Romário 2 x 0 pessoal da Copa. Ah, teve o jogo contra o Gabão!
O placar que Romário, um dos maiores artilheiros de nossa história impôs aos homens da Copa nesta semana foi mais expressivo que os 2 x 0 do Brasil (meio B, meio C e uns da seleção A) contra o Gabão, debaixo de chuva, péssimo gramado (eles vão abrigar a Copa Africana de Nações), atrasos, falta de luz e um pessoal gabonês que não aliviou.
Romário deu um gol de placa para cada um no Congresso esta semana! Caprichou! Valeu como nos tempos de outro tapete: o gramado!
Confesso que estava trabalhando e dei uma espiadela no jogo nos últimos 15 minutos.
Não era um jogo que merecia ser assistido ao vivo, ainda mais sob a responsável labuta!
O jogo contra o Egito, poderei assistir na íntegra. Este valerá mais a pena.
Quanto ao jogo de número 1.000 da seleção (pasmem, é isso mesmo, apesar da CBF contabilizar menos), algumas considerações:
Sem Jefferson, Julio Cesar, Maicon, Daniel Alves, Dedé, Réver, Marcelo, Bruno Cortês, Ganso, Kaká, Ronaldinho, Leandro Damião, Borges ou Fred, Lucas Silva e Neymar. E com Lucas Leiva e Thiago Silva entrando no final e com David Luiz se matando em campo. Campo? São 14 jogadores da seleção A que fazem falta, apesar de não contarmos o adversário, ok?
Para mim, Fernandinho, que não jogou, não faz falta!
Para mim, Ralf, que não foi convocado, também.
Diego Alves é um goleiro razoável e disputa vaga de terceiro goleiro com Rafael e Neto.
Fabio é fraco e do time C. O que Alex Ferguson vê nele?
Luisão é veterano. Disputa vaga com Réver. Ao menos, é experiente.
Ver David Luiz gritar, numa cobrança de falta do círculo central, para dar o passe, abre, abre, foi demais!!!
Adriano disputa vaga com Bruno Cortês. Uma ressalva: gostei de Alex Sandro, da seleção C. Com ele, gostei de William. Justo os dois que entraram. Pareciam raciocinar antes, no que falta também à seleção.
Sandro é bom volante. É melhor que Ralf. Dá para ser reserva de Lucas Leiva.
Elias hoje jogou de titular. O eterno reserva de Mano é apenas mediano. Ele e Fernandinho não dão para a função. Prefiro Hernanes nesta saída de bola, além de Rômulo do Vasco.
Bruno Cesar do time C e olhe lá. Apesar de que quase fez um golaço!
Hernanes seria mais útil na saída de bola, como dito.
Hulk tentou, mas jogar ao lado do mediano Jonas é complicado. Jonas é a quinta opção de centroavante de Mano. Está atrás de Damião, Fred, Borges e Pato. Robinho voltou bem e pode incomodar esta posição, além de Lucas Silva. Ambos reservas de Neymar.
O que foi a saída de Elias, no finalzinho, para entrada de Thiago Silva: 3-5-2???
Kléber do Porto?!
Que venha o Egito contra nossa seleção remendada, no jogo 1.001. 1.001 utilidades?
Bom senso de Mano e Kaká
Mano Menezes usou o bom senso para a convocação da seleção brasileira diante do Gabão dia 10/11 (na casa deles) e Egito, dia 14/11 (na quente e inviável Doha).
Pela qualidade dos amistosos, que também valem como testes se considerarmos a razoável seleção egípcia, Mano Menezes fez bem em apenas convocar jogadores somente que atuam fora do país, desta vez, não atrapalhando ainda mais o Brasileirão.
O problema é que a CBF não pára o campeonato e não que a seleção não possa jogar amistosos, aliás, deve, ainda mais sem eliminatórias.
Surpreso, mas nem tanto, fiquei com a não convocação de Julio Cesar e de Robinho. Considero justa a não convocação destes, considerando seus atuais momentos técnicos.
Pato ainda está contundido, mas já está perdendo espaço. Maicon, titular absoluto da lateral-direita, segue em recuperação.
