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O físico, por Fabio Mahseridjian

Diante dos amistosos em junho contra a Argentina (9) e Austrália (13) em Melbourne, Tite, com aval do competente preparador físico Fabio Mahseridjian, decidiu poupar alguns atletas por desgastes físicos como prioridade de planejamento e importância de evento, além de questões oriundas de muitas convocações e participações tanto na seleção brasileira quanto por seus clubes.

E todos titulares do time de Tite, meio-time praticamente: Daniel Alves e Marcelo, Marquinhos e Miranda, Casemiro e Neymar.

Ao passo que o goleiro Alisson, reserva na Roma há um bom tempo, não foi chamado desta vez, cedendo seu lugar para testes com o já aclamado Diego Alves. Será que veio para ser testado diretamente na camisa 1? Os outros dois goleiros chamados foram os mais recentes lembrados Weverton e o jovem Ederson.

Visando também a oportunidade de ampliar um pouco algumas observações, Tite convocou 24 atletas.

Entre os habituais desde o jogo contra o Equador, a questionada convocação de Fagner em detrimento a Jean do Palmeiras ou mesmo Mariano do Sevilla; o bom Filipe Luís, o zagueiro de confiança Gil, o novo teste válido para Rodrigo Caio e o mais recentemente convocado Thiago Silva, que gera uma certa polêmica.

No meio de campo, os frequentes, e parte fundamental do grupo, Fernandinho, Renato Augusto, Paulinho e Giuliano.

O inconstante Lucas Lima voltou no lugar de Diego do Flamengo, vindo de um fraco desempenho final na Libertadores. Uma renovação de aposta!

No ataque, a manutenção dos habilidosos titulares Philippe Coutinho e Gabriel Jesus (retornando de contusão), além dos frequentes suplentes Willian e Douglas Costa.

Na busca de um “9” para reserva de Gabriel Jesus, os poucos minutos contra o Paraguai, e o bom amistoso contra a Colômbia, levaram ao veterano Diego Souza a suplantar Roberto Firmino.

No rol das chances para testes, na gestão Tite, os zagueiros Jemerson (em grande momento no Mônaco) e o ótimo momento de David Luiz – um dos símbolos do 7 a 1 contra a Alemanha em 2014. Altamente irregular, mas uma oportunidade que Tite dá por acompanhar e ser referenciado pelo treinador italiano e campeão inglês Antonio Conte. Aposta ousada!

Apesar do bom momento de Rodriguinho no Corinthians, eu preferia ver Ganso de volta ou talvez o hoje meia Fabinho, que vive grande fase no Mônaco: moderno e polivalente!

A volta do bom lateral do Bayern Rafinha, após recusa à seleção de Dunga. E Alex Sandro em excelente fase na melhor defesa do planeta, a Juventus, completaramn as laterais.

O retorno do veloz Taison, no lugar se Neymar, em detrimento a Dudu do Palmeiras, mais preocupado com as constantes lesões de Douglas Costa!

Apostas e questões físicas: válidas para amistosos de um treinador que está com moral, mas não pode errar!

 

 

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A sétima arte para os boleiros

Amigos, parceiros, colegas e simpatizantes deste espaço virtual, o cinema tem uma importância vital na perpetuação da memória deste nosso amado esporte e constrói pontes de lúdico conhecimento que preenchem nossas almas.

E é com apoio e carinho que divulgamos este novo projeto da “embaixatriz da cultura bretã” Luciane de Castro, em artes Lu Castro, minha companheira jornalista, blogueira ativa e maior ícone na luta pelo crescimento e a massificação do futebol feminino neste país, além de coordenadora de outros projetos de sucesso. Seu “currículo futebolístico” é de nos deixarmos orgulhosos!

Para os amantes da sétima arte e do futebol, uma grande oportunidade de abraçar os dois juntos, deixando todos os sentidos aguçados.

