Um jogo duro…de assistir
Peço, de antemão, licença para usar esta expressão do título desta coluna, que é de autoria de Paulo Bonfá, usada quando da época que comandava, ao de lado de Marco Bianchi, o programa Rockgol da MTV.
Licença pedida, vamos ao jogo:
Apita o árbitro.
Começa o jogo duro entre a Fifasepp Futebol Internacional e a Sociedade Desesportiva Governança Tupiniquim no estádio superfaturado. Ammmiiiigo, como foi difícil chegar até aqui neste estádio. Estes caras não investiram nada em infraestrutura!
Reparou no elefante branco ornamentando abaixo das cabines de transmissão. Faraônico, não?
De destaque no time da Fifasepp F.I., temos um craque suíço, capitão do time, mas faz muito bem o trabalho do meio de campo para sua equipe.
Temos, além dele, o atacante Jerrô que tem muita VISÃo de jogo, perfeitos conhecimentos de tática, mas de um forte temperamento, que é exatamente o oposto do equilíbrio emocional do guarda-metas João Ave.
João Ave é muito elástico e plástico! Ele é praticamente um patrimônio do time por sua influência.
Do lado da S.E. Governança Tupiniquim temos o excelente presidente populista Luis que, mesmo nos bastidores, dá as ordens para que nada interfira no bom andamento da partida, custe o que custar. Este quer sempre ficar de bem com a torcida. Ele, no popular jargão do futebol, “joga para a torcida”.
Neste time da Governança tem um jogador muito estratégico, mas sem carisma, o Ricardinho. Ele acumula várias funções em campo e fora dele. Joga bem fora dele também. Está sempre no time, a torcida pede sua saída, mas a diretoria insiste com ele. Muito estranho? Às vezes, parece que ele não gosta de futebol, ammmiiiiigo!
Neste time, tem muitos dirigentes e cartolas que atrapalham o time da S.E. Governança. E todos posam de bons moços. Estão prejudicando o desempenho do time.
Tudo começou quando fizeram lobby para jogarem esta partida, mesmo sabendo dos riscos que corriam. Campo sujo e enlameado, esburacado (quando você se dá conta, já se contundiu), entre outras coisas.
Neste jogo, a S.E. Governança parece ter outras intenções, pois não é possível que seus dirigentes e cartolas aceitem tudo e queiram jogar esta partida. Tem algo de estranho também por aí?
Para novo técnico, no lugar de Orlandinho, colocaram Rebê. Este técnico vive mais do seu passado de glórias que de conquistas para sua torcida, ultimamente.
Num jogo truncado, feio, pragmático, com muitos erros, aconteceu um episódio antidesportivo. Jerrô, como de costume, invadiu o banco da Governança e mandou um chute no traseiro da equipe, liderada por Rebê.
Num revide tão pior quanto, o auxiliar técnico de Rebê, Marquinhos Gracinha, ofendeu Jerrô, chamando-o de vagabundo. Isso mesmo, vagabundo!
Ao final de desgastante peleja em que o torcedor mais uma vez perdeu, a direção da S.E. Governança iria mandar uma carta de desagravo à Fifasepp F.I..
Risco da partida ser cancelada, mesmo, caro torcedor!
Nesse meio tempo, Ricardinho pediu para tratar da saúde, mas exigiu, em contrato com os dirigentes que assinam tudo que ele quer; que fosse substituído por Medalhinha, aquele figurão do passado das propagandas de relógios e sorvetes de palito, lembram? Manobra muito bem arquitetada.
Rebê e seus assessores mandaram uma carta com nome errado e endereço errado. Esta carta nunca chegou.
Tanto não chegou que deu tempo para Jerrô dizer que, da terra de onde vem, chute no traseiro nada mais quer dizer que a S.E. Governança precisa sim acelerar aquele jogo duro que assistimos.
A S.E. Governança aceitou as desculpas da Fifasepp e de Jerrô e marcará mais partidas. Disse que receberá os atletas da Fifasepp com pompa e circunstância.
Derrota para o futebol!
E o óbvio aconteceu
Claro que bastou para o trabalhador comum de horário comercial que vos escreve, e que não consegue ver os jogos da seleção no horário da Europa onde esta joga, apenas ler o lance a lance do jogo entre Brasil e Bósnia para a brilhante constatação: o óbvio aconteceu!
Julio Cesar falhar: óbvio, na sua atual irregularidade.
Daniel Alves de lateral-direito da defesa: o óbvio da dificuldade de marcação do setor esquerdo de ataque da Bósnia, principalmente com Dzeko.
Daniel Alves como ala ofensivo, como o faz no Barcelona há muito tempo, avançando pela direita, cortando para o meio e dando uma linda enfiada de bola para Marcelo marcar um bonito gol. Idem.
David Luiz e Thiago Silva, numa boa zaga com David Luiz ainda um pouco nervoso. Ibidem.
Marcelo marcando e apoiando bem. O melhor do mundo na posição de real lateral-esquerdo. Muito óbvio.
