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Darcio Ricca

Nem mais, nem menos!

A seleção brasileira realizou seu último amistoso antes da sua estreia no Mundial da África do Sul, vencendo a Irlanda pelo placar de 2 x 0, em Londres.

A Irlanda não é nenhuma boa seleção, mas é organizada e tem o estilo pragmático e defensivo do técnico italiano Giovanni Trapattoni.

É uma equipe que tinha a pretensão de jogar para a Fifa como forma de mostrar que merecia estar entre as 32 seleções na Copa, depois do vergonhoso episódio contra a França do passe de mão de Henry, na prorrogação, para o gol de Gallas e o despreparado árbitro sueco (e que vai à Copa, cuidado, Brasil!). Uma questão de honra para os verdes!

Muitos jornalistas, dentro da emoção peculiar, disseram que a Irlanda não merecia estar entre os 32 classificados e que seria mero coadjuvante na Copa.

Como devemos sempre controlar a emoção e enaltecer a razão, nas críticas, o fato é que a Irlanda poderia ser considerada uma figurante, mas seu sistema de jogo dificultaria as ofensivas das seleções de mais renome.

A Irlanda, a meu ver, também não perderia (e até poderia vencer) as classificadas seleções da África do Sul, do México, do Uruguai, das Coréias do Norte e até a do Sul, do Japão, da Argélia, da Eslováquia, da Eslovênia, da Austrália, da Nigéria, da Nova Zelândia, de Honduras e até da Suíça (este seria um jogo duro de assistir). É uma equipe limitada e organizada como a maioria dos países que irão à Copa. Nem mais, nem menos!

Diante deste adversário, que marcava de forma um pouco mais ríspida, o Brasil fez um primeiro tempo sonolento e aceitando a marcação bem feita na sua saída de bola pelos irlandeses, que bateram um pouco além da conta. Para eles era decisão e para o Brasil, mais um amistoso que gerou desatenção em setores que vínhamos bem como defesa e compactação. Típico de amistoso pré-Copa? Nem mais, nem menos!

No segundo tempo, a seleção brasileira fez o que a Irlanda tinha realizado no primeiro tempo com êxito e conseguiu jogar melhor, criando algumas boas jogadas de ataque, que é nosso ponto chave a melhorar até o Mundial. Melhoramos o nosso jogo, mas ficamos devendo mais capacidade de saída da marcação adversária, de precisão e velocidade nos passes e de, sobretudo, de arremates mais certeiros. Nem mais, nem menos!

Com um pouco de brilho, às vezes, demonstramos potencial de uma grande equipe, que é muito organizada em seu sistema defensivo, com um contra-ataque letal, muito preparo físico, disposição e comprometimento, além de ser um grupo com muitas qualidades coletivas.

Nas individuais, jogadores como Felipe Melo (em queda de rendimento), Adriano (não se justifica sua convocação em detrimento a de um Ronaldinho Gaúcho, se pensarmos em 2006), Julio Baptista e Doni (apesar de suas evoluções recentes na Roma); estão abaixo das expectativas, mas estão dentro das características da já famosa Família Verri. Nem mais, nem menos!

Kaká é um ótimo jogador que está passando por uma fase mediana no Real Madrid e acredito que deva estar se poupando para poder ter condições de jogar o Mundial e brilhar. Em 2006, que seria sua grande Copa, além de ter jogado contundido no jogo contra a França, fez duras críticas ao método de trabalho da comissão técnica e recebeu um autêntico cala-boca dos mais experientes e também acomodados da época. Acredito que ele deseja estar em plena capacidade física para fazer valer este seu Mundial. Nem mais, nem menos!

Na lateral esquerda, Michel Bastos pode ainda melhorar, pois é um ótimo jogador no Lyon. Assim como Gilberto são laterais de origem, mas jogam de armadores esquerdos em seus clubes. É possível melhorar. Nem mais, nem menos!

Dunga precisa aprimorar o que está bom e melhorar as jogadas de ataque e de conclusão da seleção que é possível, dentro do período de treinamento e de otimização das qualidades e da polivalência de alguns jogadores, como Daniel Alves, Elano, Ramires, Nilmar e Kleberson. Nem mais, nem menos!

