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Darcio Ricca

Gringos e brincos

Dunga e Gilmar estão preocupados com comportamento e apresentação pessoal dos jogadores, impondo uma cartilha, no melhor estilo da dupla de chefes Marin e Del Nero.

Proibição de brincos, chinelos, entre outras coisas “muito relevantes”.

Vergonha alheia!

Lembrei do Daniel Passarela que, entre tantas besteiras fúteis e preconceituosas, deixou de levar o ótimo meia Fernando Redondo pela seleção da Argentina, por este se recusar a cortar o cabelo e não tirar o brinco.

Passarela, como jogador, assim como Dunga, foi de bom nível e vencedor.

Como treinador, o argentino e suas manias e pensamentos retrógrados, conquistou quase nada, assim como o caminho do treinador brasileiro, que já foi um comandante de “teco-teco” pilotando um “Boeing”!

Ai, ai…

Sobre a convocação, final e tardiamente, pensaram nos clubes brasileiros, convocando apenas os jogadores brasileiros que atuam no exterior.

Neste caso específico, os maiores culpados não são os treinadores da seleção e dos clubes, mas, sim, quem está por trás do infame calendário e dos agendamentos de amistosos em lugares lucrativos.

Amistoso bom contra a Turquia em Istambul (12/11), que voltou a ter uma boa seleção e que deve tentar retornar a um Mundial, o que não acontece desde 2002, seu ótimo resultado!

E contra a fraquinha Áustria, em Viena (18/11), a terra da valsa e do Wunderteam, a Seleção Maravilha dos anos 20 e 30 e os saudosos Hugo Meisl (treinador) e Matias Sindelar (o craque).

Em novembro, fecham os amistosos deste ano, pós inesquecíveis 7 a 1!

Quanto à convocação, os destaques positivos:

Rafael Cabral, Diego Alves, Marquinhos, Thiago Silva (o retorno depois do fracasso 2014 e contusão), Miranda, Mário Fernandes, Danilo, Filipe Luis, Alex Sandro, Luiz Gustavo, Fernandinho, Casemiro (sempre apostei neste garoto campeão sub-20), Oscar, Willian, Lucas (será que agora vai adiante?), Phillippe Coutinho, Luiz Adriano (e seu recorde dos cinco gols na Champions League!) e um tal de Neymar, que está virando protagonista no seu Barcelona.

Os negativos, ou, digamos, pouco empolgantes e até mesmo algumas incógnitas e uns “requentados”, seriam:

Neto, David Luiz (talvez por falta de opção), Rômulo (já foi melhor na época do Mano, que eu pedia sua convocação!), Douglas Costa e o mais lembrado em videogame que na vida real, o Roberto Firmino, do Hoffenhein.

Os gringos, mas tirem os brincos!

 

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Neymar, Neymar, Neymar e… Neymar

A seleção brasileira soube tirar vantagem da defesa japonesa, nesta manhã, que marcava por zona.

Com isso, os 4 x 0, com quatro gols de Neymar, foram feitos mediante passes bem executados, mesmo em gramado sofrível e cheio de areia (que ninguém faz nada!), com conclusões oriundas de estilos diferentes: “falso nove”, ponta de lança, extrema e até de centroavante clássico.

Apesar da defesa brasileira não ter ido bem, principalmente com Gil e Luiz Gustavo, cedendo espaços mal aproveitados pelos nipônicos, o setor ofensivo foi bem.

Muita movimentação entre Tardelli, Neymar e William. Não menos, muito pelo contrário, com Phillippe Coutinho, Kaká, Robinho e Everton Ribeiro.

Com belas enfiadas de bola e ótimas conclusões, o ataque, ou melhor dizendo, na maioria das vezes o bom e velho contra-ataque a la Dunga, facilitou, e muito, o jogo para o Brasil.

Oscar e Elias ajudaram no meio de campo, mas o meia do Chelsea ainda carece de afirmação e regularidade. Já o jogador do Corinthians dá outra dinâmica à criação. Portanto, não merece sair do time.

Jefferson seguro, Miranda se acertando e os laterais Danilo e Filipe Luis vêm auxiliando a defesa pelos lados.

Não se pode enaltecer e nem se desprezar este amistoso porque o caminho é longo e a Copa de 2018 muito, muito distante ainda.

E os veteranos como Kaká e Robinho podem auxiliar na transição.

