Muitos elefantes incomodam pouca gente, infelizmente!
O relatório da FIFA não veio com recomendações, desta vez, de “chute no traseiro”, ou no derrière, como o perdoado Jerome Valcke se referiu certa vez.
O relatório trouxe o esperado: 5 dos 12 estados politicamente escolhidos para a Copa do Mundo no Brasil, representados por 42 % do total, estão em alto risco de não ficarem prontos.
Os “elefantes brancos” estão, na média, apenas 34,4% prontos. Isto há menos de dois anos do Mundial.
Muitos correm o risco de não serem aceitos para a Copa, pela FIFA e, se já se tornariam obsoletos por sua natureza de escolha com caráter de favorecimento, poderão ser, junto com os gastos absurdos dos demais, dinheiro público (em sua grande maioria!), jogado, no lixo e no limbo.
Limbo que abriga “grandes experiências” como a Transazamônica (para citar o belo filme Xingu!), a exploração de petróleo e os “fura-filas” do homem da Rota na Rua, entre tantos outros.
A fatura salgada vai para o povo brasileiro, que não se incomoda com muitos “elefantes”, nem um pouco, nem muito, muito, muito, muito mais!
Num país em que a corrupção jorra como uma forte cachoeira, e populismo e interesse político trouxeram este evento esportivo para cá; ficamos a mercê do “jeitinho brasileiro”. O chamado remédio bradado pela incompetência de quem executa e de quem paga esta conta também.
O pior é que ambos se fingem de mortos. E o país vai aguentando tudo isso.
Porque, desde 1500, ele sempre aguentou, e com um sorriso carnavalesco-popularesco no rosto verde-amarelo.
O COL disse que vamos jogar juntos. Vamos jogar bola?
E o número de vereadores vai aumentar!
Vírus “olímpico” no USB de Mano
Das previsões de jogadores convocados, apresentadas na coluna da semana passada, este site acertou apenas 13 nomes dos 23 selecionados, ou seja, 56 %.
Este site apostou na surpresa de Diego do Atlético de Madrid, mas Mano apostou em levar Oscar do Inter-RS, mesmo diante do bom tempo em que este ficou parado, por razões jurídicas que, diga-se de passagem, não estão totalmente resolvidas.
Este percentual aumentaria em 73 %, não fosse a novidade da mesclagem de jogadores da seleção olímpica com as da seleção principal, inesperada uma semana atrás. O precedente de Oscar é um deles!
O clima de trabalho para Mano não é bom, enaltecido pela diferença de discurso que priorizaria a seleção principal nestes quatro amistosos e a própria Copa 2014, em coro ao seu chefe Andrés Sanchez, e a prática em convocar muitos jogadores da seleção olímpica que é priorizada por Marin (que quis ver a lista 48 horas antes, como na época dos “homenzinhos verde-oliva”!).
Isto em detrimento ao seu antecessor, que deixava claro o interesse focado na principal.
Nem entro no mérito ou até demérito da questão das prioridades (em opinião pessoal Mano cuidaria da principal e Ney Franco da olímpica), mas pode-se levantar a possibilidade da comissão técnica estar totalmente subordinada tecnicamente à sua chefia.
Devem estar irritados, suponho! E Andrés, como fica nessa história? O que será de Mano, então?
Sobre os convocados, preferia Diego Alves a Neto, para o gol. Jefferson titular e Rafael, sem problemas.
Nas laterais, acertei em cheio: Daniel Alves e Danilo para a direita e Marcelo e Alex Sandro pela esquerda. Tudo certo, mas precisa-se aproveitar Daniel Alves como um ala ofensivo em que rende melhor que um lateral clássico.
Na zaga, Thiago Silva e David Luiz. Dedé está ainda se recuperando de contusão. Precisão correta até aqui. A questão dos “olímpicos” fez-me errar pela escolha de Bruno Uvini e Juan (Inter de Milão, ex-Inter-RS). Estes dois últimos não serão da principal, Dedé e mais um que poderá ser Luisão no futuro, acredito.