Sandro, reserva de Lucas Leiva nas “casinhas” de Mano e mais reserva que titular no Totenham-ING, com irregular saída de jogo e poder de marcação em declínio. Muito óbvio. É só assistir seu mediano futebol na Premier League.
Fernandinho de momentos irregulares (um bom passe para Damião finalizar!), dentro de sua apenas razoável justificativa de convocação. Óbvio faz tempo!
No 4-2-3-1 do Mano, Hernanes jogou na posição pela direita da linha de 3, onde se exige muita velocidade de que não dispõe. Um óbvio que Mano não viu.
E mais óbvio ainda que este jogador deveria ser uma espécie de segundo homem de marcação e de saída de bola, no que faria muito bem à equipe. Mal aproveitado como Daniel Alves. Para muitos, não parece óbvio! Não é só o Mano que acha isso.
Ronaldinho Gaúcho como “vedete decadente de Carnaval”, o tal ex-jogador que muitos falam. Mano, quão óbvio isso é?
Ganso na reserva e Oscar não sendo convocado, é um absurdo da síndrome da obviedade adquirida. Ganso está melhorando e, quando entrou, ajudou a acuar a Bósnia com Elias no lugar de Sandro também. Elias e Paulinho (este não convocado) renderiam mais que Sandro e Fernandinho, podem acreditar!
Jogar tudo nas costas de Neymar é óbvio demais, dificultando seu jogo e, por conseqüência, sendo previsível para marcação adversária. Óbvio que é atacante e não um meia, Mano! Também, diante deste meio de campo escalado, Neymar teve que se virar!
Leandro Damião pode render ainda mais, mas é óbvio que o gol que perdeu no primeiro tempo não é da assinatura de um centroavante de seleção brasileira. Este ainda dá para continuar testando, desde que o meio-de-campo da seleção brasileira mude; não sendo este setor tão óbvio e tão previsível como até os 17 do segundo tempo de hoje.
Hulk e Lucas Silva deram uma animadinha no jogo. Óbvio que Hulk pode tentar jogar de centroavante e Lucas Silva jogar ao lado de Neymar no ataque. R10 e suas reboladas de nada adiantaram nem na criação e nem no ataque. Nulo, obviamente!
Óbvio que é muito positivo ver a seleção marcar a saída de bola, tentar ter muita posse bola e passes curtos para minimizar erros.
Como também é óbvio que, além da escolha dos jogadores do grupo deve ser questionada, mais ainda em algumas incorretas posições que Mano coloca seus jogadores em campo.
Conhecer bem seus jogadores no seu sistema de jogo é uma obviedade técnica, tática e gerencial!
As complexas emoções imediatas do futebol
Diante do gol perdido de Deivid pelo Flamengo, o programa Sportcenter (ESPN) apresentou um texto de abertura em que rememorava problemas do futebol brasileiro como a derrota nos pênaltis para o Paraguai na última Copa América e a derrota-goleada do Santos para o Barcelona.
O jornalista Mauro Naves comentou sobre a não-base da seleção brasileira no Estúdio I da Maria Beltrão (Globo News), citando que a seleção está se reformulando (problema para Mano!) e não pode mais contar com Lúcio, Juan, Luis Fabiano (e até Robinho, correto?). E que, hoje, a base da seleção está na equipe olímpica, no que considero meia-verdade!
O jogo entre São Paulo e Bragantino (3 x 3 pelo Campeonato Paulista) foi elogiado pelo ex-jogador e atual badalado comentarista Neto, como um jogo com muitas variações táticas, de alto nível de futebol e muitos e rasgados elogios para enaltecer esta partida, em detrimento ao que estamos vendo no atual futebol brasileiro. Utilizou o termo “baita” à exaustão!
Na transmissão da Globo, Cleber Machado e Casagrande elogiaram este jogo também, ao extremo!
Ao ser solicitado para escalar a sua seleção brasileira, no Programa Bate-Bola da ESPN, o comentarista Alexandre Oliveira escalou o volante Ralf do Corinthians de titular em sua seleção brasileira, de primeira.
Dentre estes exemplos citados, escolhidos entre tantos outros (são muitos mesmo!) que qualquer um que prestar atenção poderá formar sua lista; percebo o componente emotivo muito presente. É natural ao ser humano, não é?
Creio que, por ansiedade em ver a coisa melhorar, tanto por gosto pessoal quanto pela audiência; um comentarista é levado a achar que um jogo de muitos passes errados, bagunça tática, velocidade, alto índice de adrenalina, disputa viril e muitos gols oriundos de falhas individuais e coletivas; seja considerado um “jogaço” ou até mesmo um “fio de esperança” para a redenção do futebol brasileiro.
Por segurança e sem correr riscos (mesmo preocupado com a mesmice em suas críticas), treinadores, dirigentes e comentaristas consideram úteis e necessários os marcadores que roubam uma bola e fazem gesto de guerreiro para a torcida, até para uma seleção brasileira. Este item que chamo de “Era-Ralf” (inspiração no passado?!), me preocupa demais.