Kaká tem destaque na forma como ele ajuda o time a se posicionar e fazer alternativas em campo. Bem mais que como atleta!

Ele teria melhor serventia no Mundial passado, como Miranda, Elias, Tardelli, Danilo e Filipe Luís.

O Japão está passando por uma necessária reestruturação, porém, não foi uma seleção que impôs desafio, mas sim facilidades.

Mas, que foram bem aproveitadas pelo time do técnico nervoso e preocupantemente esquentadinho e despreparado emocional e tecnicamente para o cargo, assim como parte de sua comissão técnica.

Parabéns a Neymar com mais um recorde. Evolução interessante!

 

A história se repete

A história continua, se repete e não se moderniza.

Os amistosos comerciais como em Pequim, em poluição, gramado em condições duvidosas, arbitragem sofrível, fuso horário é castigo lucrativo de jogos já vendidos aos patrocinadores. Desrespeito ao peso de Brasil e Argentina.

Dunga, como em 2010, monta boas equipes, conhece futebol, faz bem o básico, mas peca (e muito!) n0 desequilíbrio emocional.

Poderia ter sido expulso várias vezes. Um despreparo emocional como na influente derrota, na virada de tempo (passando isso para a equipe), contra a Holanda, pós domínio na etapa inicial, em 2010.

Preocupação mais com o resultado para manutenção da comissão técnica, como assim deverá ser até o Mundial 2018; sem preocupação com evolução que possa instigar o apenas mediano, para baixo, campeonato brasileiro atual.

Danilo, Miranda, Filipe Luis, Elias, Tardelli e Kaká não foram à Copa 2014 em detrimento à bagunça da batida família Scolari de Daniel Alves, Henrique, Marcelo, Paulinho, Fred, Jô e Bernard, respectivamente.

David Luiz continua oscilando muito.

Oscar ainda joga na posição errada. Deveria ser volante em saída de bola, dando combate como bem faz Schweisteiger.

Por que Robinho? Kaká ainda se justifica pela experiência.

Tardelli foi o melhor em campo pela movimentação e pelo oportunismo nos dois gols, em ótima movimentação. E pensar que Fred e Jô foram à 2014. Tudo pela preguiça e comodismo da final contra a Espanha pela Copa das Confederações.

Uma conta alta que pagamos com os 7 x 1, para sempre!

Brasil 2 x 0, com larga vantagem portenha no primeiro tempo (sete chutes a gol contra nenhum do Brasil) antes do gol dado de presente para Tardelli abrir o placar para os brasileiros.

Daí, o Brasil equilibrou o confronto e jogou melhor a segunda etapa.

E um pênalti em Di Maria que não existiu. Jefferson fez grande defesa sobre Messi, embora o goleiro “pegador de penais” tenha se adiantado um pouco.

William foi muito bem no segundo tempo. Precisa apenas chutar mais em gol.

Luiz Gustavo foi bem e Elias muito bem. Por que insistir ainda com o estabanado Ramires? 2010 e 2014 não foram suficientes para provar que ele não é jogador de seleção e sempre compromete?

Everton Ribeiro e o contundido Ricardo Goulart precisam de mais oportunidades, assim como Phillippe Coutinho.

É que eles exigem o tempo e as mudanças que a audiência e o corporativismo condenam.

Neymar precisa ser mais humilde em suas conclusões em gol. Fica a dica!

Ganso e Hernanes (este último jogado no lixo por Felipão e Parreira em 2014) não mereciam voltar ou pensar não faz muito parte do futebol de resultados?

Um esquema que foi bem num 4-5-1, com muita movimentação e linhas de quatro defensivas bem montadas, que faltaram à pretensiosa “mão na taça” do Mundial 2014, subestimado a Alemanha, que fez exatamente o contrário.

Mas, que tem a marca Dunga, dos já conhecidos contra-ataques.

Eficientes, como no segundo tempo da boa vitória de hoje, mas que quem gosta de futebol, deseja ir além disso.

Não é Dunga, o homem que despreza a bela seleção de 1982 que tão bem nos representou, mas que não venceu?

Vitória não é o item que apenas importa, não é cara comissão técnica?

Feliz pelo sorriso do ponta-esquerda Edu de auxiliar pontual, que sabia jogar bola e fazer muita gente sorrir!

 

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