Entrevista: Celso Unzelte
“O comentarista nada mais é que um torcedor privilegiado!”
Esta edição do 3 na Copa traz uma entrevista bastante especial com o jornalista, editor, escritor, colunista, biógrafo e pesquisador Celso Unzelte, da ESPN Brasil. Dárcio Ricca e Ricardo Senise conversaram com ele sobre a importância, a relevância e as polêmicas de comentaristas e mesas-redondas em épocas de Copa do Mundo.
Claro que também não poderiam deixar de fora da discussão, como numa boa mesa-redonda que se preze, comentários sobre a seleção brasileira, o técnico Dunga, as Copas do passado e as perspectivas para o próximo Mundial.
Celso Unzelte fala também sobre os comentaristas, suas opiniões mutantes e como o estudo acaba diferenciando quem é do ramo e quem só está enrolando. Sobre as perspectivas para a Copa, ele diz não crer “nem em duendes e nem em africanos” e que a Argentina ainda vai dar muito trabalho…
No quadro Minha Copa, Celso lembra da Copa de 1982, “a Copa ensolarada”. Saiba o porque do nome ouvindo a entrevista na íntegra!
Entrevista: Félix
“Não existe futebol-força, existe futebol-habilidade”
Esta edição do 3 na Copa traz um convidado bastante especial: Félix Mielli Venerando, o goleiro da seleção tricampeã em 1970.
João Saldanha, técnico do time durante as eliminatórias para a Copa, dizia que Félix era um jogador frio e calculista, que se recuperava na própria partida. “Minha reconvocação não foi uma surpresa. Surpresa foi o corte do Saldanha pela Seleção Brasileira”, afirma Félix.
Saldanha foi substituído por Mário Jorge Lobo Zagallo, e Félix continuou no gol porque Zagallo queria “uns 5 jogadores de confiança”, incluindo, sobretudo, ele. Afinal, “em qualquer posição você improvisa, na nossa [de goleiro] não tem improviso”.
Félix conta ainda que o preparo da seleção de 1970 foi inovador. Carlos Alberto Parreira, na época preparador físico do time, pode ser considerado o primeiro espião da seleção, pois ia aos jogos dos próximos adversários do Brasil e fotografava tudo. Depois, “na base dos slides e na prancheta, Zagallo colocava a maneira da gente jogar”.
Sobre a semifinal contra o Uruguai, apontada na época como vingança pela derrota de 1950, Félix diz que aquele foi um jogo como outro qualquer. “[A Copa de] 50 não existia mais! Eu já tinha jogado com o Uruguai umas seis vezes… Vamos vingar 50 em quê? Não existe!”
No final da Copa, o reconhecimento por seu trabalho: “Fomos considerados os três melhores goleiros da Copa do Mundo: eu, o Banks [da Inglaterra] e o Mazurkiewicz [do Uruguai]“.
Além da seleção, pela qual também foi campeão da Copa Roca em 1971 e bicampeão da Copa Rio Branco em 1967 e 1968, Félix também atuou na Portuguesa, no Nacional e no Fluminense, onde foi campeão carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975 e campeão da Taça de Prata em 1970.
O quadro Minha Copa desta edição, claro, é com o Félix. Adivinha qual a Copa mais especial para ele?
Entrevista com Ademir da Guia e os camisa 10
“O futebol ficou mais difícil de se jogar, mais feio de se ver, mas dizem que é a evolução do futebol”
O 3 na Copa número 10 faz uma homenagem aos jogadores que atuaram com a camisa 10 nas Copas. Poucos honraram a camisa 10 e chegaram ao título. Outros foram campeões mas não justificaram a camisa. Alguns camisa 10 não foram campeões e alguns camisas 10 não chegaram ao título mas honraram o número.
Para falar com propriedade sobre o tema entrevistamos Ademir da Guia, o Divino, camisa 10 do Palmeiras durante 15 anos. Ademir fala um pouco sobre sua carreira, a chegada ao Palmeiras em 1961 e a estreia na seleção em 1965.
O Palmeiras dos anos 60 era o único time que rivalizava com o Santos de Pelé. “Nós conseguimos alguns campeonatos, senão eles teriam ganho 10 ou 12 campeonatos seguidos”, lembra Ademir.
Convocado para a Copa de 1974, ele analisa a competição jogo a jogo e a participação na disputa de terceiro e quarto lugares, quando atuou com a camisa 18. “O problema é que nós não vimos a Holanda jogar”, afirma.
Ademir confirma as superstições de Zagallo, conta como era a escalação e o preparo dos times. “A gente não treinava, não ficava nem no banco”, diz. Mesmo assim ele sempre diz que foi uma honra estar na competição.
Encerrando o programa, o quadro Minha Copa conta a história de Ademir da Guia em 1958 e a emoção de conhecer o hotel onde o time brasileiro havia se hospedado em Hindas, na Suécia.
O programa ficou grande mas vale cada minuto. Confira!




