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Categoria: Colunas
Publicado por Senise no dia 16 de julho de 2010
O Corinthians empatou com o Ceará no Castelão. O Avaí ganhou do São Paulo no Morumbi. A Portuguesa perdeu para o Duque de Caxias, no Engenhão. O Palmeiras ganhou do Santos na pré-estreia de Luiz Felipe Scolari. O futebol voltou!
Copa do Mundo é uma delícia, 32 países, um mês inteiro especulando quais times estão melhor preparados, torcendo pra Argentina ser eliminada, secando as equipes tradicionais da Europa, descobrindo a força da torcida paraguaia e do futebol uruguaio.
Mas a Copa é uma realidade distante. Mesmo após um ano e meio quase de programas e conversas com Dárcio e Anna, não consigo ter “aquela” intimidade com equipes como Costa do Marfim e Eslovênia (ou Eslováquia?). Mesmo o time do Brasil me parecia distante, nomes como Gilberto Melo, Ramires e Juan não faziam muito sentido. Quem são estes caras? Onde eles jogam?
Ontem abri o jornal e bateu uma sensação de familiaridade com o futebol que eu não sabia, mas estava sentindo falta. Atlético-MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Goiás, Internacional, Flamengo-Vasco-Fluminense-Botafogo. O Campeonato Brasileiro está de volta!
A Copa é o ápice do futebol, mas não o cotidiano. Sete jogos em 30 dias? Não, 38 rodadas em longos oito meses. O desespero da torcida rodada a rodada, a classificação para a Libertadores e a Sul-Americana, o perigo do rebaixamento.
E esse é o futebol “de verdade”.
Publicado por Darcio Ricca no dia 11 de julho de 2010
Para o bem do futebol, a Espanha, apesar de jogar bem e mesmo assim ter dificuldades em definir as jogadas, venceu a Holanda, na prorrogação, sofrido, por 1 x 0, gol de Iniesta, no segundo tempo da prorrogação.
A Espanha, campeã mundial da Copa do Mundo FIFA 2010, pela primeira vez em sua história, conquistou este título por conta do fruto de um trabalho, não só de 4 anos, mas desde as categorias de base. Seu elenco, nos 23 nomes, vem de campeonatos nas divisões etárias inferiores. Um planejamento que rendeu bons frutos.
É a campeã justa, mas poderia ser melhor finalizadora e não tentar caprichar tanto, proporcionando um drama a seus torcedores quando enfrenta equipes que jogam com mais inteligência e perspicácia, além da catimba praticada por seu adversário da final, a Holanda.
Vamos ao jogo final, que deixou a desejar e muito!
No primeiro tempo, nos seus 20 minutos iniciais, os espanhóis dominavam o meio de campo e com a sua tradicional marcação sob pressão, porém, com apenas uma perigosa cabeçada em gol de Sérgio Ramos, em bela defesa de Stekelenburg.
A Holanda, então, começa seu jogo truncado, amarrado e com faltas constantes e até mais ríspidas como de Van Bommel e De Jong (que deveriam ter sido expulsos ao invés do simples cartão amarelo).
O juiz inglês Howard Webb distribuiu muitos cartões e levou o jogo mais na conversa. Frouxo para uma final tão dura!
Holanda, com este jogo, conseguiu dificultar a saída de bola da seleção espanhola e jogou um primeiro tempo muito parecido com o jogo contra o Brasil. Aliás, jogou como contra o Brasil a partida inteira.
A Espanha apenas não tinha o poder de definição como o Brasil, mas tinha mais preparo emocional e Casillas. O bom preparo emocional da Espanha a ajudou a não cair na armadilha holandesa.
Holanda, no seu anti-jogo praticado, começou a fazer a Espanha perder seu ritmo de jogo e apostarou nas jogadas de bola parada e contra-golpes. Final de um primeiro tempo chato, do jeito que a Holanda queria para tentar “dar seu bote” depois. Resultado: 0 x 0!
No segundo tempo, com mais paralisações de jogo holandesas, como contra o Brasil, a Espanha teve dificuldades de jogo no seu meio de campo e, por conta de seus apenas razoáveis laterais espanhóis, poucas chances de gol criadas.
Holanda fez o jogo de forçar os erros espanhóis. Erros como o de Pique que Robben desperdiçou um gol de título, com acréscimo da salvadora defesa de Casillas com o pé.
Casillas fez outra defesa salvadora, por conta da Espanha estar exposta à Holanda, por conta de suas tentativas ofensivas muito caprichadas que a fazem perder oportunidades de concluir.
Muitos cartões amarelos no jogo, sobretudo para os holandeses.