Os volantes Luiz Gustavo e Fernandinho (o querido de Mano e não querido de Marin!), foram preteridos pelos olímpicos, e de boa qualidade (aqui vale um acerto da convocação!), Rômulo e Casemiro, mesmo que com outras intenções de convocação.
O irregular e reserva no seu clube Sandro foi novamente chamado. Justifica-se a não chamada de Lucas Leiva, ainda em recuperação, porém, Luiz Gustavo está em melhor fase.
Preferiu chamar Giuliano a Hernanes, por critérios de idade olímpica, com certeza!
Agora, apesar da boa fase de Wellington Nem e sua juventude, estranha a não convocação de Ramires. Suponho que Mano julgue que este jogador dispute posição com Lucas Silva, de momento técnico irregular. O atleta do Fluminense pode ser uma opção de ataque!
Oscar na lista seria justo se estivesse jogando, porque Diego do Atlético de Madrid vem crescendo muito de produção e é atual campeão da Europa League, com sobras de seu bom futebol. E por que não ambos?
Ganso, o camisa 10 das duas seleções.
Neymar e Leandro Damião são “favas contadas” e corretas. Hulk e Lucas Silva para a suplência, também. Por que Mano insiste em Lucas Silva ou pela ala direita ou como jogador de meio se este é genuinamente um segundo-atacante? É o esquema 4-2-3-1 ditando as regras de adequação!
Pato voltou. Jonas foi deixado um pouco de lado por questões também “olímpicas”? Por que não Fred? Por que não apenas um centroavante e abrir opções para jogadores mais versáteis e modernos?
Deu vírus no USB do Mano, um vírus do chefe?
Plugando o USB em Mano Menezes
Num título poético-tecnológico desta coluna semanal, farei um exercício de adivinhação sobre a lista de convocados que Mano Menezes soltará na semana que vem.
Convocação para os quatro últimos amistosos da seleção brasileira principal, antes da lista final para os Jogos Olímpicos de Londres (nesta, uma complexa pré-lista de 53 nomes publicada antes!); que dizem ser a competição que, dependendo do desempenho da seleção olímpica agora sob seu comando, decidirá acerca do futuro do treinador gaúcho na equipe.
Penso que os amistosos anteriores da seleção principal, especificamente contra Dinamarca, EUA, México e Argentina podem sim, dependendo do desempenho do time, antecipar a saída de Mano Menezes, apesar dos discursos contrários e nada confiáveis, de seu chefe. Em ambos os casos, inclusive!
Usando de lógica, item primordial da tecnologia, seguem, abaixo, os palpites (por favor, estão isentos de opinião pessoal!), meramente “científicos”, dos 23 nomes da seleção principal que voltará a jogar em gramados estrangeiros como de costume, da lista do dia 11/05:
Goleiros: acredito em Diego Alves, Jefferson e Rafael. O primeiro vem sendo bastante comentado por ele, o segundo voltou a ter regularidade e o terceiro “caiu nas graças” do treinador, podendo ser o goleiro titular de Londres 2012. Acho difícil a volta de Julio Cesar e de Victor.
Laterais-direitos: Daniel Alves e Danilo. Básico.
Laterais-esquerdos: Marcelo, com certeza. Alex Sandro com muitas chances. Correndo por fora, Adriano.
Zagueiros: Dedé (apesar de não ter voltado tão bem de contusão hoje, pelo Vasco), Thiago Silva, Luisão e David Luiz. Se Dedé não puder ser convocado, aposto em Antonio Carlos do Botafogo-RJ, tão alardeado por Loco Abreu na conquista da Taça Rio.
Volantes: Mano chama sempre quatro, sendo dois titulares para o esquema 4-2-3-1 que tanto gosta. Com a ausência de Lucas Leiva, seu preferido em recuperação, deverá chamar Luiz Gustavo e Fernandinho para titulares e Sandro e Hernanes para a reserva. Ralf, Paulinho e Elias (o eterno reserva!), com menos chances.
