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Um ano de alerta, de lição e de memória eterna

Um ano dolorido e necessário para o futebol brasileiro depois dos 7 a 1 que a CBF, sua atual (antiga, requentada) comissão técnica e a Globo ainda querem nos fazer esquecer ou, ao menos, minimizar.

Até um amistoso sem sentido de revanchismo e autoafirmação quiseram marcar contra os alemães. Sem êxito. Que bom!

Os 7 a 1 serão para sempre, mesmo que talvez aprendamos alguma coisa com isso.

Ganhar uma Copa do Mundo é possível, ainda mais com jogadores de boa qualidade espalhados pelo mundo e a seriedade de Dunga, que sabe montar e treinar boas equipes.

Mas, este não é o maior problema.

O brasileiro insiste em apenas querer ganhar, a qualquer custo e por qualquer custo!

Pensando sempre assim, a soberba veio por efeito deste defeito que nos levou à queda de qualidade dentro e fora de campo.

E que inverteu os polos do futebol!

Porque nós exportamos técnica precocemente, ficamos com um saldo de jogadores razoáveis em campeonatos internos fracos (embora competitivos, mas nivelados por baixo!), não trabalhamos a base, hipervalorizamos atletas e treinadores, repatriamos atletas em declínio técnico com status de estrela, somos irresponsáveis e/ou amadores em gestão esportiva de clubes, passamos a mão nas cabeças e distintivos dos clubes e seus dirigentes tal como em crianças mimadas do campo do esporte ao campo fiscal e tributário, contratamos sem dinheiro e com corporativismo passional, não reciclamos conceitos e não pensamos para o futuro, abolimos planejamento e desdenhamos da evolução do nosso esporte porque sentamos no berço esplêndido que é alimentado de um passado glorioso de “país do futebol”.

Porque tudo vende ao bolso dos ignorantes, com a fatura emitida pelos dirigentes, oportunistas e aproveitadores que se fartam dos resultados que cegam o crescimento.

E, agora, pós 7 a 1 e atual Bom Senso, é que nenhum tal de George Hilton (parece nome de cantor da Motown), que, como Dunga e Gilmar, não representam avanço, mas manutenção.

Deixar na gaveta para o Rio 2016 que pede passagem, como um trator de negócios que não deixará mudanças significativas em nossa estrutura esportiva e cultura de formação de talento e cidadania.

Que o ano de 2015 supere o pessimismo e não seja um lado B do disco de 2014.

Que possamos recuperar nossas origens com atualização e administração séria, gradual, efetiva e transformadora.

Porque sempre há tempo!

Como na esperança (do verbo esperançar, que não tem origem na palavra esperar), de algumas pessoas do futebol que estão dando sinais de que poderemos talvez ter dias melhores, como na presença e atuação de profissionais como Leonardo, Raí, Alex, Dida, Juan, Paulo André, Rui Cabeção, Marcelo Oliveira, Tite, Levir Culpi, Oswaldo de Oliveira, Ricardo Drubscky, Enderson Moreira, Cristóvão Borges, Muricy Ramalho, Katia Rubio, Paulo Calçade, Mauro Cezar Pereira, mestre Tostão, PVC, Juca Kfouri, Marcelo Barreto, Milton Leite, Maurício Noriega, Paulo Nobre, Rogério Ceni, Diego Tardelli, William, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Souza, Myke, Miranda, Lucas. E alguns outros bons nomes que compõem este elenco.

Neymar brilhando para um dia ser o melhor do mundo, ao menos nos gramados. Fora dele, é mais do mesmo, como Ronaldo e sua turma.

E todos aos passes de um renovado Paulo Henrique Ganso que se apresenta para o renascimento de 2015. A volta do camisa 8?!

Porque, em 2014, o ano foi de outro camisa 8, Tony Kroos: a síntese do melhor futebol que se deve praticar!

 

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