Sesc Consolação exibe festival De Encher os Olhos – O Esporte do Povo na Tela do Cinema, com filmes e documentários sobre o futebol brasileiro e seu contexto social

 

Programação será aberta com a exibição do filme “A Era de Ouro do Derby”, sobre o clássico Corinthians x Palmeiras nos anos 90, seguido de bate-papo com os jornalistas Juca Kfouri, Arthur Lima e Maurício Noriega

De 2 a 25 de maio o Sesc Consolação exibe filmes e documentários sobre o futebol brasileiro e seus mais variados contextos na sociedade. A programação chamada “De Encher os Olhos – O esporte do povo na tela do cinema” é gratuita, com sessões às terças-feiras e quintas-feiras.

A primeira sessão, no dia 2 de maio, às 19h, exibe o filme A Era de Ouro do Derby, sobre o clássico paulista Corinthians x Palmeiras, com direção de Arthur Lima, Avana Salles, Demetrius Lima, Marcos Gaspar e Rafael Comachione. Após a sessão, Arthur lima e os jornalistas Juca Kfouri e Maurício Noriega participam de um bate-papo com o público.

No dia 4 de maio será exibido o documentário Campo de Jogo, com direção de Eryk Rocha. O filme trata sobre o campo de futebol popular do bairro do Sampaio, no Rio de Janeiro, que recebe o campeonato anual de futebol das favelas. Após a exibição, os jornalistas Paulo Júnior e Diego Viñas são os convidados para o bate-papo.

Fazem parte da programação, ainda, os filmes Palmeiras, o Campeão do Século, com direção de Mauro Beting e Kim Teixeira (09/05); O Corinthiano, dirigido por Milton Amaral (11/05); Fla x Flu – 40 minutos antes do nada, de Renato Terra e Pedro Von Kruger (16/05); 1958 – O ano em que o mundo descobriu o Brasil, de José Carlos Asbeg (18/05); Geraldinos, com direção de Pedro Asbeg e Renato Mrtins (23/05) e, por fim, Linha de Passe, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas (25/05).

Para os bate-papos após as sessões, estão confirmadas as presenças os dos jornalistas, Leandro Iamin, Celso Unzelte e Antero Grecco, além dos cineastas Pedro Asbeg e José Carlos Asbeg e o ator Vinícius de Oliveira, entre outros.

A era de ouro do Derby

Protagonistas de uma rivalidade centenária, Corinthians e Palmeiras tiveram um período ainda mais atrativo durante a década de 1990, quando decidiram títulos importantes e se envolveram em partidas que estão gravadas na memória dos torcedores até hoje. Este documentário relembra os fatos que fizeram com que este clássico atingisse o auge de sua tensão e despertasse a atenção do Brasil inteiro durante o período.

Livre

Grátis

02/05. Terça, às 19h – Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência na bilheteria

 

Campo de Jogo

No Rio de Janeiro perto do mítico estádio do Maracanã, palco da grande final da Copa do Mundo de 2014, encontramos o campo de futebol popular do bairro do Sampaio. Lá acontece o futebol como expressão genuína da Cultura brasileira. Disputado aos domingos, o campeonato anual de futebol de favelas reúne 14 times. Cada um representa as cores e os rituais de sua comunidade.

Livre

Grátis

04/05. Quinta, às 19h – Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência na bilheteria

 

Local: Sesc Consolação

Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque

Telefone: 11-3234 3000

Datas: de 2 a 25 de maio – terças e quintas, às 19h

Grátis: Retirada de ingressos com uma hora de antecedência

Acesse www.sescsp.org.br

 

Para mais informações

Assessoria de Imprensa – Sesc Consolação

Marra Comunicação
Tels.: (11) 3258-4780

Paulo Marra: paulo@paulomarra.com.br

Vinícius Oliveira: vinicius@paulomarra.com.br

Prestigiem!