Para registro Dunga, para mim, foi infinitamente superior a Ralf!
Por saudosismo, alguns esquecem que o futebol tem que se renovar e que, lá atrás, alguns jogadores já estavam com seus dias contados. Além disso, bastaram uma ou duas partidas para percebermos isso.
Por exemplos, fatos e estatísticas, alguns acreditam que podem mensurar e analisar todos os problemas dentro e fora de campo, permitindo-se a um pessimismo ou a um otimismo, como que se houvessem apenas o bem e o mal. O caminho pelo meio é bem mais difícil, não é?
O imediatismo é o grande problema do futebol do brasileiro sem paciência, que começou no radicalismo da Copa de 1990, em que se pesavam as adaptações necessárias do futebol (ontem e sempre!), mas sem a perda das características positivas que levaram nosso futebol a um patamar respeitado e copiado. Uma conta que ainda estamos pagando, creio.
E, claro, a velha mania de se abandonar os pontos positivos em caso de derrota, a desanimadora de qualquer planejamento por estas bandas.
Terminou a fase de testes?!
Mano Menezes convocou hoje, em meio a chefe direto novo e contratante em rumores de sair; a seleção brasileira para o amistoso ante a Bósnia dia 28/02/2012.
Segundo seu chefe direto, em discurso repetido pelo treinador da seleção, a fase testes já tinha terminado e, agora, com poucas modificações, a seleção começaria a ter uma equipe-base, desconsiderando, apenas, questões de contusões, quedas de desempenho técnico e/ou indisciplinas.
Não que eles tenham sido tão detalhistas, mas foi esta a maneira como entendi a informação.
Exceção feita a Lucas Leiva (nome certo) e Ramires (nome quase certo) que não poderiam ser convocados por contusão, a lista trouxe poucas surpresas, como a ausência de Kaká, que Mano não explicou muito bem. Apenas disse que não tinha gostado do que tinha visto.
Apesar de muito criticarem a convocação de cinco laterais, eu reforço que Daniel Alves é um ala ofensivo (como na coluna “Os direitos Maicon, Daniel Alves e Danilo” publicada semana retrasada) e que Danilo pode ser tanto lateral quanto meia (mais recuado ou até como meia de ligação). Ambos são polivalentes e isso é bom para o grupo, desde que não se fique apenas preenchendo “casinha” (assunto da mesma coluna da semana retrasada).
Mano talvez esteja querendo testar Daniel Alves como o jogador pelo lado direito, na linha de três jogadores que compõem o meio e a ligação com o ataque, no 4-2-3-1, de que tanto gosta. Desta forma, Danilo seria o titular.
Julio Cesar será o titular, apesar de Diego Alves estar em melhor fase. Justa a convocação de Rafael, uma vez que Jefferson caiu de produção e Victor está irregular.
Adriano pode ser utilizado em ambas laterais, Marcelo é o titular pela esquerda, com a boa opção de Alex Sandro. Este mostrou personalidade quando jogou.
Na zaga, os óbvios, e justos, David Luiz e Thiago Silva de titulares e Dedé (que caiu um pouco de produção recentemente) e Luisão, de reservas.
Para as posições de saída de bola, mais precisamente os dois homens à frente do sistema defensivo, ele chamou Hernanes (que será um crime se não for titular!), Fernandinho (deverá ser o outro enquanto Lucas Leiva se recupera, espero!), Sandro (que bom que Ralf não foi chamado, mas que pena Paulinho não!) e Elias. Estes dois últimos, suponho, irão disputar posição com o também lesionado Ramires.
Na criação, Ganso é correto, apesar de sua irregularidade e Ronaldinho Gaúcho, no que eu preferiria Kaká. Um será reserva e o outro titular, na posição “1” dos três do esquema tático da equipe de Mano.
Oscar, do Inter-RS, vem atravessando boa fase, numa posição carente e não foi chamado. Teste?!
Quando perguntei no título desta coluna, com o ponto de exclamação junto, foi mais voltado para esta questão do R10.
Lucas Silva, que Mano insiste em chamar de meia e jogar pelo lado direito como Daniel Alves deveria jogar, é, na verdade, um atacante que se aproxima do homem de área. Além de uma fase irregular, o são-paulino deverá atual fora de sua posição.
Hulk, que é da posição pelo lado direito ofensivo da equipe, deverá ser reserva. Vem merecendo convocações. Neymar e Leandro Damião, os prováveis titulares, também confirmaram o óbvio. E justo também!
A surpresa, porém nem tanto, na convocação de Jonas no lugar de Fred. Teste também?!
Os fins justificam os meios (de campo criativos)
Seguindo a série de reflexões sobre a montagem de uma seleção brasileira melhor, podemos discutir um pouco sobre os jogadores de meio de campo.
Volantes (olha, marca igual ao Volante, ok?), centros-médios, interiores, linha média, armadores, meias de ligação, meias ofensivos, enfim… sejam do centro, da esquerda, da direita, de qualquer situação, ou mesmo primeiros, segundos, terceiros.
