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Como jogam as seleções da Copa: Grupo E

Prezados acompanhantes ouvintes e/ou leitores do 3 Na Copa, seguindo a série das colunas sobre os países classificados em seus grupos, teremos, então, uma breve análise do Grupo E.

Holanda

“As holandas”, apelido carinhoso de Anna Fagundes e Ricardo Senise, baseado na pluralidade da palavra, em inglês, “Netherlands”; foi a seleção com o melhor aproveitamento nas Eliminatórias (100 %) com 17 gols marcados e somente 2 gols sofridos.

Estas marcas também foram possíveis graças ao número menor de seleções em seu grupo (1 a menos que nos outros grupos), além de ter tido adversários sem grande expressão como Escócia, Islândia, Macedônia  e a irregular Noruega.

A terceira colocada no ranking da FIFA possui o terceiro melhor ataque atual (perde para Espanha e Brasil), fazendo desta seleção, uma equipe muito ofensiva, num sistema 4-5-1 com a utilização de pontas abertos (Kuyit e Elia ou Robben pela esquerda).

Uma equipe que, com certeza, tem o objetivo de disputar o título, ao lado de Espanha, Brasil e Inglaterra (todos favoritos teóricos).

Caso Holanda e Brasil sejam os primeiros de seus grupos, será inevitável que apenas um dos dois vá às semifinais, cruzando-se numa eventual quarta-de-final, por conta da tabela da Copa.

O calmo, experiente e vencedor técnico Bert Van Marwijk (campeão pelo Feyenoord-HOL da UEFA em 2002), auxiliado pelo ex-jogador e ex-capitão da Holanda de 1998 Frank de Boer, deverá ter por equipe-base, esta:

  • Stekelenburg (bom goleiro, difícil substituir Van der Sar);
  • Van der Wiel (PVC pediu atenção nele), Heitinga, Mathijsen e Van Brockhorst (Gio), numa defesa experiente;
  • Kuyit (Liverpool-ING pela direita), o ótimo Van Bommel (Bayern Munique-ALE)  com o bom De Jong (ambos na marcação), o inteligente armador Van der Vaart do Real Madrid-ESP (ou o em crescimento Sneijder da Inter-ITA) e Elia (pela esquerda), num ótimo meio de campo;
  • O habilidoso Van Persie  (Arsenal-ING) como referência na frente e o craque do time.

Como opções, Marwijk tem o experiente defensor Ooijer, os atacantes Huntellar e Robben e o meia Babel. Aposto que chega para repetir as quartas-de-final de 1994 contra nossa seleção.

Apesar de ser um grande time, a Holanda, por tradição, costuma cair nas quartas-de-final. Ela também costuma ser desclassificada em seu auge (vide contra Portugal em 2006 e contra Rússia em 2008), além de ainda não ter sido testada contra equipes de alto nível, porém, ela promete ser forte no Mundial.

Dinamarca

Esta seleção que já foi a sensação da Copa de 1986, apelidada de “Dinamáquina” (seu atual técnico Morten Olsen era o líder daquela geração de futebol bonito, mas que perdeu para Espanha por 5 Butragenõs a 1 nas oitavas) e dos irmãos Laudrup que foram campeões europeus de 1992; joga com eficiência, mas sem o mesmo brilho de antes.

Num caso raro, o técnico Morten Olsen (grande jogador moderno para sua época), completa, este ano, 10 anos à frente desta Dinamarca que precisou se renovar (foi mal em todas as competições de que participou), mas está se firmando como uma boa equipe.

Num tradicional 4-4-2, a Dinamarca aposta na mescla de jovens talentos com jogadores mais experientes, além da valorização da posse de bola.

Seus escores nunca foram muito “elásticos”, nem suas derrotas.

Sua equipe-base deverá ser:

  • O bom goleiro Sorensen;
  • Jacobsen, a entrosada dupla Kjaer e Agger (Liverpool-ING) e Jakobsen, numa boa defesa;
  • o veterano Rommedahl (Ajax-HOL), os volantes inteligentes Cristian Poulsen (Juventus-ITA) e Jakob Poulsen e Jorgensen, num meio bem organizado;
  • O experiente e habilidoso Tomasson (Feyenoord-HOL) e a revelação e artilheiro Bendtner  (Arsenal-ING).