Diante de muitos cartões, o esquema de cavar faltas da Holanda para parar os espanhóis teve que ser abortado. Com isso, a Espanha cresceu nos momentos finais do segundo tempo. Levando esta tendência de jogo para a prorrogação. Resultado: 0 x 0, de novo!
Entrou Elia no lugar de Kuyt (que não foi tão bem). Sérgio Ramos esqueceu a marcação nesta hora, o que proporcionou um pouco de emoção no final.
Iniesta, que sempre quer caprichar demais na conclusão, perdeu a chance de dar o título aos espanhóis no segundo tempo, antes do apito para a prorrogação. Villa também perdeu outra chance de gol por afobação.
Fábregas entra o lugar do volante Xabi Alonso, recuando Xavi para segundo volante, como jogava a Espanha dos bons tempos de Luis Aragonês, seu treinador até o fim do Euro 2008, o melhor momento do futebol espanhol.
Nesta época, Marcos Senna era primeiro volante. Não entendi porque Vicente Del Bosque, atual treinador espanhol e campeão hoje, fez da Espanha na Copa.
Com Fábregas, a Espanha foi para a prorrogação muito melhor que a “pendurada” Holanda. Fábregas perdeu gol incrível diante de Stekelenburg. Mathijsen perdeu um gol para os holandeses diante de uma Espanha que foi a Espanha que conhecemos destes 4 anos, tanto no primeiro quanto no segundo tempo de prorrogação.
Expulsão de Heitinga ajudou a abrir mais a Holanda diante do ímpeto final espanhol.
Nesta altura, PVC disse que se a Holanda ganhasse a Copa seria a vitória do “anti-futebol total” e Tostão disse que a Espanha precisaria ganhar a Copa, mesmo com seus defeitos, para que o futebol não morresse um pouco mais e este modelo de jogo holandês não fosse mais copiado. Indigna seleção holandesa na comparação com a dos anos 70, a laranja mecânica.
Iniesta, novamente demorando demais, perde outra chance de gol.
Fernando Torres entra e sai Villa. Por que, Del Bosque? E se tivéssemos pênaltis?
Cruzamento mal feito por Torres na área holandesa, furada de Mathijsen, bola sobra para Iniesta em falha de marcação de Van der Vaart (holandeses pediram impedimento que não existiu) e Iniesta, desta vez viu que estava bem para fazer o gol, a seu gosto e 1 x 0 para a Espanha. Gol do título, no final do segundo tempo de prorrogação.
Choro do capitão Casillas, comovente, como Tostão na Copa de 1970, desde os momentos finais do jogo.
Espanha, de forma justa e sofrida, e pelo bem do futebol, Campeã Mundial de Futebol da Copa 2010.
Espanha no G8 dos campeões de Copa e com os méritos de ganhar fora de casa. O primeiro europeu a ganhar uma Copa do Mundo fora da Europa!
Parabéns, Espanha!
O 3 na Copa continua… já começamos a cobertura da Copa 2014!
Até lá e muito obrigado pelo carinho e apoio de todos nesta empreitada!
Publicado por Darcio Ricca no dia 10 de julho de 2010
Neste sábado, num jogo mais solto e com extremo desejo de vitória de ambas as seleções de Alemanha e Uruguai pelo terceiro e honroso lugar que disputaram; a Alemanha conquistou esta posição diante da seleção mais surpreendente da Copa, o do Uruguai.
Pena o polonês-alemão Klose não poder ter jogado (por contusão) e ter tentando superar Ronaldo. Lamentei também a ausência de Podolski e Lahm, pelos mesmos motivos. Boateng, o ganês-alemão fez sua melhor partida, desta vez pelo lado direito da defesa alemã.
Num rebote de Muslera, o apenas razoável goleiro uruguaio, Thomas Muller (que fez falta na semifinal contra a Espanha) abriu o placar para os alemães no primeiro tempo.
O Uruguai, com isso, se lançou à frente e a Alemanha ficou na espera pelos contragolpes. Apesar da raça e do empenho dos uruguaios, os alemães têm um melhor de meio de campo no quesito criação e distribuição de jogo. Daí surgem as conhecidas jogadas pelas laterais da Alemanha.
Para compensar, e de forma inteligente, o ótimo treinador uruguaio Oscar Tabares, recuou o Diego Forlán para ajudar na armação das jogadas e municiar o ótimo Luis Suarez e o bom Cavani. Diego Forlán, com isso, no meu entendimento, foi o melhor jogador deste Mundial. A marcação Uruguai foi seu ponto forte na Copa.
