Publicado por Senise no dia 16 de julho de 2010
O Corinthians empatou com o Ceará no Castelão. O Avaí ganhou do São Paulo no Morumbi. A Portuguesa perdeu para o Duque de Caxias, no Engenhão. O Palmeiras ganhou do Santos na pré-estreia de Luiz Felipe Scolari. O futebol voltou!
Copa do Mundo é uma delícia, 32 países, um mês inteiro especulando quais times estão melhor preparados, torcendo pra Argentina ser eliminada, secando as equipes tradicionais da Europa, descobrindo a força da torcida paraguaia e do futebol uruguaio.
Mas a Copa é uma realidade distante. Mesmo após um ano e meio quase de programas e conversas com Dárcio e Anna, não consigo ter “aquela” intimidade com equipes como Costa do Marfim e Eslovênia (ou Eslováquia?). Mesmo o time do Brasil me parecia distante, nomes como Gilberto Melo, Ramires e Juan não faziam muito sentido. Quem são estes caras? Onde eles jogam?
Ontem abri o jornal e bateu uma sensação de familiaridade com o futebol que eu não sabia, mas estava sentindo falta. Atlético-MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Goiás, Internacional, Flamengo-Vasco-Fluminense-Botafogo. O Campeonato Brasileiro está de volta!
A Copa é o ápice do futebol, mas não o cotidiano. Sete jogos em 30 dias? Não, 38 rodadas em longos oito meses. O desespero da torcida rodada a rodada, a classificação para a Libertadores e a Sul-Americana, o perigo do rebaixamento.
E esse é o futebol “de verdade”.
Publicado por Senise no dia 12 de julho de 2010
O Plantão 3 na Copa comenta os jogos finais da Copa de 2010 com várias participações especiais: além de Senise e Dárcio, tivemos Renata, Gabriella, Renata e Fabio Camarneiro, o “pí” (3,1416) do 3 na Copa.
A Alemanha venceu o Uruguai por 3 x 2 sábado, no que pode ser considerado o melhor jogo do mundial, e conquistou o terceiro lugar.
Holanda e Espanha foi provavelmente a final mais violenta da história, com mais de 10 cartões amarelos e mais uma péssima atuação do árbitro. Os estilos de jogo dos times são quase opostos: muitos jogadores de qualidade na Holanda sem um conjunto tão forte, e um conjunto eficiente sem talentos individuais na Espanha.
Este foi o último programa deste ciclo, e gostaríamos de agradecer a todos que nos acompanharam, comentaram, criticaram, ouviram, leram. Agora, rumo a 2014!
Publicado por Darcio Ricca no dia 11 de julho de 2010
Para o bem do futebol, a Espanha, apesar de jogar bem e mesmo assim ter dificuldades em definir as jogadas, venceu a Holanda, na prorrogação, sofrido, por 1 x 0, gol de Iniesta, no segundo tempo da prorrogação.
A Espanha, campeã mundial da Copa do Mundo FIFA 2010, pela primeira vez em sua história, conquistou este título por conta do fruto de um trabalho, não só de 4 anos, mas desde as categorias de base. Seu elenco, nos 23 nomes, vem de campeonatos nas divisões etárias inferiores. Um planejamento que rendeu bons frutos.
É a campeã justa, mas poderia ser melhor finalizadora e não tentar caprichar tanto, proporcionando um drama a seus torcedores quando enfrenta equipes que jogam com mais inteligência e perspicácia, além da catimba praticada por seu adversário da final, a Holanda.
Vamos ao jogo final, que deixou a desejar e muito!
No primeiro tempo, nos seus 20 minutos iniciais, os espanhóis dominavam o meio de campo e com a sua tradicional marcação sob pressão, porém, com apenas uma perigosa cabeçada em gol de Sérgio Ramos, em bela defesa de Stekelenburg.
A Holanda, então, começa seu jogo truncado, amarrado e com faltas constantes e até mais ríspidas como de Van Bommel e De Jong (que deveriam ter sido expulsos ao invés do simples cartão amarelo).
O juiz inglês Howard Webb distribuiu muitos cartões e levou o jogo mais na conversa. Frouxo para uma final tão dura!
Holanda, com este jogo, conseguiu dificultar a saída de bola da seleção espanhola e jogou um primeiro tempo muito parecido com o jogo contra o Brasil. Aliás, jogou como contra o Brasil a partida inteira.
A Espanha apenas não tinha o poder de definição como o Brasil, mas tinha mais preparo emocional e Casillas. O bom preparo emocional da Espanha a ajudou a não cair na armadilha holandesa.