O lateral Morten-Christensen, o bom meia Jensen (Werder Bremen-ALE) e o volante Eneveld, são jogadores de maior destaque e mais utilizados.

A Dinamarca disputa com Camarões o segundo lugar deste grupo. Pela organização tática e por ter uma sistema defensivo um pouco melhor, aposto numa pequena vantagem para os dinamarqueses para a segunda fase.

Japão

Estavam em crescimento com Okada no início e Zico na seqüência, porém, com a redução de qualidade dos jogadores atuais, além de nenhuma tradição em Mundiais, o Japão entra na condição de azarão neste grupo.

O técnico Takeshi Okada (o mesmo de 1998, ano do primeiro mundial dos japoneses), confia no sistema 4-4-2 e em seu conjunto com comprometimento disciplinar de seus comandados.

Deverá levar à campo a seguinte formação:

  • Narazaki (bom goleiro);
  • O experiente Nakazawa, o Marcus Tulio Tanaka, Uchida e Komaro, numa defesa irregular;
  • O habilidoso Shunsuke Nakamura (Espanyol-ESP), Endo, Hasebe e Kengo Nakamura, num meio de campo de muita correria, marcação e velocidade, porém, de pouca habilidade;
  • Okubo e Okazaki, numa dupla de ataque esforçada.

Para as substituições, a seleção japonesa tem a revelação Keisuke Honda (VW-HOL), os volantes Yuki Abe e Hushimoto, o meia Konno e o atacante Tamada.

Não deverá conseguir passar de fase. vai apenas atrapalhar o caminho dos favoritos da chave.

Camarões

Os Leões Indomáveis que surpreenderam o mundo em 1982 (quase eliminando a Itália que se tornaria nossa carrasca e tricampeã mais tarde) e, sobretudo, em 1990 (7º lugar, eliminados pela Inglaterra somente na prorrogação), classificaram-se numa ótima arrancada no final (já tinham deixado escapar a vaga de 2006 com direito a pênalti perdido por Samuel Eto´o).

O excelente treinador e estrategista francês Paul le Guen (e a França insiste com o Domenech) que dirigiu o PSG e o Lyon em campanhas vitoriosas, aposta na extraordinária velocidade de seu ataque, a dupla Eto´o e Pierre Webo e na experiência de jogadores que vieram do título olímpico de 2000, como Rigobert Song, Alexandre Song, Makoun, Kameri e Geremi.

Sua seleção-base deverá ser:

  • Kameri (razoável goleiro):
  • Ekotto (Tottenham-ING), Bedimo, Alexandre Song (Arsenal-ING) e N´Koulou, numa defesa razoável e um pouco ríspida;
  • Emana e Geremi Njitap na marcação e Jean Makoun e N´Guemo na aramação, num bom e combativo meio de campo ;
  • Samuel Eto´o (o craque que nunca havia jogado uma Copa) e Pierre Webo (muita velocidade). Que dupla!

Song Billong, e Rigobert Song serão jogadores que deveremos ouvir falar durante os jogos da seleção camaronesa também.

Numa defesa irregular, num meio de campo que precisa melhorar a posse de bola e os passes para poder municiar melhor seu ataque fulminante, Camarões deverá disputar a segunda vaga com Dinamarca, no que acredito que, mesmo diante da vantagem camaronesa em jogar em seus domínios territoriais, o melhor conjunto dinamarquês deverá ganhar esta disputa.

Até o Grupo F, na semana que vem, dentro do especial 3 Na Copa de férias!

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Como jogam as seleções da Copa: Grupo D

Caros ouvintes e leitores,  nesta nova coluna de férias, será retratado um dos grupos mais difíceis da Copa do Mundo: o perigoso Grupo D.

Um grupo que tem a seleção que mais semifinais disputou, a Alemanha (unificada desde a Copa de 1990, que inclusive foi seu último título, num atual tricampeonato em seu currículo), a burocrática Austrália, a ofensiva Sérvia e,  a agora experiente e disciplinada seleção de Gana.

Alemanha

Uma comissão técnica formada por Joachim Löw (assistente de Jurgen Klismann em 2006) e o ex-jogador Olivier Bierhoff como seu assistente, a seleção alemã vem, com a base que ficou em terceiro lugar no Mundial realizado em sua casa, em busca de seu tetracampeonato.

