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Penúltima lista, último amistoso, homens de confiança de Dunga!

Nesta terça-feira, dia 09/02/2010, o técnico da seleção brasileira Dunga convocou 22 jogadores para o último amistoso da seleção brasileira antes do Mundial de 2010 na África do Sul.

Uma lista com poucas surpresas e muitas certezas!

Como Daniel Alves está machucado e mesmo assim ele foi convocado, esta lista vai de encontro ao que realmente Dunga pretendia: divulgar os nomes dos jogadores que ele considera seu grupo para a Copa.

Num cenário de expetativas de convocação de Ronaldinho Gaúcho, que melhorou seu futebol, mas ainda oscila ótimas e regulares apresentações no Milan; Dunga convocou os seguintes nomes,  sobre os quais me permito tecer alguns comentários:

Goleiros:

Júlio César: inquestionável!

Dôni: bom goleiro, mas abaixo dos experientes Marcos e Rogério Ceni ainda em atividade. Victor (Grêmio) deverá ser o terceiro goleiro na lista dos 23 finais em maio.

Laterais:

Maicon: Um dos melhores do mundo, defende um pouco melhor que Daniel Alves. Deve ser titular.

Daniel Alves: Idem a Maicon, ataca um pouco melhor. É curinga para o meio de campo. Quase um 12º jogador.

Michel Bastos: Em evolução, foi bem contra Inglaterra. Deve ser titular.

Gilberto: Esteve com Dunga no começo, caiu de produção. Melhorou muito de novo e deve ser reserva. Assim como Michel Bastos, seu colega de lateral esquerda, vem jogando como meia esquerda, mas é possível o retorno à posição de origem. André Santos não deve ir à Copa.

Zagueiros:

Lúcio: O capitão não poderia faltar.

Juan: Ao lado de Lúcio, na melhor zaga do mundo. Parece ter se recuperado das sucessivas e preocupantes contusões.

Luisão: Joga nas 2 posições da zaga. Polivalente. Ótimo reserva.

Thiago Silva: em ascenção. Ganhou vaga, temporiamente de Miranda que caiu um pouco de rendimento.

Volantes:

Gilberto Silva: Experiente, ótimo posicionamento em campo. Precisa melhorar o passe em progressão. Titular. Capitão reserva.

Josué: Reserva de Gilberto Silva, como primeiro volante. Prefiro Renato (Sevilla-ESP).

Felipe Melo: Segundo volante. Está com baixo rendimento na Juventus. Na seleção, se encaixou muito bem. Titular.

Kleberson: Experiente (a dupla com Gilberto Silva de 2002, do penta). Em evolução. Prefiro Anderson (Manchester United-ING).

Meias:

Elano: Polivalente. O homem das bolas paradas. Tático. Titular.

Julio Baptista: Na vaga que seria de Ronaldinho Gaúcho (medo das baladas e da falta de compromisso como no uso do celular na entrega das medalhas olímpicas, Dunga?) para ser reserva de Kaká. Apesar de ser voluntarioso e polivalente, é o mais questionado da convocação. Cleiton Xavier, Alex (Fenerbach-TUR), Hernanes e Ganso seriam melhores opções.

Ramires: Dunga talvez opte, diante da qualidade de seu futebol, para que seja o reserva de Kaká. Robinho também poderá ser reserva de Kaká, com a promoção de Nilmar para seu posto.

Kaká: O mais completo jogador em atividade. O craque do time. Titular absoluto.  Preocupo-me com contusões. Não tem reserva à altura, mas poderá ter bons jogadores improvisados.

Atacantes:

Luis Fabiano: O matador com habilidade da seleção. Candidato a artllheiro da Copa. Inquestionável.

Adriano: Um reserva de respeito para Luis Fabiano. As baladas terão que ser vigiadas. Dunga tomou conta de Romário em 1994. Prefiro Fred, pelo grupo.

Robinho: Titular ameçado pela realidade chamada Nilmar. O tempo dirá a respeito de sua melhora. O Santos, para onde retornou que o diga. Tem muita alegria em servir a seleção.

