica manteve a coerência e a aposta na união de grupo, a ser trabalhado especificamente para o dificílimo Mundial em casa.

E mesclando experiência com juventude.

É a seleção mais pronta para o Mundial, no que não significa que será a melhor.

Para ser a melhor, precisará ter consciência de se reinventar e/ou propor algumas alternativas para jogos mais complicados.

A boa notícia é que a comissão técnica tem consciência disso e é muito experiente. Neste aspecto, a mais badalada do futuro certame.

Para entender a polivalência, ao mencionar os convocados abaixo, estes serão apresentados, em alguns casos, com o adendo das funções que podem atuar e breves comentários:

Goleiros:

Julio Cesar (da confiança da comissão como Taffarel, então reserva no Reggina-ITA em 1994?)

Jefferson (reserva imediato, com alta regularidade)

Victor (o melhor dos três, merecia a titularidade, mas deverá ser o terceiro goleiro. Cometeu-se a injustiça em não levar Fabio-CRU)

 

Laterais:

Daniel Alves (direito e esquerdo)

Maicon (pela força física e experiência ao irregular Rafinha, mas se contunde muito)

Marcelo (esquerdo e meia-esquerda)

Maxwell (lateral clássico que marca melhor que Marcelo)

 

Zagueiros:

Thiago Silva (capitão, ambidestro e melhor do mundo na posição)

David Luiz (ambidestro, pode atuar de volante)

Dante (ambidestro)

Henrique (pode atuar de volante, mas não creio que seja uma alternativa suficiente para deixar de fora Miranda, que nem testaram!)

 

Volantes:

Luiz Gustavo (o clássico e com bom passe longo)

Paulinho (primeiro e segundo volante e meia)

Fernandinho (igual Paulinho, com maior capacidade de criação)

Hernanes (todas as funções de meio de campo. Pode ser aproveitado na meia)

Obs.: Todos estes jogadores acima tem ótimo chute de longe. Fato raro nas últimas convocações em Mundiais.

 

Meias:

Ramires (volante, meia, meia-de-ligação e até atacante. O mais polivalente, mas por vezes um pouco afobado na marcação)

Oscar (meia-atacante mais pelos lados. Tem dificuldade em centralizar o jogo, mas ajuda muito na marcação. Tem altos e baixos. Nos altos, a seleção cresce muito com ele)

William (habilidoso e veloz, a grande novidade dos últimos tempos de convocação. Meia e atacante, principalmente com alta ocupação de espaços por todo o campo. Pode brigar para ser titular)

 

Atacantes:

Bernard (também veloz e habilidoso. Apesar da baixa estatura, é uma ótima opção de banco para mudar a partida)

Fred (nosso melhor homem de área. Muitas contusões. Incógnita física e técnica para a Copa)

(reflexo da falta de centroavantes de alto nível. Encaixou bem no esquema tático, mas foi convocado apenas em opção a Fred. Preferia levar Rafael Sóbis, nosso melhor atacante atualmente)

Hulk (taticamente perfeito, forte, com boa habilidade e excelente chute. Hoje é essencial ao elenco e à proposta de jogo)

Neymar (a estrela ao lado de Thiago Silva. É nosso maior talento. Tem tudo para jogar um grande Mundial. É uma exceção no futebol global atual. Tomar muito cuidado com contusões, principalmente em jogos mais duros contra equipes de menor expressão e intenções no torneio)

O Brasil pode ser campeão, porém, a partir das oitavas-de-final, e sobretudo esta primeira partida eliminatória, exigirão muito da equipe, sem contar o fato de jogar em casa.

Jogar em casa tem muitos bônus e muitos ônus também.

Por fim, apenas os dois goleiros e os dois centroavantes que jogam no futebol brasileiro revelam a realidade do mediano e hipervalorizado financeiramente Campeonato Brasileiro de Futebol. De jogadores, técnicos e dirigentes.

Nossos jogadores precisam ir para fora para melhorarem técnica e taticamente.

Uma vergonha no país-sede!

 

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Uma resposta a Uma seleção polivalente

  • Domingos disse:

    Observo que em todas as Copas em que o Brasil foi Campeão, havia um jogador do São Paulo F.C., nesta não!