Holanda, no seu anti-jogo praticado, começou a fazer a Espanha perder seu ritmo de jogo e apostarou nas jogadas de bola parada e contra-golpes. Final de um primeiro tempo chato, do jeito que a Holanda queria para tentar “dar seu bote” depois. Resultado: 0 x 0!
No segundo tempo, com mais paralisações de jogo holandesas, como contra o Brasil, a Espanha teve dificuldades de jogo no seu meio de campo e, por conta de seus apenas razoáveis laterais espanhóis, poucas chances de gol criadas.
Holanda fez o jogo de forçar os erros espanhóis. Erros como o de Pique que Robben desperdiçou um gol de título, com acréscimo da salvadora defesa de Casillas com o pé.
Casillas fez outra defesa salvadora, por conta da Espanha estar exposta à Holanda, por conta de suas tentativas ofensivas muito caprichadas que a fazem perder oportunidades de concluir.
Muitos cartões amarelos no jogo, sobretudo para os holandeses.
Diante de muitos cartões, o esquema de cavar faltas da Holanda para parar os espanhóis teve que ser abortado. Com isso, a Espanha cresceu nos momentos finais do segundo tempo. Levando esta tendência de jogo para a prorrogação. Resultado: 0 x 0, de novo!
Entrou Elia no lugar de Kuyt (que não foi tão bem). Sérgio Ramos esqueceu a marcação nesta hora, o que proporcionou um pouco de emoção no final.
Iniesta, que sempre quer caprichar demais na conclusão, perdeu a chance de dar o título aos espanhóis no segundo tempo, antes do apito para a prorrogação. Villa também perdeu outra chance de gol por afobação.
Fábregas entra o lugar do volante Xabi Alonso, recuando Xavi para segundo volante, como jogava a Espanha dos bons tempos de Luis Aragonês, seu treinador até o fim do Euro 2008, o melhor momento do futebol espanhol.
Nesta época, Marcos Senna era primeiro volante. Não entendi porque Vicente Del Bosque, atual treinador espanhol e campeão hoje, fez da Espanha na Copa.
Com Fábregas, a Espanha foi para a prorrogação muito melhor que a “pendurada” Holanda. Fábregas perdeu gol incrível diante de Stekelenburg. Mathijsen perdeu um gol para os holandeses diante de uma Espanha que foi a Espanha que conhecemos destes 4 anos, tanto no primeiro quanto no segundo tempo de prorrogação.
Expulsão de Heitinga ajudou a abrir mais a Holanda diante do ímpeto final espanhol.
Nesta altura, PVC disse que se a Holanda ganhasse a Copa seria a vitória do “anti-futebol total” e Tostão disse que a Espanha precisaria ganhar a Copa, mesmo com seus defeitos, para que o futebol não morresse um pouco mais e este modelo de jogo holandês não fosse mais copiado. Indigna seleção holandesa na comparação com a dos anos 70, a laranja mecânica.
Iniesta, novamente demorando demais, perde outra chance de gol.
Fernando Torres entra e sai Villa. Por que, Del Bosque? E se tivéssemos pênaltis?
Cruzamento mal feito por Torres na área holandesa, furada de Mathijsen, bola sobra para Iniesta em falha de marcação de Van der Vaart (holandeses pediram impedimento que não existiu) e Iniesta, desta vez viu que estava bem para fazer o gol, a seu gosto e 1 x 0 para a Espanha. Gol do título, no final do segundo tempo de prorrogação.
Choro do capitão Casillas, comovente, como Tostão na Copa de 1970, desde os momentos finais do jogo.
Espanha, de forma justa e sofrida, e pelo bem do futebol, Campeã Mundial de Futebol da Copa 2010.
Espanha no G8 dos campeões de Copa e com os méritos de ganhar fora de casa. O primeiro europeu a ganhar uma Copa do Mundo fora da Europa!
Parabéns, Espanha!
O 3 na Copa continua… já começamos a cobertura da Copa 2014!
Até lá e muito obrigado pelo carinho e apoio de todos nesta empreitada!
Publicado por Darcio Ricca no dia 10 de julho de 2010
Neste sábado, num jogo mais solto e com extremo desejo de vitória de ambas as seleções de Alemanha e Uruguai pelo terceiro e honroso lugar que disputaram; a Alemanha conquistou esta posição diante da seleção mais surpreendente da Copa, o do Uruguai.