Nilmar: Disputa, diante de seu momento atual,  a vaga de titular com Robinho. Deve começar como titular, mas tem a história de Robinho com a seleção de Dunga nestes 3 anos. Belo duelo de posições na seleção.

Gostei de algumas mudanças e respeito a coerência e competência de Dunga e de sua ótima comissão técnica que não quer repetir os erros da Copa passada, mas ainda precisamos de um reserva melhor para Kaká. Espero que Dunga pense melhor a respeito disso e permita-se ter uns 2 jogadores em melhores condições na questão da criação e armação de jogadas, na qualidade de suplentes.

O grupo não está fechado, mas se a Copa fosse hoje, este seria nosso plantel: os homens de confiança de Dunga!

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Como jogam as seleções da Copa: Grupo H

Chegamos fim das breves análises das seleções, por seus grupos, neste primeiro momento.

Nesta coluna, o Grupo H que tem 3 países de língua hispânica que são a Espanha, o Chile e a Honduras, além da Suíça; um país com vários idiomas (alemão, francês e até italiano).

Espanha

Cotada como principal favorita ao título, por ser a detentora do melhor futebol jogado e organizado da atualidade, a Fúria nunca teve tantos talentos em seu elenco.

Herança da equipe montada por Luis Aragonés, quando de sua saída após o título da Eurocopa de 2008, o atual e também vencedor técnico Vicente Del Bosque, procurou deixar a Espanha bem ofensiva, amparado pelo melhor meio de campo das seleções deste Mundial.

Como nem tudo é um paraíso, a defesa, no meu entendimento, ainda deixa a desejar, se compararmos, é claro, com o restante da equipe.

Num sistema de jogo bem moderno e ousado, um 4-2-2-2, a Espanha tem dois volantes de boa marcação e que sabem sair jogando, dois meias de ótima habilidade e construção de jogadas e um ataque rápido e de ótima finalização.

Vicente Del Bosque deverá enviar a campo:

  • Iker Casillas (um dos melhores do mundo);
  • O fraco Sérgio Ramos, o experiente e lento Puyol, o bom Marchena e o regular Capdevilla;
  • O líder Xabi Alonso e o craque Xavi;
  • O constante Fábregas e o craque Iniesta;
  • A temida dupla David Villa e Fernando “El Nino” Torres.

Como opções de banco, seu técnico poderá contar com os ótimas opções, num dos melhores bancos de reservas do Mundial.

Entre eles, o ótimo goleiro Reina, os regulares defensores Pique, Alberloa e Albiol, o excelente volante brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna, os ótimos meias Cazorla e Da Matta e os ótimos atacantes David Silva e Negredo (Sevilla-ESP).

Troca de posições nas jogadas de ataque, pouquíssimos passes errados, muita disciplina tática, um banco de reservas com muitas e variadas opções de jogo e a melhor safra de jogadores de sua história; fazem da Espanha a principal favorita ao título, na teoria e diante do extraordinário desempenho nos últimos 4 anos, acima do Brasil.

Porém, sua tradição de cair nas quartas-de-final, mesmo com equipes muito boas como esta de hoje; criam uma incógnita na hora de decisão, ainda mais num torneio curto como a Copa do Mundo. Sua melhor colocação foi um quarto lugar em 1950.

Não será fácil derrotá-la. Numa comparação com nossa seleção brasileira, temos 3 pontos ainda superiores aos espanhóis: nosso sistema defensivo, nosso contra-ataque e nossa tradição.

Como sempre em mundiais e, sobretudo neste caso, é ver para crer!

Suíça

Reconhecido como o melhor sistema defensivo entre as 32 seleções do Mundial, mas com um sistema ofensivo e criatividade quase inofensivas, a Suíça, chega ao à Copa com uma performance recheada de empates.

Uma seleção, que pela tradição da criação do famoso ferrolho futebolístico de antigamente, privilegia o sistema defensivo e procurando, nas poucas jogadas de ataque que cria, finalizar com perfeição, no que nem sempre obtém resultados positivos.