Num tradicional sistema de jogo baseado no 4-4-2, a Alemanha, mesmo não tão citada entre as 4 seleções com mais chances de levantar a taça (estas seriam Espanha, Brasil, Inglaterra e Holanda), sem cair no lugar comum, além de sua tradição e de sua organização, tem uma equipe que justifica sua fama de “time de chegada”. 

Sua equipe-base é a seguinte:

  • Adler (goleiro-revelação e que assume o posto do falecido Robert Enke, que cometeu suicídio em 2009, num episódio triste da história do futebol recente);
  • O regular Boateng, os zagueiros um pouco “cinturas-duras” Mertesacker e Westermann e o excelente lateral-esquerdo Lahm, compõem a defesa;
  • Num meio de campo combativo e de ótimo passe com a revelação Roltes, o ótimo Schweinsteiger, o bom passador e finalizador Michael Ballack e o habilidoso turco naturalizado alemão Ozil;
  • Na frente, uma dupla bem entrosada com o rápido Lukas Podolsky e o ótimo finalizador Miroslav Klose.

O banco de reservas deverá ser composto pelo bom goleiro Neuer, o lateral ofensivo Beck, o durão zagueiro Metzelder, o inteligente meia Trochowski, o disciplinado meia Hitzlperger e o veloz atacante Mario Gómez.

Uma seleção que virá à Copa do Mundo novamente para tentar disputar título e tem equipe, currículo e tradição para isso, apesar de jogar num continente completamente difuso ao seu, mas é considerada uma das poucas seleções européias com chances de quebrar este considerável tabu de países europeus que nunca venceram fora de seus domínios.

Acredito que deva passar bem pela Austrália, jogar estrategicamente contra a Sérvia e decidir o primeiro lugar com Gana, no que aposto em seu triunfo máximo neste jogo final.

Austrália

Com um currículo de 2 Copas do Mundo como assistente, em 2002 com Guus Hiddink na estupenda campanha do 3º lugar da Coréia do Sul de 2002 (com ajuda de forças ocultas também) e como também assistente da mesma Coréia do Sul (numa campanha muito fraca) ao lado de seu também compatriota, o holandês Dick Advocaat, Pim Verbeek assumiu a seleção australiana após o bom desempenho desta no último mundial de 2006,  com Guus Hiddink (caiu nas oitavas com um gol de Totti aos 50 minutos do 2º tempo!).

Fiel a um estilo de maior marcação e contra-ataques, Verbeek manteve a base de Hiddink, porém, é uma seleção que, neste grupo, tem pouquíssimas chances de se classificar, mas complicar nas suas partidas será a meta de sua equipe, que, num esquema de 4-2-3-1, deverá ter a seguinte formação:

  • O experiente goleiro Schwarzer;
  • North, o bom zagueiro Neill (Everton-ING), Williams e Stefanutto numa defesa que não “alivia”;
  • Culina e Grella são dois volantes de muita marcação e disciplina;
  • Nick Carle, o bom Tim Carhill (outro do Everton-ING), o experiente Harry Kewel,  num meio de campo de razoável habilidade, mas muita disciplina tática;
  • Na frente, o forte Josh Kennedy.

Em sua opções de banco, merecem destaque o defensor Chipperfield, o meia Bresciano, o lateral Wilkshire e o atacante McDonald.

Muita disciplina , vigor físico, controle da posse de bola e os chamados “chuveirinhos” na área. Os Socceroos não devem passar de fase, apesar de terem sido os campeões em pontos nas Eliminatórias asiáticas.

Sérvia

O experiente treinador (ex-Atlético de Madrid – ESP), Radomir Antic, montou uma seleção que se classificou direto para a Copa, deixando a França na repescagem e eliminando Romênia e Áustria.

Com uma vocação ofensiva, dentro de um bom conjunto e com um dos melhores zagueiros do mundo, a Sérvia seria uma virtual possível segunda colocada neste grupo, porém, a hoje experiente seleção de Gana, que joga em seu continente e tão habilidosa quanto, tem um pouco mais de chances de sair com a segunda vaga. 

Apesar disso, a Sérvia não deverá se entregar (neste quase grupo da morte). O primeiro jogo será entre estas duas seleções que acredito que será uma dos mais bonitos da Copa. Coloco Gana, pelo time, com um pouco mais de chances de vencer esta partida de suma importância.

