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Darcio Ricca

37 graus, 1×1 e 0 individualismo e irritação

Primeiro Tempo

Cabe ressaltar, desta vez, tanto o jogo coletivo quanto a cabeça no lugar de Neymar ante a faltosa seleção colombiana na primeira etapa, em jogo bem mediano tecnicamente.

Neymar procurou alta movimentação com Firmino e Paulinho, estes dois últimos se revezando pela esquerda quando Neymar estava entre os colombianos Sanchez e Aguillar.

William ficou mais entre o centro e a direita, tentando jogadas em diagonal, mas bem marcado pouco produziu, assim como Firmino.

Paulinho conseguiu algumas chegadas, mas a armação de jogadas nem é seu forte, apesar de sua força de chegada ao gol, habitual.

Coube a Renato Augusto e Fernandinho tanto a marcação como a saída de bola e o bom passe que desafogasse a marcação bem realizada aos laterais Daniel Alves e Filipe Luís que, como sempre, os adversários de bom nível fazem com a seleção brasileira.

Entretanto, Renato Augusto jogou uma partida pouco produtiva, além de Fernandinho, em más execuções de armação da equipe e distribuição de jogo.

Filipe Luís foi mediano na frente e deixou alguns espaços perigosos a Cuadrado na defesa. Daniel Alves teve algumas falhas, mas, ao menos, buscava auxiliar na construção de jogadas, por vezes pelo meio, dada a ausência criativa de Renato, Paulinho e Fernandinho.

Thiago Silva vinha muito bem, mas quase fez um gol contra em Alisson, que fez ótima defesa. Marquinhos estava bem seguro. Zaga oferecia tranquilidade, além do goleiro Alisson, bem.

Firmino quase abriu o placar em grande defesa de Ospina. Colômbia chutou mais de longe, dada a ótima marcação brasileira.

E algumas grandes jogadas de Neymar para o time. Numa delas, uma pintura para um golaço de William, de primeira, depois de um cachorro ter entrado no final e causado um grande trabalho para sair de campo!

Segundo Tempo

Falcão Garcia empatou em falha coletiva de Renato Augusto, Filipe Luís e Marquinhos, sem chances para Alisson. Neymar quase nunca volta para ajudar na marcação pelo lado esquerdo!

Gabriel Jesus no lugar de Firmino. Firmino não parece ser a melhor opção a Gabriel Jesus. Por que não tentar Pedro Rocha neste setor?

William grande atuação na frente e na marcação.

No segundo tempo, devido aos 37 graus, começaram a faltar pernas e fôlego.

Philippe Coutinho no lugar de Renato Augusto, na alteração tática de Tite.

Os dois titulares entraram bem, mas o jogo ficou um pouco pior nesta segunda etapa. Amarrado e, sobretudo, bom para ambas as partes. Um Brasil campeão no grupo e uma Colômbia mantendo asa chances de ir à Rússia.

O ponto altamente positivo foi o jogo coletivo e a postura de Neymar, bem melhor hoje em relação ao jogo contra o Equador.

Rodrigo Caio somente entrou no lugar de Thiago Silva para dizer que veio e para mostrar que tirou uma “catota” do nariz!

Infelizmente, Tite poderia ter testado Luan no lugar de Renato Augusto, Alex Sandro no de Filipe Luís e Jemerson no de Thiago Silva ou, ao invés de mudança de zaga, Giuliano no lugar de Paulinho.

Estes três, sendo dois chamados de última hora (Jemerson e Alex Sandro) poderiam incomodar os suplentes Rodrigo Caio e Filipe Luís, uma vez que vivem ótimos momentos.

Renato Augusto está no futebol chinês e já começa a sentir o peso desta escolha, ao passo que Fabinho do Mônaco vem muito bem e não é chamado. Tenho ainda dúvidas em relação a Fernandinho. O que dirá de Rafinha, que deveria estar no lugar de Fagner.

Alisson segue de titular, mas Cassio tem que estrear e Ederson merece chance. Vanderlei seria o terceiro goleiro.

Hoje Tite não foi bem, assim como a maioria de seus jogadores, mas devemos colocar na conta também o calor, a situação privilegiada, o comodismo e a ausência de desafios mais significativos, que deverão vir… precisam vir.

 

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Variações, não necessariamente táticas

Depois de um jogo bem morno no primeiro tempo que justificou o placar em 0x0 diante do Equador fechadinho e de rápido contragolpe, um segundo tempo com variações de posições e opções de jogadores, não necessariamente táticas.

Com placar de 2×0 construído no segundo tempo, a seleção brasileira, que fazia mais um jogo treino e amistoso que competição em função da segurança da classificação já garantida, teve, na mudança de Renato Augusto por Philippe Coutinho, a justificativa de evolução para o patamar de jogo e foi bem interessante.

Não mudou taticamente, mas de variação de condução de bola e passes agudos que ampliam o jogo em possibilidades de jogadas e ataque com maior número de jogadores.

O 4-1-4-1 de Tite, de variação em 4-3-3 e 4-2-3-1 sempre será evidenciado no jogo da seleção brasileira. O que mudam são as peças na execução deste jogo, sobre a qual a mudança de Renato Augusto por Philippe Coutinho é nítida prova da postura mais ofensiva.

Neymar quis ser estrela em noite que Tite não gostou da seleção brasileira no tempo geral.

Neymar, mimado, tomou cartão amarelo, não suportando, com maturidade, a pressão e as faltas equatorianas.

Apesar do amarelo de Gabriel Jesus, este sim mostrou personalidade, talento, força e jogo coletivo impecáveis. Aliás, um dos dos destaques ao lado de Casemiro, Marquinhos e Miranda (saiu por ficar desacordado em lance com Alisson) e, depois Coutinho.

O Brasil foi eficiente em não conceder contragolpes ao Equador, mas as questões do relaxamento na primeira etapa pela situação favorável, irritações de Neymar paparicado (trabalho para Tite!) e início de temporada dos jogadores que atuam na Europa, foram pontos importantes a serem destacados.

William melhora quando se movimenta mais, o que ocorre pouco, sendo mais fixo. Precisa se atentar mais a isso.

Me incomodou muito ver o grande titular Philippe Coutinho entrar no jogo mesmo em litígio com Liverpool e uma tal “dor nas costas, migué de negociação”! Apesar disso, que dinâmica deu à equipe com sua entrada!

Paulinho sempre preciso quando necessário, mas deve e faz-se viável melhorar seu futebol agora no Barcelona, fora da China: sina de Renato.

Hoje os laterais foram bem abaixo das expectativas. Alisson nem foi exigido.

Tite precisa corrigir o comportamento individualista de Neymar para que seu talento seja a serviço do time.

E continuar a motivação e o trabalho mental de sua equipe, com apoio de sua comissão técnica.

 

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