Com tantos nomes de posições, dentro dos mais variados esquemas e padrões táticos, a premissa básica de escolha inicial deve remontar-se à qualidade técnica.
Parece óbvio, mas o medo da perda de emprego dos treinadores e a ganância dos dirigentes e empresários, matam este planejamento.
A qualidade técnica deve ter como componentes deste todo: passes precisos (curtos e longos), deslocamentos, marcação individual e/ou territorial, senso de cobertura defensiva, preenchimento de espaços (leia-se ocupação inteligente!), municiamento aos atacantes, infiltrações ofensivas, inversões de jogo e de jogadas, criatividade (xi!), refinada condução da bola, saber jogar sem a bola para confundir o adversário, capacidade de bons arremates e dribles e surpreender o adversário num simples toque que mude o desenho do jogo a favor de sua equipe. Ufa!
Realmente, estes jogadores, dentro desta plenitude técnica, rareiam no futebol moderno de hoje. Um futebol que busca alguns brilhos para a audiência e que colocam clubes a pagarem salários altíssimos (e devendo, mas “jogando para a torcida”), pelo “rótulo” muito bem vendido, sem garantia de um pós-vendas, de “estrelas”.
Quando estes jogadores vão para o banco, então, é de envergonhar a boa prática da administração e dos negócios.
Voltando à reflexão inicial, jogadores como Xavi, Iniesta, Fábregas, Ozil, Muller, Khedira, Essein, Sneijder, realmente são especiais.
Para atuarem na seleção brasileira, apesar de estarmos numa safra, diria “abundante”, podemos ter bons jogadores de meio sim, alguns até com potencial de crescimento e/ou mais experientes, que podem resultar numa “meia-cancha” interessante.
Bons jogadores em quantidade e bem utilizados técnica e taticamente, podem formar uma ótima combinação. Por que não?
Hernanes, Kaká e Ganso são os melhores que temos pelo meio. Lucas Leiva tem sido chamado e pode ser útil.
Paulinho, para mim, está um pouco acima de Fernandinho, no que pesa o atleta do Corinthians ser menos experiente que o ex-meia do Atlético-PR.
Falando em Atlético-PR, um também ex-jogador deste, e que jogou com Fernandinho no Shaktar, de nome Jádson, merece observação. Outro: Oscar do Inter-RS.
Ao meu entender, jogadores como Ralf, Sandro, Luiz Gustavo são mais do mesmo e, Ramires, afobado demais, apesar do atleta do Chelsea não estar descartado.
Casemiro ainda é uma incógnita, mas, não sei bem ao certo a causa, mas ainda acredito em sua recuperação.
Lucas Silva é atacante e não se deve cometer o mesmo erro com Rivaldo. Um aproveitamento de meia-armador em 98 contra um segundo-atacante em 2002. Comparem!
Douglas, Ronaldinho Gaúcho, Alex, Thiago Neves, Elkesson, Maicosuel, Elano, Renato Augusto, Renato Abreu, Diego Souza (mais para atacante?), já esgotaram a cota de paciência
Que pena a questão da idade para Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Felipe e Marcos Assunção (apesar do exagero das bolas paradas que não cresce o futebol coletivo!).
Os fins só justificam se a discussão, a ousadia e a criatividade fizerem parte desta pauta.
Os direitos Maicon, Daniel Alves e Danilo
Os laterais brasileiros, desde o advento do esquema tático 4-2-4 no mundo (que tem vários pais e várias conseqüências), sempre estiveram relacionados e escolhidos nas seleções mundiais formadas, seja pela imprensa especializada ou não, seja pelos torcedores, seja pela FIFA.
É uma questão de herança e também de merecimento por dar a esta posição praticamente sua origem, sua evolução e sua modernização.
Acompanhando as últimas eleições de melhores do mundo, principalmente baseado nas duas últimas Copas do Mundo (que alertaram que precisamos rever nossa forma de jogar e atuar), o que tivemos?
Tivemos Maicon, Daniel Alves e Marcelo como únicas figuras presentes.
Claro que o zagueiro Lúcio e a revelação atual Dedé, pela FIFA, merecem não serem esquecidos; mas quero me atentar ao nosso produto de alta qualidade: os laterais.
Mano Menezes, como a grande maioria dos técnicos, não pode desperdiçar talentos por puro preenchimento de “casinhas”.
Explico: o termo popular “casinha” significa, em linhas gerais, convocar um jogador da posição e um reserva somente daquele jogador. Ou, acrescentando, em outras palavras mais simplórias ouvidas de treinadores de renome que já presenciei: “zagueiro tem zagueirar (sic)”.
É importante não “ser tão João Saldanha” nestes tempos modernos. Fulano é titular com sicrano de reserva anunciado. Precisa ter time-base definido, é claro, mas não precisar ter um elenco limitado e sem opções de polivalência.