Dunga disse que o grupo está fechado e que todos os jogadores tiveram suas chances. Um exagero, mas também disse que continuará acompanhando cada jogador em seus clubes e vai levar isto em conta.

Apesar do jeito meio displicente e do temor de comprometer o grupo, Ronaldinho Gaúcho está em evolução, é querido pelo grupo, é um jogador diferenciado e faz falta, ainda mais num futebol tão nivelado por baixo hoje em dia. Sabendo comandá-lo (Dunga vigiou Romário em 1994) e usar do seu potencial e criatividade, a seleção só teria a ganhar. Nem mais, nem menos!

É bom baixar um pouco a euforia. Muitos jornalistas estão dizendo que o grupo é bom, organizado, tem atitude, comprometimento e outros predicados de uma equipe aguerrida, bem ao estilo Dunga; que tem os grupo literalmente em suas mãos.

Dizem também que o Brasil fará um bom papel na Copa, mas consideram difícil uma conquista de título e Dunga terá muito que fazer. Considero que Dunga, mesmo com seu jeito duro e agressivo (às vezes, tem cada pergunta…), sabe o que tem ser feito e o fará, da melhor forma possível. Se conseguirá conquistar o campeonato, não sabemos, mas ainda temos condições para isso.

Nem mais, nem menos! O Brasil é um dos favoritos pelo que pode e ainda deve melhorar. Talvez seja bom chegar em boas condições, mas sem favoritismo exagerado e cego.

Baseado nas seleções vitoriosas do futebol moderno e atual, como as de 1994 e de 2002, Dunga busca suas inspirações pela eficiência e união destas e sabe que tem muito trabalho a fazer, subindo um degrau de cada vez.

Vamos acompanhando e comentando. Nem mais, nem menos!

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Penúltima lista, último amistoso, homens de confiança de Dunga!

Nesta terça-feira, dia 09/02/2010, o técnico da seleção brasileira Dunga convocou 22 jogadores para o último amistoso da seleção brasileira antes do Mundial de 2010 na África do Sul.

Uma lista com poucas surpresas e muitas certezas!

Como Daniel Alves está machucado e mesmo assim ele foi convocado, esta lista vai de encontro ao que realmente Dunga pretendia: divulgar os nomes dos jogadores que ele considera seu grupo para a Copa.

Num cenário de expetativas de convocação de Ronaldinho Gaúcho, que melhorou seu futebol, mas ainda oscila ótimas e regulares apresentações no Milan; Dunga convocou os seguintes nomes,  sobre os quais me permito tecer alguns comentários:

Goleiros:

Júlio César: inquestionável!

Dôni: bom goleiro, mas abaixo dos experientes Marcos e Rogério Ceni ainda em atividade. Victor (Grêmio) deverá ser o terceiro goleiro na lista dos 23 finais em maio.

Laterais:

Maicon: Um dos melhores do mundo, defende um pouco melhor que Daniel Alves. Deve ser titular.

Daniel Alves: Idem a Maicon, ataca um pouco melhor. É curinga para o meio de campo. Quase um 12º jogador.

Michel Bastos: Em evolução, foi bem contra Inglaterra. Deve ser titular.

Gilberto: Esteve com Dunga no começo, caiu de produção. Melhorou muito de novo e deve ser reserva. Assim como Michel Bastos, seu colega de lateral esquerda, vem jogando como meia esquerda, mas é possível o retorno à posição de origem. André Santos não deve ir à Copa.

Zagueiros:

Lúcio: O capitão não poderia faltar.

Juan: Ao lado de Lúcio, na melhor zaga do mundo. Parece ter se recuperado das sucessivas e preocupantes contusões.

Luisão: Joga nas 2 posições da zaga. Polivalente. Ótimo reserva.

Thiago Silva: em ascenção. Ganhou vaga, temporiamente de Miranda que caiu um pouco de rendimento.

Volantes:

Gilberto Silva: Experiente, ótimo posicionamento em campo. Precisa melhorar o passe em progressão. Titular. Capitão reserva.

Josué: Reserva de Gilberto Silva, como primeiro volante. Prefiro Renato (Sevilla-ESP).

