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Darcio Ricca

Não vivemos na meritocracia!

Seria um momento para se comemorar no 3 na Copa, nesta virada de 25 para 26 de março, seus 7 anos de vida, desde o primeiro post em 2009, mas é impossível não falar deste Brasil e Uruguai.

Um empate que poderia ter sido derrota no segundo tempo.

Alisson salvou o homem, algumas de suas escolhas e as limitações de capacitação profissional da comissão técnica.

A limitação é tão evidente que a tristeza é o produto da ofensa de darem em suas mãos o cargo, a história da seleção e bons jogadores que não sabe o que fazer.

Começa fazendo um bom jogo ofensivo contra uma defesa celeste apenas razoável. Abre 2 x 0, num roteiro similar ao jogo contra a Holanda, pela Copa do Mundo, naquela famosa eliminação nas quartas.

Como não tem repertório e nem currículo para a função, sua soberba o leva à arrogância de levar uma eternidade para colocar Phillipe Coutinho e Lucas Lima, mudanças erradas, ausência de variações táticas e até escalar Neymar em posição errada, deixando-o preso ao sistema defensivo uruguaio, de jogadores inferiores, mas com inteligência. Não sabe utilizar nem o craque do time!

Perdido na ignorância de si mesmo!

Apostar em Ricardo Oliveira e ter Jonas como terceira opção ante Kaká e Roberto Firmino é prova de que aposta na sorte e no passado.

David Luiz, Luiz Gustavo e Fernandinho, além dos suplentes Oscar e Hulk fizeram parte dos 7 a 1! Não é suficiente para demonstrar que não faz leitura básica mínima do futebol atual?

E, claro que raça nunca falta, mas é muito pouco para ganhar bem e de forma convincente. O futebol mudou e vive em constante transformação!

Futebol moderno que Renato Augusto, Lucas Lima, Coutinho, William, Jonas e Douglas Costa sabem jogar porque ou têem ou tiveram referências táticas e coletivas de seus treinadores.

O homem pode ter sido um bom jogador e ter seu valor como também como atleta. Como treinador, é uma piada de péssimo gosto!

Isto fora seu auxiliar, seu chefe (o da idéia do boné Força Bernard, como uma crítica a 2014!), a bizarrice do auxiliar pontual e toda a patota da empresa, dos dirigentes, cartolas, presidentes de clube e por aí vai…

Chega de acabar com a história da seleção com tanta gente caricata no comando!

Chega de despreparados para cuidar de um patrimônio nacional!

Chega de erros sucessivos!

Infelizmente, compatíveis com a realidade do nosso país, em todas as esferas do poder público e da imaturidade, em todos os lados, da nossa sociedade!

E como os comentaristas que cobriram este 2 x 2 em Recife vão continuar a mostrar falta de conhecimento e falar asneiras por detrás dos seus ternos e de suas mesas táticas?

Se o homem foi símbolo de uma era (começo dos anos 90), nesta, temos em David Luiz o símbolo máximo deste momento de sarro com a nossa cara!

Um representante da continuidade que vem desde a “CBF é o Brasil que deu certo” e “uma das mãos na taça” ditos anteriormente e confirmados, com devoção, pela Dona Lúcia!

O genial e saudoso Johan Cruyff, a quem perdemos, já dizia, lá em 2010, que jamais pagaria para ver uma seleção brasileira, a quem tanto admirava na história, sob o comando deste pessoal.

O bom treinador da seleção olímpica, Rogério Micale, vira auxiliar nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Não vivemos mais na meritocracia! Jogamos a toalha!

Mas não jogamos o desejo por dias melhores, por isso estamos aqui há 7 anos!

 

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Nem verde, nem amarelo, nem vermelho

Meu ídolo no futebol, dentro e fora dele!

Meu ídolo no futebol, dentro e fora dele!

Até quando?

Até quando o distribuidor de camisas e toda a comissão técnica continuarão no cargo?

Até quando seus chefes e esta estrutura viciada continuarão a comandar nosso futebol?

Até quando este “castelo de cartas marcadas” continuará se equilibrando?

Até quando vão se arrastar nos ponteiros do atraso movidos pela irresponsabilidade desta turma que somente faz carreira no esporte mais querido?

Até quando o mérito e o planejamento serão trocados pelo compadrio e pela busca única por resultados?

Até quando o favorecimento fará dos dirigentes (de clubes e federações) e boa parte da imprensa e torcida que apoiam tudo isso como meras marionetes, aceitando esta situação patética em troca de dinheiro, emoção barata e benesses políticas?

Até quando teremos uma seleção brasileira convocada em conceitos ultrapassados de futebol, sem experiência em treinamento, sem formação cultural e sem preocupação com o futuro?

Até quando teremos que aturar jogadores ou de qualidade abaixo da altura de uma seleção brasileira ou de momento não compatível com a realidade atual do futebol?

Até quando Daniel Alves, David Luiz, Marquinhos, Fernandinho, Oscar e Kaká?

Até quando teremos que nos contentar com Hulk e Luiz Gustavo?

Até quando pode ser útil Ricardo Oliveira?

Até quando vai durar a má fase de Danilo?

Até quando a ida ao mercado chinês poderá afetar a vida de Renato Augusto e Gil?

Até quando ele e Cebola e o bigode vão comandar Diego Alves, Alisson, Marcelo Grohe , Filipe Luis, Miranda, Alex Sandro, Lucas Lima, Douglas Costa, William, Coutinho e Neymar? Elias de fora por contusão, como Marcelo!

Até quando teremos que suportar as ausências de testes com Cássio, Maicon (Grêmio), Jemerson, Rafinha Alcântara, Lucas Silva, Tiago Silva (de primeiro volante, no 4-1-4-1, é claro!), Marcelo (para o meio de campo, mesmo com a desculpa de estar machucado!), Raffael (Borussia Monchengladbach), Naldo (WFS), Lucas (Palmeiras), Rafael Carioca, William Arão, entre outros!

Até quando continuaremos perdemos atletas como Tiago Alcântara, Diego Costa e Rafinha por incompetência, na terra que se contrata um zagueiro como Henrique, pelo Fluminense e Robinho pelo Galo, entre inúmeras esquisitices! Elias de fora por contusão, como Marcelo!

Até quando a base de Rogério Micale (que entregará o cargo durante os Jogos Olímpicos!), não terá seus jogadores de base aproveitados, como sempre foi historicamente?

Até quando a convocação obedecerá ao conceito fechado de “casinha com casinha” de posição?

Até quando teremos esta coisa esquizofrênica do “assistente pontual” (leia-se estagiário, como o treinador gaúcho), agora com o ex-jogador Lúcio?

Até quando teremos que, como diz o próprio comandante, desesperado por ter Neymar para salvar sua pele e de sua turma, falar suas frases de (d)efeito?

Até quando continuaremos neste mundo surreal, seleção brasileira?

Fonte: convocação da seleção brasileira para os jogos eliminatórios para a Copa da Rússia 2018 contra Uruguai (casa) e Paraguai (fora). Convocação que impediu do chefe comparecer ao depoimento parlamentar.

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