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Neymar, Neymar, Neymar e… Neymar

A seleção brasileira soube tirar vantagem da defesa japonesa, nesta manhã, que marcava por zona.

Com isso, os 4 x 0, com quatro gols de Neymar, foram feitos mediante passes bem executados, mesmo em gramado sofrível e cheio de areia (que ninguém faz nada!), com conclusões oriundas de estilos diferentes: “falso nove”, ponta de lança, extrema e até de centroavante clássico.

Apesar da defesa brasileira não ter ido bem, principalmente com Gil e Luiz Gustavo, cedendo espaços mal aproveitados pelos nipônicos, o setor ofensivo foi bem.

Muita movimentação entre Tardelli, Neymar e William. Não menos, muito pelo contrário, com Phillippe Coutinho, Kaká, Robinho e Everton Ribeiro.

Com belas enfiadas de bola e ótimas conclusões, o ataque, ou melhor dizendo, na maioria das vezes o bom e velho contra-ataque a la Dunga, facilitou, e muito, o jogo para o Brasil.

Oscar e Elias ajudaram no meio de campo, mas o meia do Chelsea ainda carece de afirmação e regularidade. Já o jogador do Corinthians dá outra dinâmica à criação. Portanto, não merece sair do time.

Jefferson seguro, Miranda se acertando e os laterais Danilo e Filipe Luis vêm auxiliando a defesa pelos lados.

Não se pode enaltecer e nem se desprezar este amistoso porque o caminho é longo e a Copa de 2018 muito, muito distante ainda.

E os veteranos como Kaká e Robinho podem auxiliar na transição.

Kaká tem destaque na forma como ele ajuda o time a se posicionar e fazer alternativas em campo. Bem mais que como atleta!

Ele teria melhor serventia no Mundial passado, como Miranda, Elias, Tardelli, Danilo e Filipe Luís.

O Japão está passando por uma necessária reestruturação, porém, não foi uma seleção que impôs desafio, mas sim facilidades.

Mas, que foram bem aproveitadas pelo time do técnico nervoso e preocupantemente esquentadinho e despreparado emocional e tecnicamente para o cargo, assim como parte de sua comissão técnica.

Parabéns a Neymar com mais um recorde. Evolução interessante!

 

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A história se repete

A história continua, se repete e não se moderniza.

Os amistosos comerciais como em Pequim, em poluição, gramado em condições duvidosas, arbitragem sofrível, fuso horário é castigo lucrativo de jogos já vendidos aos patrocinadores. Desrespeito ao peso de Brasil e Argentina.

Dunga, como em 2010, monta boas equipes, conhece futebol, faz bem o básico, mas peca (e muito!) n0 desequilíbrio emocional.

Poderia ter sido expulso várias vezes. Um despreparo emocional como na influente derrota, na virada de tempo (passando isso para a equipe), contra a Holanda, pós domínio na etapa inicial, em 2010.

Preocupação mais com o resultado para manutenção da comissão técnica, como assim deverá ser até o Mundial 2018; sem preocupação com evolução que possa instigar o apenas mediano, para baixo, campeonato brasileiro atual.

Danilo, Miranda, Filipe Luis, Elias, Tardelli e Kaká não foram à Copa 2014 em detrimento à bagunça da batida família Scolari de Daniel Alves, Henrique, Marcelo, Paulinho, Fred, Jô e Bernard, respectivamente.

David Luiz continua oscilando muito.

Oscar ainda joga na posição errada. Deveria ser volante em saída de bola, dando combate como bem faz Schweisteiger.

Por que Robinho? Kaká ainda se justifica pela experiência.

Tardelli foi o melhor em campo pela movimentação e pelo oportunismo nos dois gols, em ótima movimentação. E pensar que Fred e Jô foram à 2014. Tudo pela preguiça e comodismo da final contra a Espanha pela Copa das Confederações.

Uma conta alta que pagamos com os 7 x 1, para sempre!

Brasil 2 x 0, com larga vantagem portenha no primeiro tempo (sete chutes a gol contra nenhum do Brasil) antes do gol dado de presente para Tardelli abrir o placar para os brasileiros.

Daí, o Brasil equilibrou o confronto e jogou melhor a segunda etapa.

E um pênalti em Di Maria que não existiu. Jefferson fez grande defesa sobre Messi, embora o goleiro “pegador de penais” tenha se adiantado um pouco.

William foi muito bem no segundo tempo. Precisa apenas chutar mais em gol.

Luiz Gustavo foi bem e Elias muito bem. Por que insistir ainda com o estabanado Ramires? 2010 e 2014 não foram suficientes para provar que ele não é jogador de seleção e sempre compromete?