Pena o polonês-alemão Klose não poder ter jogado (por contusão) e ter tentando superar Ronaldo. Lamentei também a ausência de Podolski e Lahm, pelos mesmos motivos. Boateng, o ganês-alemão fez sua melhor partida, desta vez pelo lado direito da defesa alemã.
Num rebote de Muslera, o apenas razoável goleiro uruguaio, Thomas Muller (que fez falta na semifinal contra a Espanha) abriu o placar para os alemães no primeiro tempo.
O Uruguai, com isso, se lançou à frente e a Alemanha ficou na espera pelos contragolpes. Apesar da raça e do empenho dos uruguaios, os alemães têm um melhor de meio de campo no quesito criação e distribuição de jogo. Daí surgem as conhecidas jogadas pelas laterais da Alemanha.
Para compensar, e de forma inteligente, o ótimo treinador uruguaio Oscar Tabares, recuou o Diego Forlán para ajudar na armação das jogadas e municiar o ótimo Luis Suarez e o bom Cavani. Diego Forlán, com isso, no meu entendimento, foi o melhor jogador deste Mundial. A marcação Uruguai foi seu ponto forte na Copa.
Não somente pela criatividade e ofensividade, a Alemanha também teve méritos na marcação e trocas de posições de seus jogadores.
Porém, assim como na semifinal contra a Espanha, Schweisteiger, que quase não erra passes, errou um de forma letal para sua equipe, em que Forlán, encontrou Cavani para empatar a partida, quando esta já estava equilibrada, ainda no primeiro tempo.
No segundo tempo, após bela jogada de Diego Perez pela direita do ataque, Diego Forlán fez um belo gol após cruzamento recebido, pegando de primeira na Jabulani, marcando um belo gol, de virada. 2 x 1.
A Alemanha foi para cima do Uruguai e o jogo ficou espetacular, valorizando a disputa desta partida, que, para muitos, nem precisaria existir: a disputa de terceiro e quarto lugares.
Num cruzamento da direita de Boateng, o goleiro uruguaio Muslera falhou, como o brasileiro Julio Cesar contra a Holanda, permitindo o gol do alemão Jansen, empatando a peleja. 2 x 2.
Sucessivos lances de ataque de alemães e uruguaios deram emoção à partida.
Com o goleiro Muslera e seu reserva Castilho, o Uruguai se prejudicou em detrimento ao melhor treinador da Copa (também na minha opinião), o uruguaio Oscar Tabares. Ele convocou seus melhores, mas medianos atletas em sua maioria. Porém, fez ótimo trabalho!
A Alemanha investiu em jovens talentos com o apoio dos mais experientes da base de 2006. Colheu ótimos frutos com isso e Joachim Low também será mantido na seleção alemã.
Pena que Maradona e Dunga tenham convocado mal e cometidos erros que não possibilitaram Argentina e Brasil terem ido mais à frente na Copa.
Voltando ao jogo, numa falha de bola rebatida na área pelo ótimo zagueiro uruguaio Diego Lugano, o interessante volante Khedira, fez seu gol de cabeça e virou novamente para a Alemanha. 3 x 2.
Ótimas defesas do reserva Butt da Alemanha, que utilizou quase todo seu elenco na Copa. Isto é exemplo de grupo.
Placar final de 3 x 2 para a Alemanha com direito, no último segundo, a bola na trave de falta batida por Diego Forlán, o melhor chutador da Jabulanis.
Para mim, o melhor jogo da Copa, com chuva e péssimo gramado.
Publicado por Senise no dia 10 de julho de 2010
Um programa para homenagear os times que não ganharam nenhum jogo na Copa de 2010. Afinal, escolhemos músicas para as 32 seleções, e achamos que todas deveriam ter sido usadas.
Os países, digamos, homenageados são França, Nigéria, Argélia, Camarões, Nova Zelândia, Itália, Coreia do Norte e Honduras.
No final Dárcio Ricca lembra uma declaração do jogador francês Thierry Henry sobre porque o Brasil não é campeão em todas as Copas. A habilidade que sobra nos pés dos jogadores brasileiros muitas vezes falta na cabeça…
Publicado por Senise no dia 7 de julho de 2010
A Espanha era uma aposta de Dárcio para a final da Copa e confirmou a previsão. Hoje a Espanha se lançou mais ao ataque, a Alemanha ficou na defensiva e apostou no contra-ataque. O gol da vitória espanhola saiu num lance bola parada, e o segundo gol não saiu por egoísmo de Pedro.
