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Darcio Ricca

Convocação com restrições e dúvidas

Dunga convocou, para os amistosos de 14/11 contra a Inglaterra em Doha e dia 17/11 contra Omã em Mascate, 24 jogadores, com a restrição de não levar jogadores de sua preferência que atuam no Brasil, para não atrapalhar seus clubes na fase final do Brasileirão. Os jogadores nesta situação são Adriano, Miranda, Victor e Diego Tardelli. Diego Souza também ficou de fora, mas acredito que ele tenha sido descartado pelo treinador.

A maioria dos nomes não me causou nenhuma surpresa: Júlio Cesar, Maicon, Daniel Alves, Lúcio, Juan, Luisão, Naldo (pela ausência do Miranda), Gilberto Silva, Josué, Felipe Melo, Elano, Ramires, Julio Baptista e Alex (que devem disputar a reserva de Kaká), Kaká, Luis Fabiano, Nilmar e Robinho (pela confiança). Fiquei um pouco surpreso com a chamada de Lucas, pois achei que ele havia sido reprovado.

Fiquei feliz pela oportunidade dada a Fábio Aurélio, que sempre comentei no 3 na Copa, mas curioso pela chamada do Michel Bastos. Ao contrário da maioria, acredito que estes dois laterais esquerdos disputam com Felipe Luis a reserva de André Santos, que deverá estar entre os 23 do Mundial. Torço pelo Fábio Aurélio, inclusive como titular.

Também fiquei curioso com a convocação do Carlos Eduardo que, na minha opinião, jogava melhor que o Diego Souza, quando ambos eram do Grêmio. Acredito que Dunga esteja pensando agora na eventualidade da queda do Robinho, abrindo a disputa de duas vagas entre Carlos Eduardo, Nilmar e Tardelli.

E a graça, ou melhor, a vedete da convocação, pela ausência do Adriano: Givanildo, do incrível Hulk, que jogou no futebol japonês dos 19 aos 22 anos e que hoje é a sensação do Porto. Calma, ele não deve ir à Copa, mas também não é nenhum Alfonso. Será interessante de ver.

Em março, Dunga fará uma convocação mais próxima da final, que será no início de maio para a Copa de 2010.

O que Dunga espera, pretende e tentará aprimorar em seus comandados e quase totalmente escolhidos? Um goleiro de segurança; um sistema defensivo bem posicionado e experiente; uma saída de bola rápida; um meio de campo que possa distribuir jogadas com dinamismo e em velocidade; um aprimoramento de chutes de meia e de longa distância, com laterais que apóiem e que possuam cobertura, um ataque que coordene trocas constantes de posição com compactação de espaço em harmonia com o meio de campo. Jogadores polivalentes (tanto no chamado time titular, como principalmente no time reserva), disciplina, muita vontade, comprometimento, foco e, sobretudo, total entrega ao grupo.

É evidente que a seleção, em seu período de treinamento, mesmo com o grupo quase fechado para novas oportunidades de testes, deverá tentar corrigir seus erros de posicionamento, melhorar sua estratégia de jogo, criar variações de ataque, melhorar passes, otimizar o preparo físico do elenco, preparar-se para situações adversas em campo e permitir espaços para o improviso e a criatividade. Porém, como sabemos, falta criatividade ofensiva contra equipes muito fechadas. A seleção precisa e pode crescer com a compreensão de seus pontos fracos.

O infográfico abaixo mostra o esquema tático e a escalação que está sendo adotada pelo Dunga, e a minha sugestão de como o time deveria ser montado. O que você acha? Mande sugestões de como a Seleção deveria ser escalada!

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Técnico que somente pray de match sobrevive?

Segundo notícia da redação do jornal A Bola, da boa terrinha, devidamente publicado na página do jornalista e blogueiro Juca Kfouri, o técnico brasileiro da Seleção da África do Sul, Joel Santana, poderá ser afastado do comando da equipe porque a Federação local decidiu nomear um comitê formado por três treinadores para avaliarem o seu trabalho. Jomo Sono, Clive Barker e Gavin Hunt são os três técnicos que vão avaliar Joel Santana. Os mesmos que anteriormente já o tinham criticado, somando-se à boa parte da imprensa e da opinião pública.

Este tipo de situação nada mais é que um reflexo da baixa consciência que predomina na cultura média dos brasileiros: a de que não é necessário se expressar corretamente num idioma mais globalizado, como o inglês. Prática reforçada pelo desleixo com que nosso mandatário federal trata deste assunto.

Sem o mesmo caráter messiânico de nosso chefe de estado (o mundo ainda cai nessa conversa ou existem outros interesses, sr. João Havelange?), o boa praça Joel Santana, a quem Romário já disse que é um ótimo técnico porque não atrapalha os jogadores, tem muitas dificuldades de comunicação com sua equipe, que herdou de Parreira, a ponto de precisar de intérprete nos treinamentos.

Tal dificuldade de expressar-se não permite que Joel utilize-se de suas principais características como treinador – a conversa e a preocupação dentro e fora do campo com seus comandados (estilo família), suas explicações oriundas de sua famosa prancheta (complexo de entender mesmo em português para o nível de um jogador de futebol) e motivação do grupo.

Independente das tais forças não ocultas que desejam derrubá-lo do cargo, seja de qualquer direção que venham (right, left, behind e até do medium), o mais grave é que os técnicos brasileiros ainda não aprenderam com as lições vindas de Madri (Luxemburgo) e de Londres (Scolari).

À frente de uma seleção que é a anfitriã da Copa do Mundo e que deseja apagar a imagem de país desorganizado, que superou problemas raciais e teve um desempenho surpreendente na etapa final da Copa das Confederações (devido mais à subestimação adversária, torcida, vuvuzelas, campo, clima e conhecimento canarinho de seu chefe), o técnico Joel Santana deveria ter se preparado melhor e não ficar de orgulho doído por não ter sido reconhecido por aqui como um grande treinador em detrimento a este emprego que lhe caiu no colo.

O aprimoramento dos conhecimentos permite a melhoria de nossas atividades mais essenciais para podermos apresentar melhores resultados – o que, para Joel, faria a diferença.

Com isto, my equipe qui pray de match very good poderia ser seu lema de trabalho!

15 anos do Tetra em 15 lances

1 – Brasil e Itália iniciam a partida no Rose Bowl para termos o 1º tetra do mundo!
2 – Cafú estreia no lugar de Jorginho, no segundo tempo.
3 – Baresi, mesmo machucado, marca bem Romário.
4 – Brasil mantém posse de bola esperando erros da Itália e Itália idem…
5 – Pagliuca quase toma um frango em chute de Mauro Silva que beija a trave e agradece a Deus.
6 – Baggio chuta uma bola longe da entrada da área.
7 – Romário perde gol incrível em jogada de Mazinho, Zinho e Cafú.
8 – Taffarel defende, com segurança, investida de Massaro.
9 – Na prorrogação, quase Viola faz um gol estilo Maradona!
10 – Primeiro “0 x 0” de final de Copa: decisão nos pênaltis.
11 – Romário, Dunga (com raiva) e Branco convertem, Pagliuca defende de Márcio Santos.
12 – Evani e Albertini convertem, Baresi chuta longe e Taffarel defende de Massaro.
13 – Sem precisar do pênalti de Bebeto, Baggio chuta prá fora…
14 – Galvão Bueno grita, com Pelé de gravata USA, é Tetra, é Tetra, é Tetra!
15 – Homenagem à Senna com um N só no cartaz!!!!

24 anos depois de uma final histórica que decidiu o Tri, um Tetra decidido com o futebol de resultados no dia 17 de julho de 1994.

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