 

Texto Meligeni sobre atitude de Rodrigo Caio

Num país devastado por gritos de bicha ao goleiro adversário a declarações de inocência da grande maioria dos políticos desta terra arrasada há décadas pela corrupção endêmica, o 3 na Copa abre espaço para o brilhante e certeiro texto de nosso querido ex-tenista e comentarista deste esporte tão nobre, Fernando Meligeni.

Meligeni que é argentino de nascença e também brasileiro de coração, em que cabem os dois países neste lugar!

Mesmo assim, nosso Fininho ainda é alvo de xenofobia, na mesma intensidade destes e/ou outros (as) idiotas que também criticaram o atleta são-paulino Rodrigo Caio por este ter avisado, rápida e honestamente, o juiz que ele havia sim pisado sem querer no seu próprio goleiro Renan Ribeiro. Juiz que já estava dando cartão amarelo para o atacante corinthiano Jô, o que o deixaria de fora do próximo confronto entre as equipes. Atitude louvável e de pessoa que tem caráter, mesmo na derrota seu time para o Corinthians, na primeira semifinal, pelo Campeonato Paulista de 2017, por 0 x 2.

Isto é o certo a ser feito, obrigação ética e moral de Rodrigo Caio. Triste saber que a maioria dos atletas, torcedores e de boa parte de nossa sociedade esteja contaminada com a esperteza, a malandragem e o vencer e superar a qualquer preço.

Keno, do Palmeiras, no jogo contra o Corinthians, simulando que sofreu falta de Gabriel para que este fosse expulso incorretamente, em jogo de primeiro turno, que o diga!

Rodrigo Caio pegou o cartão amarelo do juiz e deu em todos nós

por Fernando Meligeni

Ver a repercussão da atitude do Rodrigo Caio me impressiona mais pelo alarde do que pela atitude.

Em um país assolado pela corrupção, onde a TV não fala nome de time para não citar o patrocinador (depois critica a falta de apoio), não fala de ex-atleta porque ele está na emissora concorrente (depois critica que o país não tem memória esportiva), as leis são esquecidas no trânsito, no banco ou no simples dia-a-dia, chega a ser engraçado escutar atletas, técnicos ou até jornalistas que NUNCA fariam ou fazem o que falam e hoje aproveitam a onda para descarregar lição de moral e ética.

Rodrigo Caio jogou na cara e tentou abrir discussão de até onde se deve ir pelos seus objetivos e do seu time. Quantas vezes a bola bateu no dedo do jogador de vôlei e ele levantou a mão e disse BATEU? Quantas vezes foi gol e todos viram e o cara falou que foi? Será que ser justo em quadra ou campo é algo tão difícil?

Muitos dirão que a pressão da torcida faz isso acontecer. Lógico. Eu acho que isso acontece porque  ninguém faz. Se todos ou quase todos fizessem, por que a torcida reclamaria? Ou somos ou não somos éticos. A favor é legal. Contra, xingamos todos e achamos injusto. Ganhar acima de qualquer regra ou conceito acaba em briga ou guerra.

Precisamos de mais Rodrigos, mas acima de tudo precisamos criar vergonha na cara. O esporte poderia ser a porta de entrada. Mas para isso precisamos mudar já. Precisamos lutar pela vitória com toda a força e garra. Isso não tem nada a ver com o tal do politicamente correto. Tem a ver com justiça. Com os ensinamentos dos nossos mestres lá, quando tínhamos seis ou oito anos e eles diziam que o esporte era educativo, que criava valores e mostrava que o mundo poderia ser bem melhor. Vocês lembram, queridos atletas?

Existe a diferença entre ser bonzinho e correto. Justo e encardido. Esperto e ladrão. Ir no limite da regra e passar dela. No final, vemos os atletas dizendo que não viram se a bola entrou ou não como nossos políticos não viram nada.

Nossa sociedade pode mais. Vamos parar de aplaudir o Rodrigo Caio e fazer o mesmo, ou melhor, quando você tiver a chance ou tiver que fazer.

Boa semana a todos.

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