Anderson, ficou para o filme “A Batalha dos Aflitos” mesmo!
O goleiro titular deverá ser Neto num jogo e Diego Alves no outro. Diego Alves é muito bom, mas atravessou uma fase de falhas no gol, não tantas como Gomes, mas a considerar. Jefferson vai se consumando na camisa 1, que um dia foi de Barbosa.
Daniel Alves e Marcelo serão os titulares das laterais. O barcelonista aproveita a ausência de Maicon. Fábio e Adriano (este último disputa reserva com Bruno Cortês) e a novidade com Alex Sandro, para testes.
A zaga titular Thiago Silva e David Luiz com a volta de Luisão. Dedé está mais cotado para reserva e Réver disputa uma vaga com Luisão.
Lucas Leiva é o dono da camisa 5 e seu auxiliar na função será Fernandinho que é apenas mediano. Sandro voltou e brigará com Ralf por um lugar no time. Sandro é bem mais produtivo.
Elias como eterno reserva de Mano, um curinga. Ele precisa decidir-se o quer de seu ex-comandado em tempo de Corinthians. Luiz Gustavo de novo. Rômulo e o convocado Hernanes disputam uma vaga no elenco em comparação a estes dois citados.
Kaká voltou com justiça e para alívio de Mano e de quem torce para que a seleção ganhe em qualidade e experiência. Fez muita falta e agora está pronto para voltar.
Bruno César e William (este sim é o melhorzinho do time russo do amigo de quem manda, mais nada demais!). Diego Souza, Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Lucas Silva têm a total preferência. O vascaíno pode ser opção de ataque assim como flamenguista se necessário for para compor melhor o elenco. Lucas Silva está em queda preocupante de rendimento. Ganso voltará em semanas. Ronaldinho caiu um pouco de rendimento com o momento de seu clube.
Dudu, aquele que brilhou no Mundial sub-20 entrando em jogos decisivos, foi justamente convocado. Pode incomodar Lucas Silva.
Hulk vai confirmando sua posição no grupo com méritos. Briga para ser titular, dependendo da formação que Mano se propuser.
O mediano Jonas de novo e o jovem Kleber, companheiro de Hulk no Porto, para mim, parece mais uma espécie de “Rafael Sóbis reloaded”. Fred e Borges, além de Pato estão mais cotados para disputarem duas vagas e fazerem companhia à Neymar e Leandro Damião.
Em semana sem Orlando Silva, é só!
Em dia sem Luiz Mendes, nada mais importa!
Luiz “Luz” Mendes
Luiz Mendes sempre foi inspiração e modelo para quem quisesse falar, discutir, analisar e tentar explicar sobre o esporte mais popular do planeta: o futebol.
Tão simples quanto seu apelido “comentarista da palavra fácil”, Luiz Mendes foi e sempre será um dos maiores no grandioso mundo do futebol.
Ele nos deixou sua história e as de tantos outros, em sua vasta memória.
Seu legado: inspiração, conhecimento e simplicidade.
Luiz era Luz na imprensa esportiva brasileira e mundial.
Minha gente… Gente dele, isso sim!
O que tivemos e o que teremos
TIVEMOS o lobby da candidatura única à Copa de 2014; TEREMOS a Copa para benefício de poucos, no âmbito político, sustentado pela troca de favores.
TIVEMOS a promessa de investimentos da iniciativa privativa no Mundial; TEREMOS cerca de 98,5 % de verba pública (leia-se nosso dinheiro!) utilizada para satisfação de uma minoria, que sempre “deu as cartas”, com espaço concedido pela população que, infelizmente, tanto não cobra quanto, pior, ainda elege seus pares.
TIVEMOS demolições de estádios; TEREMOS estádios superfaturados e descaracterizados.
TIVEMOS as escolhas das cidades-sedes por natureza eleitoreira; TEREMOS eleições para presidente, governador e deputados poucos meses após a Copa.
TIVEMOS os custos elevados do Maracanã (1 bilhão até o momento), nosso templo sagrado; TEREMOS a seleção do país somente utilizando-o se chegar à final. Sete jogos, numa equivalência de R$ 140 milhões de reais para cada jogo, com possibilidade de serem todos jogos de outros países.