Posso dizer que houve uma boa melhora de sua campanha de 2006 para este Mundial, no que cabe ressaltar um curioso dado: a Suíça não levou nenhum gol na Copa de 2006 nos 3 jogos da 1ª. fase e nem nas oitavas contra Ucrânia (0 x 0), sendo eliminada, sim, nos pênaltis.

O experiente e vitorioso técnico alemão Ottmar Hitzfeld que foi campeão da Copa dos Campeões com o Bayern de Munique e com o Borussia Dortmund, ambos da Alemanha; conseguiu melhorar um pouco a criatividade e a ofensividade da Suíça, mas, neste aspecto, os suíços ainda deixam muito a desejar.

Porém, na defesa, é uma verdadeira muralha, como suas equipes que sempre dirigiu em sua vitoriosa carreira.

Num tradicional 4-4-2, Hitzfeld, tem, por equipe-base:

  • O bom goleiro Benaglio;
  • A forte defesa, em que os laterais quase na apóiam, com Litchteiner, o ótimo Phillip Senderos (Arsenal-ING), Gritching e Spycker;
  • Os experientes trio Barnetta, Inler e Fernandes e o bom meia Padalino;
  • O bom atacante Derdyok (Bayern Leverkusen-ALE) e o experiente grandalhão Frei (Basel-SUI).

Para suplentes, o ótimo atacante Nkufo, o defensor Von Berger, o volante Von Lanthen (parece trocadilho da palavra volante) e o meia Huggel.

Devem disputar o segundo lugar do grupo com o Chile e, também, dentro das probabilidades, enfrentarem a seleção brasileira no primeiro jogo eliminatório das oitavas de final da Copa.

A ofensividade insinuante do Chile me faz apostar neste com um pouco mais de chances diante da defensiva Suíça.

A segunda rodada deste grupo deverá ser decisiva para a definição de que, na teoria, deverá passar ao lado dos espanhóis.

Honduras

Em 1982, ano de sua primeira e única participação em Copas do Mundo, a seleção de Honduras protagonizou partidas da envergadura de verdadeiras zebras.

Após empates diante das seleções da Espanha (dona da casa, em pelo estádio do Camp Nou, em Barcelona) e Irlanda do Norte, Honduras fazia seu jogo decisivo contra a Iugoslávia. O time precisava de mais um empate, que conseguiu segurar até os 43 minutos do segundo tempo. Eis que num avanço iugoslavo, a zaga cometeu um pênalti infantil. Vladimir Petrovic bateu e converteu. No fim da partida, eliminados, os jogadores hondurenhos não conseguiram se segurar. Choraram copiosamente diante das câmeras de televisão.

Com certeza, tal surpresa não deverá se repetir, pois é uma seleção até que ofensiva, porém, com problemas com seu sistema de marcação.

Muito oscilante nas Eliminatórias da Concacaf, onde ocupou desde o primeiro lugar até o quarto e quase desclassificado posto, os hondurenhos deverão oferecer pouco perigo aos seus adversários de grupo, com chances remotíssimas de classificação.

Reinaldo Rueda, seu técnico, dentro do sistema 4-4-2, costuma escalar seu time da seguinte forma:

  • O irregular goleiro Valladares;
  • Sabillon, Chávez, Figueroa (só o nome de zagueiro que é famoso) e Izaguirre, numa defesa irregular;
  • Alvarez, o bom William Palácios (Tottenham-ING), Guevara (não é parente do histórico Che) e Nuñez;
  • Os habilidosos atacantes David Suazo e Carlos Pavón da Inter-ITA.

Na reserva, os mais utilizados são os zagueiros Morales e Johnny Palácios e o bom meia Julio César de Leon (o 12º jogador do time).

Não deve passar de fase, sendo, talvez, a seleção que fará a diferença no saldo de gols em uma eventual disputa entre Chile e Suíça pela segunda posição. Bom para os chilenos, que falarei a seguir, que farão sua estréia contra os hondurenhos.