Meias: Na linha de três do meio, são dois pelos lados e um centralizado na armação. Suponho que ele apostará em Ganso pelo meio, com o apelo popular Ramires pela direita e o certíssimo Neymar pela esquerda. Para o banco destes, acredito que teremos Lucas Silva e Hulk pelas extremas (apesar de não ser a posição de Lucas Silva!) e ainda aposto numa novidade na armação de jogadas: Diego do Atlético de Madrid. Por conta de Mano não considerar Kaká ainda pronto (reserva no Real Madrid), não conseguir mais justificar a ida de Ronaldinho Gaúcho e o impasse jurídico que está prejudicando a carreira de Oscar, é uma possibilidade.
Centrovante: Mano gosta de ter homens de área no seu esquema tático. Leandro Damião por titular e Jonas no banco são minhas apostas.
Como dito anteriormente, são apenas suposições que confrontaremos na semana que vem.
Desconectando plug…posso desligar!
Os analistas estão chegando…estão chegando os analistas
O cantor e compositor Jorge Ben Jor sempre foi um entusiasta pelo futebol, ainda mais pelo seu querido Flamengo e em tantas composições com a temática futebol, direta ou indiretamente.
Tomei a liberdade de parodiar uma clássica composição de sua autoria intitulada “Os alquimistas estão chegando”, do disco “A Tábua de Esmeralda” de 1972, deste simpático e genial compositor, para o título desta coluna.
Numa semana de Champions League que culminou com a ida à final do menos cotados (nem por isso seriam considerados surpresas!) Chelsea e Bayern, tivemos, trazendo para os analistas, comentaristas, narradores aventureiros de plantão; comparações com a seleção brasileira e o próprio futebol brasileiro que vão desde “cornetadas”, mensagens apocalípticas e até, principalmente, interesseiras, passionais e fracas análises de jogo.
Estes analistas foram chegando para cobrir este evento, de última hora, e literalmente “sentando na janelinha do trem” com o despreparo habitual, em maior grau, aumentado devido à maior complexidade do evento daquele porte.
Na primeira semifinal, “na TV do povo”, vimos que os analistas foram chegando e cobrindo o evento, cometendo gafes como dizer que o Barcelona era só Messi, que este Barça não era tudo isso, que torcia sim pelo Chelsea (precisa escolher para analisar?), que a raça sempre supera tudo, que Ramires quietinho foi lá e resolveu de forma humilde, que não sabe por que Mano não convoca mais o Ramires (várias vezes enquanto a bola rolava nos dois jogos desta semi), diminuindo a força e a capacidade do Barcelona, convocando Ramires por Mano, fazendo comparações e apresentando soluções para a seleção brasileira. Tudo isso e muito mais num verdadeiro “restaurante self-service” de informações embaladas pelas emoções e por gostos pessoais, pré, durante e pós-jogo.
Claro, sem deixar de citar que precisa alavancar a audiência para o produto “seleção brasileira” que gasta um alto e comprometido investimento e está em queda popular acentuada.
Além do despreparo, usar destes jogos com o que parte do que há de melhor no momento-futebol, foi de uma baixeza fútil e que afeta os analistas que já estavam realizando um trabalho sério e não simplesmente os que estão chegando agora.
Na semifinal entre Bayern e Real Madrid, as “cornetadas” por Kaká soaram forte como tentando encontrar motivos para sua não escalação na equipe principal, trazendo para o dedicado atleta em questão, a responsabilidade de ajudar a “salvar” o produto que está dando dor de cabeça aos seus patrocinadores.
O futebol em segundo plano para os analistas que estão chegando. Ô ô ô ô ô!
Claro que desejo muito que a seleção brasileira dê certo, e, além disso, procuro manifestar minhas sugestões neste espaço, e ainda acredito na real possibilidade desta melhoria acontecer, mas é vergonhoso ver o espaço dedicado ao futebol virar palanque político e “jogar para a audiência”.
E, ao contrário da música que diz que “eles são discretos e silenciosos”, estes analistas estão chegando para incomodar com seu barulho totalmente “pachecão”!
Estão aparecendo, no bom e no mal sentido
Mano Menezes procura volantes para esta tão carente posição da seleção brasileira, onde reina o adjetivo pertinente: medianos.