TIVEMOS a seleção do povo; TEREMOS a seleção em terras de aliados políticos.
TIVEMOS escolhas de “verdadeiros centros futebolísticos” do país como, por exemplo, Manaus; TEREMOS, neste caso, um custo de cerca de R$ 130 milhões de reais de investimento de dinheiro público para cada um dos apenas 4 jogos lá, somente da primeira fase. Depois, o que TEREMOS, neste estádio e em tantos outros? Cuiabá?
TIVEMOS caos nos aeroportos e nenhum investimento em logística; TEREMOS seleções que, dependendo do azar nas bolinhas do sorteio, em maior ou em menor grau, terão que viajar o equivalente a uma distância entre São Paulo a Moscou!
TIVEMOS as experiências dos gastos com o Pan que foram rejeitados, mas absolvidos por alegação de “inexperiência com eventos deste porte”; TEREMOS, com estes dois próximos eventos ainda maiores, o quê?
TIVEMOS denúncias de desvio de dinheiro, corrupções, entre outros; TEREMOS, o quê, daqui para frente?
TIVEMOS informação de que foram 57 estudos e análises de diferentes tabelas do Mundial; TEREMOS uma tabela que não beneficiará nenhuma seleção em termos de distância e de logística, além de questões como desgastes físicos, emocionais e técnicos. A Europa já está reclamando!
TIVEMOS um político que agradeceu (em matéria publicada na mídia), num surto de sinceridade, a “vida de príncipe que leva graças ao povo que o elegeu”, TEREMOS qual legado deste Mundial?
Acho que este país não TEM vergonha, elemento-base para começarmos a pensar num crescimento.
Foi triste ver a foto dos personagens da comemoração ontem. Sem palavras!
Ao menos o brio!
A seleção brasileira, diante do México, ao menos, mostrou brio para obter a virada num jogo de árbitro fraco.
A equipe de Mano Menezes teve méritos na vitória, porém, mostrou execução tática confusa e quase nenhuma infiltração, mesmo diante de um esquema tático definido num 4-2-3-1, em que o preenchimento da posição de centroavante tinha que ser pelo revezamento entre Neymar, Lucas e Hulk; uma vez que Leandro Damião está machucado, Pato também (mas “firula” demais!), Fred é hoje apenas um jogador de clube e Jonas, sem palavras.
Somam-se a isso as falhas individuais de:
David Luiz: não só pelo gol contra, mas pela ansiedade e insegurança também dificultada pela não proximidade de Lucas Leiva tanto na marcação quanto na saída de bola.
Daniel Alves: não só pelo pênalti desnecessário com a salvadora e adiantada bela defesa de Jefferson, mas pelas falhas de cobertura pelo lado esquerdo do ataque mexicano. Ele cumpre bem o papel ofensivo em detrimento ao papel defensivo. É muito nervoso também, como já havia sido contra a Holanda na Copa 2010 ao lado de Dunga, Robinho e Felipe Melo.
Fernandinho: um jogador que parece desligar-se do jogo, além de não ter, ao menos, entrado no espírito de raça (a qualidade desta noite!) junto com os demais jogadores do selecionado brasileiro. O que ele faz na seleção? E Elias, um reserva-eterno, também? Anderson e Casemiro reúnem melhores condições para esta função. O futebol moderno condena este tipo de jogador passivo e que não aparece para jogar coletivamente!
Lucas Silva: ficou muito pela direita no esquema tático de Mano. O problema é que Mano já havia antecipado que queria vê-lo jogando próximo a Ronaldinho Gaúcho. Na única vez que o fez, serviu Hulk que chutou errado ao gol. Falta confiança e encarar a marcação com velocidade, técnica e sem medo.
Ronaldinho Gaúcho: apesar do golaço de falta e da raça, faltou aproximação com os demais homens de frente e criatividade na criação de jogadas. Lampejos…
Neymar: pelo desgaste da maratona de jogos, por não ter jogado mais próximo de Hulk e de Lucas, pelo grande gol perdido e porque não se pode esperar o brilho de sempre em todos os jogos. Foi bom isto ter acontecido porque muitas vezes as vitórias e os talentos individuais escondem a má execução tática e técnica de uma equipe.