Chile

Uma equipe com um sistema ofensivo insinuante, criativo e habilidoso, mas diante de uma defesa de baixa estatura e um sistema defensivo ainda em melhoria, o argentino e polêmico técnico Marcelo “El Loco” Bielsa, leva à Copa uma seleção chilena que poderá ser capaz de surpreender em seu grupo, uma vez que a ousadia é a marca registrada deste treinador.

Bielsa costuma arriscar e polemizar sempre, porém colecionou grandes vitórias e também grandes fracassos. Uma prova de sua oscilação é a seleção de Argentina em 2002, que caiu na primeira fase, mesmo sendo uma das favoritas ao título após impecável campanha nas Eliminatórias para aquele Mundial, com 1 derrota apenas em 3 anos de disputa da vaga.

Emoção é com ele mesmo, no que tem passado para seus jogadores chilenos, fazendo do Chile uma equipe muito criativa e ofensiva, de ótimo toque de bola, mas muito faltosa e defensivamente tendo muito que aprimorar.

Laterais que atuam como alas e meias, volantes que atuam como zagueiros e vice-versa, fazem do Chile uma seleção que poderá dar trabalho no Mundial, com efetivas chances de classificação para as oitavas, podendo até ser adversário da seleção brasileira eventualmente. Neste aspecto, o Brasil foi a única seleção que não encontrou dificuldades diante destes audaciosos chilenos e seu comandante.

Num 3-4-3, que varia para um 3-5-2, o Chile costuma se apresentar da seguinte maneira:

  • O bom e experiente goleiro Cláudio Bravo;
  • Ponce, Gary Medel e Carlos Carmona, numa defesa irregular, de baixa estatura e viril;
  • Os volantes raçudos e duros Arturo Vidal e Milar e os meias González e Matias Fernandez (o organizador do Sporting-POR);
  • O trio de atacantes, no melhor estilo de pontas abertos em diagonal, com o ótimo Aléxis Sanchez (pela direita) e o clássico Jean Beausejour (pela esquerda) e o artilheiro das Eliminatórias, com 10 gols, o homem-de-área Humberto Suazo (Monterrey-MEX).

Para a suplência, merecem destaque o bom zagueiro Jará e o meia Valdívia, tão conhecido dos torcedores do Palmeiras, no Brasil.

Deverá disputar com a Suíça a segunda vaga do grupo. Fará sua estréia diante dos hondurenhos, no que é uma boa vantagem, enquanto que os suíços terão a desvantagem teórica de estrearem contra os espanhóis. As duas seleções terão um confronto direto e muito importante na segunda rodada.

Um grande ataque (Chile) contra uma grande defesa (Suíça).

Acredito numa pequena vantagem do Chile para conquistar a vaga, por conta de melhorias defensivas que Bielsa, no meu entender, conseguirá realizar até o Mundial.

Como jogam as seleções da Copa: Grupo G

Como jogam as seleções da Copa: Grupo G

O Grupo G, que tem a seleção brasileira como cabeça-de-chave, é considerado um dos mais difíceis do Mundial. Seja pela presença da seleção brasileira, sempre favorita, seja pelo equilíbrio entre outras duas seleções que o compõem, como Costa do Marfim e Portugal. Claro que, como em todo grupo difícil que se preze, sempre tem uma seleção misteriosa e considerada incógnita, como é o caso da Coreia do Norte.

Brasil

Um baixo rendimento em 2006 (5º lugar), em que pesou o clima de já ganhou, do grupo de jogadores que foram alçados à qualidade de titulares inquestionáveis, de falta de comando, de desorganização, de mau planejamento, de falta de comprometimento e de sucessivos erros de direção (todos no ano do Mundial); apesar dos ótimos resultados e títulos pré-Copa até 2005, fizeram com que a seleção brasileira caísse no descrédito da torcida e de grande parte da imprensa.