Medianos como os convocados Fernandinho, Sandro e Elias. Hernanes vem sendo chamado para esta posição, mas não sendo aproveitado como tal. Além disso, Lucas Leiva, ao meu ver, um “mediano melhorado”, em recuperação de lesão.
Porém, algumas pequenas alegrias invadiram o imaginário coletivo, trazendo pequenos feixes de esperança, como:
O crescimento do futebol do agora titular Luiz Gustavo, como primeiro volante, do Bayern de Munique;
A significativa performance defensiva, e até ofensiva no apoio ao gol de Drogba em jogada rápida e bem trabalhada, de Ramires do Chelsea;
O desempenho tático, e com gol e participações no ataque, de Paulinho do Corinthians;
E o bom senso de marcação e saída de bola de Fernando do Grêmio.
Isto sem deixar de se levar em conta Casemiro, apesar deste não conseguir sustentar sua posição de titular no São Paulo!
Ressalto que os quatro primeiros são titulares e estão em destaque nos seus times e campeonatos que disputam.
Não precisamos apelar para o Ralf, por exemplo!
Já, no mal sentido, apenas em poucas palavras para não apelarmos para os anti-ácidos, não podemos deixar de citar as falácias do mandatário do futebol brasileiro, como a mais recente de exigir ver a convocação do treinador 48 horas antes.
“Médi-ci, como?”
Além das briguinhas na região sudeste, o populismo, o staff cada mais vez mais recheado, atrasos, desorganização, entre outros.
Tudo mundo acompanhando a seleção, entre chefes de delegação (masculino e feminino, agora!), diretoria, administração, presidência, convidados.
Prá frente, Brasil!
Incompatibilidade entre cobranças e ideias
Os comentaristas esportivos, em sua maioria, e, principalmente, aqueles que são alçados (boa parte destes!) a esta categoria, sabem fazer cobranças muito bem, mas na hora de exporem suas ideias, uau!
Amparados nas frases “tem que ter mais ousadia”, “tem que chamar os melhores porque seleção é momento”, “a seleção não tem uma equipe-base, um padrão de jogo definido”, “é tudo politicagem”, “tem que ter mais pegada, brio”, “falta raça, vontade”, “com Dunga era bem melhor”, “seleção é negócio”; entre tantas outras, repetem o coro dos torcedores que lhes dão audiência e mantém, com isso, seus cargos e salários.
Mas, esta grossa maioria, na hora de, por exemplo, opinar sobre sua escalação de seleção brasileira, em darem uma opinião tática e em comentarem sobre uma proposta de jogo são extremamente conservadores e/ou saudosistas.
Ou estão no passado das coisas ou ignorando o presente.
Estes se assustam com equipes que não têm centroavante clássico definido e escalado, com jogadores polivalentes em várias posições como um lateral que possa ser um ala ofensivo amparado por outro lateral no mesmo setor (na figura de um elástico que se adapta às variáveis do jogo!), como um meia ofensivo que pode atuar de segundo volante por ter aprendido como se deve marcar e transpor bem sua saída de bola e ser opção de aproximação ofensiva, como educar e aprimorar a colaboração de marcação coletiva (e ofensiva também!) de toda a equipe, com equipes que chegam a experimentar apenas um zagueiro de ofício porque a equipe inteira assume o posicionamento defensivo, com ausência de volantes ditos “de ofício”, etc..
O futebol brasileiro destruiu o meio de campo com um buraco enorme, recuando seus volantes como cadeados que fecham tudo, avançando seus homens de meio para ajudarem os atacantes e deixando de lado os armadores, criadores e condutores de bola. Isso sem falar nas jogadas de bola parada, cansativas, sonolentas.
Mudaram de posição e renderam muito bem (e úteis à equipe, principalmente!): Matthaüs, Beckenbauer, Bob Charlton, Iniesta, Xavi, Puyol, Busquets, Khedira, Ozil, Müller, Hidegkuti, Kocsis, Falcão, Leonardo, Rivaldo, Krol, Rep, Cruyff, Sindelar, Meazza, Cesar Sampaio, Daniel Alves, Dirceu Lopes, Paulo Isidoro, Alemão, Tigana, Zidane, Messi, Maradona, Forlán, Pirlo, Tardelli, Graziani, Zagallo, Gerson, Rivelino, Tostão, Breitner, Garrincha e até Pelé!
