Publicado por Senise no dia 8 de abril de 2010
“O comentarista nada mais é que um torcedor privilegiado!”
Esta edição do 3 na Copa traz uma entrevista bastante especial com o jornalista, editor, escritor, colunista, biógrafo e pesquisador Celso Unzelte, da ESPN Brasil. Dárcio Ricca e Ricardo Senise conversaram com ele sobre a importância, a relevância e as polêmicas de comentaristas e mesas-redondas em épocas de Copa do Mundo.
Claro que também não poderiam deixar de fora da discussão, como numa boa mesa-redonda que se preze, comentários sobre a seleção brasileira, o técnico Dunga, as Copas do passado e as perspectivas para o próximo Mundial.
Celso Unzelte fala também sobre os comentaristas, suas opiniões mutantes e como o estudo acaba diferenciando quem é do ramo e quem só está enrolando. Sobre as perspectivas para a Copa, ele diz não crer “nem em duendes e nem em africanos” e que a Argentina ainda vai dar muito trabalho…

No quadro Minha Copa, Celso lembra da Copa de 1982, “a Copa ensolarada”. Saiba o porque do nome ouvindo a entrevista na íntegra!
Publicado por Senise no dia 3 de novembro de 2009
“Não existe futebol-força, existe futebol-habilidade”
Esta edição do 3 na Copa traz um convidado bastante especial: Félix Mielli Venerando, o goleiro da seleção tricampeã em 1970.
João Saldanha, técnico do time durante as eliminatórias para a Copa, dizia que Félix era um jogador frio e calculista, que se recuperava na própria partida. “Minha reconvocação não foi uma surpresa. Surpresa foi o corte do Saldanha pela Seleção Brasileira”, afirma Félix.
Saldanha foi substituído por Mário Jorge Lobo Zagallo, e Félix continuou no gol porque Zagallo queria “uns 5 jogadores de confiança”, incluindo, sobretudo, ele. Afinal, “em qualquer posição você improvisa, na nossa [de goleiro] não tem improviso”.
Félix conta ainda que o preparo da seleção de 1970 foi inovador. Carlos Alberto Parreira, na época preparador físico do time, pode ser considerado o primeiro espião da seleção, pois ia aos jogos dos próximos adversários do Brasil e fotografava tudo. Depois, “na base dos slides e na prancheta, Zagallo colocava a maneira da gente jogar”.
Sobre a semifinal contra o Uruguai, apontada na época como vingança pela derrota de 1950, Félix diz que aquele foi um jogo como outro qualquer. “[A Copa de] 50 não existia mais! Eu já tinha jogado com o Uruguai umas seis vezes… Vamos vingar 50 em quê? Não existe!”
No final da Copa, o reconhecimento por seu trabalho: “Fomos considerados os três melhores goleiros da Copa do Mundo: eu, o Banks [da Inglaterra] e o Mazurkiewicz [do Uruguai]“.
Além da seleção, pela qual também foi campeão da Copa Roca em 1971 e bicampeão da Copa Rio Branco em 1967 e 1968, Félix também atuou na Portuguesa, no Nacional e no Fluminense, onde foi campeão carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975 e campeão da Taça de Prata em 1970.
O quadro Minha Copa desta edição, claro, é com o Félix. Adivinha qual a Copa mais especial para ele?

Publicado por Senise no dia 28 de julho de 2009
“O futebol ficou mais difícil de se jogar, mais feio de se ver, mas dizem que é a evolução do futebol”
O 3 na Copa número 10 faz uma homenagem aos jogadores que atuaram com a camisa 10 nas Copas. Poucos honraram a camisa 10 e chegaram ao título. Outros foram campeões mas não justificaram a camisa. Alguns camisa 10 não foram campeões e alguns camisas 10 não chegaram ao título mas honraram o número.
Para falar com propriedade sobre o tema entrevistamos Ademir da Guia, o Divino, camisa 10 do Palmeiras durante 15 anos. Ademir fala um pouco sobre sua carreira, a chegada ao Palmeiras em 1961 e a estreia na seleção em 1965.
O Palmeiras dos anos 60 era o único time que rivalizava com o Santos de Pelé. “Nós conseguimos alguns campeonatos, senão eles teriam ganho 10 ou 12 campeonatos seguidos”, lembra Ademir.
Convocado para a Copa de 1974, ele analisa a competição jogo a jogo e a participação na disputa de terceiro e quarto lugares, quando atuou com a camisa 18. “O problema é que nós não vimos a Holanda jogar”, afirma.
Ademir confirma as superstições de Zagallo, conta como era a escalação e o preparo dos times. “A gente não treinava, não ficava nem no banco”, diz. Mesmo assim ele sempre diz que foi uma honra estar na competição.
Encerrando o programa, o quadro Minha Copa conta a história de Ademir da Guia em 1958 e a emoção de conhecer o hotel onde o time brasileiro havia se hospedado em Hindas, na Suécia.
O programa ficou grande mas vale cada minuto. Confira!