Tentou-se, então, convocar uma comissão técnica, para um trabalho de 4 anos, com as qualidades de comprometimento e seriedade notórias, porém, sem nenhuma experiência em treinar, como foi o caso, sobretudo, do ex-capitão do tetra Dunga.

Dunga sofreu todos os tipos de questionamentos, sempre ao lado do seu auxiliar, o ex-jogador Jorginho (que ao menos já havia treinado e levado o América-RJ a um vice-campeonato).

Numa mistura de críticas fundamentadas com algumas excessivamente passionais, Dunga, com o tempo, conseguiu uma melhoria significativa de resultados e conquistas de títulos importantes, além de derrotar adversários de renome.

Dunga conquistou uma popularidade das mais altas como técnico de seleção brasileira, mesmo com seu jeito arrogante. Os jogadores e boa parte da torcida confiam muito nele.

Dunga e sua competente comissão técnica têm a seriedade e o envolvimento necessários para ter o grupo em suas mãos, além de ter reconquistado, nos jogadores, à vontade e a disposição em servir à seleção.

O material humano é dos melhores que vão disputar o Mundial. A diferença para se chegar ao título passa pela melhoria de algumas peças, aprimoramento, muito treinamento e sorte.

A seleção brasileira é uma das sérias candidatas ao título. Tecnicamente, a coloco em segundo lugar, atrás da Espanha, mas nossa camisa…

Num sistema baseado no 4-2-3-1, Dunga, que precisa melhorar a capacidade ofensiva da seleção diante de adversários considerados mais frágeis e com retrancas bem armadas (nosso ponto a melhorar) e diante do peso em se manter o foco no planejamento, deverá escalar sua equipe da seguinte maneira:

  • Júlio Cesar (um dos melhores do mundo);
  • Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (a melhor defesa do Mundial);
  • Gilberto Silva (ótimo senso de colocação, experiência e fraco no passe) e Felipe Melo (ótima colocação, ótimo passe e cabeça quente, com futebol em queda momentânea);
  • Elano (ou Daniel Alves improvisado, nesta função-curinga), Kaká (candidato a melhor do mundo, por ser muito bom em quase todos os fundamentos) Robinho (ou Nilmar, este em melhores condições, porém Robinho pode voltar a ser um ótimo jogador);
  • Luis Fabiano (um dos melhores centroavantes do mundo).

No provável banco de reservas,

  • Doni (não é de seleção, mas é da confiança de Dunga) e Victor (ótimo 3º goleiro para ganhar confiança);
  • Daniel Alves (curinga), os bons Luisão e Miranda (ou Thiago Silva) e a incógnita reserva na lateral esquerda (Fábio Aurélio, André Santos ou Kleber);
  • Josué e Lucas (preferia Renato e Anderson);
  • Ramires, Ronaldinho Gaúcho (se recuperando, disputa com Julio Baptista) e Nilmar (ou Robinho);
  • Adriano (preferia Fred, pelo grupo).

O hexacampenato é possível, mas num torneio curto como este que não admite erros e pouca sorte, é difícil qualquer certeza! Porém, a parte da seleção está sendo feita, num trabalho que vem sendo conduzido a contento, talvez pelo sentimento de culpa da direção em relação a 2006.

Coreia do Norte

Juntei informações de pesquisas que fiz e percebi que esta seleção é bem defensiva, tem um jogador bem habilidoso no ataque e pode ser a equipe que dê trabalho pelas retrancas que irá armar. Que se cuide o Brasil na estreia!

O técnico, desta misteriosa equipe, e nação mais fechada do mundo, Kim Jog-hun, montou sua equipe num clássico 4-4-2, com a seguinte formação:

  • Myong Guk;
  • Cha Jong Hyok, Pak Nam Chol, Kwan Chon e Ri Jun-il;
  • Pak Chol, Ji Yun, Myong e In Guk Mun;
  • Hong Yong-jo (Rostov-RUS) e Jong Tae-si.

Como suplentes, o lateral Kwang Chon-Ri, os volantes Yong Hak An e Yun Nam-Ji e  o meia Tae Se Jong são os que mais entram em jogo.