Claro que Marcelo, pela lateral esquerda, e de pazes “de cruzar os dedos mindinhos” com Mano, reina soberano na posição e com o bom Adriano como opção; além de outros possíveis candidatos a reserva do jogador do Real Madrid.
Mas, é pela direita que quero falar um pouco mais.
Quando o ex-melhor do mundo (e com chances de retomar o posto!) Maicon estava machucado, Daniel Alves reinava absoluto na direita e Danilo foi surgindo, na seleção.
Porém, com a chance de retorno (merecido!) de Maicon, vai ficar aquela história de um ou outro para a titularidade, no sistema já citado: “a casinha”.
Desperdiçar o potencial, sobretudo ofensivo de Daniel Alves, é uma ofensa a qualquer time que se preze. Desperdiçar a variabilidade técnica, além da força defensiva, de Maicon, idem.
Além disso, é um atentado ao bom senso ignorar o melhor jogador do Santos (enquanto esteve em campo!) na final contra o Barcelona: Danilo.
Jogador este que, inclusive, foi o melhor do Santos, pela regularidade, ao longo da importante conquista da Libertadores de 2011. Seja na lateral, seja no meio, seja na defesa, seja no ataque. Um dos jogadores mais modernos do futebol mundial, sem medo de errar!
Por conta disso, e também por conta do esquema tático que Mano quer utilizar, o tal do 4-2-3-1, a opção de Maicon pela lateral-direita e Daniel Alves pela ala-direita entre os três homens de meio e de ligação com o homem de frente, pode ser uma opção mais inteligente.
Usar os recursos defensivos e de apoio consciente-ofensivo de Maicon a Daniel Alves, seria muito positivo.
Do lado do atleta do Barcelona, a ajuda na marcação pelo meio, triangulações e cruzamentos alternados com Maicon, chutes fortes e bem colocados, jogadas de linha de fundo, tabelas com penetrações pelo meio. Enfim, “n” alternativas!
Danilo, então, pode tanto ser ótima opção de reserva para lateral, quanto para o meio de campo. Tem bom passe, ótima saída de bola, sabe sair-se muito bem da marcação, bom chute de longa e de média distâncias, cobranças de faltas como Daniel Alves e, ainda, sabe marcar muito bem!
Com a entrada de Maicon e de Daniel Alves entre os titulares (lembram do primeiro tempo do Brasil contra a Holanda, na Copa de 2010?), Danilo pode ser opção para ambos e para os jogadores de meio, ampliando os horizontes táticos de Mano.
Claro que Daniel Alves já foi testado na esquerda, mas não precisa improvisar (temos Marcelo e outros!), tem é que inovar.
Ele fez uma boa partida contra o Chile nas Eliminatórias para a Copa de 2010 com o Dunga também, mas, em algumas partidas, pelo meio, deixou a desejar um pouco.
Mas assim como não se deve desistir de Hernanes e de Casemiro, deve-se dar uma chance a Daniel Alves pela ala-direita ofensiva da seleção brasileira e suas múltiplas funções.
É evidente que os jogadores de meio têm que acompanhar esta evolução e não se limitarem apenas aos desarmes e passes de lado.
É uma reflexão para começarmos a sair da mesmice. E nada melhor que começarmos pela lateral (começo de qualquer escalação de equipes) e que temos material de alta qualidade!
Semana que vem, falarei sobre os jogadores de meio, numa tentativa de começar uma campanha contra os “brucutus”, “limpa-trilhos” e os de pouca inspiração.
Inovar é preciso, senão, não se navega, comandante!
Em tempo: neste sábado, no Memofut, vai ter o ex-jogador e lateral Wladimir. Vai ser bem interessante!
Uma adiantada no segundo semestre
A seleção brasileira de futebol já tem um adversário marcado para abrir o segundo semestre: a Suécia.
Resta saber como estará a seleção brasileira até esta data, considerando o desempenho a ser assistido em comparação às promessas de “a fase de testes está chegando ao fim”, “está na hora de definir a equipe-base que irá disputar a Copa do Mundo de 2014”, entre outros exemplos.
Discurso uníssono e afinado entre chefe (Andrés Sanches) e subordinado (treinador Mano Menezes), numa réplica, em âmbitos maiores, dos tempos de Corinthians-BRA.
Pelo que se percebeu, o chefe (nomeado Diretor de Seleções da CBF) tem poderes para literalmente até trocar de treinador.
Com muito a se fazer e com poucos amistosos, sobretudo de “peso”, Mano Menezes não deverá priorizar os Jogos Olímpicos, apesar de ter um bom número de jogadores na seleção principal que provavelmente disputarão os jogos de Londres, como Ganso, Neymar, Lucas Silva, David Luiz; e sem falar nas possibilidades sobre Casemiro, Danilo, entre outros.
Casemiro e Danilo deveriam merecer melhor atenção, sobretudo por suas polivalências.
A seleção sueca, 17º. do ranking FIFA, enfrentará o Brasil na despedida do antigo estádio Rasunda, palco da nossa primeira conquista. Este estádio dará lugar a um melhor e mais moderno estádio que abrigará a seleção sueca.
