O futebol perto da gente
O Corinthians empatou com o Ceará no Castelão. O Avaí ganhou do São Paulo no Morumbi. A Portuguesa perdeu para o Duque de Caxias, no Engenhão. O Palmeiras ganhou do Santos na pré-estreia de Luiz Felipe Scolari. O futebol voltou!
Copa do Mundo é uma delícia, 32 países, um mês inteiro especulando quais times estão melhor preparados, torcendo pra Argentina ser eliminada, secando as equipes tradicionais da Europa, descobrindo a força da torcida paraguaia e do futebol uruguaio.
Mas a Copa é uma realidade distante. Mesmo após um ano e meio quase de programas e conversas com Dárcio e Anna, não consigo ter “aquela” intimidade com equipes como Costa do Marfim e Eslovênia (ou Eslováquia?). Mesmo o time do Brasil me parecia distante, nomes como Gilberto Melo, Ramires e Juan não faziam muito sentido. Quem são estes caras? Onde eles jogam?
Ontem abri o jornal e bateu uma sensação de familiaridade com o futebol que eu não sabia, mas estava sentindo falta. Atlético-MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Goiás, Internacional, Flamengo-Vasco-Fluminense-Botafogo. O Campeonato Brasileiro está de volta!
A Copa é o ápice do futebol, mas não o cotidiano. Sete jogos em 30 dias? Não, 38 rodadas em longos oito meses. O desespero da torcida rodada a rodada, a classificação para a Libertadores e a Sul-Americana, o perigo do rebaixamento.
E esse é o futebol “de verdade”.