O regular Lucas Leiva precisa apresentar-se mais para a saída de bola, além de ter um companheiro de boa técnica que o auxilie na marcação, condução de jogo e compactação entre meio e defesa, expondo menos a seleção a situações de perigo desnecessárias.
Ressalto a boa partida de Thiago Silva que, aos poucos passará tranquilidade à David Luiz.
Os destaques, mais do que óbvios, vão para Jefferson que desbanca Julio Cesar e pode honrar Barbosa. Ele diz que Dida já serviu a seleção. Só esqueceu de dizer que o ex-goleiro, como titular, não passou das quartas ante a França de Zidane e Henry.
Além do ótimo goleiro, Hulk mostrou força, raça, a movimentação tão necessária que pouco é executada e boa técnica. Que fase e que frieza!
Já, para mim, não só pelo golaço, ter o melhor lateral esquerdo do mundo Marcelo, é sinônimo de apurada técnica nas roubadas de bola (apesar da falha de cobertura a Barreira que gerou o cruzamento para a bizarrice de David Luiz), no apoio ao ataque, na consciência coletiva e na qualidade técnica de definição. Pena ele ser tão “cabeça-quente” às vezes.
Mano Menezes falha em não conseguir resultados coletivos da equipe, não conseguir compactar o time, não deixar clara a definição das movimentações dos jogadores, escalar jogadores como Fernandinho, convocar jogadores como o já dito volante (ele é o que no time?), chamar Fred, Jonas, Elias, Fábio, Luiz Gustavo, Ralf, Adriano e até Pato.
Na seleção, além de tudo isso, sendo óbvio novamente, os jogadores de melhor qualidade (até porque o treinador da seleção tem o privilégio da escolha) como Anderson, Hernanes, Borges, Casemiro, Danilo e Bruno Cortês não podem ser preteridos a estes do parágrafo acima.
Com a possível volta de Kaká e a recuperação de Ganso, dá para dar uma animadinha, mas há muito o que melhorar!
Ao menos, nesta noite, valeu pela raça dos jogadores que não me permitiram uma nova luta contra o sono, como havia acontecido no jogo anterior contra a Costa Rica!
Chove chuva, chove pra parar
Este título, numa adaptação ao refrão de uma canção popular, a mesma do compositor de “homem-gol”, fez com que a televisão nos mostrasse um Brasil 1 x 0 Costa Rica com muita chuva e pouca graça.
Claro que a combinação Costa Rica, chuva e amistoso, colabora em muito pouco (ou quase nada!) para a preparação da seleção brasileira rumo ao Mundial de Futebol, em casa, daqui menos de 3 anos.
Argentina fazendo 4 x 1 no Chile, pelo início das eliminatórias sulamericanas, e com destaque para Messi; foi mais animador que este amistoso do Brasil que, ainda, segundo Mano Menezes, ainda não encontrou uma forma de jogar, mas está buscando isso, além da escolha de melhores peças técnicas e pensantes para esta engrenagem funcionar.
Testar Fábio e Luiz Gustavo (e o Fernandinho que hoje não jogou) não tem necessidade. Adriano é tímido no apoio, mas melhor na defesa que Bruno Cortês. Fico com o botafoguense para reserva de Marcelo.
Thiago Silva e David Luiz, apesar da bizarra trombada deverão fazer uma forte dupla de zaga na Copa. Daniel Alves será reserva de Maicon.
Julio Cesar continua sob a confiança do treinador, mesmo diante da ótima fase de seu suplente Jefferson. Rafael, Neto, Fábio e Victor tentam a vaga de terceiro goleiro.Penso em Victor.
Dedé será um zagueiro reserva. Réver, Henrique, Rodholfo e Emerson disputam a segunda vaga reserva da zaga.
Ralf, Fred e Elias não são jogadores de uma seleção que almeja ganhar a Copa aqui, ao menos por enquanto. Lucas Leiva, Rômulo, Anderson (devo insistir, mano?) e Borges são melhores. Ramires tem voltado a jogar bem. Testar Casemiro é interessante.