Não somente pela criatividade e ofensividade, a Alemanha também teve méritos na marcação e trocas de posições de seus jogadores.
Porém, assim como na semifinal contra a Espanha, Schweisteiger, que quase não erra passes, errou um de forma letal para sua equipe, em que Forlán, encontrou Cavani para empatar a partida, quando esta já estava equilibrada, ainda no primeiro tempo.
No segundo tempo, após bela jogada de Diego Perez pela direita do ataque, Diego Forlán fez um belo gol após cruzamento recebido, pegando de primeira na Jabulani, marcando um belo gol, de virada. 2 x 1.
A Alemanha foi para cima do Uruguai e o jogo ficou espetacular, valorizando a disputa desta partida, que, para muitos, nem precisaria existir: a disputa de terceiro e quarto lugares.
Num cruzamento da direita de Boateng, o goleiro uruguaio Muslera falhou, como o brasileiro Julio Cesar contra a Holanda, permitindo o gol do alemão Jansen, empatando a peleja. 2 x 2.
Sucessivos lances de ataque de alemães e uruguaios deram emoção à partida.
Com o goleiro Muslera e seu reserva Castilho, o Uruguai se prejudicou em detrimento ao melhor treinador da Copa (também na minha opinião), o uruguaio Oscar Tabares. Ele convocou seus melhores, mas medianos atletas em sua maioria. Porém, fez ótimo trabalho!
A Alemanha investiu em jovens talentos com o apoio dos mais experientes da base de 2006. Colheu ótimos frutos com isso e Joachim Low também será mantido na seleção alemã.
Pena que Maradona e Dunga tenham convocado mal e cometidos erros que não possibilitaram Argentina e Brasil terem ido mais à frente na Copa.
Voltando ao jogo, numa falha de bola rebatida na área pelo ótimo zagueiro uruguaio Diego Lugano, o interessante volante Khedira, fez seu gol de cabeça e virou novamente para a Alemanha. 3 x 2.
Ótimas defesas do reserva Butt da Alemanha, que utilizou quase todo seu elenco na Copa. Isto é exemplo de grupo.
Placar final de 3 x 2 para a Alemanha com direito, no último segundo, a bola na trave de falta batida por Diego Forlán, o melhor chutador da Jabulanis.
Para mim, o melhor jogo da Copa, com chuva e péssimo gramado.
Publicado por Darcio Ricca no dia 7 de julho de 2010
Bom para o futebol foi esta semifinal!
Bom porque a Alemanha resgatou o jogo bonito, veloz e ofensivo. Provou que se pode jogar bem, dentro do preparo físico e planejamentos táticos mais modernos. Fez partidas memoráveis e tem uma ótima equipe para brigar por título na Copa 2014. Deverá fazer uma linda disputa de terceiro e quarto lugar com o Uruguai (com as voltas de Luiz Suarez e Diego Lugano pelo Uruguai e Thomas Muller pela Alemanha.
Bom porque a Espanha cresceu ao longo da competição, expurgou de vez a fama de “amarelar” em jogos decisivos, chegou à sua primeira final com chances reais de título. Consolidou um pouco de seu excelente trabalho nestes últimos 4 anos entre uma Copa e outra. Justiça também se fez porque os espanhóis foram muito prejudicados em 2002 contra a Coréia do Sul e em 1962 contra o Brasil. Em parâmetros menores contra Brasil em 1986 e contra Itália em 1994.
E pensar que o Brasil conseguiu perder para a Holanda e que algumas mudanças poderiam levar-nos ao hexa. Lamentável!
A Espanha, com maior posse de bola, que é sua característica de trabalhar bem a bola até encontrar espaços na defesa adversária para atacar, soube impedir, na maior parte do jogo, a rapidez do jogo alemão, principalmente pelas laterais do campo, além de dificultar os passes alemães.
Claro que isto não impediu totalmente a Alemanha de levar perigo a Casillas em duas oportunidades. Thomas Muller (suspenso) fez muita falta à dinâmica de jogo alemão, apesar da boa participação de Trochowski.
A Espanha conseguiu dominar o meio de campo e seu sistema defensivo esteve bem montado, apesar deste ser inferior ao da Alemanha. Que partida fez o zagueiro alemão Mertesacker. Acho que Lahm fala mais que joga, enfim…
O jovem time alemão teve um pênalti em Ozil que, poderia, num jogo tático entre as duas forças, talvez mudar a história da partida.
Por incrível que possa parecer, a sempre enaltecida eficiência alemã foi a arma da Espanha nesta semifinal, enquanto que os alemães tentavam impor seu ritmo ofensivo e rápido e de ótimos passes. Um fato a lamentar: Schweisteiger errou muitos passes e as jogadas sempre passavam por ele e Thomas Muller (que não pôde jogar).
