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Dárcio Ricca

Técnico que somente pray de match sobrevive?

Segundo notícia da redação do jornal A Bola, da boa terrinha, devidamente publicado na página do jornalista e blogueiro Juca Kfouri, o técnico brasileiro da Seleção da África do Sul, Joel Santana, poderá ser afastado do comando da equipe porque a Federação local decidiu nomear um comitê formado por três treinadores para avaliarem o seu trabalho. Jomo Sono, Clive Barker e Gavin Hunt são os três técnicos que vão avaliar Joel Santana. Os mesmos que anteriormente já o tinham criticado, somando-se à boa parte da imprensa e da opinião pública.

Este tipo de situação nada mais é que um reflexo da baixa consciência que predomina na cultura média dos brasileiros: a de que não é necessário se expressar corretamente num idioma mais globalizado, como o inglês. Prática reforçada pelo desleixo com que nosso mandatário federal trata deste assunto.

Sem o mesmo caráter messiânico de nosso chefe de estado (o mundo ainda cai nessa conversa ou existem outros interesses, sr. João Havelange?), o boa praça Joel Santana, a quem Romário já disse que é um ótimo técnico porque não atrapalha os jogadores, tem muitas dificuldades de comunicação com sua equipe, que herdou de Parreira, a ponto de precisar de intérprete nos treinamentos.

Tal dificuldade de expressar-se não permite que Joel utilize-se de suas principais características como treinador – a conversa e a preocupação dentro e fora do campo com seus comandados (estilo família), suas explicações oriundas de sua famosa prancheta (complexo de entender mesmo em português para o nível de um jogador de futebol) e motivação do grupo.

Independente das tais forças não ocultas que desejam derrubá-lo do cargo, seja de qualquer direção que venham (right, left, behind e até do medium), o mais grave é que os técnicos brasileiros ainda não aprenderam com as lições vindas de Madri (Luxemburgo) e de Londres (Scolari).

À frente de uma seleção que é a anfitriã da Copa do Mundo e que deseja apagar a imagem de país desorganizado, que superou problemas raciais e teve um desempenho surpreendente na etapa final da Copa das Confederações (devido mais à subestimação adversária, torcida, vuvuzelas, campo, clima e conhecimento canarinho de seu chefe), o técnico Joel Santana deveria ter se preparado melhor e não ficar de orgulho doído por não ter sido reconhecido por aqui como um grande treinador em detrimento a este emprego que lhe caiu no colo.

O aprimoramento dos conhecimentos permite a melhoria de nossas atividades mais essenciais para podermos apresentar melhores resultados – o que, para Joel, faria a diferença.

Com isto, my equipe qui pray de match very good poderia ser seu lema de trabalho!

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Dárcio Ricca Comenta… Brasil x Argentina

De Rosário, só restou a oração.

por Dárcio Ricca

A classificação da Seleção Brasileira de Futebol para a 18º Copa do Mundo veio por antecipação em cima de um invejado rival: a Argentina.

Numa combinação de méritos da nossa seleção e deméritos de nossos adversários portenhos, alcançamos uma vitória por 3 x 1 – convincente, porém sem esquecer nossos erros, para não cairmos na mesma armadilha de 2006.

O tiro de Maradona em mudar a partida de Buenos Aires para Rosário saiu literalmente pela culatra.

Até Mafalda se queixaria do time argentino!Um campo menor possibilitou que nossa defesa, muito bem montada como uma típíca marcação por zona de basquetebol, impedisse a seleção argentina de chegar à nossa meta com perigo. Eles cometeram o erro em não escalar um centroavante de área que fizesse o pivô e que também realizasse as infiltrações conclusivas das jogadas. Messi, Dátolo e Tevez (e depois Aguero) preparavam as jogadas sem conclusão.

No meio de campo, a seleção brasileira adiantava a marcação, como no handebol, retornando ao sistema por zona da entrada da área, dificultando o bom passe dos inteligentes Verón e Mascherano e do apenas esforçado Maxi Rodriguez.