Felipe Melo: Segundo volante. Está com baixo rendimento na Juventus. Na seleção, se encaixou muito bem. Titular.

Kleberson: Experiente (a dupla com Gilberto Silva de 2002, do penta). Em evolução. Prefiro Anderson (Manchester United-ING).

Meias:

Elano: Polivalente. O homem das bolas paradas. Tático. Titular.

Julio Baptista: Na vaga que seria de Ronaldinho Gaúcho (medo das baladas e da falta de compromisso como no uso do celular na entrega das medalhas olímpicas, Dunga?) para ser reserva de Kaká. Apesar de ser voluntarioso e polivalente, é o mais questionado da convocação. Cleiton Xavier, Alex (Fenerbach-TUR), Hernanes e Ganso seriam melhores opções.

Ramires: Dunga talvez opte, diante da qualidade de seu futebol, para que seja o reserva de Kaká. Robinho também poderá ser reserva de Kaká, com a promoção de Nilmar para seu posto.

Kaká: O mais completo jogador em atividade. O craque do time. Titular absoluto.  Preocupo-me com contusões. Não tem reserva à altura, mas poderá ter bons jogadores improvisados.

Atacantes:

Luis Fabiano: O matador com habilidade da seleção. Candidato a artllheiro da Copa. Inquestionável.

Adriano: Um reserva de respeito para Luis Fabiano. As baladas terão que ser vigiadas. Dunga tomou conta de Romário em 1994. Prefiro Fred, pelo grupo.

Robinho: Titular ameçado pela realidade chamada Nilmar. O tempo dirá a respeito de sua melhora. O Santos, para onde retornou que o diga. Tem muita alegria em servir a seleção.

Nilmar: Disputa, diante de seu momento atual,  a vaga de titular com Robinho. Deve começar como titular, mas tem a história de Robinho com a seleção de Dunga nestes 3 anos. Belo duelo de posições na seleção.

Gostei de algumas mudanças e respeito a coerência e competência de Dunga e de sua ótima comissão técnica que não quer repetir os erros da Copa passada, mas ainda precisamos de um reserva melhor para Kaká. Espero que Dunga pense melhor a respeito disso e permita-se ter uns 2 jogadores em melhores condições na questão da criação e armação de jogadas, na qualidade de suplentes.

O grupo não está fechado, mas se a Copa fosse hoje, este seria nosso plantel: os homens de confiança de Dunga!

Como jogam as seleções da Copa: Grupo H

Chegamos fim das breves análises das seleções, por seus grupos, neste primeiro momento.

Nesta coluna, o Grupo H que tem 3 países de língua hispânica que são a Espanha, o Chile e a Honduras, além da Suíça; um país com vários idiomas (alemão, francês e até italiano).

Espanha

Cotada como principal favorita ao título, por ser a detentora do melhor futebol jogado e organizado da atualidade, a Fúria nunca teve tantos talentos em seu elenco.

Herança da equipe montada por Luis Aragonés, quando de sua saída após o título da Eurocopa de 2008, o atual e também vencedor técnico Vicente Del Bosque, procurou deixar a Espanha bem ofensiva, amparado pelo melhor meio de campo das seleções deste Mundial.

Como nem tudo é um paraíso, a defesa, no meu entendimento, ainda deixa a desejar, se compararmos, é claro, com o restante da equipe.

Num sistema de jogo bem moderno e ousado, um 4-2-2-2, a Espanha tem dois volantes de boa marcação e que sabem sair jogando, dois meias de ótima habilidade e construção de jogadas e um ataque rápido e de ótima finalização.

Vicente Del Bosque deverá enviar a campo:

  • Iker Casillas (um dos melhores do mundo);
  • O fraco Sérgio Ramos, o experiente e lento Puyol, o bom Marchena e o regular Capdevilla;
  • O líder Xabi Alonso e o craque Xavi;
  • O constante Fábregas e o craque Iniesta;
  • A temida dupla David Villa e Fernando “El Nino” Torres.

Como opções de banco, seu técnico poderá contar com os ótimas opções, num dos melhores bancos de reservas do Mundial.