Em compensação, Xavi não erra passes e Iniesta, Xabi Alonso e Busquests o auxiliam muito neste fantástico meio de campo espanhol.
Foi bonito de ver o esforço de Klose (eu queria que empatasse em gols com Ronaldo com 15 marcados em Copas). Falta 1 gol apenas. Conseguirá no sábado?
A Espanha conseguiu ir mais ao ataque no segundo tempo, tornando a partida, que era mais tática, para mais técnica e ágil. Pedro poderia ter passado a bola para Torres, livre, aumentar o placar para a Espanha quando já estava 1 x 0 para os espanhóis, num belo cabeceio do zagueiro Puyol.
Quanto à Alemanha, esta poderia ter marcado mais a saída de bola espanhola para jogar nos erros espanhóis e tentar vencer o jogo, mas não conseguiu. E foi bem estudada pelos espanhóis também.
De que me recordo, Espanha e Holanda nunca se enfrentaram em Copas do Mundo. Corrijam-me se estiver errada minha memória enquanto estou escrevendo.
Será uma final entre a calculista Holanda dos eficientes Van Bommel, Sneijder, Robben e Kuyt contra a refinada Espanha de Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Villa.
Acredito num pequeno favoritismo dos espanhóis pelo seu retrospecto e melhor conjunto, mas não descartemos a Holanda que soube jogar nos erros de Brasil e Uruguai para chegar à final e, claro, não deseja ser “tri-vice” depois de 1974 e 1978.
Uma delas se juntará aos 7 campeões mundiais, formando uma espécie de G8 da bola. Brasil (5), Itália (4), Alemanha (3), Argentina (2), Uruguai (2), França (1) e Inglaterra (1).
Espero uma boa final de Copa do Mundo!
Publicado por Darcio Ricca no dia 6 de julho de 2010
A Holanda chega à sua terceira final de Copa do Mundo para tentar seu primeiro e inédito título mundial.
Longe de ser uma equipe que encanta, é uma seleção que pratica um eficiente e competente, tanto emocional quanto taticamente, futebol que busca seus objetivos do início ao fim do jogo, apesar de sempre não iniciar tão bem e crescer ao longo das partidas.
Seu crescimento ao longo do jogo se deve ao fato de estudar em campo seu adversário, além de fazer uma leitura da dinâmica da disputa como poucas.
Acrescentando, a Holanda tem várias formas e alternativas de jogar para cada tipo de situação estudada e percebida em campo. E coloca em prática com rapidez. Vide o jogo contra o Brasil em que ela sabia que era inferior tecnicamente, mas não taticamente e muito menos emocionalmente.
A Holanda de Sneijder e Robben, que sempre têm poucas oportunidades, mas quando são presenteados, correspondem de forma certeira e imperdoável é uma boa seleção e conta também com uma boa equipe de suporte, um ótimo coadjuvante (Kuyt) e uma comissão técnica que sabe decidir o que fazer a cada dificuldade apresentada.
A Holanda era minha quarta favorita atrás de Espanha, Brasil e Inglaterra, antes de iniciar o Mundial.
Ressalto aqui a velha raça uruguaia, que, saindo de uma repescagem sofrida contra a Costa Rica, foi buscar, em suas origens, seu crescimento e evolução, além de Lugano, Muslera, Godin, Galgano, os Pereiras, Nicolas Lodeiro, Forlán (o melhor) e a grande revelação (não para o Ajax da Holanda), Luis Suarez.
Esta busca das origens tem que estar presente no futuro da seleção brasileira de futebol que se iniciará após a Copa.
Fica o registro da ausência sentida de Lugano, Suarez e Lodeiro que poderiam ter dificultado mais o jogo para os holandeses nesta semifinal.
Num primeiro tempo bom, tivemos, ao menos, dois belos gols de Bronckhorst (o mais bonito na Jabulani de fora da área) e um de Diego Forlán, também de fora da área, no meio do gol com efeito de Jabulani e falha do grandalhão Stekelenburg.
O segundo tempo, então…
Com o empate, os uruguaios cresceram no começo do segundo tempo e quase viraram o jogo no início.
Entretanto, numa desatenção defensiva uruguaia, esta permitiu que Sneijder fizesse 2 x 1 para Holanda. Van Persie (que não vem jogando quase nada nesta Copa e ainda é titular) estava impedindo e participou da jogada, atrapalhando Muslera.