Pelo sistema de jogo 4-4-2, a Sérvia deverá ser escalada com:

  • O regular goleiro Stojkovic;
  • O bom lateral Ivanovic (Chelsea-ING), o excelente defensor Vidic (Manchester United-ING) e os regulares Lukovic e Kolarov;
  • Os disciplinados Milijas e Kacar como volantes e os bons Krasic (CSKA-RUS) e Stankovic (Inter-ITA) têm muita habilidade;
  • Zigic e o ótimo Jovanovic forma uma dupla de ataque bem entrosada.

O lateral Obradovic, a promessa Sulejmani (Ajax-HOL) e o bom atacante Pantelic são as opções de banco mais significativas. Não há uma suplência de jogadores para modificar a estratégia de jogo iugoslava. Seu jogo é bem interessante, mas seu sistema defensivo e elenco estão um pouco abaixo de Gana.

Gana

O considerado segundo melhor africano, com experiência das oitavas de 2006 (caiu somente diante do Brasil) e com um ótimo progresso em seu sistema defensivo, tornou-se uma seleção extremamente organizada e com a mesma eficiência ofensiva de tempos atrás. Claro que não sobrou nada da fantasia (uma pena, como diria Tostão que julga que um pouco disso seria melhor ter mantido em sua essência).

O técnico Milovan Rajevac conseguiu montar, num sistema 4-4-2, uma seleção eficiente na marcação, criativa e rápida no meio e letal no ataque. Por estas características, aposto no segundo lugar deste grupo para os ganenses em detrimento aos sérvios. Gana poderá fazer a Alemanha literalmente ter que “suar” a camisa.

Sua equipe-base:

  • O bom goleiro Kingson
  • Pantsil, Addo, Mensah e Affull numa boa defesa;
  • Annan e Appiah como implacáveis marcadores e Essien (o melhor jogador do Chelsea ao lado marfinense Drogba) e o habilidoso Muntari (Inter-ITA);
  • Asamoah Gyan e Amoah ou Adiyiah (Milan-ITA) num veloz e mortal ataque.

O lateral Inkoom e o zagueiro Quantez são muito bons, mas o banco de Gana chama a atenção por muitos jovens campeões mundiais sub-20 que venceram o Brasil na final em 2009.

Briga com a Sérvia pelo segundo lugar, na teoria, mas acredito mais em sua seleção que a dos europeus.

Até a próxima coluna com a análise do Grupo E!

Como jogam as seleções da Copa: Grupo C

Caros ouvintes e leitores, dando continuidade às colunas especiais de férias do 3 Na Copa, apresento hoje uma breve análise do Grupo C da Copa do Mundo de 2010.

Neste grupo temos 2 países que falam inglês (Inglaterra e Estados Unidos), o pior dos africanos (a Argélia) e o pior dos  europeus (a Eslovênia).

Inglaterra

Um italiano estrategista, campeão consagrado nos clubes em que dirigiu e com o maior salário entre os treinadores das seleções deste Mundial, com rendimentos em cerca de 8 milhões de euros anuais (Dunga é só o 11º com cerca de 10 vezes menos) é a aposta do comando técnico do English Team:. Estou falando de Fábio Capelo.

Num clássico 4-4-2, a seleção inglesa possui uma equipe titular com reais condições de brigar pelo título, seja pela qualidade de seus jogadores, seja pela disciplina de seu rigoroso treinador.

Situação esta que os ingleses sofreram, mas aprenderam.

O banco de reservas precisa ter mais opções, mas está melhorando. 

Da forma como vem se apresentando e baseando-me na forma de pensar de seu treinador, a Inglaterra deverá ser formada da seguinte maneira:

  • Green (goleiro apenas razoável numa safra de muitos estrangeiros nos clubes ingleses);
  • O regular Glen Johnson, Terry e Ferdinand (esta zaga só não é melhor que a do Brasil) e o versátil Ashley Cole;
  • Barry e Lampard marcam muito bem e o segundo é um jogador polivalente de ótimo chute, Aaron Lennon (ou Theo Walcott) de boa habilidade e Gerrard (um verdadeiro líder e de muita técnica), todos num ótimo meio de campo;
  • Rooney (o craque) e o forte Heskey (quem sabe o sempre promessa e em recuperação Michael Owen não apareça de surpresa).