A lista ainda seria enorme…
Poderiam ser os casos de Kaká, Daniel Alves, Danilo, Casemiro, Hernanes, Paulinho, Oscar e Lucas Silva?
Ter, tem! Mas pode ser muito melhor
Dizer e até afirmar que a seleção brasileira não tem um time-base em que muitos perguntam qual é a seleção; é ou desconhecer o que tem sido feito e/ou falta de pesquisa e análise a respeito.
Discordar da equipe base e do elenco em concatenação tanto com o trabalho feito em dois anos quanto os adversários a que é a equipe é submetida; reúne, então, depois de uma reflexão do parágrafo anterior, conhecimento mínimo para argumentos.
Infelizmente, as críticas em sua maioria não são construtivas porque as bases de raciocínio (e até má vontade e preguiça de pensar!) são frágeis e levam a “lugares-comuns” de raciocínio.
Chega a cansar ouvir muita besteira!
Como sou passível de erro (e sempre, como aprendizado!), me permito apresentar, por minhas reflexões baseadas nas convocações e forma de jogo da seleção de Mano Menezes, qual é a equipe base até o momento e o elenco possível.
Não está em questão a concordância, é apenas um agrupamento de informações.
Num 4-2-3-1 de formação tática, a provável equipe-base, se a Copa fosse hoje, creio, seria: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva (capitão), David Luiz e Marcelo; Lucas Leiva (se recuperando de contusão) e Fernandinho; Lucas Silva (ou Hernanes), Ronaldinho Gaúcho (ou Ganso) e Neymar; Leandro Damião.
De suplência, Diego Alves (ou Jefferson); Danilo, Dedé, Luisão e Adriano (ou Bruno Cortês); Sandro e Hernanes (ou Elias); Hulk (ou Lucas Silva), Ganso (ou Oscar ou Ronaldinho Gaúcho) e Hulk (ou Lucas Silva) e Jonas.
As dúvidas estão nos “ous”, além da pressão pela ascensão de Kaká e o declínio de Ronaldinho Gaúcho que vem sendo chamado, no entendimento do treinador, porque ele ainda não confia em Ganso, Oscar e não sabe o que fazer com Lucas Silva.
Também muitas confusões nos “ous” porque apenas Neymar joga mais pela esquerda no esquema tático de Mano, no que pode “engessar” as escolhas.
O esquema tático tem que se adaptar aos melhores jogadores e ao seu melhor rendimento, por suas características inerentes, e não, como tem acontecido, ditando as regras da convocação.
Nossa característica de jogar, num 4-4-2 e alternância para um 4-3-3, talvez possibilite uma melhor escolha do time-base.
Não podemos nos esquecer que há dois anos do Mundial por aqui (que pressão!), temos a realidade de Neymar e as promessas de Ganso, Lucas Silva, Leandro Damião e Oscar na faixa etária média de 20 anos de idade. Os extremos de medição de desempenho futuro são os mais variados possíveis. Para o bem e para o mal e suas nuances.
Eu acredito numa formação, neste exato momento, para recomeço de trabalho, baseado em nosso histórico de jogo (uma média confortável, mesmo!), baseada num 4-4-2 e variação de 4-3-3 ofensiva, que sirva de base para a retomada e remodelada da equipe, então, pelo desempenho técnico e comportamento coletivo dos jogadores no futuro.
A partir disso, e de amistosos mais constantes e de renomada categoria, pode-se modificar a forma de jogar (ou de adaptar, de manter, não importa!), possibilitando o crescimento dos níveis técnicos e coletivos da equipe.
Pensando nisso, de largada, penso no plantel escolhido, primeiro, com:
Diego Alves; Danilo, Dedé, Thiago Silva e Marcelo; Lucas Leiva, Kaká e Ganso; Daniel Alves, Lucas Silva e Neymar.