Numa falha defensiva de deixar Lugano nervoso no banco e Muslera idem, Robben fez de cabeça (no melhor estilo de jogo contra o Brasil) o terceiro gol holandês.
O Uruguai, que não se entrega, porém, não como os exagerados guerreiros de Dunga, por conta de sua raça habitual, descontou, nos acréscimos, com um gol de Pereira, de fora da área. Caíram de pé!
Boa sorte aos holandeses que vão precisar. Seja contra a badalada Alemanha que é a seleção do momento ou a Espanha, que jogou o futebol mais bonito entre todas as seleções, nestes 4 anos entre uma Copa e outra.
O Brasil tinha a equipe mais eficiente e sucumbiu diante de uma maior eficiência, naquela tarde de 02/07/2010, dos holandeses.
Publicado por Darcio Ricca no dia 3 de julho de 2010
A Espanha conseguiu passar para as semifinais. Venceu o Paraguai por 1 (David Villa artilheiro com 5 gols) x 0 , no sufoco.
Nos quinze minutos finais do jogo, com direito a pênaltis perdidos de ambos e após um sonolento jogo de toque de bola de sem objetividade ofensiva espanhola e eficiente sistema de marcação paraguaio.
A Espanha carecia de um definidor que ajudasse David Villa. Fernando Torres está sendo uma decepção, mesmo considerando sua contusão pré-Copa.
O Paraguai fazia o de sempre durante a peleja: se defendia como nunca, diante de uma nervosa e preocupada Espanha.
E a emoção ficou por conta da colaboração do árbitro (como apitaram mal nestas quartas de final!), nos pênaltis marcados para ambas as seleções, sequencialmente, nos minutos finais de jogo.
O primeiro pênalti, marcado para o Paraguai, foi mal batido por Cardozo (que chorou e se culpou ao final da partida). Este teve invasão espanhola da área que o juiz ignorou, não mandando voltar a cobrança.
No pênalti duvidoso em Villa, que Xabi Alonso cobrou bem e fez o gol, o juiz indicou invasão da área paraguaia. Não precisava mandar voltar o pênalti porque, em tese, os espanhóis invadiram junto com os paraguaios, mas…
Nova cobrança de Xabi Alonso que foi defendida por Villar, que cresceu no jogo (apesar de baixinho) e evitou outro lance de gol espanhol depois de Iniesta.
A Espanha, com a entrada do atacante Pedro, conseguiu, no sufoco vencer a defesa paraguaia, apesar do Paraguai ter se lançado ao ataque na esperança da vitória que Casillas dificultou em uma boa defesa depois de um erro na Jabulani.
David Villa aproveitou o rebote da trave e, também, com o toque nas duas traves, concluiu em gol a classificação espanhola às semifinais.
Uma classificação esperada porque a Espanha era tida como favoritíssima nesta Copa, ao lado dos já desclassificados Brasil e Inglaterra.
A Espanha ainda não apresentou o futebol de favorita destes 4 anos, sendo os 2 primeiros anos com o competente Luis Aragonés, que montou esta base (Marcos Senna faz falta!), e que Vicente del Bosque mantém hoje sob seu comando.
A Alemanha será sua adversária nas semifinais, numa reedição da final da Eurocopa de 2008, conquistada pela primeira vez na história pela Espanha, que sempre recebia a fama de “amarelar” nas decisões, provando o contrário.
Porém, o momento é outro e a Alemanha é favorita neste jogo e também à conquista da Copa.
Resta saber se a Fúria conseguirá mostrar, na hora do próximo jogo, o que a credenciou como potência para esta Copa.
É esperar para ver mais esta história a ser contada nos gramados deste singelo país africano.
Publicado por Darcio Ricca no dia 3 de julho de 2010
A Alemanha, com autoridade, venceu a seleção da Argentina pelo placar de 4 x 0, classificando-se para as semifinais da Copa, como surpresa e com chances de título. Tentará o tetracampeonato e, assim, empatar com a Itália em comquistas de Copa.
A Argentina nunca esteve entre os favoritos. Apenas era respeitada por Messi (que não foi mal, mas aquém do esperado e não fez gol), Higuaín, Tevez e Di Maria. Os demais, eram obras mirabolantes ou decadentes do genial ex-jogador Maradona.
Maradona conseguiu ser pior que Dunga. Sua seleção não tinha padrão de jogo nenhum. Não nos esqueçamos de suas apostas que deram a ele o prêmio de Professor Pardal deste Mundial.
A Argentina confirmou porque foi freguesa do Brasil nestes últimos quatro anos, mesmo com Dunga.