A Alemanha fez uma ótima Copa mas vai disputar o terceiro lugar sábado com o Uruguai, no que promete ser um jogão, com um ligeiro favoritismo para os europeus.
Publicado por Darcio Ricca no dia 7 de julho de 2010
Bom para o futebol foi esta semifinal!
Bom porque a Alemanha resgatou o jogo bonito, veloz e ofensivo. Provou que se pode jogar bem, dentro do preparo físico e planejamentos táticos mais modernos. Fez partidas memoráveis e tem uma ótima equipe para brigar por título na Copa 2014. Deverá fazer uma linda disputa de terceiro e quarto lugar com o Uruguai (com as voltas de Luiz Suarez e Diego Lugano pelo Uruguai e Thomas Muller pela Alemanha.
Bom porque a Espanha cresceu ao longo da competição, expurgou de vez a fama de “amarelar” em jogos decisivos, chegou à sua primeira final com chances reais de título. Consolidou um pouco de seu excelente trabalho nestes últimos 4 anos entre uma Copa e outra. Justiça também se fez porque os espanhóis foram muito prejudicados em 2002 contra a Coréia do Sul e em 1962 contra o Brasil. Em parâmetros menores contra Brasil em 1986 e contra Itália em 1994.
E pensar que o Brasil conseguiu perder para a Holanda e que algumas mudanças poderiam levar-nos ao hexa. Lamentável!
A Espanha, com maior posse de bola, que é sua característica de trabalhar bem a bola até encontrar espaços na defesa adversária para atacar, soube impedir, na maior parte do jogo, a rapidez do jogo alemão, principalmente pelas laterais do campo, além de dificultar os passes alemães.
Claro que isto não impediu totalmente a Alemanha de levar perigo a Casillas em duas oportunidades. Thomas Muller (suspenso) fez muita falta à dinâmica de jogo alemão, apesar da boa participação de Trochowski.
A Espanha conseguiu dominar o meio de campo e seu sistema defensivo esteve bem montado, apesar deste ser inferior ao da Alemanha. Que partida fez o zagueiro alemão Mertesacker. Acho que Lahm fala mais que joga, enfim…
O jovem time alemão teve um pênalti em Ozil que, poderia, num jogo tático entre as duas forças, talvez mudar a história da partida.
Por incrível que possa parecer, a sempre enaltecida eficiência alemã foi a arma da Espanha nesta semifinal, enquanto que os alemães tentavam impor seu ritmo ofensivo e rápido e de ótimos passes. Um fato a lamentar: Schweisteiger errou muitos passes e as jogadas sempre passavam por ele e Thomas Muller (que não pôde jogar).
Em compensação, Xavi não erra passes e Iniesta, Xabi Alonso e Busquests o auxiliam muito neste fantástico meio de campo espanhol.
Foi bonito de ver o esforço de Klose (eu queria que empatasse em gols com Ronaldo com 15 marcados em Copas). Falta 1 gol apenas. Conseguirá no sábado?
A Espanha conseguiu ir mais ao ataque no segundo tempo, tornando a partida, que era mais tática, para mais técnica e ágil. Pedro poderia ter passado a bola para Torres, livre, aumentar o placar para a Espanha quando já estava 1 x 0 para os espanhóis, num belo cabeceio do zagueiro Puyol.
Quanto à Alemanha, esta poderia ter marcado mais a saída de bola espanhola para jogar nos erros espanhóis e tentar vencer o jogo, mas não conseguiu. E foi bem estudada pelos espanhóis também.
De que me recordo, Espanha e Holanda nunca se enfrentaram em Copas do Mundo. Corrijam-me se estiver errada minha memória enquanto estou escrevendo.
Será uma final entre a calculista Holanda dos eficientes Van Bommel, Sneijder, Robben e Kuyt contra a refinada Espanha de Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Villa.
Acredito num pequeno favoritismo dos espanhóis pelo seu retrospecto e melhor conjunto, mas não descartemos a Holanda que soube jogar nos erros de Brasil e Uruguai para chegar à final e, claro, não deseja ser “tri-vice” depois de 1974 e 1978.
Uma delas se juntará aos 7 campeões mundiais, formando uma espécie de G8 da bola. Brasil (5), Itália (4), Alemanha (3), Argentina (2), Uruguai (2), França (1) e Inglaterra (1).
Espero uma boa final de Copa do Mundo!
Publicado por Senise no dia 6 de julho de 2010
A Holanda é o primeiro time classificado para a semifinal da Copa de 2010!