Kaká deverá voltar logo e talvez assuma a vaga do hoje apenas bom Ronaldinho Gaúcho, ainda mais se considerarmos a possibiliade do retorno da promessa, ainda por cumprir, PH Ganso. Nada impede que Ganso e Kaká joguem juntos, por exemplo.
Hoje Hernanes retornou. Apesar de muitos passes errados, tem boa qualidade técnica e percepção tática, além dos bons deslocamentos e preenchimento de espaços. Oscar, um pouco afobado ainda, pode vir a ser um bom reserva com Ronaldinho Gaúcho.
Lucas Silva precisa ainda de rodagem. Hoje esteve apagado, mas tem grande potencial até para titular. Neymar é a grande estrela.
Leandro Damião voltará de contusão. Fred, Pato e até Borges disputam a futura missão de ser escolhido como reserva de Damião. Borges reúne um pouco das características dos seus dois ditos rivais. Porém, não tenta caprichar tanto como Pato (objetividade) e não se acomoda à marcação adversária como, às vezes, Fred parece ficar preso à zaga adversária (pouca movimentação).
Hulk e Robinho disputam uma vaga no ataque, por conta da consciência que Mano tem sobre sua proposta de jogo que está em processo de transformação e/ou renovação, sobretudo pelo que está sendo treinada e formatada. Os titulares ficam no 4-2-3-1 enquanto que os reservas oscilam entre 4-4-2 e 4-3-3.
Jefferson; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Lucas Leiva, Hernanes (ou Anderson), Ganso (ou Lucas Silva) e Kaká, Damião e Neymar.
Victor; Daniel Alves, Dedé, Emerson e Cortês; Rômulo, Ramires, Hernanes (ou Anderson) e Oscar; Borges e Ronaldinho Gaúcho.
Todas as condições!de tempo, de campo, relevância da partida e de desentrosamento foram um “chove prá parar”.
Deu sono.
Mudança significativa: tentativa de conseguir uma filosofia de jogo bem treinada e bem executada e demonstração de pequenos sinais de ousadia. Está saindo mais do banco, estimulando e instruindo os jogadores para os objetivos e intensificações do trabalho coletivo e inteligente.
O problema está apenas na tentativa (e com poucos ensaios).
Foi duro de assistir!
Até que enfim Lucas Silva
A seleção brasileira teve, no primeiro tempo, um desempenho que variou de “morno” para entendiante, mas com duas virtudes: os individualismos de Neymar e Lucas Silva e sua boa marcação no campo adversário.
Porém, sobressaiu-se a falta de entrosamento, falta de movimentação contínua e de objetividade quando das poucas oportunidades que a mediana seleção argentina ofereceu, com três zagueiros, dois laterais recuados e três volantes. Era o que dava para os portenhos fazerem, acrescidos do marcador Guiñazu e do seu melhor jogador em campo, o cruzeirense Montillo.
Apesar de não fazer gols, ressalto aqui a importância do emocionado Borges, que é bem melhor que Fred. Talvez um bom reserva para o ótimo Leandro Damião, na posição 1, do esquema tático 4-2-3-1 que Mano persiste.
No segundo tempo, a Argentina adiantou a marcação, de uma forma mais tímida que a do Brasil, porém, o tão esperado Lucas Silva fez o gol do Brasil, num contra-ataque de altíssima velocidade puxado pelo ótimo apoiador Bruno Cortês e em toques rápidos com Borges e Danilo, além de Neymar se apresentar bem para o caso da necessidade de Lucas Silva ter que entregar-lhe para finalização.
Diego Souza entrou no lugar do ovacionado Lucas Silva (que não deve mais sair do time!), e mostrou muita eficiência, força, técnica e comportamento coletivo que, principalmente, deve servir de inspiração a todos.
Foi dele o cruzamento para Neymar ampliar em 2 x 0.
Três defesas do ótimo goleiro Jefferson, nosso melhor arqueiro, sendo uma de alto grau de dificuldade causada por um Dedé muito nervoso e afobado, um Réver mediano e um Cortês que mostrou um pouco de deficiências defensivas, mas com excelentes avanços pela lateral esquerda. Este botafoguense contribuiu muito para este placar de dois a zero.