Contra o time mais bem organizado da Copa, que não era México, Coréia do Sul, Nigéria ou Grécia; os portenhos tiveram que duelar contra uma eficiente e competentemente científica seleção alemã.
A Alemanha teve ainda requintes de qualidade técnica e brilho, num time mais jovem entre as seleções de ponta. Trouxeram brilho à Copa e trabalharam em silêncio.
Uma aposta inteligente de Joachim Low. Este ex-auxiliar técnico de Klismann na campanha do terceiro lugar alemão de 2006, mostrou que aprendeu muito com a experiência anterior.
Os experientes Schweisteiger (para mim, o melhor do Mundial até aqui), Mertesacker, Lahm, Klose e Podolski se juntaram às jovens revelações Khedira (Ballack não fez falta!), Neuer, Friedich, Boateng e Kroos. Thomas Muller e Metsil Ozil são dois jovens “de mentira” porque estão jogando como veteranos, além de desfilarem habilidade pelos campos sul-africanos.
Klose há de superar Ronaldo (que usou a Copa de 2006 para atingir seu recorde pessoal). Klose está com os mesmos 14 gols de Gerd Muller. Ele está jogando junto com o coletivo futebol alemão, por isso seu mérito.
Para os apreciadores do bom futebol, os alemães dispensam comentários. Pena saber que o Brasil poderia ter mesclado seu elenco da mesma forma e ter tido uma preparação menos guerreira-nervosa e mais centrada-técnica, como os alemães estão ensinando.
Recomendo rever esta partida à quase todas as seleções da Copa para tirarem uma lição de como se deve jogar futebol nos tempos de hoje.
Não há certeza de título. Seria um imprudência minha, pois Copa sempre prega muitas surpresas.
Mas, acredito que o time alemão está preparado, inclusive emocionalmente, ao contrário de outras seleções quen eram favoritas.
Apesar da ausência importante de Thomas Muller nas semifinais contra os espanhóis, numa espécie de revanche da final da Eurocopa de 2008 em que perderam, os alemães parece que aprenderam.
Derrotas devem ser o alimento para a reconstrução dos futuros vencedores, certo Brasil?
Publicado por Darcio Ricca no dia 3 de julho de 2010
Uma partida recheada de emoções com seqüência digna de filmes holiwoodianos sobre esportes.
Com Gana dominando as ações da partida no primeiro tempo, o Uruguai, viu a Jabulani do ganense Muntari entrar, de longe no gol de Muslera, abrindo o placar e fazendo justiça ao futebol apresentado por Gana, no início do jogo. Consideremos um lance para cada lado com reais chances de gol.
Consideremos mais ainda a perda do Uruguai, por contusão, do seu capitão e líder Diego Lugano. Isto beneficou o domínio de Gana no primeiro tempo.
No segundo tempo, o atacante uruguaio Diego Fórlan surpreendeu a todos que acreditavam que iria terminar a Copa como coadjuvante de Luis Suarez, acertando um belo chute, com efeito na Jabulani, empatando a partida. Kingson, goleiro de Gana, vinha fechando o gol.
Tanto no gol uruguaio, quanto no gol ganense, os méritos têm que ser divididos entre Jabulani (a bola sobrenatural?), a capacidade do chutador e a distração de quem marcou. Um mix que justificaram os 2 gols no tempo normal.
Apesar do empate, os uruguaios, no segundo tempo que jogaram melhor que Gana, tiveram uma bela chance de ganharem a peleja, graças ao gol, sem goleiro, perdido por Luis Suarez.
Depois, prorrogação…
Luis Suarez, que vinha sendo o grande destaque do Uruguai na Copa, evitou um gol de Gana, após bates e rebates na área, em que pareciam ataques e defesas de vôlei, sem a mão. Daí, aconteceu o inevitável: Luis Suarez teve que literalmente espalmar a bola na área uruguaia, senão, adeus Uruguai.
Após receber o cartão vermelho, este saiu abalado do jogo. Quando os uruguaios se preparavam para sair da Copa com o pênalti que o ganense Gyan (não perde nunca este lance) iria cobrar, o épico aconteceu: bola prá fora! Suarez sentiu um enorme alívio. Sua seleção respirava ainda.
Disputas de pênaltis, Gyan desperdiçou sua cobrança e Muslera, a surpresa no gol do Uruguai nesta Copa, defendeu outra. Gyan lembrou Roberto Baggio.
“Loco” Abreu, que joga no Botafogo do “pray de match” Joel Santana, foi o reserva uruguaio que definiu, em sua cobrança de categoria e leve paradinha (igual na final do campeonato carioca daqui), a classificação uruguaia para uma semifinal que não freqüentava há 40 anos.