Sem chances de surpreender  na sua segunda Copa. Quem não se lembra daquela de 1966 que eliminou a Itália e quase aprontou pra cima de Portugal. Os tempos são outros…

Costa do Marfim

Nesta sua segunda Copa, após ter ganhado experiência no grupo da morte em 2006 (com Argentina, Holanda e Sérvia, sobre esta última conquistou sua primeira e única vitória), vem para este Mundial em ótimas condições, com excelentes jogadores em clubes europeus de ponta, bom sistema de jogo, um treinador europeu competente (que também trouxe certo pragmatismo ao time) e muita disposição em fazer história.

Não será surpresa sua chegada a uma semifinal e complicar muito para o caminho do Brasil (seu segundo jogo) , porém, seu último resultado na Copa Africana de Nações (eliminada precocemente pela Argélia com também um pouquinho da ajuda do juiz), levantou alguns questionamentos, mas ainda é cedo para qualquer conclusão.

O técnico Vahid Halihodzic (campeão pelo francês Paris Saint-Germain em 2004), montou sua equipe num 4-3-3 bem ofensivo, com a equipe-base:

  • Zogbo (bom goleiro);
  • Eboué (Arsenal-ING), Bamba, Kolo Touré (Manchester City-ING) e Boka (ótima defesa);
  • Yaya Touré (Barcelona-ESP), Zokora e Romanic (meio de campo muito criativo e de ótimo passe);
  • Kader Keita (Barcelona-ESP), Didier Drogba (Chelsea-ING) e Salomon Kalu (Chelsea-ING) (ataque muito insinuante, mas que demora a concluir em gol).

Como reservas, o bom meia Bakari Koné, os bons zagueiros Mejle e Demel e o bom atacante Sanogo, além do veterano goleiro Boubacar; são os de maior destaque.

Por ter uma defesa mais sólida e um bom treinador, leva vantagem teórica e técnica sobre Portugal. 

É minha favorita para a segunda colocação deste grupo, em que deverá disputar com Portugal o segundo lugar.

Portugal

Num elenco que sofreu para se classificar para o Mundial, mas que mostrou sinais de significativa melhora nos últimos jogos disputados, Portugal chega ao Mundial com o peso do Brasil e a incômoda sensação Costa do Marfim (que será sua estreia decisiva no Mundial) em seu caminho rumo às oitavas.

Um bom elenco, um pouco envelhecido e experiente, com três brasileiros naturalizados (recorde com Pepe, Deco e Liedson) e um fraco treinador, Carlos Queiroz.

Portugal tem sua aposta na liderança de Cristiano Ronaldo, um craque, um dos melhores do mundo (abaixo apenas de Messi da Argentina) e que poderá fazer a diferença para poder saldar um débito com a torcida, por conta de um baixo rendimento nas Eliminatórias, quando mais os lusitanos precisaram de seu belo futebol.

Num ofensivo 4-3-3, Carlos Queiroz, que tem dificuldades de conquistar seu grupo de jogadores e de ter apoio da torcida (sombra de Felipão), escala seu selecionado da seguinte maneira:

  • O bom goleiro Eduardo;
  • Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Duda, numa defesa experiente e irregular;
  • Pepe (não alivia, muito faltoso), Raul Meireles (revelação) e Deco (ou Nani, como melhor opção);
  • Cristiano Ronaldo (o craque que está devendo), Liedson (bom atacante) e Simão Sabrosa (experiente que voltou a se apresentar bem).

No banco, opções como o lateral Bosingwa, o meia Danny, o experiente volante Maniche, o meia Cesar Peixoto e os atacantes Nuno Gomes e Hugo Almeida, são os mais utilizados pelo treinador.

Se Cristiano Ronaldo arrebentar (é bem possível) e o treinador conseguir conquistar o grupo e melhorar a organização tática, Portugal pode se classificar sim, apesar de Costa do Marfim e Brasil (seu último e talvez derradeiro jogo).

Até a próxima coluna com o Grupo H, o da poderosa Espanha!

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