Entre eles, o ótimo goleiro Reina, os regulares defensores Pique, Alberloa e Albiol, o excelente volante brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna, os ótimos meias Cazorla e Da Matta e os ótimos atacantes David Silva e Negredo (Sevilla-ESP).

Troca de posições nas jogadas de ataque, pouquíssimos passes errados, muita disciplina tática, um banco de reservas com muitas e variadas opções de jogo e a melhor safra de jogadores de sua história; fazem da Espanha a principal favorita ao título, na teoria e diante do extraordinário desempenho nos últimos 4 anos, acima do Brasil.

Porém, sua tradição de cair nas quartas-de-final, mesmo com equipes muito boas como esta de hoje; criam uma incógnita na hora de decisão, ainda mais num torneio curto como a Copa do Mundo. Sua melhor colocação foi um quarto lugar em 1950.

Não será fácil derrotá-la. Numa comparação com nossa seleção brasileira, temos 3 pontos ainda superiores aos espanhóis: nosso sistema defensivo, nosso contra-ataque e nossa tradição.

Como sempre em mundiais e, sobretudo neste caso, é ver para crer!

Suíça

Reconhecido como o melhor sistema defensivo entre as 32 seleções do Mundial, mas com um sistema ofensivo e criatividade quase inofensivas, a Suíça, chega ao à Copa com uma performance recheada de empates.

Uma seleção, que pela tradição da criação do famoso ferrolho futebolístico de antigamente, privilegia o sistema defensivo e procurando, nas poucas jogadas de ataque que cria, finalizar com perfeição, no que nem sempre obtém resultados positivos.

Posso dizer que houve uma boa melhora de sua campanha de 2006 para este Mundial, no que cabe ressaltar um curioso dado: a Suíça não levou nenhum gol na Copa de 2006 nos 3 jogos da 1ª. fase e nem nas oitavas contra Ucrânia (0 x 0), sendo eliminada, sim, nos pênaltis.

O experiente e vitorioso técnico alemão Ottmar Hitzfeld que foi campeão da Copa dos Campeões com o Bayern de Munique e com o Borussia Dortmund, ambos da Alemanha; conseguiu melhorar um pouco a criatividade e a ofensividade da Suíça, mas, neste aspecto, os suíços ainda deixam muito a desejar.

Porém, na defesa, é uma verdadeira muralha, como suas equipes que sempre dirigiu em sua vitoriosa carreira.

Num tradicional 4-4-2, Hitzfeld, tem, por equipe-base:

  • O bom goleiro Benaglio;
  • A forte defesa, em que os laterais quase na apóiam, com Litchteiner, o ótimo Phillip Senderos (Arsenal-ING), Gritching e Spycker;
  • Os experientes trio Barnetta, Inler e Fernandes e o bom meia Padalino;
  • O bom atacante Derdyok (Bayern Leverkusen-ALE) e o experiente grandalhão Frei (Basel-SUI).

Para suplentes, o ótimo atacante Nkufo, o defensor Von Berger, o volante Von Lanthen (parece trocadilho da palavra volante) e o meia Huggel.

Devem disputar o segundo lugar do grupo com o Chile e, também, dentro das probabilidades, enfrentarem a seleção brasileira no primeiro jogo eliminatório das oitavas de final da Copa.

A ofensividade insinuante do Chile me faz apostar neste com um pouco mais de chances diante da defensiva Suíça.

A segunda rodada deste grupo deverá ser decisiva para a definição de que, na teoria, deverá passar ao lado dos espanhóis.

Honduras

Em 1982, ano de sua primeira e única participação em Copas do Mundo, a seleção de Honduras protagonizou partidas da envergadura de verdadeiras zebras.

Após empates diante das seleções da Espanha (dona da casa, em pelo estádio do Camp Nou, em Barcelona) e Irlanda do Norte, Honduras fazia seu jogo decisivo contra a Iugoslávia. O time precisava de mais um empate, que conseguiu segurar até os 43 minutos do segundo tempo. Eis que num avanço iugoslavo, a zaga cometeu um pênalti infantil. Vladimir Petrovic bateu e converteu. No fim da partida, eliminados, os jogadores hondurenhos não conseguiram se segurar. Choraram copiosamente diante das câmeras de televisão.