A Celeste voltou e não sabemos até onde poderá ir, mas não duvidar dela foi o que aprendemos neste Mundial. Que o dirão os holandeses e, quem sabe, o finalista. Por que não?
Uma superação uruguaia diante de uma aplicada equipe africana. Gana repete a mesma histórica qualificação de Camarões (que encantou o mundo) em 1990 e Nigéria em 1994, indo até as quartas-de-final da Copa.
Brasil em tempo: Se Argentina perder para Alemanha amanhã, o Brasil ficará com o 6, não o desejado, mais sua posição na classificação final da Copa. Só não será pior, na história mais recente, que o nono lugar de 1990.
Brasil nos acréscimos: vergonha também de Américo Faria por não saber o que faz, por Jorginho que disse sim para tudo de Dunga e com sua lições de moral de botequim em auto-ajuda e por Rodrigo Paiva que poderia ter feito um trabalho melhor na pate da comunicação da seleção.
Brasil nos pênaltis: até Felipão concordou em levar um profissional da área de psicologia para a seleção, ideia ironizada por Dunga. Administração de Paulo Machado de Carvalho deveria fazer parte da disciplina dos novos treinadores. Com peso 2 na avaliação final.
Publicado por Darcio Ricca no dia 2 de julho de 2010
Perdemos! Por deméritos nossos mais do que méritos dos holandeses. Estes foram competentes em saber jogar contra nossos problemas.
Depois de um primeiro tempo primoroso, com 1 x 0 (gol de Robinho em lindo passe de Felipe Melo), que poderia ter terminado com 2 x 0, além do pênalti em Kaká; perdemos, em lances de bola parada, de virada, no segundo tempo.
Felipe Melo contra (só Julio Cesar assumiu a culpa!) e Sneijder de cabeça, na pequena área da abalada melhor defesa do mundo, colocaram a Holanda nas semifinais.
Como pode um comandante ver o segundo tempo de sua equipe começar daquela maneira e:
1) Ter passado o primeiro tempo nervoso e transmitido isto ao time, mesmo diante da aula de futebol que os brasileiros davam aos holandeses antes?
2) Como demorar para tirar Michel Bastos (com 1 cartão amarelo) e colocar Gilberto, da posição?
3) Como manter Felipe Melo após seu nervosismo pós-empate e causado por um gol contra seu, que colaborou para intensificar seu nervosismo diante da catimba manjada de Robben e Van Persie?
4) No caso de Felipe Melo, pelo despreparo de sempre, por que não trocar por Josué ou Kleberson na marcação à Sneijder?
5) Como não convocar opções de banco, (lá em maio, lembram?), que possibilitassem suprir as ausências do ótimo Elano (que infelicidade!), do excelente Ramires (tomou cartão sem necessidade), num momento como este?
6) Por que manter Robinho, nervoso e alterado, em detrimento a Nilmar, no segundo tempo?
7) Por que não passar calma à equipe (queria saber o que foi feito de tão mirabolante no intervalo, no vestiário!) e não ser mais um jogador dentro de campo?
Os erros de Dunga são mais que este 7 , assumidos por ele na coletiva, mas, agora é tarde.
É fácil pedir demissão e deixar este país com o gosto amargo da derrota que poderia ser evitada. Um autêntico anão no preparo emocional que influenciou seu time.
Lamento pelo sincero desejo de vencer e da entrega de todos os jogadores, mesmo os que não tiveram culpa de serem escolhidos. Eles foram sensacionais! Kaká, como os demais, se superou. Já sabíamos que não seria diferente, em função da recuperação do sentimento positivo pela seleção brasileira . Agora, é hora de recomeçar…
A falta de sorte de hoje (Holanda a teve, além da esperteza e competência necessárias) seria compensada com a calma e a paciência dos vencedores e verdadeiros líderes. Não foi o caso de nossa comissão técnica.
Não lamento por Felipe Melo, nem pelo preciosismo de Robinho e o destempero de Luis Fabiano. Muito menos por Dunga e Runco, o médico “sabe-tudo”.
Muito menos lamento por Ricardo Teixeira, o comandante que apostou nisso tudo e tirou seu corpo fora, colocando o corpo de Andrés Sanches para dentro da seleção, além de tudo.
Enquanto isso, não se faz nada no extra-campo para mudar este cenário triste, que a grande maioria dos jogadores tentou melhorar intra-campo.
2014 será um ano do superfaturamento e do oportunismo na Copa do Mundo aqui. Esperamos, ao menos, uma comissão técnica capaz de preparar a equipe para todas as intempéries que uma Copa do Mundo pode ter.