Everton Ribeiro e o contundido Ricardo Goulart precisam de mais oportunidades, assim como Phillippe Coutinho.

É que eles exigem o tempo e as mudanças que a audiência e o corporativismo condenam.

Neymar precisa ser mais humilde em suas conclusões em gol. Fica a dica!

Ganso e Hernanes (este último jogado no lixo por Felipão e Parreira em 2014) não mereciam voltar ou pensar não faz muito parte do futebol de resultados?

Um esquema que foi bem num 4-5-1, com muita movimentação e linhas de quatro defensivas bem montadas, que faltaram à pretensiosa “mão na taça” do Mundial 2014, subestimado a Alemanha, que fez exatamente o contrário.

Mas, que tem a marca Dunga, dos já conhecidos contra-ataques.

Eficientes, como no segundo tempo da boa vitória de hoje, mas que quem gosta de futebol, deseja ir além disso.

Não é Dunga, o homem que despreza a bela seleção de 1982 que tão bem nos representou, mas que não venceu?

Vitória não é o item que apenas importa, não é cara comissão técnica?

Feliz pelo sorriso do ponta-esquerda Edu de auxiliar pontual, que sabia jogar bola e fazer muita gente sorrir!

 

Velhos conceitos

Dunga não tem culpa em convocar os jogadores que melhor julga necessários para os bons amistosos contra Argentina e Japão, dias 11 e 14 de outubro, respectivamente.

Mas, a CBF poderia interromper o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil nestas datas, por uma semana ao menos, para não prejudicar os clubes nacionais.

São velhos conceitos que não mudam e estagnam nosso futebol, como tantos outros de problemas de planejamento e gestão.

Estagnação também no agendamento do amistoso contra a Argentina em Pequim, no Ninho do Pássaro dos Jogos Olímpicos de 2008. Que distância! E Japão, depois, em Cingapura, então?!

Ainda bem que o tal Superclássico das Américas entre brasileiros e argentinos será disputado com jogadores também do exterior desta vez.

E a Argentina, que com um time inferior ao brasileiro na Copa, mas melhor treinado e que quase venceu o Mundial 2014; em grande fase agora com Tata Martino (na herança de Sabella) será um grande adversário ao Brasil em renovação.

E dá-lhe velho conceito como o que fez Dunga abrir mão de Ganso e Alan Kardec, ainda mais diante da carência de criatividade.

Claro que Dunga tem méritos em trabalhar muito em treinamentos, mesmo que seus métodos sejam simples, mas inegavelmente intensos em atividades físicas, técnicas e táticas. Não tem folga com o gaúcho!

Reflexo disso foi o único gol do Brasil no último amistoso contra o Equador, em jogada bem trabalhada, criativa e ensaiada. Um lampejo dos bons tempos!

Velhos conceitos ainda no critério de convocação como nos ultrapassados David Luiz, Ramires e Robinho.

Ainda no campos das escolhas de atletas, corretas as de Jefferson, Rafael, Danilo, Filipe Luis, Marquinhos Gil. Este último deveria ser titular ao lado Miranda, o esquecido da Copa de 2014 por Felipão e Cia.

Assim como Kaká, que era cotado por Mano Menezes, quando este acertava a equipe e os dispensaram: atleta e treinador.

Na mesma medida de justiça para Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho, Ricardo Goulart e, evidentemente, Neymar.

E merecem ter continuidade, apesar de 2014, William e Oscar (desde que revisitadas suas posições em campo), Fernandinho e Luiz Gustavo.

Hulk vem bem, poderia ter nova chance. Está em melhor fase que Tardelli.

Uma chance para o jovem lateral-esquerdo Dodô, ex-Corinthians, atualmente na Inter de Milão-ITA.

E, surpreendentemente, uma chance para o Mário Fernandes do CSKA-RUS, que havia recusado convocação, quando era jogador do Grêmio, em 2011, nos tempos de Mano Menezes. Tem qualidade, resta querer desta vez!

E o mais velho conceito de todos: a forma ditatorial e tosca nas tratativas com imprensa e público, como na dispensa do lateral-direito Maicon, quando dos dois amistosos nos EUA, anteriormente.

Informarem, na sua dispensa, que não dariam nenhuma satisfação foi muito arrogante, autoritário e estúpido, como um “tiro que saiu pela culatra”, literalmente.

Comportamento da comissão técnica, neste caso, lembrou os tempos do “Brasil: ame-o ou deixe-o”!

E só!

 

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