Com certeza, tal surpresa não deverá se repetir, pois é uma seleção até que ofensiva, porém, com problemas com seu sistema de marcação.

Muito oscilante nas Eliminatórias da Concacaf, onde ocupou desde o primeiro lugar até o quarto e quase desclassificado posto, os hondurenhos deverão oferecer pouco perigo aos seus adversários de grupo, com chances remotíssimas de classificação.

Reinaldo Rueda, seu técnico, dentro do sistema 4-4-2, costuma escalar seu time da seguinte forma:

  • O irregular goleiro Valladares;
  • Sabillon, Chávez, Figueroa (só o nome de zagueiro que é famoso) e Izaguirre, numa defesa irregular;
  • Alvarez, o bom William Palácios (Tottenham-ING), Guevara (não é parente do histórico Che) e Nuñez;
  • Os habilidosos atacantes David Suazo e Carlos Pavón da Inter-ITA.

Na reserva, os mais utilizados são os zagueiros Morales e Johnny Palácios e o bom meia Julio César de Leon (o 12º jogador do time).

Não deve passar de fase, sendo, talvez, a seleção que fará a diferença no saldo de gols em uma eventual disputa entre Chile e Suíça pela segunda posição. Bom para os chilenos, que falarei a seguir, que farão sua estréia contra os hondurenhos.

Chile

Uma equipe com um sistema ofensivo insinuante, criativo e habilidoso, mas diante de uma defesa de baixa estatura e um sistema defensivo ainda em melhoria, o argentino e polêmico técnico Marcelo “El Loco” Bielsa, leva à Copa uma seleção chilena que poderá ser capaz de surpreender em seu grupo, uma vez que a ousadia é a marca registrada deste treinador.

Bielsa costuma arriscar e polemizar sempre, porém colecionou grandes vitórias e também grandes fracassos. Uma prova de sua oscilação é a seleção de Argentina em 2002, que caiu na primeira fase, mesmo sendo uma das favoritas ao título após impecável campanha nas Eliminatórias para aquele Mundial, com 1 derrota apenas em 3 anos de disputa da vaga.

Emoção é com ele mesmo, no que tem passado para seus jogadores chilenos, fazendo do Chile uma equipe muito criativa e ofensiva, de ótimo toque de bola, mas muito faltosa e defensivamente tendo muito que aprimorar.

Laterais que atuam como alas e meias, volantes que atuam como zagueiros e vice-versa, fazem do Chile uma seleção que poderá dar trabalho no Mundial, com efetivas chances de classificação para as oitavas, podendo até ser adversário da seleção brasileira eventualmente. Neste aspecto, o Brasil foi a única seleção que não encontrou dificuldades diante destes audaciosos chilenos e seu comandante.

Num 3-4-3, que varia para um 3-5-2, o Chile costuma se apresentar da seguinte maneira:

  • O bom e experiente goleiro Cláudio Bravo;
  • Ponce, Gary Medel e Carlos Carmona, numa defesa irregular, de baixa estatura e viril;
  • Os volantes raçudos e duros Arturo Vidal e Milar e os meias González e Matias Fernandez (o organizador do Sporting-POR);
  • O trio de atacantes, no melhor estilo de pontas abertos em diagonal, com o ótimo Aléxis Sanchez (pela direita) e o clássico Jean Beausejour (pela esquerda) e o artilheiro das Eliminatórias, com 10 gols, o homem-de-área Humberto Suazo (Monterrey-MEX).

Para a suplência, merecem destaque o bom zagueiro Jará e o meia Valdívia, tão conhecido dos torcedores do Palmeiras, no Brasil.

Deverá disputar com a Suíça a segunda vaga do grupo. Fará sua estréia diante dos hondurenhos, no que é uma boa vantagem, enquanto que os suíços terão a desvantagem teórica de estrearem contra os espanhóis. As duas seleções terão um confronto direto e muito importante na segunda rodada.

Um grande ataque (Chile) contra uma grande defesa (Suíça).

Acredito numa pequena vantagem do Chile para conquistar a vaga, por conta de melhorias defensivas que Bielsa, no meu entender, conseguirá realizar até o Mundial.

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