Danilo saiu de um péssimo primeiro tempo para um bom segundo tempo.
Ralf é só marcação e deixou alguns espaços para infiltração de Fernandéz ou Montillo, expondo a defesa, que estava bem insegura, por sinal.
Este corintiano, para mim, não é jogador de seleção. Rômulo sim é uma boa promessa e sabe sair jogando, mas deve-se descontar seus erros de posicionamento, am alguns momentos, por conta de sua estreia. É melhor que Ralf e tem futuro, assim como Cortês, na seleção olímpica. A observar melhor.
Ronaldinho Gaúcho demonstrou muita vontade e oscilações entre preciosismos e jogadas pensadas. É instável, talvez pelo seu futebol que nunca será mais o mesmo e diante de defensores não tão badalados em nosso campeonato caseiro como são (de forma justa!) os nossos de fora, por exemplo.
Diego Souza, que entrou bem, merece melhor atenção. Ganso e Oscar podem ser mais úteis à seleção, ainda mais com a possibilidade de um retorno, em 2012, de Kaká.
Lucas Silva é bem melhor que Robinho, Fernandinho, Renato Augusto e Jadson. Mano teve que “engolir”!
Neymar alternou altos e baixos, mas é um dos atacantes mais perigosos do futebol mundial.
Há muito o que melhorar, com certeza. Abrem-se possibilidades para Mano Menezes, além da pressão em ter que fazer mudanças na escolha do seu plantel porque até o mais simples torcedor percebe a diferença entre alguns jogadores.
Alguns jogadores interessantes desta noite não estarão contra Costa Rica e México (Borges, Cortês, Diego Souza e Rômulo), mas os ditos da lista completa precisam tomar cuidado porque, mesmo diante da pouca ousadia de Mano (hoje foi um pouco!), as evidências de diferença técnica estão surgindo, mesmo que timidamente, para alguns jogadores e alguns setores, como nas possibilidades ofensivas.
Um novo pequeno cidadão
Peço licença nesta coluna para falar de uma grande alegria que aconteceu ontem, mais interessante em comparação às duas convocações de Mano Menezes, também registradas neste site.
Um casal muito querido de são-paulinos, no dia 22/09, às 18:12, deu à luz a um menino, que será são paulino, por histórico e hábitos, creio eu. Uma amável família, agora com três, que mora no meu coração!
Ver o pai tirar da mala uma camiseta do SPFC de número 10, a de Rivaldo, e colocar sobre a cama que receberia a mãe mais tarde, bradando, com emoção, “meu filho nasceu, p***”, foi uma alegria que só quem estava lá e quis perceber, entendeu!
O nome dele é Gabriel!
Como não é um nome de tantos destaques na história do futebol, recorri a um ótimo ex-jogador que tinha, entre tantos atributos, um que anda muito em falta hoje em dia: a capacidade da definição, fazer gols!
Um centroavante muito habilidoso, de ótimo cabeceio, bom arranque, que sabia sair da área para ajudar a construir jogadas, lutador, persistente e munido de ótima técnica.
Baseado nas qualidades que mencionei deste centroavante, creio que elas poderão ser úteis e complementares na formação futura do pequeno Gabriel, qualquer que seja o rumo que escolher na vida. E eu estarei ao seu lado sempre, com certeza!
Gabriel Batistuta, onde estiver, te apresento o pequeno Gabriel, seu xarazinho!
Convocação caseira é um pouco melhor que a de fora
Mano Menezes convocou ontem os jogadores que atuam no Brasil para o segundo jogo contra Argentina, em Belém do Pará que, segundo o ex-jogador Paulo Isidoro, certa vez disse, foi a “terra onde Jesus nasceu” (sic).
Além disso, ele convocou a dita seleção principal, diante de todas as possibilidades que tem na mão (exceto Ganso e Maicon machucados!), contando os “nacionais” e os “internacionais”, para amistosos contra Costa Rica (nem tanto, mestre!) e México (um pouco melhor!).
Decidi fazer uma comparação entre as duas convocações para tentar trazer à discussão, cada um com sua opinião, da tão alardeada sensibilidade e inteligência que Mano Menezes enaltece em suas sempre ótimas entrevistas.