É um adversário razoável, ainda mais se contar com, para mim, o melhor centroavante do mundo, Zlatan Ibrahimovic (Milan-ITA).
Ibra não tem sido convocado. Para seu lugar, tem jogado o atacante Ola Toivonen (PSV-HOL) e seu estiloso cabelo. Este jogador perde muitos gols.
Os suecos se classificaram em segundo lugar na sua chave na Euro 2012, atrás da Holanda, a quem perderam por 4 x 1 e, depois, se classificaram, por 3 x 2 no já citado estádio Rasunda, terminando com uma duradoura invencibilidade “laranja”.
De destaques, os veteranos Andreas Isaksson (goleiro do PSV-HOL), Mellberg (Olympiacos-GRE) e Sebastian Larsson (Suderland-ING). Como jogarão contra atletas deste simpático time inglês, somando-se todos os amistosos até esta data!
Gosto especialmente do meia Kim Källström (Lyon-FRA) e do atacante Johan Elmander (Galasataray-TUR). Este último, o melhor em campo na difícil classificação contra os holandeses na Euro-2012.
Espero que não fiquemos apenas nas reuniões e nos discursos bem feitos.
Qualidade e quantidade que preocupam, reforçando a coluna anterior.
AMIMstosos da seleção
Claro que o julgamento técnico dos amistosos da seleção brasileira, agendados para o primeiro semestre pela CBF, são de suma importância; porém, o título desta coluna, evidencia o fato de nenhum dos cinco amistosos marcados (Bósnia, Dinamarca, EUA, México e Argentina) serem jogados no Brasil.
É um paralelo político com a tabela da Copa 2014 e, claro, com os locais nos quais a seleção brasileira joga também, há muito tempo, seus amistosos.
Seleção brasileira que, de patrimônio nacional, tornou-se um produto rentável para seus comandantes e outros beneficiados que tomaram-na para si em seus negócios e propósitos muito particulares; sem esquecermos o maior e preocupante acontecimento que será a Copa do Mundo por aqui, aliado às nossas peculiares e históricas formas de administrar, conduzir, planejar, cumprir e organizar.
Tudo muito questionável, mas falemos também dos amistosos.
No final de fevereiro, a 19º do ranking FIFA (muito para esta seleção!) Bósnia, que foi eliminada da Euro 2012 por Portugal em acachapantes 6 x 2.
Apesar de contar com Dzeko, Saluhovic e alguns regulares jogadores, tem o mesmo efeito de como quando jogamos, por exemplo, contra a Escócia (2 x 0, onde Neymar e Damião foram muito bem, lembram?). E será na Suiça. Sei!
Depois de uma longa pausa (espero que sem amistosos “roubadas” ou “promocionais”), enfrentará um adversário que atualmente é de bom nível, e 11º do ranking, a Dinamarca.
O duro é passar um tempo grande destes sem amistosos. Não acredito que tamanha espera justifique, ainda mais não sendo um amistoso de “peso”, esta programação.
Em Hamburgo, na Alemanha (sei, de novo!), a equipe do lendário ex-jogador Morten Olsen, ao menos liderou seu grupo classificatório da Euro 2012, que tinha Portugal e Bósnia citados nesta coluna, e conta com um bom time e jogadores como Christian Poulsen, Christian Eriksen (os palmeirenses conheceram contra o Ajax), o zagueiro Agger (Liverpool-ING), o atacante trombador Bendtner que está hoje peregrinando no Sunderland-ING, ente outros.
Depois, teremos, de novo, os EUA (para quê?). Os 33º do ranking foram os que abriram a seqüência de amistosos da era Mano em 2010 (e é a foto que estampa a seleção no site da CBF). Não se justifica. Será em Boston ou Washington. É para ajudar o Obama?
E nossas relações com o México? Andam muito bem, obrigado! Tanto andam bem que jogaremos contra eles, os 21º do ranking, em Dallas, local da séria antiga série de TV de mesmo nome nos anos 80. De novo, né?
E, terminando, a 10º colocada Argentina, em New Jersey (oh!!!), de novo. Talvez completa.
Uma Argentina que conseguiu empatar com a Bolívia no Monumento de Nuñez, em sua última partida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo aqui.
Enfim, uma seleção brasileira, que carece de muitas coisas e não pode ficar com amistosos e programação deste nível apresentado, além de depender somente das Olimpíadas como evento.
Bem animador na volta das férias!
Meu amigo-secreto (ou oculto) é…
Como as festividades de final de ano estão chegando, nada melhor que brincar de amigo-secreto, ou oculto, dependendo da região de quem lê esta coluna.
Neste processo imaginário da ficção futebolística, e com muita sorte, quem sabe meu amigo-secreto possa saber do presente, que humildemente compartilho com vocês.