Vão me perguntar do centroavante, mas Leandro Damião justifica tanto assim abrir espaço no time para ele? E Neymar e Lucas Silva não conseguiriam fazer isso? Lembram de Brasil 6 x 0 Uruguai da seleção pré-olímpica?
E Daniel Alves de ala ofensivo? Lembram do primeiro tempo de Brasil e Holanda da Copa 2010 com Maicon e Daniel Alves juntos?
Os tais “homens de frente” não podem ajudar na marcação, alem da marcação de saída de bola adversária, por antecipação? Kaká não sabe ajudar na marcação?
De suplentes, Jefferson; Maicon, Luisão, David Luiz e Bruno Cortês; Paulinho, Ramires e Hernanes; Hulk, Leandro Damião e Oscar.
Falam de polivalência, posse de bola, marcação de saída de bola adversária, passes curtos, compactação, e tudo mais!
Criticam e montam a equipe de forma incompatível com o discurso bonito. Falta coragem, estudo e sair da “zona de conforto”!
Explicações
Eu quero deixar claro que apoiei, por muito tempo, o treinador Mano Menezes, desde sua convocação pós recusa de Muricy Ramalho até o meio do ano passado, em seu primeiro ano de seleção, até mesmo pouco tempo depois da Copa América.
Alguns amistosos pós Copa América, percebi que Mano se perdeu tanto em suas convocações como proposta de trabalho. Aquela competição, em que ele e sua equipe falharam, foi o embrião do que estamos presenciando hoje.
Apoiei-o por considerá-lo um estudioso treinador de futebol, conhecedor do assunto, com provas de capacitação técnica à frente de grandes clubes brasileiros, por fazer sempre uma leitura correta e atualizada do futebol, pelo processo natural de renovação do time brasileiro, pela falta de possibilidades em alguns momentos e por uma questão de mudança de paradigma em que estava sendo mascarado de vitórias conquistadas no peso dos craques experientes que tivemos na geração da conquista do pentacampeonato.
Sem falar nos extremos das Copas de 2006 e de 2010, para o bem e para o mal!
Digo que Mano está meio perdido a começar pelas convocações de Ronaldinho Gaúcho e Julio Cesar. Ambos, sobretudo, o primeiro, em má fase.
Não dá para convocar só pela experiência ou pelo passado glorioso!
Jogadores como Sandro, Fernandinho, Jonas, Elias e Ralf são testes não muito convincentes. Apenas lampejos!
Jogadores fora de posição, na insistência do 4-2-3-1, em que me preocupa o engessamento neste sistema que dite as regras de convocação!
Exemplos deste subaproveitamento acima: Hernanes na linha de 3 no meio pela direita em que se exige velocidade, Lucas Silva (o mais grave!) como armador ou nesta mesma função de Hernanes, Neymar compondo a linha 3 também, Daniel Alves de lateral e não de meia pela linha de 3 pela direita (parece que este pensamento está mudando!), Hulk pela direita quando desempenha-se melhor pela esquerda, jogadores “internados” em suas posições feito um jogo de pebolim!
Jogadores em melhor fase sendo preteridos aos de momento irregular. Casos de Dedé a David Luiz, Kaká a Ronaldinho Gaúcho, Fred ou Borges a Jonas, Sandro-Elias-Fernandinho a Paulinho-Hernanes (como segundo-volante!)-Arouca, Diego Alves a Julio Cesar, entre outros.
Isto só deixa margem para especulações empresariais, mesmo que não estejam influenciando ou mesmo existindo.
Além disso, falta mais criatividade nas escolhas, experimentar coisas novas como Kaká de segundo-volante, Daniel Alves como ala ofensivo pela direita tendo Danilo de lateral, jogar sem centroavante como faz com Damião, colocando Lucas Silva e Neymar como dupla de atacantes, testar novos volantes na complicada saída de bola e colocar esse monte de promessas, na casa dos 20 anos, para jogar amistosos de verdade contra seleções fortes e mais vezes.
Por que não jogar contra combinados nacionais, por exemplo! Medo dos patrocinadores?