Além do nosso excelente preparo físico, de nossa qualidade técnica e coletiva e da já habitual consciência tática, o fator torcida teve efeito contrário para os hermanos porque, quanto mais perto do cenário que se apresentava, mais calados os torcedores ficavam, gerando agonia nos seus jogadores e técnico-marqueteiro, Diego Maradona, que está parecido com a personagem Mafalda, do cartunista argentino Quino.

Maradona_2077994No quesito defesa, os argentinos tiveram seu maior demérito. Com um goleiro apenas razoável (Andújar), uma zaga indigna do sagrado manto tricolor (Sebá e Otamendi) e dois laterais sem criatividade e lentos (Zanetti e Heinze), eles sofreram com os méritos de jogadas de bola parada da seleção brasileira (já bem conhecidas e exaustivamente treinadas).

Para fechar, com chave de ouro, nosso grande mérito, o contra-ataque, mais uma vez foi letal, insinuante e vistoso.

É evidente que temos e devemos melhorar muito, mas um bom trabalho está sendo realizado e é enorme o desejo de não repetir os erros passados, tão próximos de nossas lembranças.

Dunga precisa rever suas opções de banco (Júlio Baptista como reserva de Kaká?) para manter o padrão de jogo na mesma qualidade e contarmos com variações que tragam os diferenciais para a disputa de um possível título em 2010.

Infelizmente, por causa das baixas por contusões e cartões, algumas justiças como Cleiton Xavier e Diego Souza do Palmeiras, foram feitas. Não é por isso que deve esquecer do Diego atual e do já esquecido Anderson, aquele que ajudou a manter Dunga na seleção, no decisivo amistoso contra Portugal, de Grafite…

Também não dá mais para Robinho, o craque Orkut: gosta de estar bem relacionado e participar sempre (como as estrelinhas de relacionamento e rede de amigos) de todas as convocações e se acomoda nisso, inclusive no campo, como o fez em Rosário.

E Dunga que precisa respeitar todos os questionamentos, sobretudo os jornalistas que fizeram uma leitura correta dos defeitos da seleção argentina e que foram, de forma mal-educada, tratados com a revolta grosseria do técnico canarinho.

Acredito ainda na classificação direta da Seleção da Argentina, sem repescagem, porque tem elenco e o Chile (que empatou em casa com a Venezuela), a Colômbia (que só ganha em casa) e Equador e Uruguai (em queda) estão facilitando sua vida. O verdadeiro Rosário foi o das orações.

15 anos do Tetra em 15 lances

1 – Brasil e Itália iniciam a partida no Rose Bowl para termos o 1º tetra do mundo!
2 – Cafú estreia no lugar de Jorginho, no segundo tempo.
3 – Baresi, mesmo machucado, marca bem Romário.
4 – Brasil mantém posse de bola esperando erros da Itália e Itália idem…
5 – Pagliuca quase toma um frango em chute de Mauro Silva que beija a trave e agradece a Deus.
6 – Baggio chuta uma bola longe da entrada da área.
7 – Romário perde gol incrível em jogada de Mazinho, Zinho e Cafú.
8 – Taffarel defende, com segurança, investida de Massaro.
9 – Na prorrogação, quase Viola faz um gol estilo Maradona!
10 – Primeiro “0 x 0” de final de Copa: decisão nos pênaltis.
11 – Romário, Dunga (com raiva) e Branco convertem, Pagliuca defende de Márcio Santos.
12 – Evani e Albertini convertem, Baresi chuta longe e Taffarel defende de Massaro.
13 – Sem precisar do pênalti de Bebeto, Baggio chuta prá fora…
14 – Galvão Bueno grita, com Pelé de gravata USA, é Tetra, é Tetra, é Tetra!
15 – Homenagem à Senna com um N só no cartaz!!!!

24 anos depois de uma final histórica que decidiu o Tri, um Tetra decidido com o futebol de resultados no dia 17 de julho de 1994.

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