Nesta brincadeira, tirei de amigo-secreto o Mano Menezes, que é o treinador da seleção brasileira sexta colocada no ranking da FIFA; país-sede da próxima Copa do Mundo (que por questões diversas não deveríamos abrigá-la!) e que tem boas idéias, fala muito bem, é um estudioso do futebol, se expressa de forma clara e lúcida, mas não está conseguindo fazer a seleção brasileira jogar bem e ser eficiente ao mesmo tempo.
Uma seleção que ainda não ganhou (e nem convenceu!) diante de seleções de seu porte histórico (grandes, diria!), além de contusões, de problemas com convocação (suas convicções, seus medos e também os alheios à sua vontade), calendário e desorganização da CBF e um declínio histórico de nosso futebol mais evidenciado após a Copa de 2006, mas que fomos perdendo nossas características desde o início dos anos 80.
Anos 80, aliás, em que mudamos nossa forma de jogar, mais eficiente, diga-se de passagem, mas que vencemos duas Copas do Mundo com o acréscimo dos foras-de-série. Não tiro os méritos (que não foram poucos!), mas que estamos “pagando uma alta conta agora”, isto estamos! Uma coisa não exclui a outra.
E, sobretudo, um declínio ocasionado pelo imediatismo e lucro fácil em que pesam: a pressão de boa parte da mídia, de boa parte dos dirigentes, de boa parte dos empresários e agentes do futebol e também dos torcedores “pachecões” e desinformados.
Enquanto isso, um certo Barcelona trabalhava quietinho, errando muito para acertar muito hoje em dia. Há 30 anos!
As seleções da Espanha, da Alemanha (essa, então!) e da Holanda, foram agregando nossa antiga forma de jogar às suas conhecidas eficiências.
Em sua última entrevista, Mano Menezes mostrou realmente que está por dentro do acontece no futebol mundial, mas percebo que ele precisa transformar suas idéias em prática.
Além disso, precisa ser auxiliado pela boa vontade de treinadores e dirigentes do futebol brasileiro em admitir e mudar a nossa forma de jogar e ver o futebol aqui no Brasil, porque os jogadores brasileiros que atuam na Europa (nos grandes clubes, é claro!), já estão assimilando o futebol moderno que, de forma adaptada às condições físicas de hoje, nada mais é que um aprimoramento, por exemplo, do que o Flamengo de 81 (com um trabalho que se iniciou em 1976), já fazia.
Para registro: Raul; Leandro, Mozer, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico, Tita, Nunes e Lico.
Este time não dava chutão para frente e não apelava para as ligações diretas e desesperadas; aproximava todos os setores do campo, tinha excelente posse de bola, quase não errava passes, tinha velocidade e cadência na medida certa, tinha variações táticas de acordo com o adversário e as modificavam ao longo do jogo, tinha jogadores que lideravam de forma positiva a equipe dentro de campo, tinha ótima saída de bola tanto pelo meio quanto pelas laterais, talentos individuais que contribuíam para decidir com consciência coletiva, jogo coletivo de ocupação de espaços tanto na parte ofensiva quanto na parte defensiva e colaboração. Um time de futebol!
É preciso entender melhor as declarações de Pep Guardiola!
Por isso, Mano Menezes, encaminho um “presentinho” que chamo de escalação para tentar melhorar a seleção brasileira! Não é pretensão, é apenas uma forma de pensar que tenho e que compartilho com todos!
Eis-la:
Julio Cesar; Danilo, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho, Kaká e Hernanes; Daniel Alves, Leandro Damião e Neymar.
Na suplência: Fernando Prass; Maicon (ou Fágner se este não se recuperar), Dedé, Luisão e Adriano; Lucas Leiva, Ganso e Ramires; Hulk, Fred e Lucas Silva.
Dá para fazer alguma coisa com bastante treinamento e dedicação, além de paciência, não é?
Um abraço e a todos e um Feliz Ano-Novo. Que o ano de 2012 seja bem melhor que este aqui, no nosso futebol, por exemplo.
Para o bem do futebol brasileiro
O 3 na Copa não comenta campeonatos que não sejam Copa do Mundo ou Eliminatórias, mas este jogo de domingo entre Barcelona e Santos é uma situação muito à parte. Não é natureza deste site, mas exceções são essenciais!
O Barcelona seria o melhor time do mundo, mesmo se perdesse. Messi seria também ainda o melhor do mundo e Neymar ainda é craque, ainda mais depois do que falou, após o jogo, que hoje tomamos uma aula de futebol e é o que levaremos de lição.
Nada mudaria, como diz mestre Tostão, qualquer que fôsse o resultado. Não é o que pensa a maioria dos ignorantes!
Claro que a ideia dos 3 zagueiros poderia dar certo, desde que os volantes jogassem como tal e não aumentassem o congestionamento improdutivo de zagueiros. A defesa do Santos era só um muro com buracos. Buracos de um pífio Durval e um sofrível Leo, além de chamarem o Barcelona mais para o jogo do que já normalmente este time vem.