Um verdadeiro campeão se prepara também emocionalmente e não “perde as estribeiras”, como dizem os mais sábios. Certo, Dunga, Felipe Melo e alguns?
O 3 Na Copa continuará cobrindo o Mundial. Torcemos pelo Brasil, mas acreditamos no que disse PVC de que o gol é a notícia e a felicidade pela seleção ganhar é natural porque somos brasileiros, mas não podemos deixar de publicar e, sobretudo, de analisar o certo e o errado. Trabalho é trabalho!
Ter humildade em reconhecer nossos erros, faz parte da ombridade em todas as profissões. Até na deste triste colunista de hoje, que nem jornalista é, mas que respeita todas as profissões e diversidades, mas não respeita a falta de educação e a arrogância que marcaram Dunga na maioria das vezes em que se pronunciou nesta Copa.
Dedicado à doce alegria da Gabriella em minha vida, neste 02/07/2010.
Publicado por Darcio Ricca no dia 29 de junho de 2010
Com um gol de David Villa, no segundo tempo, daqueles por insistência, a Espanha conseguiu transformar em vitória e classificação para as quartas de final seu ímpeto ofensivo diante de um jogo mais defensivo dos portugueses.
Portugal jogou à sua maneira desde o início deste Mundial, uma linha de 4 e outra de 5 jogadores no meio de campo, aatrás da linha da bola e saindo para eventuais possibilidades de contra-ataques ou subidas dos laterais> Foi mal aproveitado o lateral esquerdo português Fáio Coentrão, o melhor da Copa. Destaque para Simão sabrosa e danny: incansáveis.
Com volantes de boa marcação, mas com erros de saída de bola (Pepe, Tiago e Raul Meireles), Portugal foi dominado pela Espanha neste setor, o que proporcionou aos espanhóis seu tradicional e refinado toque de bola que busca, com eficiência, as melhores oportunidades com as bolas nos pés que são criadas por seus condutores: Xavi e Iniesta. Fábregas foi pouco utilizado nesta Copa. Del Bosque prefere Busquests com Xabi Alonso.
Com uma boa defesa, apesar do fraco Capdevilla, a Espanha consegue ter suporte para suas ações ofensivas. Estranho hoje foi o nervosismo do ótimo e experiente goleiro Casillas. Numa falha de Casillas, quase que os portugueses, sem merecer, conseguiram abrir o placar, ainda no primeiro tempo.
Apesar de esforçado e mostrando um pouco do seu repertório, o atacante espanhol Fernando Torres ficou devendo. Llorente entrou em seu lugar, possibilitando à seleção espanhola um definidor, uma vez que a Espanha cria muito, e com qualidade, mas define pouco. Apesar de que nesta partida, os chutes em gol foram mais realizados.
O goleiro português Eduardo evitou um placar espanhol mais dilatado em pelos menos mais 2 gols.
Às vezes, a defesa espanhola tem algumas distrações, sobretudo com o meia Xabi Alonso. Se Portugal tivesse mais qualidade, os espanhóis poderiam ter se complicado no início do jogo.
Se por um lado o spanhol David Villa, além de artilheiro com 4 gols ao lado do eslovaco Vittek (já eliminado) e do argentino Higuaín; joga uma excelente Copa e está sendo decisivo no ataque. Não se pode dizer o mesmo do badalado ex-melhor do mundo, o português Cristiano Ronaldo.
Muito abaixo das expectativas do mais otimista dos torcedores, Cristiano Ronaldo jogou quase nada neste Mundial. É justo se fazer o registro quanto a pouca produtividade e pouco auxílio ofensivo de Portugal. Mas, não se justifica uma apresentação de nível tão mediano.
Sinto um pouco que o mundo das celebridades encantou por demais o gajo. Como pode ser tão bom e se apresentar tão mal?
A Espanha é sim uma das favoritas ao título. Era a superfavorita antes de iniciar o Mundial, mas tem chances de voltar a sê-lo. O problema que Brasil, Alemanha e, correndo por fora a Argentina dem Messi e de Maradona, também incomoda. A Holanda poderá ser uma surpresa, assim como o Uruguai.
É certo que o apelido “fúria” que carrega a seleção espanhola poderá levá-la, no mínimo, a um resultado melhor que seu quarto lugar na Copa de 1950 (sua melhor colocação), pois terá os paraguaios que fizeram um fraco jogo contra o Japão.
A Espanha já provou que pode ser uma seleção de decisão, sobretudo quando chegar às semifinais. É aguardar o tamanho da Fúria!
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