O jogo foi emocionante até os acréscimos do segundo tempo, embora Dárcio não se conforme com o Brasil ter sido eliminado pelo time laranja. Senise adorou o resultado, e Anna não acreditava que iria ouvir tantas vezes o tema holandês, “Please accept my invitation”.
Publicado por Darcio Ricca no dia 6 de julho de 2010
A Holanda chega à sua terceira final de Copa do Mundo para tentar seu primeiro e inédito título mundial.
Longe de ser uma equipe que encanta, é uma seleção que pratica um eficiente e competente, tanto emocional quanto taticamente, futebol que busca seus objetivos do início ao fim do jogo, apesar de sempre não iniciar tão bem e crescer ao longo das partidas.
Seu crescimento ao longo do jogo se deve ao fato de estudar em campo seu adversário, além de fazer uma leitura da dinâmica da disputa como poucas.
Acrescentando, a Holanda tem várias formas e alternativas de jogar para cada tipo de situação estudada e percebida em campo. E coloca em prática com rapidez. Vide o jogo contra o Brasil em que ela sabia que era inferior tecnicamente, mas não taticamente e muito menos emocionalmente.
A Holanda de Sneijder e Robben, que sempre têm poucas oportunidades, mas quando são presenteados, correspondem de forma certeira e imperdoável é uma boa seleção e conta também com uma boa equipe de suporte, um ótimo coadjuvante (Kuyt) e uma comissão técnica que sabe decidir o que fazer a cada dificuldade apresentada.
A Holanda era minha quarta favorita atrás de Espanha, Brasil e Inglaterra, antes de iniciar o Mundial.
Ressalto aqui a velha raça uruguaia, que, saindo de uma repescagem sofrida contra a Costa Rica, foi buscar, em suas origens, seu crescimento e evolução, além de Lugano, Muslera, Godin, Galgano, os Pereiras, Nicolas Lodeiro, Forlán (o melhor) e a grande revelação (não para o Ajax da Holanda), Luis Suarez.
Esta busca das origens tem que estar presente no futuro da seleção brasileira de futebol que se iniciará após a Copa.
Fica o registro da ausência sentida de Lugano, Suarez e Lodeiro que poderiam ter dificultado mais o jogo para os holandeses nesta semifinal.
Num primeiro tempo bom, tivemos, ao menos, dois belos gols de Bronckhorst (o mais bonito na Jabulani de fora da área) e um de Diego Forlán, também de fora da área, no meio do gol com efeito de Jabulani e falha do grandalhão Stekelenburg.
O segundo tempo, então…
Com o empate, os uruguaios cresceram no começo do segundo tempo e quase viraram o jogo no início.
Entretanto, numa desatenção defensiva uruguaia, esta permitiu que Sneijder fizesse 2 x 1 para Holanda. Van Persie (que não vem jogando quase nada nesta Copa e ainda é titular) estava impedindo e participou da jogada, atrapalhando Muslera.
Numa falha defensiva de deixar Lugano nervoso no banco e Muslera idem, Robben fez de cabeça (no melhor estilo de jogo contra o Brasil) o terceiro gol holandês.
O Uruguai, que não se entrega, porém, não como os exagerados guerreiros de Dunga, por conta de sua raça habitual, descontou, nos acréscimos, com um gol de Pereira, de fora da área. Caíram de pé!
Boa sorte aos holandeses que vão precisar. Seja contra a badalada Alemanha que é a seleção do momento ou a Espanha, que jogou o futebol mais bonito entre todas as seleções, nestes 4 anos entre uma Copa e outra.
O Brasil tinha a equipe mais eficiente e sucumbiu diante de uma maior eficiência, naquela tarde de 02/07/2010, dos holandeses.
Publicado por Senise no dia 3 de julho de 2010
Brasil? Fora!
Gana? Fora!
Argentina? Fora!
Paraguai? Fora!
O Brasil perdeu para a Holanda mais por causa de seus próprios erros e do nervosismo do que pelo futebol laranja. Gana desperdiçou um pênalti na prorrogação contra o Uruguai num jogo dramático como deve ser um jogo de Copa.
A Argentina levou 4 gols do time técnico e animado da Alemanha, que não era favorito mas agora é um forte candidato ao título. E o Paraguai perdeu no final para a Espanha, que vem jogando menos do que se esperava.
Confira os comentários de Dárcio e Senise sobre estes quatro jogos. E não perca, terça e quarta-feira, os Plantões sobre as seminifinais.
Página 2 de 13<12345>10...Última »