O banco de reservas deverá ser composto por Foster e James (goleiros também razoáveis), o irregular Wes Brown, os bons zagueiros Lescott e Upson, o versátil Carrick, os voluntariosos Wright-Phillips e Miller, o irregular Beckham, os habilidosos Defoe e Joe Cole e o grandalhão Crouch.

Precisa melhorar as opções de banco, porém, os titulares, e com a possível volta de Owen, colocam a Inglaterra em consições de brigar pelo título, por conta de seu competente conjunto.

Estados Unidos

O estudioso e pragmático técnico Bob Bradley, dentro de um esquema tático muito usado, o 4-2-3-1, montou uma equipe que surprendeu a todos por ter eliminado, na última Copa das Confederações em 2009, a grande sensação do futebol mundial atual, a Espanha; além de ter dificultado muito para o Brasil na final, ficando com o vice-campeonato.

O time diz muito, neste caso, de seu treinador, ou seja, estuda os erros do adversário e procura ter o controle emocional da partida. Um verdadeiro pragmatismo.

Sendo assim, a seleção norte-americana, candidata à segunda vaga deste grupo e podendo sonhar até com um avanço às quartas-de-final, joga da seguinte forma:

  • Howard (bom goleiro);
  • Spector, De Merit, Onyewu e Bocanegra, numa defesa irregular;
  • Feilhaber (incansável) e Bradley (versátil);
  • Clark, Donovan (o experiente e inteligente líder) e Dempsey (o craque), num meio de campo que justifica a estratégia de seu treinador (marcação sob pressão e posse de bola);
  • Altidore (oportunista).

Os reservas Bornstein (defensor), Beasley e Kljestein (meias de boa velocidade) e o habilidoso atacante Davies são as melhores opções de banco para o selecionado norte-americano.

Deverão ficar em segundo lugar.

Argélia

Seu treinador nas Copas de 1982 (injustiçada) e de 1986 (campanha apenas razoável e o fim de uma geração) está de volta: Rabah Saadane.

Esta seleção, considerada a pior dos países africanos classificados, tem um time que joga no sistema tático 4-3-2-1 e seu time-base é:

  • Chaouchi (poderá ser um dos melhores goleiros da Copa);
  • Bougherra, Hallich, Yahia (bom zagueiro do Bochum-ALE) e Belhadj forma uma defesa razoável;
  • O bom Mantmour (do Bayer Monchengladbach – ALE), Mansouri e Lemmouchia num meio de campo de muita marcação, mas de pouca habilidade;
  • Ziani (o grande jogador) e Meghni são muito voluntariosos;
  • Ghezal (atacante rápido).

Na suplência, merecem destaque apenas o meia Yebda e o atacante  Saifi.

Sem pretensões, porém, por terem enfrentado uma verdadeira batalha contra o Egito, pelas Eliminatórias, desde sua chegada ao Cairo (ônibus atacado) até a hostilidade e uma arbitragem temerária à torcida egípcia; acredito que devam demonstrar uma incrível força de vontade em detrimento às suas deficiências técnicas e táticas.

Lembrem-se do jogo-extra contra o Egito no Sudão, que decidiu a vaga.

Eslovênia

O pior dos europeus, do técnico Matijas Kek, escala sua batalhadora e esforçada seleção (parece que não desiste nunca); apesar da baixa qualidade técnica, num tradicional 4-4-2, que demonstro abaixo:

  • Handanovic (ótimo goleiro da Udinese-ITA);
  • Brecko, Suler, Cesar e Jokic numa defesa muito viril;
  • Radosavljevic, Koren e os habilidosos Birsa e Kirm num meio de campo que precisa melhorar o passe de continuidade após a roubada de bola;
  • Novakovic (bom atacante do Colônia-ALE) e o razoável Dedic , no ataque.

Com opções de banco de baixa qualidade, a Eslovênia, apesar de ter eliminado a boa seleção da Rússia na repescagem das Eliminatórias (mais por deméritos russos), também não tem pretensões de classificação para a segunda fase, como a Argélia, neste grupo.

Não faltará empenho e espírito guerreiro aos eslovenos, porém, quanto à qualidade…

Semana que vem, teremos o grupo D, um dos mais equilibrados deste Mundial! Até lá!

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