Para facilitar, sempre listarei, abaixo, os da lista completa e, na seqüência desta, por posições de jogadores, a que foi convocada apenas com jogadores que disputam o campeonato interno.
Goleiros: Julio Cesar, Jefferson e Neto contra Jefferson e Rafael. Fábio do Cruzeiro está em melhor fase que Julio Cesar e Rafael em comparação a Neto também.
Laterais: Daniel Alves e Marcelo, além de Fábio e Adriano contra Danilo e Kleber e Mario Fernandes e Bruno Cortês. Nas laterais, os da completa são melhores. Danilo, para mim, joga no meio de campo.
Zagueiros: Thiago Silva e David Luiz (que bom que desistiu do valoroso veterano Lucio) e Dedé e Réver contra Dedé e Réver e Rodholfo e Emerson (do Coritiba). Muito melhor a primeira zaga, apesar de Réver ser irregular. Prefiro ainda Henrique do Palmeiras.
Volantes (sim, a seleção ainda joga assim, com esta divisão!): Lucas Leiva e Fernandinho (até que ela seja vendido, como André Santos!) e Sandro e Luiz Gustavo. Ralf e Paulinho ou Casemiro e Rômulo. Exceto Lucas Leiva e Sandro, Casemiro e Rômulo poderiam estar na completa. Além de Anderson e Elias (que está relacionado como meia), nos lugares de Fernandinho e Luiz Gustavo.
Meias: Oscar e Lucas Silva ou Hernanes e Elias contra Oscar e Ronaldinho Gaúcho e Diego Souza e a boa lembrança de Elkeson. Eu trocaria Elias por Ronaldinho Gaúcho na completa. Mas, reconheço que a completa é melhor.
Atacantes: assim como goleiros e volantes, aqui a diferença é mais gritante. Hulk, Neymar, Kleber (do Porto, não tão bom assim!) e Fred contra Neymar, Borges, Ronaldinho Gaúcho (como possibilidade de trio com Oscar na armação) e Lucas Silva de novo no banco, Jonas e Fred, de novo!
Para mim, Neymar, Borges, Hulk e Ronaldinho mais à frente. Pato, finalmente, saiu. Robinho segue em contusão! Deve voltar. A não completa é melhor!
Boa a volta de Hernanes e a valorização de Oscar, além das saídas de Lucio, André Santos e Pato, mas insuficiente se considerarmos que Casemiro, Borges, Ronaldinho Gaúcho e Rômulo poderiam estar nos lugares de Fred, Jonas e do imutável Fernandinho!
1.000 dias para Copa do Mundo no Brasil!
Exatos 1.000 dias da Copa do Mundo no Brasil e nossos problemas, que são muitos, estão sendo colocados para “debaixo do tapete”.
Para homenagear os 1.000 dias que faltam, 1.000 letras abaixo (inclusive a pausa dos espaços para respirar!) que estiveram, estão e estarão no nosso cotidiano até o Mundial de 2014 que, pasmem, será aqui mesmo:
Corrupção, superfaturamento, obras, estádios, dinheiro público, organização, controle de gastos, consciência, cunho eleitoreiro, licitações, meios de transporte, estradas, acessibilidade, aeroportos, estradas, vias públicas, trânsito, hotelaria, serviços de saúde, turismo, idiomas, compromisso, dirigentes, comitês, transparência, direcionamento dos investimentos, lobbies, retorno de infraestrutura interna, representantes do povo, paternalismo, trocas de favores, influência, ingressos, preparação, controles fiscais e contábeis, benefícios fiscais, apadrinhamentos, planejamento, cidades-sede, fiscalização, controladoria, finanças, orçamentos, centralização de poder, hierarquia, demanda interna, censura, mídia, capacidade técnica, experiência, objetivos, informações, gerenciamento, aceitação da sociedade, prestação de contas, vontade política, projetos técnicos, notícias, desejos pessoais, verba da iniciativa privada, comprometimento, trabalho, greve, conhecimento, cultura e educação, etc
P.S.: A conta dos 1.000 caracteres acima está certa. Podem conferir!