Faltam dois anos para a Copa aqui e preocupa!
As explicações estão impecáveis, já as mudanças…
O problema do pegue-e-monte
Quem nunca teve um problema com produtos que vêm na caixa para você mesmo montar, que atire a primeira pedra (ou nota fiscal, se preferir!).
Estes produtos chegam numa caixa ruim de abrir, com um manual (o fabricante não sabe o que é um manual?!) de “como montar”, seguindo de desenhos de peças, design gráfico de encaixes, rosqueamentos, junções, conexões e um “vai-e-volta” de sequencias de montagem que desafiam qualquer fluxograma de operações; sem falar nas informações que ficam ou na dedução, ou na inspiração divina, ou na sorte mesmo. Claro, com uma boa dose de achismo paranormal.
E o pior: vem com o slogan básico do “monte fácil”.
Eu comparo a atual situação de Mano Menezes e da seleção brasileira a este tipo de montagem usualmente típica em todos os lugares do mundo.
Andrés Sanchez, chefe dele, disse que a seleção não agrada ninguém e que ela precisa fazer muito melhor do que vem fazendo, ou seja, já está reclamando do produto (seleção) com o manual que recebeu do Mano.
Ele disse que Mano também não deve estar satisfeito. É a comparação que sempre fazemos quando lemos o manual de um produto: “o fulano que fez isso, não sabia o que estava fazendo” ou, ainda, “só se for na cabeça dele que dá certo”.
Andrés disse ainda que a seleção precisa apresentar resultados convincentes antes mesmo das Olímpiadas, que era, até, então, o medidor da continuidade de Mano no cargo. Neste caso, a impaciência de qualquer um diante do produto a ser montado, e óbvio, que não funciona e nos dá “dor de cabeça”.
Falou, ainda, que tem que fazer uma coisa muito melhor do que está sendo feito até agora. É uma comparação bem direta ao que o texto inicial desta coluna se propôs a cumprir.
Dizer que está com o povo brasileiro na questão da decepção com o andamento do desempenho da seleção brasileira, é somente jogar para a torcida!
É preciso tomar uma atitude profissional e não conversa e mais conversa. Nisso, as análises da seleção brasileira são impecáveis: a justificativa.
Justificativa que também não faltam aos fabricantes de produtos. Nisso, como Andrés e Mano, eles capricham e nós é que temos que gastar nossa paciência!
E quando vêm peças faltando, de responsabilidade do fabricante? Assim funciona com Kaká que não foi nem relacionado entre os 53 atletas para a Olimpíada, como Ramires e Lucas Leiva.
Ainda pior é quando um fabricante manda peças erradas e injustificáveis, como Mano e seu Ronaldinho Gaúcho.
Qual é a garantia de bom funcionamento? No caso da seleção brasileira não tem o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), mas tem um ombudsman (Andrés) que não anda atendendo bem o consumidor.
Isto sem falar nos recalls de Ronaldo, Marin, Del Nero, entre outros!
O MAR está puxando IN Brazil
O rumo do MAR no futebol brasileiro permanece INalterado.
Tristes trópicos em que a MAResia não INspira.
A cerveja liberada num MAR de INcompetência.
Um MAR de INcertezas: R10 e Julio Cesar, ambos no rol dos Olímpicos?
Um comandante que apenas sabe lidar com MARolinhas e INcapaz de resgatar o brilho e o respeito da amarelinha. Vada a bordo!
Um carta de renúncia lida num tatibitate que MAR (desse jeito, certo?!) INdicava a realidade dos fatos, do que está por trás.
MARasmo das INacabadas obras dos estádios.
O MARrento saiu com a habitual INdelicadeza.
A justiça não bate o MARtelo. Quais são as INtenções?
MARço agitado, INtenso!
RuMAR para Olimpíada e tentar o INédito ouro, se não cai!
Agüentar um MAR de pressão, de jogar em casa, não é para qualquer um, está INtrínseco.
Vamos acompanhar o desenrolar de tantos MARes desta nova fase, por enquanto, INtrospectiva.
Mas, que “tá puxado, está”!