Danilo (enquanto esteve em campo até se contundir), Rafael e Edu Dracena (que deveria ter sido expulso!) impediram um massacre maior que os 4 x 0, enquanto que Leo e Durval facilitaram os 3 gols do Barcelona ainda no primeiro tempo. Zagueiro que deixa a bola passar embaixo das pernas sugere o adjetivo que Durval ganhou desta coluna.
Um segundo tempo melhor e mais exposto do Santos, mas ainda com um inseguro sistema de marcação, ressaltado pelas opções defensivas que Muricy tinha e como as distribuiu também. Todos erraram absurdamente no primeiro tempo com uma melhoria tardia no segundo.
Um contraste: enquanto Leo cobrava a titularidade, Pedro (reserva imediato de Villa e/ou Fábregas) aceitou a opção tática de Guardiola por Thiago Alcântara. Uma lição apresentada até na hora da substituição de um pelo outro no segundo tempo.
Enquanto a mídia enalteceu os jogadores brasileiros, no melhor nível “Estrelas” (um tipo de programa de sábado apresentado pela primeira-dama da atual mídia), Xavi e Iniesta chegam ao Japão e saem para passear sozinhos, como simples cidadãos como todos nós, que exercemos diversas profissões, como eles. Os nossos têm seguranças e parafernália de estrelas de show. Responsabilidade dos jogadores, da educação de seus pais, dos dirigentes e da maior parte da mídia nefasta.
Gostei de Ganso, mesmo que me critiquem, mas achei que, na hora das poucas e boas chances de definição a gol que o Santos teve, um pouco de pretensão transparecia nos homens de ataque.
Comparem o gol que Messi fez por cima do Rafael com o que Neymar perdeu tentando definir a gol, por debaixo das pernas do goleiro barcelonista.
O futebol brasileiro, principalmente daquele Flamengo de 81, guardadas as devidas proporções de tempo, jogava à maneira do Barcelona e, como a seleção brasileira foi sendo derrotada em Copas do Mundo, foi aderindo ao estilo europeu, com destaque para o estilo da família Scolari. Se há foras-de-série, os títulos encobertam a queda da qualidade do futebol, apesar de ser também importante a eficiência.
O mundo do futebol, tática e tecnicamente, muda, de forma sadia e correta, para a valorização do futebol coletivo que poucos o fazem, e em que o Barcelona reina!
Trabalho humilde de 30 anos atrás que ensina ao mundo que o jogo de futebol tem que ser coletivo, participativo, companheiro, solidário e sabedor de que o time ou a seleção está acima de todos nós e de todas as instituições que os cercam.
Enquanto o futebol brasileiro quiser “sentar no trono de cinco estrelas”, não conseguirá recobrar suas origens e, principalmente, perceber as mudanças que um time como o Barcelona demonstra em campo, empobrecendo seu futebol.
A espetacularização, cruelmente estimulada por boa parte da mídia sanguessuga que vive (e bem!) com isso, é o que “mata” o futebol, principalmente o nosso. Ou é jogo de firula para aparecer ou de guerreiro para “jogar para a torcida e os cururus”.
O emocionante Brasileirão é muito fraco tecnicamente, além da maioria dos jogos que acompanhamos. Poucos se destacam porque a inteligência tem que acompanhar cada jogador, em cada canto do planeta em que se joga futebol.
Valorizo as conquistas de 1994 e 2002, mas não poderíamos apenas viver delas e, sim, deixá-las na importância histórica que tem, de fato!
Precisávamos ter trabalhado nosso futebol com a soma da eficiência que adquirimos e o resgate do jogo coletivo que perdemos, da qualidade dos bons e poucos passes errados, do futebol solidário e consciente dos nossos jogadores.
Futebol não é só vontade e raça, que não faltaram ao Santos e nem na última seleção brasileira na Copa de 2010, por exemplo.
Faltou inteligência emocional, individual e coletiva, humildade, proximidade, companheirismo e aprimoramento da técnica que jogadores pretensiosos, como são a maioria no planeta, acham que não precisam por que são os “vocês s/a´s”.
Culpa deles, da educação dada por suas famílias que os vêm como “tábua de salvação” para seus problemas financeiros e sociais, dos dirigentes e da maior parte da mídia que os cria para sobreviver e lucrar com isso!
Messi é maior do mundo e Neymar um dia será. Isto nada mudou, apenas ressalto que Messi sabe o seu tamanho e de seu time. Talvez Neymar não saiba (mas está aprendendo!) qual é o seu tamanho ainda! Com certeza, não é o tamanho popstar que lhe colocam e que aceita.
Mesmo Daniel Alves jogando muito bem e sendo muito útil ao Barça, percebo um pouco de pretensão “à brasileira” que ele traz para a seleção, como no gol que perdeu aos 44 do segundo tempo. Futebol tem que ser jogado, e bem, durante todo o tempo da partida, independente do resultado! Mais uma lição do Barcelona.
Humildade ganha de goleada da pretensão e contribui para um time ou seleção melhor.
Para o bem do futebol brasileiro e seu futuro, uma goleada muito providencial!
